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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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23.04.15

IMG_1461.JPG

 

MESTRE E MARINHEIRO

Rogério Martins Simões

 

Descias o Tejo e olhavas Lisboa,

Chinelas aos pés da Madragoa,

Blusa de chita, corpo de gazela;

Sempre tão bonita; sempre tão bela.

 

O mastro altaneiro vai engalanado.

Sobe o gajeiro na letra dum fado.

Sorriso malandro, calha ou não calha,

Assim fui passando: que Deus nos valha.

 

Pinga a maresia, ardem os joanetes.

Contam-se os anos restam alfinetes.

Dos desenganos não tenho mais pressa:

Vão os verdes anos, assim, tão depressa.

 

Mestre marinheiro tua mão não treme.

Teu timoneiro é S. Vicente ao leme.

Quero ir à Bica com corvos à proa,

Comer fava-rica a dentes de broa…

 

Meco, 22/04/2015 23:56

(Ao Meu Mestre – Padre José Correia da Cunha)

Padrecunha.jpg

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

11.04.15

IMG_2100.JPG

 

DANÇAM AS MOÇAS SOLTEIRAS

Rogério Martins Simões

 

Refrão

 

Dorme, dorme, passarinho…

No cimo, à minha beira,

Não quero lençóis de linho

Minha mãe morro solteira.

 

 

Dançam as moças solteiras:

Solteiras não querem ser…

Venham as casamenteiras

Tendes trigo por colher…

 

Minha mãe vou-me lavar,

Nas margens deste meu rio

Quem me quer para casar,

Minha mãe tremo de frio.

 

Os ovos já não dão pintos

Os pintos não vão nascer

Crescem no peito jacintos…

Quem virá para os colher?

 

Nos potes das velhas casas

Nem a azeitona perdura.

- Meninas batam as asas…

Quem fica perde a ventura.

 

Nas leiras lavravam machos

Nas adegas corria o vinho

Tiraram o mosto aos cachos…

Dorme, dorme, passarinho

 

 

Lisboa, 6 de Agosto de 2008

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

07.04.15

bete (179).jpg

Óleo sobre tela, Elisabete Sombreireiro Palma

 

Terna ternura eterna

(Rogério Martins Simões)

 

Às vezes dou comigo calmo,

Terno e eterno,

Louvando a Deus num salmo:

Poemas de adeus que canto terno.

 

Crio a arte na poesia,

Terna ternura eterna,

Com tristeza ou alegria.

 

Ternos são os dias que passam,

Quando os corações inebriam.

E entre espaços que se entrelaçam

Fica o tato e a arte que tudo criam.

 

Crio a arte na poesia:

Terna ternura eterna,

Com tristeza ou alegria.

 

E se tremo sem razão,

E nem sei em que enlevo,

É porque Deus quis que não

Interferisse no que escrevo.

 

12/3/2003

 

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

 

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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