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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




DEIXA A TERNURA

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DEIXA A TERNURA

Rogério Martins Simões

 

Quando desesperado assim me deito,

Quantas vezes calado em sobressalto,

Como uma onda varrendo lá do alto,

Assim é a imensa dor que rasga o peito.

 

Cruel este sofrer sem qualquer proveito,

Arfando até não mais, e neste assalto,

Para onde o meu presente levou a salto:

Esta imensa dor que me dói e que rejeito.

 

Luta desigual, foi esse o meu receio,

Que bem cedo legou este meu tormento.

Tarde me tarda meu último momento…

 

Eterna prisão foi esta a que me enleio,

Sobra-me este grito; É minha a loucura:

Quase tudo levou: deixa a ternura!

Meco, 01/03/2019 18:04:43

Simões, Rogério, in “POEMAS DE AMOR E DOR”,

(Chiado Editora, Lisboa, 1ª edição, 2019)

1ª edição: Agosto, 2019

ISBN: 978-989-52-6450-6

Depósito Legal n.º 459328/19

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

Tristeza no meu olhar

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TRISTEZA NO MEU OLHAR

Rogério Martins Simões

 

Quanta tristeza tem este meu olhar.

Que aos poucos vai morrendo: que viver?

Se lentamente passo este sofrer:

Neste viver, assim, sem desejar.

 

Já passei tantas datas por datar…

Mais que os anos, perdidos, sem os ver

Que para mais estar, e sem morrer,

Na morte vive quem mais esperar.

 

Que não seja por mim a pouca sorte,

Pois que, neste meu invólucro de morte,

É na vida que a alma se deslinda.

 

E neste desespero em que me vejo,

Minha alma, num momento de sobejo,

Recorda-me que não quer partir ainda.

 

Meco, 05/03/2015 19:30:42

Simões, Rogério, in “POEMAS DE AMOR E DOR”,

(Chiado Editora, Lisboa, 1ª edição, 2019)

1ª edição: Agosto, 2019

ISBN: 978-989-52-6450-6

Depósito Legal n.º 459328/19

 

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HERDEIROS DO MEDO

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HERDEIROS DO MEDO

Rogério Martins Simões

 

Derramam-se palavras incertas,

Presságios e angústias certas,

Das terras ao mar profundo.

Com que prece fogem do medo,

Os heróis do sobressalto, a salto

Das guerras dos senhores do mundo.

 

Soa um alarme que se solta,

Há náufragos no alto mar.

É tarde e só estará de volta

A onda para os levar…

Somos os filhos do medo,

Que levámos aos confins do mundo.

 

Com que fim se desdobra

A angústia e o mau presságio

Heróis do sobressalto, a salto

Através do mar profundo?

São os herdeiros do medo

Heróis sacrificados, deserdados

Nas mãos dos senhores do mundo.

 

Campimeco, Meco, 06/02/2018 15:28:14

Simões, Rogério, in “POEMAS DE AMOR E DOR”,

(Chiado Editora, Lisboa, 1ª edição, 2019)

1ª edição: Agosto, 2019

ISBN: 978-989-52-6450-6

Depósito Legal n.º 459328/19

 

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FILHO DE UM DEUS QUALQUER

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(Foto e 1953: A minha Avó  materna, Júlia , vestida de preto e do lado direito da foto .

Restantes:  minha mãe Isabel Martins; a minha tia Soledade Simões com o meu irmão Jaime ao colo.

A minha avó Júlia, natural da Malhada, Colmeal, Góis, era irmã do meu tio, Manuel Nunes de Almeida, e tia do meu falecido primo,  a quem dedico este meu poema:

Ao Luís Manuel César Nunes de Almeida)

 

FILHO DE UM DEUS QUALQUER

Rogério Martins Simões

 

 

Se o meu clamor aos céus satisfizera,

Nada mais ousaria para ser feliz,

Saber voar, sonhar, então quisera,

Para fazer a paz que sempre quis!

 

Tal como num sonho ou numa quimera,

Dos céus descesse numa flor-de-lis,

Trazendo assim a fértil primavera,

Louvando os povos de qualquer país.

 

Que eu seja filho de um deus qualquer.

(Filho de um homem e de uma mulher!)

-Venho dos céus onde não há guerra!

 

A minha religião é fraterna, é universal,

Só quero o amor numa entrega total!

Espírito da paz desce de novo à terra

 

29-07-2004 20:20

 (Ao meu querido primo

LUÍS MANUEL CÉSAR NUNES DE ALMEIDA,

Ex-Presidente do T. C,

Que faleceu em 6/9/2004)

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POBRE HUMANIDADE

miseria

POBRE HUMANIDADE

Romasi

Rogério Martins Simões

Ah génio do homem apodrecido…

Ai do homem em palácios… deitado

Convencido que o seu irmão desaparece.

 

Ai de mim, eu, sabiamente letrado,

E em paz deixado,

Convencendo os outros do nada.

 

Pobre humanidade

Estrelada de ilusões e ofensas

Passeando em cachos

Ao sabor da corrente…

 

Tu e eu seremos

Espancados com a razão…

Se acordarmos amanhã…

 

Odivelas 24/04/1974

(Registado no Ministério da Cultura

Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

 

 

 

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O MEU CORAÇÃO NÃO É DE PEDRA

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O MEU CORAÇÃO NÃO É DE PEDRA

Rogério martins Simões

Quero esquecer

O que não esqueci.

Quero acolher

Sensações novas

Mesmo que tardias.

Quero exorcizar

Noites escuras,

Frias, mal dormidas:

Tenho sono!

 

As luzes sombrias

Percorrem os cantos

Escuros e frios.

Dói-me o peito.

O meu coração não é de pedra.

Meco, 22 de agosto de 2009 16:09:33

 

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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