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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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30.06.10

 

 

 

AMANHÃ É DIA DOIS

Rogério Martins Simões

 

Carrego em mim estes dias marginais,

Que se arrastam mas parecem iguais,

Tão diferentes o são, pois,

Até ao escrever alago as rimas.

Amanhã é dia dois!

 

Limpo as minhas mãos transpiradas,

Esgota-se a fonte das minhas lágrimas.

Tenho novamente as mãos suadas.

Porque amanhã é dia dois…

 

Já passaram por mim tantos dias…

Mas estes, ao passar, fizeram doer!

Que diagnóstico me fará mais sofrer?

Pois só de pensar pensando sofrias:

Amanhã é dia dois!

 

Ide oh tristezas, pois, quero que rias,

Deixai comigo o meu corpo que resta,

Os exames na mão, com esperança esta

De voltar a chorar por mais alegrias.

Passa depressa oh dia dois…

 

Lisboa 01/08/05

 

(Registado no Ministério da Cultura

Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

26.06.10

 

 

VOLTO A SACUDIR OS OLHOS…

Rogério Martins Simões

 

Volto a sacudir os olhos na escrita.

Por agora tenho o caderno e a mente.

Tenho tudo para ser feliz…

– Por uma hora…

Uma criança chora!

Chora, não sei.

Chora sempre!

Deram-lhe tudo para ser feliz…

Quem mente?

As ondas varrem a cidade

Que flutua

Num extenso areal adornado de adereços…

 

Volto ao caderno.

Não escrevo! Ligo palavras, sílabas.

Que sílabas?

Tinha tudo para ser feliz,

Por um tempo inútil,

Onde tudo não passou

De uma forte gargalhada de dor.

Doem-me as palavras rasgadas,

Tramadas.

Dói-me esta dor que se expande num tempo

Que me tinham reservado para ser feliz.

 

Sigo no tempo ou pegarei no tempo?

Que sinto?

Alguém falou?

Alguém deu nas vistas?

As vistas curtas confundem as próprias vistas!

Não viste nada. Desandas!

 

Se ando por fora dos papéis voo nas vistas.

Se conseguisse andar daria nas vistas…

Estou sentado numa cadeia de ferros.

Tenho o caderno afundado numa teia de ferro:

A ferro e fogo.

Já fui fogo,

Água e gelo.

Gelo os meus pensamentos…

Que faço destas mãos!

Levaram as sementes do meu campo de trigo

Trinco sementes de girassol

Neste cantar de desabrigo…

Estou fechado no prédio móvel

Que é meu corpo.

Que dilema:

Perdi as forças ou estou num colete-de-forças?

 

Volto a olhar para dentro.

Olho o meu corpo.

Conheço a idade do meu corpo.

Não estou mal para a sua idade…

Que idade tenho?

 

Quero fugir de mim,

Dão-me dose dupla…

Se conseguir sobreviver

Saberei viver?

Viverá quem já não goste da vida?

Que vida? Fechada neste cadeado?

Movimento a dose dupla e volto a andar;

Subo o patamar da mente

e desço de andar na escrita…

 

Meco, Praia das Bicas, 12 de Julho de 2009

Poemas de amor e dor conteúdo da página

24.06.10

 

Kendra Springer a compositora e autora do fundo musical deste blog

 

 

 

KENDRA SPRINGER

 

Durante muito tempo procurei, sem conseguir, uma autorização para colocar fundo musical apropriado neste blog. A dificuldade foi enorme, tanto mais que teria de pagar direitos de autor, mesmo sabendo que neste blog procuro, essencialmente, dar a conhecer a minha poesia, sem réstia de qualquer aproveitamento comercial.  

Em 2009 tomei conhecimento da existência do Site JAMENDO onde talentosos artistas de todo o mundo divulgam e dão a conhecer livremente as suas obras.

Tal como já escrevi, podem ali serem copiados, distribuídos e divulgados gratuitamente, desde que não se destinem a fins comerciais, os milhares de discos e autores, de acordo e nas condições exigidas por cada autor quando se faz o download gratuito.

A minha escolha para fundo musical deste blog recaiu na obra “mágica” de Kendra Spinger: talentosa compositora, pianista, vocalista e autora do disco que estão neste instante a escutar.

 

Como sabem eu gosto de pessoas simples e talentosas. Desde que aqui coloquei uma das suas obras esta é a 3ª vez que Kendra Spinger me escreve a agradecer.

 

Kendra Springer: Quero publicamente agradecer-lhe por fazer parte deste blog. O seu trabalho é magnífico! Estou certo de que quem aqui a escuta ficará fã e à espera dos seus futuros trabalhos. Quanto ao conteúdo dos seus e-mails quero também dizer-lhe que muito me honram as suas palavras, pois só os génios são capazes de tais actos.

 

Deixo aqui o conteúdo do 3º e-mail de KENDRA SPRINGER onde a artista incluiu algumas palavras dirigidas aos portugueses.

“Caro Rogério,
Obrigado pela sua linda mensagem. Estou muito honrada por ter optado usar a minha música em seu blog de bela poesia. Por favor transmita a mensagem que segue aos meus amigos em Portugal. Infelizmente como eu não falo sua língua bonita, poderia por favor traduzir a minha mensagem em Português. Aqui fica a minha mensagem:

 

"Dearest friends,

Even though an ocean separates us we can all be connected through the beauty of music.

Thank you for listening to my music.

I wish you every joy in life!

With love,

Kendra"

 

Thank you Rogerio! Best wishes in your art!

Kendra



"Queridos amigos,
Mesmo que um oceano nos separe podemos estar ligados através da beleza da música.
Obrigado por escutarem a minha música.
Desejo-vos toda a alegria na vida!
Com amor,
Kendra "

 

Curriculum resumido:

Kendra Spinger, a autora do fundo musical deste blog, nasceu nos Estados Unidos da América e, de acordo com o seu curriculum, começou a tocar piano com 12 anos de idade. É, como afirma no seu SITE, “autodidacta”, apesar dos diversos cursos que tirou.

Cresceu escutando a música favorita do seu pai: clássica, (muitos dos românticos), Tchaikovsky , Beethoven ; Big Band ( Glen Miller) e ainda artistas como Kenny G, e Jim Brickman .

O seu primeiro gosto de piano a solo foi “Picture This” de “Jim Brickman”. Deste modo, e como refere, “Jim Brickman” teve grande influência na sua música como pianista a solo. Entretanto, o seu avô deu-lhe a conhecer a música de Yanni, romântica, exuberante e bela, pela qual se terá apaixonado.

Também terá sido fortemente influenciada pelo compositor / arranjador / produtor David Foster e Walter Afanasieff.

Muito obrigado,

Rogério Martins Simões

Poemas de amor e dor conteúdo da página

18.06.10



O QUE O TEMPO TEM DE SOBRA

(Rogério Martins Simões)

 

O que o tempo tem de sobra

É o tempo que me dobra…

Dobra o tempo, faz-me velho

Quando revejo o espelho

 

O tempo terá sempre tempo…

Se a tempo meu riso chegar

Pois… se deslizar desatento…

Talvez o possa encontrar

 

Passo os dias à procura

(Meu tempo não vai durar)

Meu corpo é espiga madura

Só o tempo o irá vergar

 

Dobra o corpo no desalento

Semente do tempo e da idade

Já oiço o silvar do vento

Da eterna claridade

 

E se o tempo não me acalma

Meu corpo nem sempre dura

O tempo não tem a minha alma

Para sempre no tempo perdura

 

Pois se Deus criou o mundo

E ao sétimo dia descansou

Paro este diálogo profundo…

Para onde a alma me levou

 

Tempo! Que tens de sobra?

- É o tempo que te dobra…

- Dobra tempo; quero voar!

 

Voa o tempo e me renova

A dor o riso e a prova…

Agora quero descansar.

17/04/2004

Concluído em

26/08/2005

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

16.06.10

 

 

 

O LOUCO

Rogério Martins Simões

 

À porta do hospício está um louco!

Um louco não pode estar do lado de fora!

De fora… não estou eu:

Vejo o louco…

Que faço na casa… dos loucos…

Não me lembro!

Serei o que está do lado de dentro?

Ou o que só em mim vêem do lado de fora?

Fora de mim… serei um louco…

 

Obedeço às regras de fora…

Aperto a mão ao louco…

Aperto a minha mão.

Aperto!

Sou eu agora…

 

Aldeia do Meco, Praia das Bicas 15-06-2010 22:17:59

 

 

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

15.06.10

 

 

 

NA ÚLTIMA PÁGINA DE UMA ANTOLOGIA NOVA

(Álvaro de Campos – Livro de versos)

 

Tantos bons poetas!

Tantos bons poemas!

São realmente bons e bons,

Com tanta concorrência não fica ninguém,

Ou ficam ao acaso, numa lotaria da posteridade,

Obtendo lugares por capricho do Empresário…

Tantos bons poetas!

Para que escrevo eu versos?

Quando os escrevo parecem-me

O que a minha emoção, com que os escrevi, me parece –

A única coisa grande no mundo…

Enche o universo de frio o pavor de mim.

Depois, escritos, visíveis, legíveis…

Ora… e nesta antologia de poetas menores?

Tantos bons poetas!

O que é o génio, afinal, ou como é que se distingue

O génio, e os bons poemas dos bons poetas?

Sei lá se realmente se distingue…

O melhor é dormir…

Fecho a antologia mais cansado do que do mundo –

Sou vulgar?...

Há tantos bons poetas!

Santo Deus!...

1/5/1928

 

 

 

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12.06.10

Foto do World Press Photo Contest

 

CRESCE A RAIVA NA GARGANTA!

Rogério Martins Simões

 

Bem cedo as manhãs começam

com camas desfeitas e frias…

cansados à noite regressam:

Perguntem às ruas vazias…

 

Manhãs de novo recomeçam,

com canseiras e correrias…

cansados à noite expressam:

Desagravos, fome e fobias…

 

Mas se há tal força no pranto,

que recresce em cada canto,

cuidai deste desassossego!

 

Pois se tanta voz se levanta,

Cresce a raiva na garganta:

- Chega; de tanto desemprego!

 

Aldeia do Meco – 12-06-2010 22:57:41

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10.06.10

 

 

MAR PORTUGUÊS

(Mensagem)

Fernando Pessoa

 

Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é que espelhou o céu.

 

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09.06.10

 

(REAL BORDALO)

 

 

 

Por quem Choras marinheiro

Rogério Martins Simões

 

Por onde andas

pachorrento cacilheiro

lento e velho quebra noz?

 

Molhava-me

quando as ondas,

picadas ao vento,

batiam e saltavam para cima de nós.

 

Pintado em aguarela,

navegando numa tela,

lentamente apodreces,

na velha praia,

onde outrora,

outras velas tiveram o mesmo condão.

 

Viajo de novo num novo barco!

Demora pouco!

E o rio não tem razão para sorrir…

 

Este barco parte as ondas,

desfaz a espuma,

que se esfumam na palma da minha mão…

 

Por quem choras marinheiro?

 

Lisboa, 3 de Julho de 2009

(Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

08.06.10

Foto minha pelas 11, 43 horas

 

 

 

 

Tragédia na Praia das Bicas – Morte em parapente

 

Ontem, na praia, meus olhos ciciaram para o meu coração uma tristeza infinita: a morte viajou em parapente, tombou na praia, enquanto outras asas, com outra sorte, cilhavam o céu sem descer.

 

 (Imagem de arquivo)

 

Já na praia um companheiro de parapente, que desceu em seu socorro, juntou-se aos poucos heróis que se debatiam para retirar do mar o homem que queria ser pássaro.

 

Eram cerca das 11 horas e 40 minutos quando desci à Praia das Bicas.

 

 

 

Fica na minha memória, e nas imagens que recolhi: uns quantos homens e mulheres lutando para reanimar a vítima.

 

 Foto às 11,43

 

 

A chegada dos Bombeiros Voluntários de Sesimbra que tudo fizeram para o salvar.

 

 

 Foto tirada às às 12,00 horas

 

Finalmente a chegada do INEM confirmando que mais nada poderiam fazer.

 

 

 

 Foto às 12,13

 

Enquanto isto, ali bem perto, e à vista de todos, estavam dois helicópteros em exercício para salvamentos no mar…

 Foto de arquivo

 

Rogério Martins Simões

 

 

 

 

 

O meu coração não é de pedra

Rogério Martins Simões

 

Quero esquecer o que não esqueci.

Quero acolher sensações novas

Mesmo que tardias

Quero exorcizar noites escuras,

Frias, mal dormidas.

Tenho sono!

 

As luzes sombrias percorrem os cantos

Escuros e frios.

Dói-me o peito.

O meu coração não é de pedra.

 

Meco, 22 de Agosto de 2009 16:09:33

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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