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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

Cria o teu cartão de visita Poemas de amor e dor conteúdo da página

28.04.10

 

 

PARTIRAM AO VENTO…

Rogério Martins Simões

 

Partiram ao vento

As almas dos poetas

E fizeram amor num canto:

No canto mágico dos poetas.

O chão ficou pejado de rosas.

O mar incendiado de sereias.

E no azul celeste do céu

O céu ficou coberto de estrelas.

 

Havia quem cantasse!

Havia quem chorasse!

 

Vagabundas as almas

Que por ali ficaram…

Não havia noite!

Não havia dia!

Não existia Inverno!

Nem havia Verão!

 

Venham!

Eu vos dou o tempo

Da eterna poesia,

Poemas ao vento,

Em flores de algodão.

 

Finalmente partiram

No fogo das trovas.

Retomaram os corpos

Fez-se noite!

Fez-se dia!

Voltou o Inverno!

Aqueceu o Verão!

Choraram!

Cantaram!

Tremeram!

E morreram de amor cantando

27-01-2005

 

(Poema dedicado ao Dono da Loja

e a todos os poetas)

(Registado no Ministério da Cultura

Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

25.04.10

 

 

 

LIBERDADE

Rogério Martins Simões

 

Quando as manhãs, as tardes,

e as noites escondiam,

 desesperados esperámos,

não chegavas,

e de ti nada sabíamos...

 

Foram tão longas as noites

do tamanho dos dias,

que nos esquecemos do sol

na esperança que vinhas.

 

Foi por ti que chamámos,

e de luto, lutando, morreríamos.

Foi por ti que gritaram,

aos que antes da morte

 a morte pediram...

 

E depois de tanto tempo,

em que o tempo silenciado

e o desânimo quase vencia,

tu vieste de novo,

com mais idade,

aos olhos do dia.

 

Nossos olhos abertos

quase cegos ficaram,

quando as portas cerradas

e os cimentos caíram...

 

Era tarde e tardaste

quando finalmente chegaste

na mais linda primavera

que me recordo que vira...

É por ti que de felicidade

te chamo sem ira...

 

LIBERDADE!

 

Lisboa, 02-03-2010 17:48:32

 

Dedicado a José Carlos Ary dos Santos

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

24.04.10

 

 Óleo sobre tela REAL BORDALO)

 

Aos meus poemas
Romasi
Rogério Martins Simões
 
Esta pasta encerra
e transporta a minha vida:
 
Na minha rua eu vi!
Crianças nuas
Jogando com bolas de trapos.
1973

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

20.04.10

Salvador Dali

 

(Salvador Dali)

 

 

 

 

 

AMANHÃ...

Rogério Martins Simões

 

Era manhã…

a noite ia longa e não descansara,

tinha os olhos fechados e choravam.

Sim era manhã,

o melro bem cedo assobiava,

talvez não fosse, mas trinava,

e o espírito caminhava…

 

Era manhã…

a noite ia longa e me esforçara…

tinha os olhos fechados e secavam.

Sim era manhã,

- um cheiro a hortelã,

talvez não fosse, mas cheirava,

e o corpo espírito respirava…

 

Era manhã…

a noite ia longa e clareava

tinha os olhos fechados e brilhavam.

Sim era manhã,

a alma pura e sã,

Talvez não fosse, mas tentara,

e a minha alma aperfeiçoara…

 

Sim! Será amanhã…

Quando a minha alma o corpo deixar

Quando a noite for longa e altear…

abrirei de novo um olhar…

E serei novamente manhã,

amanhã…,

19-04-2010 21:49:14

Aldeia do Meco

 

(Dedicado a ALLAN KARDEC)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

17.04.10

Óleo sobre tela

 

Elisabete Sombreireiro Palma

 

 

 

As últimas vontades

 

DAVID MOURÃO FERREIRA



Deixa ficar a flor,

a morte na gaveta,

o tempo no degrau.



Conheces o degrau:

o sétimo degrau

depois do patamar;

o que range ao passares;

o que foi esconderijo

do maço de cigarros

fumado às escondidas...



Deixa ficar a flor.



E nem murmures. Deixa

o tempo no degrau,

a morte na gaveta.

Conheces a gaveta:

a primeira da esquerda,

que se mantém fechada.

Quem atirou a chave

pela janela fora?

Na batalha do ódio,

destruam-se, fechados,

sem tréguas, os retratos!



Deixa ficar a flor.



A flor? Não a conheces.

Bem sei. Nem eu. Ninguém.



Deixa ficar a flor.



Não digas nada. Ouve.

Não ouves o degrau?

 


Quem sobe agora a escada?

Como vem devagar!

Tão devagar que sobe...



Não digas nada. Ouve:

é com certeza alguém,

alguém que traz a chave.



Deixa ficar a flor.

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

14.04.10

 

 

VIAJO NO TEMPO

Rogério Martins Simões

 

Viajo no tempo.

Sempre o tempo!

Que tempo imaginas que te resta?

Resta-me um tempo juncado de saudades.

Resta-me um tempo que não se presta

a inventar caminhos longos e invisíveis

pois nunca os irei ver.

 

Planos!

Projecções?

Ou convicções?

Estou convicto

 que não concretizarei

os sonhos que não tive.

Sonhos tive!

Sonhos têm

quem de sonhos vive…

 

Passo acelerado por memórias,

recônditas recordações

que me afastaram do sonho.

 

Glórias?

Tenho a cabeça cheia de emoções,

de sentimentos e histórias

que não me deixam viver...

 

Pára de pensar!

Pára de viajar!

Recusa rever

a longa caminhada

que queres esquecer...

 

“Os olhos doem só de olhar!

Os dentes rangem sem morder!

As palavras irrompem sem querer!

As lágrimas correm só de pensar!”

 

Não!

Não regresses com os sonhos difusos.

Como geres o tempo magro que te resta?

Sentimentos confusos?

Ilusões sub-reptícias interligadas

e ilusórias de fim de festa...

 

Sim!

Estou farto de estar aqui

onde este corpo me prende

e não me deixa regressar...

 

Foi numa festa esquecida...

que prometeste ficar...

 

Lisboa, 18-02-2010 23:01:59

 

(Diálogos da alma e do poeta)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

11.04.10

 

A INVEJA É A GLÓRIA DOS FRACOS...

 

Depois de 6 anos a partilhar convosco a minha poesia, nada lucrando, recusando ofertas para editarem um livro de poesia, vejo-me na contingência de apagar este blog.

Na verdade alguém que cobardemente de esconde tem dado cabo dos códigos deste blog, e mais grave, destruindo poemas.

A canalhice poderá prejudicar definitivamente a minha saúde mas não destruirá a minha alma, ou alterará o meu caminho.

Até agora tenho-me limitado a apagar os códigos modificados e a recolocar os certos. Porém estou a ficar cansado e, acima de tudo, vejo que a minha Parkinson se vai agravando e começam a faltar-me forças para continuar a reparar o que miseravelmente destroem.

Hoje já recoloquei duas vezes tudo. Mas já sei que está tudo novamente alterado. Basta colocar um post para o blog ficar todo desconfigurado para glória de quem faz isto.

Inveja?

A INVEJA É A GLÓRIA DOS FRACOS.

 

 

 

 

 

 

Seguro da insegurança

Rogério Martins Simões

 

Torres vigiam a casa assombrada

onde perpetuam  marginais

e abstractas letras

de uma desconhecida liberdade.

 

A canalha… aproxima-se

verberando abstracções concretas.

No alto da torre seguem os carros pretos

chapeados com protecções e blindagens.

 

Blindaram os corações

para recolher os protestos.

Não! Os protestos não chegam às torres…

Aparam os ouvidos,

com guardanapos ao tiracolo,

e vestem camuflados para vigiarem o solo.

 

Para manterem a forma exercitam-se

encolhendo os ombros

e olhando de soslaio.

 

A segurança mantém asseguradas

as palavras contrárias

e perseguem quem se oponha à segurança!

Se lhes virar as costas dirão que sou poeta…

 

Dispararam às cegas

atingiram um colibri!

Do mar saltam alforrecas e camarões!

A segurança contra-ataca

com a segurança dos narcóticos

Os moribundos mascam, agora, folhas de coca

Do deserto partiram legiões imprecisas de escorpiões.

Dizem que um bando de loucos

se escondeu numa toca

 

Toca docemente um violino cego

Ouve-se uma canção de embalar:

- Que será de ti meu menino

Se o povo não se revoltar

 

Corre um vento forte.

Ouvem gritos!

Se virar as costas

dirão que não sou poeta…

 

Um abraço para ti José Baião

1/03/2007

Rogério Simões

(correspondência entre poetas)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

11.04.10

 

 

SORRIA!

 

Rogério Martins Simões

 

Se se sente triste ou amargurada,

Não pense, sequer, que foi esquecida,

Encontrará na pessoa amada

Tudo o que não encontrou na vida.

 

A vida, qual mistério

Tem coisas lindas e bem reais

_________________________

Do seu amigo Rogério:

Sorria! Não chore mais.

 

Segunda-feira, 26 de Abril de 2004

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

08.04.10

 

 

 

 

 

 

1990

 

 

TEUS OLHOS

Rogério Martins Simões

 

Quando os teus olhos de mel

 

os meus olhos descobriam,

 

os meus olhos de água-mel,

 

só por te saber que os liam,

 

em teus olhos, meu olhar fiel:

 

meus olhos, nos teus, se viam...

 

Meco, 08-04-2010 20:15:30

 

 

 

 

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

06.04.10



JAMENDO

 

Um site onde podem copiar livremente música legal sem ferir direitos de autor.

 

 

Neste Site poderão encontrar milhares de músicas, reunidos em 32 551 álbuns, muitas dos quais de muito boa qualidade.

 

Os discos podem ser livremente copiados , as músicas são legais, de utilização livre, podem ser distribuídas e copiadas desde que se respeitem os direitos de autor. Isto é, só não as podem nem as devem plagiar; nem as utilizar para fins comerciais.

 

Muitos de nós, como é o meu caso, debatiam-se com a dificuldade em arranjar fundos musicais que não implicassem o pagamento de direitos de autor aos artistas e às editoras. Este foi o caminho que me permitiu resolver todos esses problemas.

 

Como se devem ter apercebido, o fundo musical deste blog é uma obra da pianista americana, KENDRA SPINGER. Este disco reúne, como já escutaram, belos temas musicais - a música é livre, pode ser copiada livremente, pode ser utilizada com a excepção de ser utilizada para fins comerciais. Todavia, quem quiser ajudar os artistas poderá contribuir monetariamente ou com palavras de incentivo ou encorajamento.

 

Este será um bom caminho para os artistas portugueses que, não tendo oportunidade para gravar ou dar a conhecer as suas obras, queiram tornar-se conhecidos internacionalmente e quiçá, num futuro próximo, serem estrelas musicais conhecidas e bem remuneradas.

 

O título meramente sugestivo deixo uns links para músicas do meu agrado, no entanto, com ou sem inscrição, podem copiar livremente.

 

 

http://www.jamendo.com/en/





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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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