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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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25.06.11

 

FOTO DE ROGÉRIO MARTINS SIMÔES

 

NUVENS NA MINHA ALMA

Rogério Martins simões

 

Caminho por nuvens que atravessam a minha alma.

Quem as não dispersou?

Quem as encaminhou para mim?

Agarro as estrelas e domestico o universo.

Tenho a alma num verso

E a chuva no colarinho…

Caminhar já é bom… Caminho!

 

Tenho um mastro para vencer.

Ardem-me os olhos só de espreitar.

Para quê mais sofrer,

Se todos os encantos não se agitam assim.

Não! Não quero prantos:

Para que nem só na dor se recordem de mim.

25-07-2010 15:10:34

 

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

 

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

22.06.11

 

ALFAMA

Fotografia de Rogério Martins Simões

 

A ROSEIRA NÃO SERÁ ESQUECIDA

(Romasi)

Rogério Martins Simões

 

A Rosa,

Rosa das escuras ruas de Alfama,

Era rosa

Filha de Roseira Brava

Que vendia sardinha de Barrica.

 

A Rosa

Não nasceu num berço de oiro

Nem nasceu menina rica.

Sua mãe a pariu

Quase morta

Numa manhã invernosa

A caminho da lota.

 

A Rosa

Filha de Roseira Brava

Que vendia sardinha de Barrica.

Não se quedou apregoando sardinha

Pelas ruas da Regueira

Ou vendendo seu corpo lesto

Pelos bares tristes da Ribeira.

 

A Rosa,

Rosa das escuras ruas de Alfama,

Filha de Roseira Brava

Que vendia sardinha de Barrica.

Parida quase morta

A caminho da lota,

Que não teve berço de oiro

Nem nasceu para ser rica

Lutou pela Liberdade!

Morreu vendendo a vida!

 

Agora dizem em Alfama…

Que a Rosa não será esquecida.

 

1969

(Homenagem à mulher trabalhadora de Alfama)

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

16.06.11

 

Foto de Rogério Martins Simões

 

RESGATE

ROMASI

Rogério Martins Simões

 

Durante tantos anos

Pensava,

Cá para mim,

Em silêncio,

Baixinho, assim:

Ai como sofro!

E escrevia!

Depois rasgava!

Resgatava a minha dor...

1975

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

14.06.11

 

Foto de Rogério Martins Simões

 

Alentejo, debruado a Arraiolos

Rogério Martins Simões

 

Na dourada planície alentejana,

Onde o sol penetra e tudo teima,

A falta de água, mísera e insana,

Quebra a vontade; abate e queima.

 

Nessa imensa e dourada pradaria,

Onde o vento de suão seca a cortiça…

Leva consigo, numa lenta agonia,

O suor a que chamam de preguiça.

 

Mas, o Alentejo é belo e majestoso!

Quem o ama chama-lhe de formoso.

Quem parte, volta! Nunca diz adeus.

 

Por isso há sempre vozes em coro.

Canto alentejano em vez de choro.

A alma alentejana é força de Deus!

19-04-2005

 

(Registado no Ministério da Cultura

Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

 

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

02.06.11

 

(Foto da World Press Photo Contest 2004)

 

 

 

 

DESMANDO
Rogério Martins Simões

Por onde ando, se não ando.
Para onde vou, se não vou.
Se até em mim não mando.
Quem manda no que eu sou?

Por meu mando, eu desando.
Desando quando não estou.
Muda quem estiver errando,
Sabendo que sempre errou?

Dei comigo, assim, a pensar,
Quando hesitava em votar:
Que desmando é prometer…

E se fortuna têm ao partir…
Outra virá para quem seguir…
Meu desmando terá de ser…

Lisboa, 18-06-2009 13:07:31
(Poema dedicado a Fernando Pessoa)
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09 - aditamento)

 

 






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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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