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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

Cria o teu cartão de visita Poemas de amor e dor conteúdo da página

31.03.11

 

Foto de Rogério Martins Simões

 

ENVELHEÇO A ESPAÇOS…

Rogério Martins Simões

 

Envelheço a espaços

E não dou por isso…

Já não subo à figueira

Onde apanhei figos…

Vejo chegar os netos

E partirem os amigos

Seara ondulante

Numa dança com espigas

Pão azeite, coentros

E alhos para as migas…

 

Já não preciso de sol

Pois a espiga está madura.

Já não necessito de água

.Pois a mágoa está segura.

 

Envelheço a espaços

E, afinal, dou conta disso.

 

Lisboa, 4/8/2005

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

24.03.11

 

 Para escutarem esta canção queiram por favor desligar o som do blog

 

Amigos 

 

Deixo-vos ficar um video que montei, que contem uma
composição inédita sobre um poema de Rogério Martins Simões, cantada e tocada
por dois elementos dos Boémia, composição escrita por mim, onde tambem toco
guitarra.

 

Espero que gostem 

 

Abraço para todos.

Laborinho

 

Quero agradecer ao Laborinho e aos dois elementos dos Boémia por terem musicada um poema meu que tanto gosto.

Um abraço a todos

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

14.03.11

 

 

DIA MUNDIAL DA POESIA

 

 

No próximo dia 21 de Março de 2011, segunda-feira, celebra-se o "DIA MUNDIAL DA POESIA".

 

 

 

Hoje, pelas 11 horas da manhã, enquanto "fazia horas" para ser atendido pelo meu médico na secular instituição - Associação dos Socorros Mútuos do Estado, situada nas Arcadas da Praça do Comércio, e não do Terreiro do Paço como por lapso muitos designam aquela Praça, resolvi ir beber um café e comer um delicioso pastel de nata ao Café Restaurante "O Martinho da Arcada".

 

Estava a saborear o pastel quando vi e cumprimentei o Sr. António Sousa, gerente deste mítico local. De repente, bailou na minha cabeça o desejo de ali realizar uma tertúlia de poesia no próximo dia 21 de Março - Dia Mundial da Poesia.

 

Com a amabilidade que lhe é reconhecida, o Sr. António de Sousa, levou-me ao restaurante onde está resguardada a célebre mesa, aonde Fernando Pessoa escreveu muitos versos - e a agenda dos eventos e reservas.

-Sim, não tenho reservas para o próximo dia 21 de Março, respondeu-me o Sr. António Sousa enquanto registava na agenda o meu nome, o meu desejo, com um ponto de interrogação.

 

Entretanto, adiantou-me que a casa tinha cerca de 80 lugares sentados e que o custo por refeição completa andaria pelos 25 euros por pessoa.

Quase me esqueci da consulta. Ficámos para ali a conversar sobre custos...  poesia, poetas e sonhos...

 

Vinha eu a caminho da Associação quando resolvi telefonar aos poetas amigos de que disponho contactos. Espera, pensei: então... e a consulta? Por sorte ainda não tinha chegado a minha vez.

 

Voltei a sair e telefonei ao amigo, e grande sonetista, Armando Figueiredo, (Daniel Cristal) que gosta de estar presente nestes eventos. - - - Sim amigo Rogério tudo farei para ir - (Vive em Gaia).

 

Entretanto, liguei para a minha amiga Anabela Portugal que, nesse preciso momento, extraía amostras de pinheiros contaminados.

- Sim! A ideia era boa e mais logo telefonava-me para casa.

 

- Está lá, José Baião?

-Sim Rogério, mas estou em serviço em Bruxelas. Expus rapidamente a ideia e fiquei de o contactar, já em Lisboa, amanhã.

Com o Zé Baião posso sempre contar, pensei, enquanto dizia para mim: então em Lisboa só se comemora o dia Mundial da poesia na véspera?

De véspera só morre o peru, pensei eu.

 

- Estou, poetisa, Dalila Moura?

- Sim, quem fala?

- É o Rogério Simões

E lá fui expondo a ideia.

- Sim, mas tenho de falar com o meu marido. Faz anos nesse dia.

- Ainda bem! Assim vêm os dois!

 

Voltei à Associação que não perdera de vista. Finalmente fui consultado pelo meu médico assistente.

- Sabe Dr. estou finalmente aposentado.

Entretanto enquanto preenchia a receita com os medicamentos para a minha Parkinson eu aproveitava para falar de poesia.

 

Chego a final destes diálogos ao sabor da pena. Deixo um vídeo que fiz para este evento e um convite:

 

 

 

 

CONVITE

 

 

 

Tendo em vista comemorar este dia, que coincide com o início da Primavera, um grupo de poetas e amigos da poesia, pretende realizar uma "tertúlia" de poesia no "Martinho da Arcada", situado numa das arcadas da Praça do Comércio, no próximo dia 21 a partir das 19,30 horas.

 

As razões para a escolha deste mítico local são, por todos os que amam a cultura, conhecidas. Nomes ilustres da vida portuguesa tais como: Bocage, Cesário Verde, Amadeu Sousa Cardoso, António Botto, Mário de Sá Carneiro, Almada Negreiros, Fernando Pessoa e José Saramago, foram alguns dos seus habituais frequentadores.

 

O Jantar será servido a partir das 20 horas e terá um custo por pessoa de 25 euros. Dado que o restaurante tem uma lotação, aproximada, de 70 pessoas solicita-se a quem estiver interessado que faça a sua reserva, diretamente para o Restaurante Martinho da Arcada, através do telefone 218879259 (Sr. António Sousa) e confirme a sua presença para os organizadores deste evento aqui no Facebook ou através do e-mail criado para o efeito poesiamartinhoarcada@gmail.com.

 

Poetas já contactados: Armando Figueiredo (Daniel Cristal); Dalila Moura; Anabela Portugal; José Baião.

 

 

Para finalizar termino com um pequeno extrato de um poema meu intitulado poesia.

 

"Tudo mudou!

Sem poesia

o mundo é menos sonhador,

é mais desumano!

Quando se escreve poesia

não se está só,

não estamos sós!

 

A poesia enche-nos a casa

de lágrimas

ou de sorrisos!

A Poesia reverte os sonhos desfeitos

em estrelas cadentes

para voltarmos, de novo, a sonhar.

Estaremos sós

quando as paredes

emparedarem

os pensamentos

e nem uma só lágrima se verta.

 

O que é a poesia?

O que é ser poeta?

 

A poesia é a magia

que espreita a ponta dos dedos

esborratados de tinta…

Ser poeta é quase morrer

e renascer

num canto ou num verso.

 

Paro! Tenho de parar!

Porque amanhã voltarei à rotina,

e sem rotina

não podemos viver.

 

Todos andamos num carreiro.

Para cá, para lá

sem saber ao que vamos.

Andamos,

corremos,

pensamos.

Como fazer para sobreviver

se não vemos!

Como podemos ver,

se nada há para ver.

E se vemos?

Poderemos parar para refletir?

 

Deixam-te refletir?

 

Que reflexão,

fazemos das nossas vidas?

Quantas televisões temos em casa?

Quantos tabuleiros se enchem de pratos

no desconforto da mesa vazia,

que esfria,

na espera?

Crescerá o bolor no pão que não sobra?

 

Que desconforto quando não há poesia!

 

 

Rogério Martins Simões

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

06.03.11

 

 

 

POEMAS DE AMOR E DOR

 

7 anos de poesia

 

06/03/2004 - 06/03/2011

 

 

 

Faz precisamente hoje 7 anos que criei este blog a que chamei de POEMAS DE AMOR E DOR.

 

Quero agradecer a todos quantos me visitam diariamente.

Graças a todos vós este blog já ultrapassou os 3 milhões de visitas

 

Este é o meu livro de poesia

 

Muito obrigado pela vossa companhia,

deixo-vos com cerca de 400 poemas

 

Rogério Martins Simões

 

LIBERDADE

Rogério Martins Simões

 

Quando as manhãs, as tardes,

e as noites escondiam,

 desesperados esperámos,

não chegavas,

e de ti nada sabíamos...

 

Foram tão longas as noites

do tamanho dos dias,

que nos esquecemos do sol

na esperança que vinhas.

 

Foi por ti que chamámos,

e de luto, lutando, morreríamos.

Foi por ti que gritaram,

aos que antes da morte

 a morte pediram...

 

E depois de tanto tempo,

em que o tempo silenciado

e o desânimo quase vencia,

tu vieste de novo,

com mais idade,

aos olhos do dia.

 

Nossos olhos abertos

quase cegos ficaram,

quando as portas cerradas

e os cimentos caíram...

 

Era tarde e tardaste

quando finalmente chegaste

na mais linda primavera

que me recordo que vira...

É por ti que de felicidade

te chamo sem ira...

 

LIBERDADE!

 

Lisboa, 02-03-2010 17:48:32

 

Dedicado a José Carlos Ary dos Santos

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

02.03.11

 

 

Fotografia de Rogério Martins Simões

 

 

 

RENASCER

Rogério Martins Simões

 

Passaram muitos anos

Em que te vi crescer

Habituei-me a olhar

Até me tapares a visão

Quando disfarçada crescias

A caminho do céu…

 

E eu voltava a passar

E a renascer

Por te sentir respirar

e rever

Em qualquer estação.

 

E tinhas o cuidado

De não cegar a luz

Pois a teus pés cresciam

Flores silvestres

Melros

Cogumelos e coelhos bravos

Enquanto em teu corpo

Adormecia uma cegonha…

 

Campimeco, Praia das bicas, Meco

27-02-2011 13:31:02

 

 

 

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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