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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Poesia, metamorfose, borboleta...

 

 

 

 

POESIA, METAMORFOSE; BORBOLETA!
Rogério Martins Simões
 
Dei asas ao sonho:
Poesia!
Metamorfose.
Borboleta.
 
Soprou forte o vento:
Poesia!
Metamorfose.
Borboleta.
 
Ergueu-se no ar:
Poesia!
Metamorfose.
Borboleta.
 
Deixá-la ir:
Poesia!
Metamorfose.
Borboleta.
 
Lisboa, 29-01-2010 19:12:21
“O direito de autor é reconhecido independentemente de registo,
depósito ou qualquer outra formalidade,
artigo 12.º do CIDAC, aprovado pela Lei 16/08 de 1 de Abril”
 
 

 

 

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Seios grandes e olhar de marfim

 

 

MODIGLIANI

 

 

 

Seios grandes e olhar de marfim...
Rogério Martins Simões
 
Quando o riso fazia parte de mim, eu era a felicidade.
 
Se uma cotovia, apressada, passasse por meus olhos num relance; se ela sorrisse, eu disfarçava: prendia os meus olhos ao chão...
 
Envergonhado, mas atrevido, gostava de me transformar em passarito...
E lá ia eu aos saltitos, olhar gaiato mas bonito, em busca de mais um sorriso.
 
Era um tempo de fadas, de bruxas, de princesas, e de bichos com sete cabeças, de histórias deliciosamente bem contadas, e escutadas, à luz do candeeiro.
 
Quando a manhã acordava, despontava em mim aquele sorriso maroto:
Um olhar de lado, apaixonado, e curioso pelas meninas, mais velhas, que desdenhavam a minha precoce paixão...
 
Depressa consegui uma namorada que, todos os dias, fixamente me olhava.
Tinha uns seios enormes e um olhar de prata.
E sorria!
Sorria quando a fechava, e a fixava,
- presa por pioneses -
na parede fronteira à cabeceira do meu antigo quarto.
 
Estou a ficar velho!
Reparo, agora, que a vejo assim:
Seios grandes e olhar de marfim...
 
28-01-2010 20:13:39
(revisto em 29-01-2010)
(Diálogos da alma e do poeta)
(O direito de autor é reconhecido independentemente de registo,
depósito ou qualquer outra formalidade
artigo 12.º do CDADC. Lei 16/08 de 1/4)
(A registar no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 
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Corre a água cristalina (republicado)

 

 

(TIAGO SIMÕES)

 

 

 

 

CORRE A ÁGUA CRISTALINA
Rogério Martins Simões
 
Corre a água cristalina,
Mata a sede é fresca e pura,
Vai à fonte a menina
Com espreitada formosura.
 
Traz um colo de rosa,
E duas roseiras atrevidas…
-Menina que corres à fonte
De onde vêm os teus risos?
-Vêm do cimo do monte!
Da brancura dos granizos!
Vai a água à fonte
Vai a fonte às rosas…
Cobiçadas por sorrisos…
 
Traz um sorriso atrevido,
Um cântaro de mão na ternura.
Vem a sede à menina,
Mata a sede, fresca e pura,
Corre a água cristalina
Que se espraia na secura…
 
Alagada por sorrisos…
Com que corres à fonte
De onde vêm os teus risos
-Vêm do cimo do monte!
 
Tanta sede molha os seios…
Tanta sede desatina…
Vem a fonte… por seus meios,
Corre a água cristalina,
Enche o cântaro; é fresca e pura
Vai a sede à menina…
Não tem sede a formosura…
 
12/08/2005
 (Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 

 

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Quando o teu corpo adoçava o tempo

 

 

MODIGLIANE

 

 

 

Quando o teu corpo adoçava o tempo
Rogério Martins Simões
 
Quanto no teu olhar
reluzia a sedução,
cristais acenavam
em teu corpo
descoberto…
E o meu corpo,
Em teu corpo
Adoçava.
 
Era um só corpo
que abraçava,
a todo o tempo,
quando o tempo
contigo dançava,
num sémen,
onde o desejo
não era abstracto
e recomeçava…
 
Além de nós,
havia um tempo
que anunciava
um vento criador.
Uma ligeira brisa
separava
os nossos corpos do fogo…
 
Depois, eras a diva
num período de advento,
trazias no teu corpo
estrelícias
de chuva e vento…
 
Logo, a terra, nos revestia
de volúpia
para que
recomeçássemos…
Suspiros
da procriação
misturavam-se,
em cores férteis,
nos corpos nus…
(cio da natureza,
entreaberto…)
 
Depressa a natureza
descobriu
desvarios
sem tempo,
de um tempo
de germinação,
E não mais o vento
te esfriou o calor,
com que te avermelhou
o rosto,
em contratempo...
 
Que rápido
passou o tempo
através de nós,
momento
a momento,
quando no teu corpo
adoçava o vento…
 
Lisboa, 05-11-2007 22:44
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 

 

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Os anos correm

 

(Óleo sobre tela Elisabete Maria Sombreireiro Palma)

 

 

OS ANOS CORREM!
Rogério Martins Simões
 
Os anos correm!
O tempo passa…Lentamente,
Mas passa.
E, quando vamos na pressa,
Vemos, sem graça,
Que o tempo passa depressa.
 
Ontem fui menino!
Era noite já era adulto!
Percorri o meu destino,
Pois, o passado já foi muito!
 
Oh! Como os meus cabelos mudaram!
Como o meu rosto crispou!
Como as minhas lágrimas choraram!
E a minha juventude me deixou!
 
Que importa se já sofri;
A quem importa o que já chorei
Pois sempre me esqueci,
De mim, e tão tarde acordei:
Como os poemas que escrevi,
E na manhã seguinte rasguei.
 
E não me tomem por louco!
E não dêem como certo!
Ser poeta é um pouco,
Da loucura se estar perto.
Mas isso já eu sabia,
Quando deixei a poesia,
Ser poeta é ser louco!
Voltei a escrever e já não queria!
 
19-07-2004 22:35:23
(Registado no Ministério da Cultura
Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.
Processo n.º 2079/09)
 
 

 

 

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Fala-me de amor

 

 

(óleo sobre tela

Elisabete Sombreireiro Palma)

 

 

FALA-ME DE AMOR
(Rogério Martins Simões)
 
Fala-me de amor - disseste,
quando nos recantos dos jardins
as barreiras nos impediam de pisar a relva.
 
Rompiam as memórias
e um ligeiro vento
arrastava as folhas secas do velho plátano.
Era tão tarde…
e ainda agora despontavam as histórias...
 
Olhei sem desvario.
Antes, quando me debruçava no teu peito,
eras rio,
eras só rebuçado!
E trazíamos nos pés alpercatas,
com asas,
que reluziam por cima dos muros
e o chão era mais leve que o algodão…
 
Sabes?
A cidade fede devaneios
e as árvores crescem nos telhados das casas.
Não te vou falar de amor, não!
Reservo para mim as sensações dos velhos tempos.
Agora, restam umas quantas folhas que vêm ter comigo:
Somos dois silêncios!
Dois estranhos castanheiros perdidos na cidade…
01-02-2006.
(Registado no Ministério da Cultura
Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.
Processo n.º 2079/09)

 

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Envolta em silêncios e flores

 

(Fotografia: Rogério Simões)

 

 

 

ENVOLTA EM SILÊNCIOS E FLORES
(Rogério Martins Simões)
 
Envolta em silêncios e flores,
Como se as flores te cobrissem de pétalas,
Eu te chamei deusa;
Quando o meu olhar era de cristal.
Percorriam os teus seios, colar escarlate,
Desvarios recortes de porcelana
Estavas linda!
 
Partilho estes jardins de sombras
Deliciosas.
Contagiam-me as serenas manhãs,
os frutos selvagens
e enamoro-me das estrelas.
Noite fora sou um viajante
Percorro silêncios,
escuto os meus passos nas vielas.
Que seria de mim se não te
reencontrasse!
 
Sabes a morango selvagem!
Sabes a cravo e a canela!
Se partir voltarei
Envolto em luz
Te cobrirei de pérolas
(Te chamei de musa)
E serei como a brisa,
Aragem,
Perpétua e ondulante:
O sol penetrante na tua janela.
24-03-2006
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 
 

 

 

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Mocidade

 

 

(Museu de Messejana, Alentejo)

 

 

MOCIDADE
Rogério Martins Simões
 
Se ao menos tu
Me dissesses qualquer coisa…
Pudesses falar comigo
Como falavas outrora…
Se ao menos eu te visse agora…
Talvez me visses de sacola,
Num quadro qualquer de loisa,
A escrever de novo na escola.
 
Mas não!
Partiste mais cedo…e eu quedei
Com a mesma ternura de outrora,
Carregado de riscos por fora
Para aqui envelhecendo fiquei!
 
Mas…
Se eu te pedisse para voltares
Seria de novo menino!
Prometia não ficar traquina,
Travesso, endiabrado, irrequieto.
 
Volta!..
Eu espero!
Prometo que não serei
Tudo o que não fui e não quero!
 
07-08-2004 11:08
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)

 

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Voltei - republicado

 

 

(Feliz ano novo para todos os povos do mundo)

ROMASI

 

 

VOLTEI!
 
(Rogério Martins Simões)
 
Venho dos limites do tempo
De uma galáxia qualquer
Já fui mar, já fui vento
Agora sou pensamento
Aparado em dado momento
No ventre de uma Mulher!
 
Meu corpo é magistral!
Brutal! Perfeito! Soberbo!
De início não era verbo
Agora sou o verbo ser
 
Tenho comigo segredos
Segredos do universo
Transporto no corpo recados
Escrevo em forma de verso.
Venho dos limites do tempo
Não sei o que fui e sou:
Deserto? Nascente?
Já fui Norte, já fui Sul
Pó astral, mar azul!
Luar, estrela cadente.
 
Eu me vou!
Partirei num cometa qualquer
E serei novamente pôr-do-sol.
Cor-de-rosa, aloendro, malmequer!
 
Voltei; Já cá estou…
Agora sou pensamento
Nascido em dado momento
Do ventre de uma Mulher!
 
23-09-2004 18:39
Aldeia do Meco
 
(Este poema foi gravado em MP3 pelo Luís Gaspar nos Estúdios Raposo –“Lugar aos novos” – )
(O link para a gravação está no lado direito)
 
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 

 

 

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amrosaorvalho.gif

MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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