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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Interrogações! Para quê?

INTERROGAÇÕES! PARA QUÊ?

Rogério Martins Simões

Não sou o que fui.

Sou um ser residual:

Escrevo apontamentos,

Letras desgarradas,

Nas elevadas inquietações.

Visivelmente sou eu,

Nas pertinentes interrogações:

Uma luz ténue

Com aparentes e continuadas

Contradições.

Deixo como herança

um pedaço de mim:

No meu neto deito a esperança

do que vier a seguir.

Interrogações!

Para quê?

17-03-2008 23:41

Poemas de amor e dor conteúdo da página

Soprei numa pena...

 

 

Soprei numa pena

Rogério Martins Simões

 

Soprei numa pena

Que se anichou à janela

Aí está ela, agarrada à empena.

Sem pena, partiu à vela….

 

Valerá a pena eu ir atrás dela?

 

Deu a volta e reentrou,

Parece serena!?

Soprei na pena e a pena voou,

Aí vai ela pela porta pequena…

 

Valerá a pena partir com ela?

 

Vem um passarito

Apanha-a no bico

Ouve-se um grito

Aí vai ela, a caminho do pico…

 

Valerá a pena ter pena dela?

 

Vem um gavião com asas de granito.

Devolve-me a pena com penas na sela…

São do passarito que passou a goela:

Parte gavião! Leva as penas maldito…

 

Regressou a pena!

Não voltei a soprar mais nela…

Parece serena,

A pena,

Que pena reencontrar-me com ela!

 

Hospital dos Capuchos, 19/9/2007

(Concluído em 02/10-2007)

(Registado no Ministério da Cultura

Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

Meia-idade

 

 

Foto de Rogério Simões

 

 

 

MEIA-IDADE

Rogério Martins Simões

 

Deixei para trás o horizonte;

Deixei para trás a montanha;

Com a idade seca a fonte…

Nem o fogo acende a lenha…

 

Meia-idade não me afronte.

A idade que nos acompanha.

Trago luz na minha fronte,

E o luar ainda nos banha.

 

Meia-idade, meio-fio:

Amor, não chegue atrasado,

Ando adiantado e tenho frio.

 

Meio-corpo, meio rio:

Amor, não venha adiantado,

Ando atrasado e já não riu.

 

Deixei para trás o horizonte;

Deixei para trás a montanha;

Meia-idade não seca a fonte

Se o amor nos acompanha.

 

(Campimeco) -Meco, 20-08-2010 1:55:35

Alterado 21-08-2010 22:44:38

 

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Dorme! Dorme! Dorme...

 

(CEZANNE)

 

 

DORME! DORME! DORME…

Rogério Martins Simões

Se me vires subir aos cabelos da lua,

E derramar malmequeres à janela,

não esqueças: que a noite foi mais tua..

Dorme descansada que durmo sem ela.

Lá fora, do lado de dentro estás nua,

onde a noite te habita estás tu mais ela,

meu sémen que grita, se agita e flutua,

ficou encalhado num barco sem vela…

Noite agitada que o meu corpo enviúva…

Sem asas voavas no cavalo de chuva.

A chuva cai e o teu silêncio é disforme…

E se a noite dorme sem adormecer,

mesmo que tu acordes não me irás ver...

Dorme! Dorme! Dorme! Dorme…

Meco, 15-08-2010 20:29:07

Rectificado e concluído 20-09-2010 16:58:50

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Pior que a dúvida



PIOR QUE A DÚVIDA

Rogério Martins Simões

 

Pior que a dúvida

É o silêncio – quando o silêncio pesa.

Pesam as palavras!

Não há certezas!

A única certeza é a morte,

E, na dúvida,

Ressoam os pensamentos,

As inquietações,

O azar ou a sorte.

 

É como se não existissem soluções.

 

Jogamos todos os dias a roleta…

E, estranhamente,

Quando estamos na valeta,

O tempo passa lentamente:

- Tão devagar que o tempo medra…

É como que se conservasse uma pedra

no sapato.

 

Lancei fora tantas vezes a pedra…

E, no ricochete,

Vaporizei pó;

e de novo se fez pedra

06-07-2005

(Registado no Ministério da Cultura

Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

 

 

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A pensar em ti

 

 

 

A PENSAR EM TI

Rogério Martins Simões

 

Estrela da manhã

Que queimas

E não me guias.

Amiga

Flor que desperta

E não se apaga.

Lírio!

Flor de lótus!

Semente!

Mar de vida:

Onde semeio,

Onde me banho,

E não me apago.

 

1983

 

(Registado no Ministério da Cultura

Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

 

 

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Sempre que as cordas saltam...

 

 

 

 

 

SEMPRE QUE AS CORDAS SALTAM

Romasi

Rogério Martins Simões

 

Sempre que as cordas saltam,

As mãos,

Por mais calmas que sejam,

Tremem

 

Sempre que os beijos cantam,

Os lábios,

Por mais insensíveis que sejam,

Sentem

 

Sempre que há desejo,

Os olhos,

Por mais que mintam,

Traem

 

A saber:

Os beijos tremem

porque os olhos mentem…

 

Lisboa, 20 de Março de 1975

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amrosaorvalho.gif

MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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