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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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30.01.11

 

 

 

Foto de Rogério Simões

 

 

Cumplicidades

(Rogério Martins Simões)

 

Observei-te, estavas, linda!

Bonita, como a rosa em botão!

Não te toquei, estavas ainda

Longe no teu olhar - eu não!

 

Afinal não te era indiferente.

Mas, enfim, lá por dentro vias

Que havia em mim algo diferente

Nos locais para onde ias.

 

Para compensar o tempo ido

Prometias em pensamento

Recuperar o tempo perdido

À força de um sublime momento.

 

Amor! Estavas tão linda

Bonita como a rosa em botão

Não te toquei, estavas ainda

Perto do meu olhar - tu não!

 

Finalmente teu coração reparou

E descobriste que eu existia

Teu amor em mim encontrou

E… foi tão lindo esse dia.

 

E foram tão longos os abraços,

Carentes, infinitos e diferentes.

Foram estes os nossos laços

Afinal não éramos indiferentes…

 

2003

(Caderno Uma Dúzia de Páginas de Poesia n.º 41)

E colectânea de poemas”INDEX-POESIS”

(ISBN 972-99390-8-X e Depósito Legal 249244/06)

 

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.P. –

Processo n.º 2079/09)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

21.01.11

 

 

 

 

NA ESTAÇÃO DOS ACENOS

Rogério Martins Simões

 

Na estação dos acenos

regurgitam como lapas

as memórias

os gritos de desespero

as luzes da ribalta.

 

Na estação dos acenos

onde a ventura por ali passou

existem sombras e visões,

que metem medo...

E as paredes,

por mais que as pintem,

não limpam

os risos ou os prantos.

 

Na estação dos acenos

há sempre um túnel de silêncio

onde se guardam

recônditas lamentações:

Fim dos sonhos.

 

Vou apanhar o comboio atrasado...

 

Se imaginasse o trajeto desta linha

não teria viajado tão depressa:

Ficaria por aqui gerindo a pressa

que pressa não tinha...

 

Agora vou encontrar-me

com o que resta de mim,

assim, assim como sou.

E com esta tristeza não vou,

nas lágrimas que vertem.

Porém,

se esta dor não chorasse

talvez já tivesse morrido.

 

Além...

na estação dos acenos,

num tempo das ginjas maduras,

partirei num comboio a carvão

deitando fumo; lançando faúlhas,

alimentando a combustão:

A caminho da Luz!

 

Lisboa, 20-01-2011 02:40:11

Poemas de amor e dor conteúdo da página

16.01.11

 

 

 

Caem lágrimas é um dos meus poemas mais antigos. Poema de amor, escrito na Escola Comercial Patrício Prazeres no ano de 1968.

 

O poema foi escrito, declamado e passado a vídeo por mim. Espero que gostem.

 

Dedicado aos meus antigos colegas da Patrício Prazeres. Por favor desliguem o fundo musical do blog. Outros poeas declamados podem ser escutados no YouTube.

 

CAEM LÁGRIMAS

(Rogério Martins Simões)


Rolam-me na face,

Caem no chão,

Secam com o vento,

As lágrimas tristes

Do meu coração!


Continuo escrevendo,

Versando tua beleza,

Apenas interrompido

Por longos suspiros

Da grande tristeza

Do meu coração!


E, se depois penso…

Que jamais serás minha:

Rolam-me lágrimas

Pelo rosto molhado

Caem no chão!

Secam com o vento!

As lágrimas tristes

Do meu coração.


Escola Comercial Patrício Prazeres,

Lisboa, Abril de 1968


(Registado no Ministério da Cultura

Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

10.01.11

 

 

 

 

EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

Rogério Martins Simões

 

Deu vento na caravela

E a caravela de Gama foi à vela…

E descobriu a canela

Nas fábricas de Amesterdão

 

Deu vento na caravela

E a caravela de Gama

Levou a força motriz

Dos operários à vela

E à vela

Nos esgotos de Paris

Descobriram a merda dos franceses…

 

Deu vento na caravela

E a caravela de Gama

Partiu com escravos à vela…

E à vela chegaram

A pimenta, o ouro, e a canela

Aos mercadores de Lisboa...

 

Sopraram na caravela

E o Gama descobriu à vela

O caminho à emigração portuguesa...

 

Lisboa Abril de 1975

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

07.01.11

 

(Foto encontrada no Facebook)

 

 

 

 

HERANÇA

Rogério Martins Simões

 

Perto da minha casa

Existem outras casas

E essas casas não são minhas.

 

Perto das casas vizinhas

Existem outras casas

Que são iguais à minha.

 

A minha casa tem portas

Tem janelas.

Pelas janelas entra o sol.

Pelas janelas entra o luar

Pelas janelas vem o vento!

Na minha casa

nem as portas são minhas!

 

À porta da casa,

que nunca será minha,

estará uma sombra

que terás de libertar…

Abre o estore

Abre a janela

e deixem-na partir…

Meco, Praia das Bicas, 16-06-2010 1:06:04

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

01.01.11

 

 

 

 

 

 

Abri a janela do meu quarto

Rogério Martins Simões

 

Abri a janela do meu quarto,

Era ainda manhã,

Em cima da mesa estava o coração!

Reparei na moldura,

Passei discreto,

Eram tempos de hesitação!

 

Que segredos guardam meus passos?

Que tristezas guiam meus conflitos?

Acabei por descobrir os meus laços,

Percorrendo sempre os meus gritos!

 

Corri para o canteiro do lugar

Recolhi um botão de formosura,

Que, atento, coloquei ao luar.

 

Era noite, cedo tarda a noite,

Porque cedo amanhece o dia!

Que fado é a saudade

Da mesa do meu quarto

Que a felicidade é ter-te à mesa,

Servir-te este caldo farto

Num prato de sobremesa...

 

Esta rosa florida em botão.

Este instante de ternura e poesia,

Que, neste momento,

te entrego em mão.

 

Sexta-feira, 4 de Julho de 2003

 

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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