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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Dançando nas palavras

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DANÇANDO NAS PALAVRAS

Rogério Martins Simões

 

Palavra por palavra

Galgo os muros que sustentam a cidade

É o meu corpo a caminho de casa

 

Lá no alto onde chegarei

Se me deixarem ser…

É o tudo fazer e esperar

Para desenhar o trilho

Das palavras até a noite ser.

 

Depois ficarei por aí

Sem desistir

Dançando nas palavras

Aqui onde parei

E que esperei

Que as viessem buscar…

 

Palavra por palavra ao anoitecer

Abro e fecho a gaveta

Onde encerro as derradeiras palavras:

É a minha alma a libertar-se da casa…

 

Meco 06/07/2017 23:44:27

(próximo livro)

 

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E depois

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E DEPOIS…

Rogério Martins Simões

ROMASI

 

E depois…

Depois serei tudo

O que antes não fui.

O que antes não vi

E se vi não foi o depois…

Depois será tudo o mais

Que mais não sou que o depois...

Por isso procuro o princípio

Porque então respirava

E tinha tanta alegria para viver.

1989

 

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PERDIDAMENTE DOCE

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PERDIDAMENTE DOCE

Rogério Martins Simões

 

Uma abelha beija um malmequer,

Retira o pólen e a flor sorri.

Nada saberá do mel…

Que vais deixando por aí:

Dos teus seios,

Cor de cereja madura,

Adoçando a minha boca

Contigo louca, insegura,

Esvoaçando sobre meu peito despido,

Despida

E tão perdidamente doce.

Meco, 03/09/2014 18:30:42

(Este poema será incluído no meu próximo livro)

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A MINHA POESIA DE HOMEM SOLTO

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Foto de um painel que existia perto de Alcântara. Faz parte das fotos que tirei desde 1974

Este meu poema pretende ser um hino ao trabalho.

A MINHA POESIA DE HOMEM SOLTO

Rogério Martins Simões

 

Lancei ao vento,

O meu pensamento emigrante,

A minha poesia de homem solto.

E colhi, por cada palavra,

A aragem fresca da manhã.

E disse-me “Suor do campo”:

-Toma o meu pólen de flor liberta

E compartilhemos o saco da fruta madura.

 

Lancei ao vento,

O meu pensamento emigrante,

A minha poesia de homem solto.

E tomei, de madrugada,

O “Mata-Bicho” em fato-macaco.

E disse-me o Sujo de Fábrica:

-Toma o arado,

A faca por mim feita,

E comeremos também

a fruta madura.

 

Lancei ao vento

O meu pensamento emigrante,

A minha poesia de homem solto,

E colhi por cada palavra,

Na palavra, a onda calma.

E disse-me o “Mestre da Traineira”:

- Toma esta rede!

- E come também

Este cardume de vida,

Tão cheio dos nossos mortos,

E repartamos o saco da fruta madura.

 

Lancei ao vento

O meu pensamento emigrante,

A minha poesia de homem solto,

E colhi em toda a palavra

Um estilo novo;

Numa amizade velha…

E, num arranha-céus da construção civil,

Petiscámos todos:

O peixe vivo.

A carne fresca.

A fruta madura.

O mosto da uva.

Servidos pelo pólen da poesia livre

Colhendo a cada instante

A união do trabalho das forças produtivas.

 

Deixo-vos aqui

O meu pensamento emigrante,

A minha poesia de homem solto…

 

1984

Simões, Rogério, in “GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO”,

(Chiado Editora, Lisboa, 1ª edição, 2014)

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

 

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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