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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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30.10.10

 

1953
Minha mãe, meu irmão Jaime e eu

Versos de amor

Rogério Martins Simões

Logo! Logo muito cedo,

Irrompe a luz, sem medo,

E descobre meu olhar.

Entra, sem bater à porta,

Quando o sol conforta:

Lembranças a despontar.

Em cima da velha mesa

Eu tinha a roupa presa

Com o prato da merenda:

Manteiga e pão escuro;

Que o branco era duro,

E só pela encomenda...

Solto os meus pés à légua

Que, na escola, a régua

Não aceita a demora...

Quisera, então, aprender,

A ler, para escrever,

Os meus poemas de agora.

Revejo, neste caminho,

Meus pais, com tanto carinho,

Neste nosso trilho em flor.

Volta o sol, que me beija,

Nesta manhã, que cereja,

Em meus versos de amor.

 

Lisboa, 30-10-2010 22:33:19

 

De acordo com a Lei os direitos de autor estão protegidos,

independentemente do seu registo.

(A registar no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

 

 

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25.10.10

 

(Terras ao abandono na Beira Baixa)

 

 

 

LOBO… QUE COMER NO QUE RESTA DA ALDEIA?

Rogério Martins Simões

 

Lobo não venha comer a minha ovelha…

Tenha cuidado que eu faço fogueira.

Cruzes canhoto que vem por aí a velha…

Lobo não coma a noz verde à nogueira…

 

Tem noite que a noite é vermelha.

Credo! Abrenúncio! Vem aí a feiticeira…

Ferradura na porta; corno na telha…

Lobo não coma o figo verde à figueira…

 

Lobo não volte para roubar o nosso pão.

Menino homem só tem medo do papão…

Lobo que comer no que resta da aldeia?

 

Loba… que vai ser de ti e da tua alcateia…

Dói-me a barriga de comer tantas amoras:

Cresceram as silvas, os matos e as horas…

04-07-2005

 

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

19.10.10

 

 

 

 

19/10/2010

PARABÉNS ELISABETE; MINHA DOCE COMPANHEIRA DE VIAGEM

 

Conheci a minha actual companheira e esposa, Elisabete Maria Sombreireiro Palma, em 1989.

Posso mesmo acrescentar que para além de me ter impulsionado e inspirado a criação da minha nova poesia, na sua maioria a si dedicada, ela é a minha maior crítica literária e impediu que o Rogério Simões rasgasse os poemas que restavam, escritos por Romasi, que a ela não foram dedicados ou que não foi a sua musa inspiradora.

 

Falar da minha companheira, é falar de amor, de solidariedade, de gosto e arte, de cultura, de trabalho e muita doação!

 

É trazer para a poesia os cheiros e as cores do seu Alentejo, que tão bem retrata nas suas telas.

 

Mas falar de Elisabete Palma é também falar de perda; de muita dor, porque para além da voz com que bem cantava o fado de Coimbra e o canto alentejano, perdeu o seu filho, o Ricardo, num acidente de mota em 1989. Tinha apenas 18 anos!

 

A Elisabete Sombreireiro Palma é fermento, trigo, centeio, poejo e papoila.

A Bete é toda a campina em flor!

Parabéns Bete,

Do teu marido,

 

Rogério Martins Simões

 

 

 

 

 

 

RECORTE NA PLANÍCIE

Rogério Martins Simões

Venho de um tempo de Inverno,

quando a noite mais tempo toma.

Sou fruto de um vagar eterno

quando o trabalho não retoma…

Do frio a cortiça protege o sobreiro.

À lareira cerzia panos de linho.

Chovia lá fora, era Fevereiro,

sou filha do amor; lenha de azinho.

Foram longos os meses de espera!

- Seara! Aprendi a bailar contigo!

E foi a mais linda Primavera,

e minha mãe cantava comigo:

- “Semeei este amor de Inverno,

Papoila! Ventre da Primavera.

Bago de trigo; Verão eterno,

Outono! Vida! Minha quimera.”

E o Verão foi ainda mais quente!

Mas o Outono é a minha estação!

a minha mãe carregou a semente,

verde foi o fruto do seu coração.

- Ceifa-se no Verão

o que Outono é servido...

sinto dar a mão…

que lindo vestido!

Se voltar a Beja,

que me viu nascer

e beija,

Estarei ao postigo!

Sua bênção, minha mãe,

sei que estás comigo!


19-10-2006

(Poema dedicado, e oferecida, à minha companheira

Elisabete Sombreireiro Palma, no seu dia de aniversário)

(Registado no Ministério da Cultura

Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

15.10.10

 

 

 

 

 

ABRO OS BRAÇOS

Rogério Martins Simões

Abro os meus braços

Abraço a natureza

Sem firmeza nos passos

Pois o corpo já me pesa.

Alcanço o sol

Beijo a lua

Bebo a água

Onde a água me leva…

Meu cheiro é rosmaninho…

Eis o meu percurso

Eis o meu caminho

Deixei fugir o tempo

Plano ao vento

É tarde...

A tarde é amena

Aceno lá de cima

Num tempo certo

Eis a minha alma serena

Vem céu!

Estás por perto.

30-09-2004 19:17:49

Aldeia do Meco

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)


Poemas de amor e dor conteúdo da página

11.10.10

 



CORAÇÕES NA AREIA

Rogério Martins Simões


Quem deixou na praia o coração?

Que onda o irá apagar?

Uma gota de orvalho,

Uma sombra,

Um pé?

Talvez nem chegue à maré…


Quem irá apagar essa paixão?

Uma mão cheia de nada?

Uma sombra?

Um pé?

Basta uma onda...

Talvez não venha…

Resta uma lágrima!


Praia das Bicas, 10-08-2010 19:58:17

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

07.10.10

(Os olhos do coração)

 

 

OS OLHOS DO CORAÇÃO

Rogério Martins simões

 

Deixasse eu de ver numa idade menor,

Quando nem a força segura o alazão…

Não te iria encontrar na idade maior,

Quando não se vê pelos olhos da paixão.

Se meus olhos cansados vêm pior,

Não importa apurar por que razão:

Com eles assim eu te vejo melhor,

Abrindo o olhar no meu coração:

Foi no teu coração, de bem-querer,

Que teus olhos me viram, sem te ver,

E por ali andaram quase até cegar…

E se tarde tardaram em descobrir,

Tanta felicidade em te ver e sentir

Amor! Meu coração te quero dar.

Meco, 06-10-2010 23:44:58

Poemas de amor e dor conteúdo da página

01.10.10

 

BASTA DE TANTO SOFRER

(13 de Maio)

Rogério Martins Simões

Basta de tanto sofrer!

Chega de tanta agonia!

Já não consigo escrever,

E tremendo não ousaria.

Mas desta forma tremer,

Esta mão temendo fria,

Quisera alguém viver,

Sem prazer ou alegria?

Pergunto a ti meu amor,

A razão da minha dor:

Porquê tanto tormento?

E se retardo o sofrimento,

De ti tanta força recebo,

Volto à coragem e escrevo.

13-05-2004 2:07:59

Poemas de amor e dor conteúdo da página

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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