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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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29.01.16

IMG_0918.JPG

 

DESFIANDO ORAÇÕES

Rogério Martins Simões

 

Olhou as paredes que ficavam nuas,

Sem compreender todos os porquês.

Encerraram as portas e eram duas…

Aquando numa lágrima se desfez.

 

Tinha os cabelos brancos como luas;

Trazia nas mãos o terço que ela fez,

Murmurava orações que foram suas:

Antes morresse por uma só vez…

 

Entrou, chorou, e sentiu-se perdida.

Era tão triste o seu final de vida:

Naquele estranho e tão amargo lugar.

 

E quando pareciam todos dormir,

Cercada de luz orou e quis partir:

Sorriu! E ninguém mais a viu acordar…

 

Meco 12-12-2012 23:58

29/01/2016

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

10.01.16

Golpe de Asa no Sequeiro_F_3d.jpg

 

SORRINDO À DOR PARA VIVER

Rogério Martins Simões

 

Amarram-se as minhas mãos com que escrevo.

Perco os movimentos tremem os dedos.

Perdi a esperança. Perdi o enlevo.

Enfraquece-me a voz. Crescem os medos

 

Trina tão forte o meu despertador,

Lembrando os comprimidos a tomar.

Sou fábrica de espasmos e de dor.

Sofro sem turnos sem mais descansar.

 

Vai! Que maldita seja a tua presença.

Que tanto aqui me tens feito sofrer.

Parkinson: terás minha indiferença.

 

Que diferente eu te seja na viagem:

Baloiçando meu corpo na coragem.

Sorrindo eu, mesmo à dor, para viver.

 

Meco, Praia das Bicas, 03/12/2014 22:51:43

Alterado, 10/01/2016

Poemas de amor e dor conteúdo da página

06.01.16

eu5maio1952PB.jpg

5/1/1951 Eu com 18 meses de idade

 

 

ESTA MINHA VIDA…

Rogério Martins Simões

 

Esta minha vida certa,

Que incerta desliza

Como a légua por caminhar.

Que não me dá trégua,

Desespera,

Desesperada...

No antever

Do percurso a trilhar.

 

Passeia neste espaço

Onde o meu traço

Vai deixando marcas:

Linhas ligeiras e fracas,

Não regulares,

Que vão caindo aos poucos

Nas teias do meu corpo,

Que teima em me prender.

 

Desço,

Estou descendo nos sucessivos

E intrometidos sinais proibidos.

Desço esta subida inclinada.

Este lance de escada,

Que me para em cada mirante

Para me perguntar...

-Quantas gerações trazes contigo?

 

Risco e rabisco:

- Que faço por aqui sentado?

- Glória esta de ainda estar vivo!

 

- Se me conhecesses,

Quando passavam os dedos pelos meus cabelos,

Não terias deixado cortar

 Os meus lindos caracóis…

 

Meco, 09-08-2012 21:14:24

 

 

 

 

 

 

 

 

ESTA MINHA VIDA…

Rogério Martins Simões

 

Esta minha vida certa,

Que incerta desliza

Como a légua por caminhar.

Que não me dá trégua,

Desespera,

Desesperada...

No antever

Do percurso a trilhar.

 

Passeia neste espaço

Onde o meu traço

Vai deixando marcas:

Linhas ligeiras e fracas,

Não regulares,

Que vão caindo aos poucos

Nas teias do meu corpo,

Que teima em me prender.

 

Desço,

Estou descendo nos sucessivos

E intrometidos sinais proibidos.

Desço esta subida inclinada.

Este lance de escada,

Que me para em cada mirante

Para me perguntar...

-Quantas gerações trazes contigo?

 

Risco e rabisco:

- Que faço por aqui sentado?

- Glória esta de ainda estar vivo!

 

- Se me conhecesses,

Quando passavam os dedos pelos meus cabelos,

Não terias deixado cortar

 Os meus lindos caracóis…

 

Meco, 09-08-2012 21:14:24

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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