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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Nem uma só palavra perdida

 

 

Nem uma só palavra perdida
Rogério Martins Simões
 
Nem uma só palavra perdida!
Nem um só gesto desmedido!
É como um encanto, que encanta.
Vou ter saudades da vida.
 
Que bonitos nós vamos!
Será que nos veremos depois?!
Que pena não termos nascido mais tarde,
Para mais cedo nos conhecermos os dois.
 
Assim, vou ter saudade,
Deste encanto que encanta a vida,
O teu amor me renova e cativa:
Nem uma só palavra perdida…
 
Que lindos nós vamos
Neste percurso tão curto da vida.
 
 
 
25/10/1996
 
(Registado no Ministério da Cultura
Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.
Processo n.º 2079/09)
 

 

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Asa de borboleta - republicado

 

 

 

 

ASA DE BORBOLETA
Rogério Martins Simões
 
Queria dedicar-te um canto
Nesta terna e longa viagem
Através da poesia.
 
Queria dar-te uma flor
Que jamais seque algum dia.
Pois ser feliz é esquecer…
A amargura do momento
E só assim a vida é sublime
Bonita!, ao mesmo tempo:
Como este mar
Que nos separa
Nesta noite amena e calma
Silêncio! Que o meu luar
Vai beijar a tua alma.
 
19-08-2004 1:01
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 
 

 

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O filho da Calçada - reeditado

 

 

 

O FILHO DA CALÇADA
(Rogério Martins Simões)
 
Eu vi
O Filho da Calçada
Sorrindo de anjo
com os cabelos sujos
da cor do barro.
E o barro
era uma cor
do anjo do céu ...
O sujo é o amor
da gente que passa
Coberta de véu ...
 
E havia estradas
no rosto
das Lágrimas deitadas.
E havia candura
nenhum lado oposto
do cabelo
Cortado à pedrada ...
E as Pedras
Tábuas eram!
E os cabelos
uma almofada ...
O cão uma companhia
Calçada da do filho.
 
Eu vi!
O filho da calçada
Sorrindo de anjo
com os cabelos sujos
da cor do barro ...
 
Lisboa, 29/1/1975
 
(Registado não Ministério da Cultura
Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC
Processo n. º 2079/09)
 
 
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Ando por aqui sem sentido... republicado

 

 

(CEZANNE)

 

 

 

 
ANDO PARA AQUI SEM SENTIDO
Rogério Martins Simões
 
Ando por aqui sem sentido
- meio despido, meio vestido…
Ando por aí sem estar cansado
de marginais interrogações.
Analisemos as questões:
vistas as coisas não avisto nada!
 
Nada, sempre nada…
só o nada se renova!
Renovar é o caminho seguro
para desaparecer…
Existir é morrer.
A lamúria não basta para deprecar
o meu estado de alma
que nem sei por onde anda.
 
Viajo na carapaça de um caracol,
lentamente,
e o tipo que aguente.
Esmago a passo de lesma
o peso que torna
e me transforma
num pedaço de tudo...
 
Tantas interrogações sem ressentido!
Ando invertido e o inverso
é o reverso do meu estado de alma.
 
Aluguei um espaço na lua
era ainda criança.
Deixei de o ver
já era adulto
e, no indulto,
a lua cheia ficou minguante.
Seco a cada instante
os pergaminhos da sorte
sem me lembrar do reverso.
– Como eram os cordeirinhos?
 
Não largo o caracol,
pernas para que as quero,
quanto mais devagar melhor!
Estarei a apreciar o meu espaço lunar?
 
Olha! É quarto crescente!
Que Deus te guie e aguente.
Repara! Ontem não estavas nisto,
enterrado até ao pescoço…
Ala moço
que se faz tarde!
É tarde!, não existo…
 
Lisboa, 8 Junho de 2006
(Registado no Ministério da Cultura
Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.
Processo n.º 2079/09)
 

 

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Fénix - republicado

 

 

 

 

 

Fénix
Rogério Martins Simões
 
Nestes dias
que passam, a correr,
sem sentir.
Nestes pedaços
de tempo velho
a renascer,
Reaparece a vida:
Nas folhas novas a nascer.
Nas flores lindas por abrir.
Porém,
tudo se acaba por varrer;
todos acabamos por sofrer,
pelo que há-de vir.
E eu que nada sei,
Por nada ser:
Em cinzas irei partir,
e, das cinzas renascer...
 
1/08/2004
 
(Registado no Ministério da Cultura
Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.
Processo n.º 2079/09)
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Cartas de amor

 

 

 

 

 

 
CARTAS DE AMOR
Rogério Martins Simões
 
Se me recordasse das cartas de amor que escrevi, e não tive a coragem de selar, não voltariam a escapar pela janela do quarto, ao primeiro verso, como foi meu fado…
Mas estavas longe, e tudo não passou de um sonho adiado.
Lembro-me das cartas que mandei para o endereço errado:
Escrevia-as em letra miudinha, beijava-as e selava-as…
Mentiram-me nas cartas!
Era tarde e com as gotículas das lágrimas perdidas, no endereço errado, afoguei-me no desamor.
Numa eternidade…
Foi por isso que desisti de escrever cartas de amor.
 
Se voltasse a escrever cartas de amor, teria de cuidar o endereço…
As cartas de amor não podem ter por destino a posta-restante…
Sabes?! Com o tempo, as ruas confundem os beijos perdidos e tarde descobriram o caminho para ti.
Se me recordasse das cartas de amor que escrevi, e não tive coragem de as selar, não voltarias a escapar ao meu primeiro verso pela janela do quarto… Dar-te-ia todas as cartas, todos os poemas, todas as palavras de amor.
E se hoje não consigo escrever cartas de amor, tendo amor, recorro a ti para perfumar os poemas que reparto contigo, nos espaços cheios, onde habitam as palavras do coração.
Não! Não voltarei a escrever cartas de amor…
 
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Zumbido

 

 

 

ZUMBIDO
Rogério Martins Simões
 
Lá fora,
no colar da escuridão,
percute o vai e vem
das ondas do mar.
 
Mandei calar o vento
e o mar amainou.
Pedi à coruja silêncio
e ela acordou.
Veio o mocho
e acabou por anuir.
Lá fora
a noite nem é de grilos...
e não consigo dormir!
 
Aqui, nos meus ouvidos,
um zumbido ruidoso
corrompe este pacto de silêncio.
Amanhã,
ordenarei ao mar
e ao vento,
ao mocho, à coruja
e ao sino do templo,
para que não deixem silenciar a noite.
 
A minha noite
não é só de grilos...
Espasmos dolorosos pulsam
e não me deixam sossegar.
 
Lisboa, 07-02-2010 22:36:39
(Diálogos da alma com o poeta: diário de um doente de Parkinson)

 

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Lentamente...

 

 

 

Lamentavelmente, alguém modificou o meu código html e só há pouco dei por isto. Mesmo com muita dificuldade, tenho estado acamado, tentarei repor o blog.
Todas estas atitudes agravam significativamente o que resta da minha fraca saúde, aliás, espelhada neste poema.
 
A quem alterou os códigos peço que me deixe em paz. Só não entendo o motivo e como conseguiu destruir o que tanto trabalho me deu. Para já não conseguiu os seus intentos. Poderá até destruir todo o blog, porém, não será por si que deixarei de dar a conhecer livremente a minha poesia.
 
Quero apresentar o meu pedido de desculpa a todos os que comigo partilham e gostam, ou não, da poesia que escrevo. Obrigado pela compreensão.
10-02-2010 13:14:59
Rogério Martins Simões
 
 
Depois de tanto trabalho para repor o blog alguém, que não tem mais que fazer, voltou a atacar e alterou (não sei como) o código html.
 
Vou tentar recolocar o que tinha feito e apresento desculpas por tudo isto que me está a acontecer.
10-02-2010 16:12:34
Rogério Martins Simões

 

LENTAMENTE
Rogério Martins Simões
 
Lentamente...
Cerro os meus olhos sem os abrir...
Perco a esperança sem a ter;
Fecho o rosto e o sorrir;
 
Ai! Este vazio incómodo:
Esta amarga dor que, na dor, nem se sente;
Este dilacerar que, por estar, não está presente;
Esta tristeza que fere e me faz frente;
Esta agonia, de fel, que me mata lentamente;
 
É urgente
que me ausente
deste vazio que me toma lentamente...
Lisboa, 08-02-2010 19:36:33
 
(Diálogos da Alma com o poeta,
diário de um doente de Parkinson)  

 

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Fuga...

 

 

 

FUGA
Rogério Martins Simões
 
 
Quero fugir.
Sobrevoar a montanha
onde adormece e se distende o sol...
 
Não o levarei...
Se tentar, não passará daqui...
Levarei este espírito errante,
próximo e distante,
e estarei à distância de um braço,
ou de um abraço,
de Ti...
 
Lisboa, 08-02-2010 17:08:26
alterado às 19:59:00
(Diálogos da Alma com o poeta:
diário de um doente de Parkinson)
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Amanhã estarei melhor

 

 

 

Amanhã estarei melhor
Rogério Martins Simões
 
Hoje continua o lastro
do meu estado de alma
do dia de ontem.
 
Estou envolvido
numa teia que enleia.
Estou como que pregado
a um madeiro
sem pregos ou cordas.
Solto uma terrível agonia
e, sem dar conta,
nem vómitos dão a perceber.
 
Sou uma represa invisível
num turbilhão de água
pesarosa.
 
Se ao menos chorasse.
Se ao menos morresse.
 
Sou um ser solitário
acompanhado
com a mulher mais presente
- O amor da minha vida.
 
Será do tempo?
 
Hoje meu corpo
nem o Tejo espreitou!
Sinto-me agarrado a nada,
e nem mesmo a lua
terá saudades em me ver.
 
Este vazio imenso
parece furtar
as palavras do coração.
Parece levar a alma,
que renascia,
quando noite fora partia,
pelo Tejo,
em busca de uma bruma de saudade.
 
Será do Inverno?
 
Não! O Inverno esquivou-se
nas estações esquecidas,
onde nem as carruagens
de terceira classe param.
 
Amanhã estarei melhor!
2008
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 
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amrosaorvalho.gif

MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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