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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




PALHAÇO

PALHAÇO

Rogério Martins Simões

 

Ai se eu pudesse ser arauto do contrário,

Alargando o disfarce e a mímica.

Se eu pudesse mostrar que esta química,

Transforma tantas vezes este circo em calvário.

 

Se por momentos deixasse de ser palhaço,

Atrelando ao olhar o que na verdade sinto.

Pudesse dizer que rindo, do que faço,

Sou apenas palhaço no recinto.

 

Depressa, veste o traje e pinta o rosto,

Que o circo está cheio de meninos,

E o que importa é fazer rir os pequeninos:

Mesmo que o teu riso seja desgosto.

 

Batem palmas e riem tanto,

Que mesmo chorando não minto:

Lágrimas que este meu riso de pranto,

A todos fazem sorrir por instinto…

 

Meco, 23/06/2014 23:19:49

 

(In “Poemas de Amor e Dor”)

((Poema do próximo livro

Registado no Ministério da Cultura

Inspeção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09))

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

SORRISO BRASILEIRO poema de Francisco Simões

 

 

 

Aqui deixo ao meus leitores este belo e intenso poema do meu amigo poeta Francisco Simões

 

 

 

Sorriso brasileiro

 

Francisco Simões

 

 

É salgado o gosto deste solo agreste
Pelo pranto da seca, da fome e da peste.
É doce o sabor deste asfalto tão quente
Ao molho de sangue, de violência inclemente.
É triste o olhar da infância-ameaça
Fugindo da vida, do medo e da caça.
É trêmula a mão do idoso que aguarda
A consulta, o salário e a esperança roubada.
É preconceituoso todo olhar que ignora
Feridas expostas e a indigência que implora.
É covarde toda força que age escoltada
Tirando a vida de quem não tem mais nada.
É falsa a democracia que a poucos banqueteia
E destina à maioria as sobras da ceia.
É muita comissão para tão pouco inquérito
E parcos resultados a merecer tanto mérito.
É lama, é brejo, é areia movediça
Engolindo a verdade, a honra, a justiça.
É avalanche que arrasta, oprime e apequena,
E a sociedade? - De costas para a cena.
É bonito, saudável, feliz, que imagem
O sorrir do poder e da politicagem.
É sem teto, saúde, comida ou brejeiro
 O olhar que se esconde no sorrir brasileiro.
                                                                          Francisco Simões
 
 
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O meu coração não é de pedra

 

 

O meu coração não é de pedra

Rogério Martins Simões

 

Quero esquecer

o que não esqueci.

Quero acolher

sensações novas

Mesmo que tardias

Quero exorcizar

noites escuras,

Frias, mal dormidas.

Tenho sono!

 

As luzes sombrias

percorrem os cantos

escuros e frios.

Dói-me o peito.

O meu coração não é de pedra.

 

Meco, 22 de Agosto de 2009 16:09:33

 

(Registado no Ministério da Cultura

Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

 

 

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Letras imprevisíveis

(Elisabete Sombreireiro)

LETRAS IMPREVISÍVEIS

Rogério Martins Simões

 

Quero dizer-vos:

Que da ponta dos meus dedos

Crescem letras imprevisíveis

Que se estendem numa folha em branco:

Em levada

Em verdes prados

Saltitando a caminho da horta

 

Quero dizer-vos:

Que é de dia que as ilusões escondidas

Adormecem nas cidades

Abafando o ruído e o fecho da porta

Que a mágoa não se esbate num apagar de luz

Pois quando a noite adormece,

No leito dos rios,

Os pirilampos abrem o caminho à poesia.

 

Quero dizer-vos:

Que os risos chegam atrasados

Com asas pesarosas

E que os infelizes adormecem

Na tentação de afogarem a má sorte…

 

Quero dizer-vos:

Que os sofrimentos são paragens forçadas.

No acentuado cais de envelhecimento

E que ao cair da noite sigo a candeia

Onde velhos ciprestes anunciam a morte

E as rolas distendem as asas…

 

Depois… seguirei a minha estrela…

 

Meco, 04/06/2014 23:43:11

 

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A tabanca..

 

(Foto da National Geographic Photos)

 

 

A TABANCA

Rogério Martins Simões

 

Nesse tempo...

A tabanca era o silêncio

Das velhas tradições.

Então, eu sentia no sangue

E no chão das cubatas

O gosto da mulher negra…

Romasi

1974

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amrosaorvalho.gif

MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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