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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

Cria o teu cartão de visita Poemas de amor e dor conteúdo da página

29.06.17

FADO: Bate, bate coração

ACADEMIA DA GUITARRA PORTUGUESA

Voz: Américo Nunes de Almeida

Música: Alfredo Marceneiro

 

BATE, BATE, CORAÇÃO

Rogério Martins Simões

 

Quando com dores me deito,

Sinto galopar no peito,

Este sofrido alazão.

Por me sentir a tremer,

Soluço poderá ser,

Não saltes mais coração.

 

Com esta dor que rejeito,

Esta vida assim sem jeito,

Talvez mude de missão.

Com este meu mal-estar

Oiço o meu peito gritar:

Não batas mais coração.

 

Sabes bem que sou sincero,

Não penses sequer que espero,

Por piedosa solução.

E antes que bata demais

Diz à vida ao que tu vais:

Parar o meu coração.

 

Mas se ainda voltas a ter,

Coragem para viver,

No meu peito de paixão.

Deus te deu vida severa,

Tens o meu tempo à espera,

Bate, bate, coração.

 

Meco, 19/01/2017 21:41:37

(A publicar no meu próximo livro)

(Direitos de autor protegidos)

Ao meu querido avô paterno, António Antunes Simões.

Nasceu em 1881 na Pampilhosa da Serra – Aldeia Velha – casou na Póvoa e migrou para Lisboa em 1897.

Trabalhou como estivador e era um exímio tocador de guitarra.

Do pouco que sei do meu avô, dizia meu pai, que terá ensinado o Armandinho a tocar guitarra. Na verdade em investigação posterior constatei que o meu avô viveu no Pátio do Quintalinho quando o Armandinho tinha 5 anos de idade. Foi sócio da Juventude Monárquica Conservadora para poder tocar guitarra, tendo falecido na Póvoa em 1934.

Do seu neto: Rogério Martins Simões

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

14.06.17

PICT0019.JPG

 

CANTEM OS MEUS POEMAS

Rogério Martins Simões

 

 

Transporto comigo quimeras e ilusões
Certezas terrenas de um ente magoado
Poemas de Amor e Dor que arrecado
No baú fechado às minhas paixões

Poeta sem rima ou noutras versões…
Já fui feliz e muitas vezes ultrajado
Melhor sorte nem sequer ter amado
Levo comigo as terrenas desilusões.

Sou um ser etéreo de nobres sentimentos
Em silênciochorei e escondi os tormentos

Fiquei! Chorei meus versos às escondidas:
Desamores e dores presos com algemas…
Melhor sorte ter partido para outras vidas
Abri o coração; cantem os meus poemas!

(La Rochelle)
05-07-2004

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

11.06.17

PAI (2).jpg

 

Palavras e sentimentos; 84º aniversário do meu pai

Rogério Martins Simões

 

Em 2006, no 84º aniversário do meu querido pai, José Augusto Simões, escrevi e dirigi as palavras que seguidamente reproduzo

Dado que as mesmas são genuínas e dão uma perfeita imagem do meu pai resolvi colocá-las aqui, tal como o fiz em 2006 quando as editei no meu blog POEMAS DE AMOR E DOR.

Essas palavras já foram plagiadas, pois as encontrei assinadas por outras pessoas. Por isso lamento pois plagiar sentimentos é dor maior que a imbecilidade de quem se dá ao trabalho de plagiar.  

E com isto não vos ocupo mais tempo. Espero que tenha sido capaz de expressar os meus sentimentos, e a minha admiração, para com um pai. Esta é a homenagem possível, e pública, que presto a meu pai que faleceu passados 10 anos com 94 anos de idade.

Rogério Martins Simões

Meco, 11/06/2017

 

PAI

Hoje, 19 de Maio de 2006, quis Deus que fosse o seu aniversário, e que aniversário meu Deus…: 84 lúcidos anos!

Pai eu sei que no seu bilhete de identidade consta ter nascido a 20 de Maio de 1922. Mas a essa data está errada!

Pai há tantas coisas erradas nos registos!

Se eu procurasse no Registo pela data do seu nascimento havia de ser o “bonito”.

E se eu insistisse, e dissesse que o pai nasceu no dia 19 em vez do dia 20, chamar-me-iam “teimoso” ou “louco varrido”.

É por isso que há por aí tantos loucos, encarcerados na sua sadia loucura, e se verdades dizem não passam de uns insanos.

Às vezes penso: se existem certos actos ditos de loucura, encarados e vistos como tal, eles têm como sublime vantagem de se concretizarem nos sonhos.

Não foram loucos os Santos, e tantas pessoas nobres que se despiram para oferecerem os seus trajes aos pobres!

Não são loucos os sonhadores de um mundo melhor, os que dedicaram toda uma vida a uma causa maior!

Foi loucura viajar no espaço da incerteza e aterrar no império do esplendor como o fez São Francisco de Assis!

Eu sei que sou um sonhador:

nem sempre sou o que pareço!

E se pareço ser o que não sou,

sou aquilo que bem conheço.

Dizia o poeta: que ser poeta é ser fingidor!

- Mas eu não finjo, obrigam-me a fingir!

- Eu não morro, obrigam-me a morrer!

- Eu não sofro, obrigam-me a sofrer!

E se sofrer tanta dor não compensa, ser solidário recompensa exigindo que a vida seja melhor onde a ela exista e aconteça.

Pai! Estas palavras são hoje inteiramente para si apesar de me ter perdido em deambulações.

Quando comecei a escrever, sem ter a menor ideia do que lhe iria dizer, sobravam-me as palavras. Agora, faltam-me as palavras que às vezes tanto me sobram. Mas tenho tantas palavras para si, meu pai!

Ainda há pouco, enquanto conduzia, latejavam-me os sentimentos e tinha na cabeça searas de pensamentos deambulando em movimento.

- Brotavam-me tantas emoções!

- Tantas lembranças!

- Tantas recordações!

Sabe, meu pai, herdei de si esta enorme fortuna que agora sei que desprezam: O sentido da honra; a sensibilidade; a humildade e acima de tudo a honestidade e se rico não fico, com esta riqueza tamanha, é porque me vejo aflito, quando aflito eu fico, para ajudar os seus netos.

Pai parabéns! Porque hoje completa 84 anos.

Como vê, desta vez, não me esqueci, se alguma vez esquecer o esqueci.

Que filho poderá esquecer um ser tão precioso como o pai!?

Recorda-se, meu pai, de nos declamar tanta poesia!?

Tantos poetas! Como este poema de “dia de anos” (ou desenganos), de João de Deus, que o pai recitava, sempre, em seus anos:

Acabo como comecei se acabar eu queria:

Faltam-me as palavras sobra-me a poesia.

 

Mil beijos deste seu filho,

Rogério Martins Simões

Lisboa, 19 de Maio de 2006

e 11 de Junho de 2017

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

10.06.17

1953maejaimeeu.jpg

 (Mercado de Santa Clara. Minha mãe, eu e o meu irmão)

 

CORRIA TANTO…

Rogério Martins Simões

 

Percorro estas memórias não distantes,

Com cores do meu tempo de menino

Revendo estas imagens como dantes

Trajando as velhas roupas de mansinho

 

Fugíamos à frente da polícia,

Num faz de conta d´um campo da bola,

Bola de trapos feita com perícia,

Escondida nos fundos da sacola.

 

Nesta calçada que recordo ser,

O nosso estádio que me viu crescer:                        

Crescem minhas lembranças e lá vai…

 

Não partas oh saudade sem mandato.

Tu és a minha poesia no prato

Chuta menino! O teu encanto não sai.

 Meco, 10/06/2017 00:20:48

 

A publicar no meu próximo livro de poesia

(De acordo com a Lei os direitos de autor estão protegidos, independentemente do seu registo.

(A registar no Ministério da Cultura - Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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