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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

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Meu pai e poeta José Augusto Simões faleceu no dia 17/8/2016

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O SOL

José Augusto Simões

 

Sol divino, Sol divino

Lindo é vê-lo nascer

É mais um dia na vida

Deus nos dá para viver

 

Sol divino, Sol divino

Que ilumina toda a terra

Desde o mais profundo vale

Até ao mais alto da serra

 

Sol divino, Sol divino

Que nos dá tanta alegria

Acaba a noite cerrada

E irrompe o claro dia

 

Sol divino, Sol divino

Nos dá tanta beleza

É a estrela mais bela

Que nos dá a natureza:

 

Quando está ao pé do rio

Em cima de uma cascata

O fundo parece de ouro

A água da cor da prata

 

Todo o ser vivo se mexe

Quando vê nascer o Sol

Os passarinhos cantam

Trina o lindo rouxinol

 

 Rouxinol que bem cantas

Onde aprendeste a cantar?

- No cimo daquele salgueiro

Com os ramos a abanar!

 

Todas as aves cantam!

Cada qual com sua voz!

Eu já acompanhei o rio…

Da nascente até à foz

 

Estou velho! Tu és menino

Nunca irás envelhecer

Sol divino, Sol divino

Sem ti não posso viver

 

Lisboa, 25/9/2007

 

DEDICADO AO POVO DE PRAÇAIS

PAMPILHOSA DA SERRA

 

Com este poema, do meu querido e falecido pai, pretendo agradecer a todos – e foram muitos – Que me enviaram mensagens de condolências. Assim, na impossibilidade de me dirigir a cada um de vós, e por acreditar que meu pai está na luz, nada melhor que reeditar o seu poema “Sol” Divino de José Augusto Simões.

 

E a mim, seu filho, cabe-me dedicar a meu pai o meu poema: POETA ESTAIS DE PARTIDA

 

POETA! ESTAIS DE PARTIDA

 

Retomo a minha viagem,

E peço aos céus a coragem,

Para enfrentar a descida…

Parte barco numa onda:

Que o meu corpo se esconda

Do aceno na despedida.

 

Vai o barco a soluçar,

E no cais fica a chorar

Uma lágrima despida…

Mar que bem cedo se agita,

Que chama o arrais que grita:

Poeta! Estais de partida…

 

Meu barco que não comando

Diz, aos céus, por seu desmando

Que a viagem acaba ali…

E a alma vendo-me triste,

Solta o corpo que resiste,

Olha o meu barco, e sorri…

 

Praia das Bicas, Meco, 07-10-2011 20:00:42

 

Simões, Rogério, in “GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO”,

(Chiado Editora, Lisboa, 1ª edição, 2014)

 

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

A seguir a mim...

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 (Foto de Rogério Martins Simões)

 

A seguir a mim

Rogério Martins Simões

 

A seguir a mim

Tudo perdurará no tempo:

No Sol,

No orvalho da manhã,

Tudo é e será diferente.

 

A seguir a mim

Tudo irá andar,

Guiar,

Parar,

Falar,

Ou gritar!

 

Quero girar

Por onde tudo anda

E nada para.

E, acima de tudo,

Quero acordar no tempo

E partir!

Andar por aí…

Fazendo tudo, e nada,

Em busca do meu papel.

Que papel?

De um jornal que se apaga,

No estrume,

Ou se queima no lume?!

Então, que arda!

Ou a vida se renove.

 

Mas… a prova?

A prova está aqui,

Ainda vivo,

Cheirando o ar,

Semeando,

Colhendo,

O brilho do sol

Por entre as nuvens.

 

Quero atravessar os desertos

Do pensamento

E colher as areias

De cada momento:

Grão a grão!

Até ao fim!

Pois a grandeza é estar vivo

E, de certeza,

Permanecer no espaço,

Depois de ido…,

À espera

Que uma simples gota, de orvalho, caia

E me traga de volta,

Sem cabelos grisalhos,

Um sorriso de criança:

No colorido de uma crisálida;

Ou num papagaio de papel.

 

A seguir a mim

Tudo será diferente…

 

 

15-12-2003

 

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspeção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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