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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

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Estúdios Raposa - Luís Gaspar - Agradecimento

Sesimbra 2011
(Foto de Rogário Martins Simões)
Estúdios Raposo
Quero agradecer mais uma vez ao amigo Luís Gaspar, do Estúdio Raposa, ter ao longo destes anos dado voz e gravado alguns poemas meus. Aqui deixo o link e a página que criou para esses poemas.
Um abraço, Luís Gaspar.
Rogério Martins Simões

Olá, Rogério!
Acabo de colocar os seus quatro poemas que tive o gosto de ler, no meu espaço denominado Estúdio Raposa, "audioblogue" onde coloco as minhas gravações.
Está aqui:
http://www.estudioraposa.com/index.php/category/poetas/rogerio-martins-simoes/

Um abraço
Lg

EstúdioRaposa

 

 

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O QUE O VENTO NÃO LEVOU…


O QUE O VENTO NÃO LEVOU…
(poema a duas mãos)
AnaMar e Rogério Martins Simões

Já não levantas a terra das suas entranhas.
Não desbaratas, nos morros, o pó lamacento
Que se crava no rosto, no peito e na garganta.
Partiste!
Todos os cavalos estão parados…
Que fizeste da picareta,
da marreta e do guilho?
Olha essas mãos que sulcaram as montanhas;
Esse teu rosto sem brilho;
O bolso vazio,
O frio
Em teu olhar perdido de vista…
Encaminham-se os pés num suave delírio,
No brilho da lua escondido pela montanha:
Rito do pão que o diabo amassou.
A memória da tua voz é eco da minha força.
Ensaia um gesto:
Grito rouco de conquista
Que o vento não levou.
Meco, 23-06-2011
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A praia é minha...

 

 

 

A PRAIA É MINHA
Rogério Martins Simões

A praia é minha
 Gritei

Não é
 Respondia
a onda do mar
 Que a praia varria

A praia é minha
Bradei

Não é
 Dizia
A areia da praia
Que aos meus pés luzia

A praia é minha
Clamei

Não é
Respondia
A gaivota
Que no ar se erguia

A praia é minha
Murmurei
Enquanto do alto
Na praia
O corpo revia…

E uma mulher
Ali mesmo
 na praia
Na praia paria

A praia é minha
Chorei
E renascia…

Meco, Praia das Bicas 17/11/2009
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)



 

 

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Viagem

VIAGEM

Rogério Martins Simões

 

A maré está em maré baixa.

Para onde foi a água salgada

E o sal que me temperou?

 

Meu barco sulca

Pelas águas que ficam…

Por que ficam

As águas que não partem?

Quando partem

As águas que ficam?

 

A maré está calma…

As águas parecem quedar:

O barco desliza e faz ondas,

Nas águas calmas e mansas,

Sopra uma ligeira brisa

E o barco desliza…

 

Outro barco passa…

Já passou!

Por tempestades

Por dias de sol

 

Meu barco de contida graça

Semeia carneirinhos,

Branca espuma, no verde-mar.

 

Quantos marinheiros

Respiraram este ar?

Quantos pescadores

Lançaram redes?

Quantos mares

Acolheram estas águas?

 

Mágoas?

Meu barco abranda

Estava proibido de atracar

Nas palavras que pincelam

As cores deste náufrago

 

- O barco vai parar!

Grito ao arrais!

 

Estou finalmente a chegar

Ao fim destas palavras…

Olho as amarras

com que prendem o barco…

 

A maré continua vazia….

Há tanto lodo no cais...

 

(Diário de viagem, Seixal-Lisboa

13-08-2008 09:01:19

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

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amrosaorvalho.gif

MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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