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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

Cria o teu cartão de visita Poemas de amor e dor conteúdo da página

30.11.09

 

 

 

 

 

GEADA, GELO, CHUVA e NEVE
Rogério Martins Simões
 
A enxada cava fundo
Na mão do homem do campo!
Fundo entra!
Chega fundo
Geada, Gelo, Chuva e Neve.
 
Na lareira, o pinho crepita,
A velha treme
E a criança grita
Geada, Gelo, Chuva e Neve.
 
O Inverno é ruim
E a bucha é tão rara.
Viva a salgadeira
Do toucinho cru!
Meu filho
Não te metas ao caminho
Geada, Gelo, Chuva e Neve.
 
Mãe minha, vou emigrar.
Que Deus a ajude
Que eu não posso!
E se Deus não quiser,
Geada, Gelo, Chuva e Neve.
 
Não há Inverno somente
Valha-nos os bafos da cabra!
Cabra minha já foste à lenha?
Geada, Gelo, Chuva e Neve.
 
Ardem as torgas na lareira
Senhor Ministro,
Que bela a casa a sua!?
Não há frio que lhe chegue,
Nem Geada, Gelo, Chuva e Neve.
 
Em casa de pobre,
Ramos de horta…
Ninhos de águia no alpendre…
Lavrador não fique curvado
À geada, gelo, chuva e neve.
 
1974
(Poema dedicado às gentes da Póvoa – Pampilhosa da Serra e aos Beirões)
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

27.11.09

 

 

(Tela do meu sobrinho

 

Tiago Simões)

 

 

 

CORRE A ÁGUA CRISTALINA
Rogério Martins Simões
 
Corre a água cristalina.
Mata a sede é fresca e pura.
Vai à fonte a menina
Com espreitada formosura.
 
Traz colo de rosa.
Duas roseiras atrevidas…
-Menina que corres à fonte
De onde vêm os teus risos?
-Vêm do cimo do monte!
Da brancura dos granizos!
Vai a água à fonte
Vai a fonte às rosas…
Cobiçadas por sorrisos…
 
E traz um sorriso atrevido.
Um cântaro de mão na ternura.
Vem a sede à menina,
Mata a sede, fresca e pura,
Corre a água cristalina
Que se espraia na secura…
 
Alagada por sorrisos…
Com que corres à fonte
De onde vêm os teus risos
-Vêm do cimo do monte!
 
Tanta sede molha os seios…
Tanta sede desatina…
Vem a fonte por seus meios
Corre a água cristalina
Enche o cântaro é fresca e pura
Vai a sede à menina…
Não tem sede a formosura…
 
12/08/2005
 
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.P. –
Processo n.º 2079/09)
 
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

26.11.09

 

 

Foto do autor do blog

 

 

 

Ondas enfurecidas…
Rogério Martins Simões
 
Ontem as ondas enfurecidas
tudo levavam…
Trouxeram-me o horizonte nostálgico
ornado,
que vai e vem.
 
Comigo ficam as ondas esquecidas
que o meu riso leva.
Levam-me as emoções sofridas,
A face amarga que na dor se eleva.
 
O pescador não pesca…
A linha prende o mar…
Se houver de morrer:
Que outros desçam
enquanto eu me deito…
 
Meco, 29/09/2009
Poemas de amor e dor conteúdo da página

25.11.09

 

GRATO,
A poesia nos aproxima e nem a eternidade nos separará.
A amiga Susana Veneno e o grande Luís Gaspar pregaram-me esta partida, e fico tonto com tanta ternura – do tamanho do mundo. Obrigado aos dois.
Susana, muito obrigado pela iniciativa, pela escolha criteriosa das imagens.
Como é belo o meu poema na voz do admirável Luís Gaspar dos Estúdios Raposo.
Visitem os seus vídeos no YOUTUBE.
Basta fazer um duplo clicar no vídeo
Sempre,
Rogério Martins Simões
 
ETERNIDADE



 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

20.11.09


 

 

(VIDA)

 

(Óleo sobre tela da minha companheira

 

Elisabete Maria Sombreireiro Palma)

 

O vídeo que se segue é da cantora brasileira, Adriana Marques, neta de um português natural de Lisboa.

A Adriana está no Facebook “Poesias e canções”, faz parte dos meus amigos, e tem mais canções no Youtube.

É admiradora da pintura da minha linda companheira, da Elisabete Sombreireiro Palma e da minha poesia.

A Adriana, como podem escutar, tem uma linda voz.

Raramente contacto alguém por “chat”, ou por outro meio à excepção do correio electrónico, como o fiz há dois dias. Falámos de poesia, da pintura da minha esposa, da vida, dos nossos problemas de saúde... de esperança.

 

No seguimento das palavras que trocámos resolvi dar a conhecer esta linda voz e, ao mesmo tempo, deixar palavras de esperança e de luta.

 

O poema que segue foi escrito por sofrer da doença de Parkinson. Todavia, existem seres humanos que sofrem muito mais; que têm problemas de saúde mais graves. A doença não escolhe as idades!

Deixo-vos com o meu poema O CÉU PODE ESPERAR!, dedicado à Adriana Marques enquanto escutam uma das suas canções.

(NOTA: PARA PARAR O VÍDEO BASTA CARREGAR NO || )

 

Para todos os que verdadeiramente sofrem, esperança, pois o céu pode esperar…

Rogério Martins Simões

 



 



 



 

O CÉU PODE ESPERAR...

Rogério Martins Simões

 

Com a delicadeza de Tua mão,

Nas Tuas mãos.

Com a mão na minha consciência;

Consciente dos meus actos,

Parcos e isolados:

Eu me denuncio.

Eu me fortaleço.

E cresço.

Eu me alindo.

E deslindo...

Quem me dera ser

Um pedaço de céu!

 

Mas o céu pode esperar...

 

Espera!

Devolve-me o meu sorriso.

Toca-me ao menos ao de leve,

No meu movimento, no rosto,

E leva para longe

Esta incerteza...

Este meu desgosto!

 

Vem!

Sopra sobre mim!

Pesadas estão as minhas mãos

Que não desarmam!

Baralham-se!

Confundem-se!

Desalinham-se!

Desarticulam-se!

Que se cuide a natureza,

Que me deu este estar,

Pois a irei combater

Para ser…

 

E o céu pode esperar.

 

Que Te importa que continue?

Qual o mal que isso Te trás?

Traz-me vivo na esperança.

Eis a Tua fortaleza

Que aliada à minha fraqueza

Me renova.

E cresço.

Me alindo.

E deslindo.

Quem me dera ser

Feliz e não sofrer.

E o céu pode ir indo…

Indo para onde quiser

Que espere!

Pois não estou preparado!

 

Coloca as Tuas mãos nos meus cabelos

E deixa-me de novo sorrir.

 

24-01-2005

(Registado no Ministério da Cultura

Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

18.11.09

 

  

 

 

 

(meu filho)

 

 

 

A Glória une a multidão...
Rogério Martins Simões
 
Quando renasce uma estrela num ermo desavindo,
remota esperança de um povo destroçado,
a glória une a multidão
dos anjos
ou demónios…
 
Basta um motivo do tamanho de uma bola,
num jogo de heróis de banda desenhada,
para sonhar
ou guerrear…
 
Do outro lado,
na minha rua,
onde as janelas se tocam num fado,
torre de Babel de línguas e religiões,
estrelas voláteis de um mundo real,
estreitam os laços de gerações…
 
Lá estaremos!
Levarei comigo a minha bola de trapos
e uma bola de Berlim com muito creme,
sem muros….
 
Ai se eu pudesse disputar este jogo a feijões...
 
Aldeia do Meco, 18-11-2009 19:01:17

 

 

Alterado o título 19/11/2009

O direito de autor é reconhecido independentemente de registo, depósito ou qualquer outra formalidade (ver artigo 12.º). A titularidade está consagrada no artigo 11.º do CDADC Lei 16/08 de 1/4
(A registar no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

17.11.09

 

 

Foto da

World Press Photo Contest 2004

 

 

 

 

 

SEGURO DA INSEGURANÇA
Rogério Martins Simões
 
Torres vigiam a casa assombrada
onde perpetuam marginais
e abstractas letras
de uma desconhecida liberdade.
 
A canalha… aproxima-se
verberando abstracções concretas.
No alto da torre seguem os carros pretos
chapeados com protecções e blindagens.
 
Blindaram os corações
para recolher os protestos.
Não! Os protestos não chegam às torres…
Aparam os ouvidos,
com guardanapos ao tiracolo,
e vestem camuflados para vigiarem o solo.
 
Para manterem a forma exercitam-se
encolhendo os ombros
e olhando de soslaio.
 
A segurança mantém asseguradas
as palavras contrárias
e perseguem quem se oponha à segurança!
Se lhes virar as costas dirão que sou poeta…
 
Dispararam às cegas
atingiram um colibri!
Do mar saltam alforrecas e camarões!
A segurança contra-ataca
com a segurança dos narcóticos
Os moribundos mascam, agora, folhas de coca
Do deserto partiram legiões imprecisas de escorpiões.
Dizem que um bando de loucos
se escondeu numa toca…
 
Toca docemente um violino cego
Ouve-se uma canção de embalar:
- Que será de ti meu menino
Se o povo não se revoltar
 
Corre um vento forte.
Ouvem gritos!
Se virar as costas
dirão que não sou poeta…
 
1/03/2007
 (correspondência entre poetas)
(Registado no Ministério da Cultura)
 Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.
Processo n.º 2079/09)
Poemas de amor e dor conteúdo da página

15.11.09

 

Foto de uma tela que se encontra na Alfândega

Largo Terreiro do Trigo

 

 

 

 

TREMO
Rogério Martins Simões
 
Tremo;
Tremo ligeiro, sem saber porquê.
Tremo e não tenho medo!
Sinto a leveza do sentir sem saber.
 
Tremo;
Hoje quero libertar meus medos
E sentir, sem querer,
Coisa que não sei contar pelos dedos.
 
Hoje quero vir…
Libertar o meu sofrer…
E em cada passo encontrar,
Meu rumo certo,
Que não acerto…
 
Hoje quero partir…
Libertar meus passos,
Apressados,
Meus gestos que enlaço
Neste meu fluir.
 
Hoje quero ir!
E sentir,
Esta liberdade
Encarcerada
De chaves mil.
Hoje quero partir,
Como flor que se renova em Abril.
 
Afinal vou correr,
Quero rir!
Pois vou finalmente viver!
 
(Sem data, concluído em 31/5/2000)
 
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 
Poemas de amor e dor conteúdo da página

13.11.09

 

 

 

ROSAS
Rogério Martins Simões

 


 

 

Tinha por hábito dar flores,
Flores em forma de beijos,
Sementes dos desamores
Contrárias aos meus desejos.
 
Via o dia com muitas cores,
À noite escrevia os meus versos,
Segredos das minhas dores,
Amores que me foram adversos.
 
Hoje, se recordo tudo isto,
Isto que revivo e insisto,
Nisto insisto e me revejo.
 
Voltaria para dar rosas
Às flores mais preciosas:
Meus filhos e neto que beijo.
06-05-2004
(Registado no Ministério da Cultura
Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.
Processo n.º 2079/09)
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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