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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

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Telhados de Alfama

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TELHADOS DE ALFAMA

Rogério Martins Simões

 

Telhados de Alfama

São mastros são velas

São beijos eternos

Juntinhos e ternos

Estreitando as vielas.

 

Telhados de Alfama

São ilhas são notas

Parecem guitarras

Em noites de farras

Soltando risotas

 

Telhados de Alfama

Dores e pecados

Encantos de artistas

Motivos fadistas

E casas de fados

 

Telhados de Alfama

Bandos de beirais

Gatos nas caleiras

Seios de feiticeiras

Por onde chorais

Meco, 10/09/2014 23:39:44

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DE QUEM MEUS OLHOS NUNCA SE ESQUECEM

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DE QUEM MEUS OLHOS NUNCA SE ESQUECEM

Rogério Martins Simões

 

De quem meus olhos nunca se esquecem,

Que nos meus sonhos voltam e revejo.

Daqueles que me velam e desejo,

Defronte dos meus sonhos comparecem.

 

Se mortos estão; vivos me aparecem,

Aqueles que acordado os não vejo,

Que por mais os não ver os antevejo

Assim: mais vivos que os vivos parecem…

 

Meco, 29/01/2015 22:12:58

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SECAM AS PALAVRAS

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Secam as palavras

Rogério Martins Simões

 

Secam as palavras,

Afogo as lágrimas num grito,

E nestas levadas

Elevo em ti o meu espírito.

 

Ai se a minha voz voltasse…

E o teu canto cantasse…

Canta!

Se vontade tiveres para cantar.

Chora!

Se vontade tiveres para chorar...

 

Eu, cá por mim, vou tendo,

Estes ensaios de tristeza e alegria,

E, é assim, neste crescendo,

Que faço tua a minha poesia.

 

Agora que minha voz se escreve…

Na alegria que tarda calma,

Terna felicidade, meu momento breve,

Luz efémera, mas eterna alma.

 

Volta!

Tenho força para escrever,

Para ti se tiveres vontade em me ler…

Canta!

Se tiveres vontade de cantar,

para mim, o que escrevi para te dar.

19/10/1999

Concluído em 31/05/00

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

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SALTO PARA O INFINITO

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SALTO PARA O INFINITO

Rogério Martins Simões

 

Da vida que à morte nos conduz

Retirámos a senha certa:

Igualmente vivos;

Marcadamente mortos.

 

Partir é largar o rasto

do peso que nos prende à vida.

 

Abriu a janela

E saltou para o infinito…

Das horas adultas

Não mais dirá palavra:

Partiu e largou o rasto

Do peso que a prendia à dor.

 

(Escrito em memória da D. Lucinda)

06/02/2015 21:03:16

 

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UM SORRISO DE TERNURA

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UM SORRISO DE TERNURA

Rogério Martins Simões

 

Um sorriso, tanto, de candura,

Aberto, secreto e luzidio.

A beleza que em ti irradia,

Formosa, discreta e segura.

 

Mas se uma lágrima te cai,

E manhã cedo espreita o rio,

Leve, leve, como a neve fria:

Tão breve, logo amanhece

Na solidão do dia-a-dia,

Segredos da desventura.

Que só a tua alma conhece.

 

Vai! Solta a amarra

Dá liberdade à ousadia

Deixa que ela te traga

De volta a tua alegria.

 

Um sorriso de ternura,

Aberto, liberto e atrevido…

A beleza que em ti irradia,

Formosa, discreta e segura.

 

31/08/2004

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

 

 

 

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BALANÇA

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BALANÇA

Rogério Martins Simões

 

Balança

Sobe e desliza

Percorre-me o jeito

Sobe e desliza

Afaga-me o peito.

 

Balança

Sobe e desliza

Dança

Como a brisa

Grita

Sobe comigo

Dança

Balança

Tapa o meu corpo

Contigo

 

Dança

Balança

Comigo

Como a brisa

Que se espraia

Desliza

E não se cansa…

 

1975

(Registado no Ministério da Cultura

Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

 

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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