Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Havia uma sombra...

avo1925.jpg

HAVIA UMA SOMBRA

Rogério Martins Simões

 

Havia uma sombra,

Que aos pés da minha cama,

Todas as noites desafinava,

- Dó, ré, mi, fá, sol.

Talvez fosse uma criança

Que sem piano.

Tão triste chorava.

- Lá si dó

Ou uma jovem promessa,

Que por ali ficou sem esperança,

Que voejou tão depressa,

E todas as noites a escutava.

- Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó.

 

Partiu o piano e ficou uma guitarra

Onde está o piano

E o pianista que não via

Que para o não ver

A minha cabeça tapava

Ouviram-se os acordes duma guitarra

Que desgarrada sozinha trinava.

Tocava e ninguém via.

Eu vi um velho tão velho

Que no corredor se desenhava

E tocava!

E quando pelo longo corredor o medo levava.

Senti uma mão fria que me afagava

Gritei! Chorei, corri e cheio de medo

E na cama dos meus pais me fui escudar

Minha mãe sobre o que vi me perguntava,

Meu pai apenas rezava…

 

Não mais eu ouvi aquela guitarra

Mas o medo mexia comigo

Quando pelo escuro corredor correndo passava…

Recordava que foi ali que tão cedo aprendi a ouvir e a rezar

Meco, 01/08/2017 00:29

 

Ao meu querido avô paterno, António Antunes Simões.

Nasceu em 1881 na Pampilhosa da Serra – Aldeia Velha – casou na Póvoa e migrou para Lisboa em 1897.

Trabalhou como estivador e era um exímio tocador de guitarra.

Do pouco que sei do meu avô, dizia meu pai, que terá ensinado o Armandinho a tocar guitarra. Na verdade em investigação posterior constatei que o meu avô viveu no Pátio do Quintalinho quando o Armandinho tinha 5 anos de idade. Foi sócio da Juventude Monárquica Conservadora para poder tocar guitarra, tendo falecido na Póvoa em 1934.

Do seu neto: Rogério Martins Simões

Poemas de amor e dor conteúdo da página

CANTO O IMPREVISTO

Blur of businessman throwing briefcase.jpg

CANTO O IMPREVISTO

(Rogério Martins Simões)

 

Canto o imprevisto

O que se espera e não espera

Canto o que conto, e não conto:

Tenho andado em viagem

Sem tempo.

Acordo cansado,

Deito-me cedo

Cedo ao meu corpo fatigado

E neste tormento

Sem razão aparente,

Neste aparente cansaço:

Não sei por onde ando.

Ando por aí

Em busca de qualquer coisa

Que nem sei onde está.

 

Olho a televisão

Nada vejo que me encontre.

Olho as molduras

Leio os rostos que conheço,

Amo os que não esqueço.

Daria tudo

Por uma forte gargalhada,

Sonora, repetitiva:

Rindo, rindo, sem parar.

E neste meu silêncio, em que me silencio

Quero rir para não chorar.

04-03-2005

(Para um suposto 3º livro)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

amrosaorvalho.gif

MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

Copyright © 2017. Todos os direitos reservados. All rights reserved © DIREITOS DE AUTOR