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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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28.01.15

IMG_2296.JPG

 

 

O FADO DA MINHA VIDA

Rogério Martins Simões

 

Tu sabes que em teu cansaço,

Ainda vou tendo o espaço

Para o teu amor merecer.

Eu sou o teu xaile traçado:

Que em teu peito suspirado,

Minha dor se vai esconder.

 

Não quero pisar o risco,

Antes um pequeno cisco

Acabe por me tombar.

Bastava um pequeno gesto:

Mas contigo ainda me presto

Ao teu amor me entregar

 

Se a minha sorte soubesse,

Que sem ti logo aparece

A minha sombra ferida.

Tendo a sorte por destino,

Açoitava o torvelinho

Ao fado da minha vida.

Meco, 17/06/2014 00:06

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

19.01.15

Gravuras 001.jpg

 

 

 

CELEIRO PÚBLICO 1) (TERREIRO DO TRIGO): Empréstimo de duzentos e setenta e cinco alqueires de trigo e duzentos e setenta e um alqueires de milho, na forma de empréstimo, aos lavradores do Concelho de Sagres

Manda El-rei, pela Secretaria de Estado dos Negócios do Reino, participar à Comissão Encarregada da Inspeção E Administração do Terreiro Publico que sendo-lhe presente a sua informação de 21 de Novembro de 1822 pretérito sobre a pretensão da Câmara de Sagres para que lhe emprestassem sementes “atenta a necessidade e penúria em que se acham os povos daquele Concelho, ocasionada pela esterilidade da colheita e que se acha devidamente verificado pela informação do Corregedor de Lagos e sumário de testemunhas…"

2) DETERMINANDO-SE OUTRO SIM QUE OS ATUAIS VEREADORES RESPONDERÃO PESSOAL E SOLIDARIAMENTE PELAS QUANTIDADES DO GÉNERO EMPRESTADO…

Paço da Bemposta em 3 de Janeiro de 1823

 

Algumas considerações:

  • O Celeiro Público foi criado por :

JOSÉ:I. AUGUSTO INVICTO PIO REI E PAI CLEMENTISSIMO DOS SEUS VASSALOS PARA ASSEGURAR A ABUNDANCIA DE PÃO AOS MORADORES DA SUA NOBRE E LEAL CIDADE DE LISBOA E DESTERRAR DELA A IMPIEDOSA DOS MONOPÓLIOS DEBAIXO DA INSPECÇÃO DO SENADO DA CÂMARA SENDO PRESIDENTE DELE PAULO DE CARVALHO MENDONÇA MANDOU EDIFICAR DESDE OS FUNDAMENTOS ESTE CELEIRO PÚBLICO ANO MDCCLXVI (1766).

Recomendação 07/52 (IND) - Pela classificação do Edifício da Alfândega, como Imóvel de interesse Público

09-12-2014

  • Veja-se que, apesar da penúria em que se achavam os lavradores de Sagres, foi exigida aos Vereadores da Câmara de Sagres uma responsabilidade pessoal, e solidária, pelo empréstimo do milho e do trigo.
  • O original deste documento encontra-se agora na Torre do Tombo.

 

Rogério Martins Simões

Antigo Reverificador Assessor da D.G.A.I.E.C.

 

terreiroTrigo 006.jpg

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

18.01.15

autodefe.jpg

 (Auto-de-fé em Valladolid)

 

EU, ANTÓNIO JOÃO

(Rogério Martins Simões)

 

Eu, António João,

Filho de João Anes, lavrador,

E de Isabel Pires, Lavradeira,

Cristão Velho

Perante vós do Santo Ofício

juro por Deus e só por isso

que outra fé não tenho

A que sempre fui submisso

Desde os tempos de antanho

Pois pertenço ao rebanho

Do priorado da minha terra

Temente e a Deus fiel

Assim foi meu crescimento

E nunca lhe fui infiel

Por Jesus no Sacramento

E por minha mãe Isabel

 

(Mensagem M. de 12/9/2014)

(António João, do Vale Serrão, Pampilhosa da Serra, condenado pela Inquisição)

 

Ferros nas palavras…

Rogério Martins Simões

 

Os ferros prendem as letras

Quando as letras formam

Palavras inconvenientes…

 

O que sentiste quando

Te cortaram a respiração?

Como engoliste as palavras,

Quando te torturaram

Pelas palavras

E te colocaram a ferros?

 

Com que ferros te marcaram,

E te secaram o grito.

 

Que raiva quando nos deixam sem ego!

 

Ainda assim:

Os cobardes vestidos de negro

Não te mandaram para a fogueira…

Nem te queimaram os ossos...

Quando nem os deuses

Protegiam os inocentes…

Meco, 12/9/2014 22:17

(Ao António João, do Vale Serrão, Pampilhosa da Serra, condenado pela Inquisição e a todos os perseguidos…)

 

 

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15.01.15

Allan Kardekmarlene-nobre-foto.png

 

O desencarne da Doutora Marlene Nobre

No passado dia 6 de janeiro de 2015, desencarnou a Presidente das Associações Médico-Espíritas do Brasil e Internacional Dra. Marlene Rossi Severino Nobre, 77 anos. Foi médica ginecologista, especializada em oncologia. Autora dos livros espíritas.

Tive a felicidade de a conhecer, em Lisboa, quando participei nas Jornadas Portuguesas de Medicina e Espiritualidade.

Deixo-vos com um poema meu muito a propósito, publicado no meu livro "GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO".

Rogério Martins Simões

 

AMANHÃ...

Rogério Martins Simões

 

Era manhã…

a noite ia longa e não descansara,

tinha os olhos fechados e choravam.

Sim era manhã,

o melro bem cedo assobiava,

talvez não fosse, mas trinava,

e o espírito caminhava…

 

Era manhã…

a noite ia longa e me esforçara…

tinha os olhos fechados e secavam.

Sim era manhã,

- um cheiro a hortelã,

talvez não fosse, mas cheirava,

e o corpo espírito respirava…

 

Era manhã…

a noite ia longa e clareava

tinha os olhos fechados e brilhavam.

Sim era manhã,

a alma pura e sã,

Talvez não fosse, mas tentara,

e a minha alma aperfeiçoara…

 

Sim! Será amanhã…

Quando a minha alma o corpo deixar

Quando a noite for longa e altear…

abrirei de novo um olhar…

E serei novamente manhã,

amanhã…,

quando o meu espírito regressar…

 

19-04-2010 21:49:14

Praia das Bicas, Meco

(Alterado e findo no dia 30 de Maio de 2010

nas V Jornadas Portuguesas de Medicina e Espiritualidade:

"Chico Xavier: 100 anos de Amor, Ensinando o Caminho da Cura da Alma")

(O meu público agradecimento ao Dr. Roberto Lúcio Vieira de Souza)

(Dedicado a ALLAN KARDEC)

 

Simões, Rogério, in “GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO”,

(Chiado Editora, Lisboa, 1ª edição, 2014)

 

 

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15.01.15

meco 041_tonemapped.jpg

 

NÃO SEI RIMAR PALAVRAS AZEDAS!

(Rogério Martins Simões)

 

Não sei rimar palavras azedas!

Não sei encurtar,

nem cortar as palavras!

Reajo às nefastas evidências…

E cerro o punho na mesa.

 

Não acendo

as letras apagadas…

Nem cedo às letras indefinidas…

Sou um iletrado,

Nas palavras que sobram das letras…

Renuncio

às funestas evidências da alma…

E volto-me para a luz.

 

Bate o sol no meu olhar!

 

17-10-2006 21:37

(Poema dedicado à Poetisa Efigénia Coutinho)

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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