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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

SALTO PARA O INFINITO

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SALTO PARA O INFINITO

Rogério Martins Simões

 

Da vida que à morte nos conduz

Retirámos a senha certa:

Igualmente vivos;

Marcadamente mortos.

 

Partir é largar o rasto

do peso que nos prende à vida.

 

Abriu a janela

E saltou para o infinito…

Das horas adultas

Não mais dirá palavra:

Partiu e largou o rasto

Do peso que a prendia à dor.

 

(Escrito em memória da D. Lucinda)

06/02/2015 21:03:16

 

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Florbela Espanca - Papoilas da alma

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FLORBELA ESPANCA

(PAPOILAS DA ALMA)

Rogério Martins Simões

 

Enquanto na planície o sol dançava,

Todos os seus desejos recresciam.

Pálida neve! O seu rosto nevava…

Seus olhos tristes às dores sorriam.

 

Da janela da noite suspirava.

Amores seus, proibidos, consumiam:

A seara infecunda que secava…

E as papoilas de génio que nasciam.

 

E quando a bruma o seu corpo levou,

Todo o Alentejo cantando a chorou:

Nos seus tão belos poemas de amor.

 

Mas se os amores lhe foram adversos,

Nem a morte apagou seus lindos versos

Soror Saudade, dor, Charneca em flor.

 

Meco, Praia das Bicas, 24-10-2011 21:54:38

(revisto em 2013/11/29)

(A Florbela Espanca)

 

 

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LUCIDEZ

 

 

 

 

 

LUCIDEZ

Rogério Martins Simões

 

No profundo silencio

em que me deito;

na sublime atitude como me olhas

e me deixas em paz:

Não imaginas quanto estás presente

nos meus lúcidos

pedaços de felicidade.

 

Lisboa, 10/03/2005

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

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PALHAÇO

PALHAÇO

Rogério Martins Simões

 

Ai se eu pudesse ser arauto do contrário,

Alargando o disfarce e a mímica.

Se eu pudesse mostrar que esta química,

Transforma tantas vezes este circo em calvário.

 

Se por momentos deixasse de ser palhaço,

Atrelando ao olhar o que na verdade sinto.

Pudesse dizer que rindo, do que faço,

Sou apenas palhaço no recinto.

 

Depressa, veste o traje e pinta o rosto,

Que o circo está cheio de meninos,

E o que importa é fazer rir os pequeninos:

Mesmo que o teu riso seja desgosto.

 

Batem palmas e riem tanto,

Que mesmo chorando não minto:

Lágrimas que este meu riso de pranto,

A todos fazem sorrir por instinto…

 

Meco, 23/06/2014 23:19:49

 

(In “Poemas de Amor e Dor”)

((Poema do próximo livro

Registado no Ministério da Cultura

Inspeção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09))

 

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Letras imprevisíveis

(Elisabete Sombreireiro)

LETRAS IMPREVISÍVEIS

Rogério Martins Simões

 

Quero dizer-vos:

Que da ponta dos meus dedos

Crescem letras imprevisíveis

Que se estendem numa folha em branco:

Em levada

Em verdes prados

Saltitando a caminho da horta

 

Quero dizer-vos:

Que é de dia que as ilusões escondidas

Adormecem nas cidades

Abafando o ruído e o fecho da porta

Que a mágoa não se esbate num apagar de luz

Pois quando a noite adormece,

No leito dos rios,

Os pirilampos abrem o caminho à poesia.

 

Quero dizer-vos:

Que os risos chegam atrasados

Com asas pesarosas

E que os infelizes adormecem

Na tentação de afogarem a má sorte…

 

Quero dizer-vos:

Que os sofrimentos são paragens forçadas.

No acentuado cais de envelhecimento

E que ao cair da noite sigo a candeia

Onde velhos ciprestes anunciam a morte

E as rolas distendem as asas…

 

Depois… seguirei a minha estrela…

 

Meco, 04/06/2014 23:43:11

 

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CINEMA MUDO...

 

 

 

CINEMA MUDO…

Rogério Martins Simões

 

Pela nesga do sopé entra a manhã.

Este frio que me dói,

É o inverno a passar pela dor.

Logo, quando o navio passar pela lua,

Esticarei os braços para largar o pranto.

No entanto,

No cais,

Não haverá mais quem me chore.

Vês como estico o passo

E passo pela tela do movimento…

Abraço-te!

Afinal chegaste mais cedo….

 

Meco, 15/04/2014 23:55:01

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Emoções

EMOÇÕES

(Rogério Martins Simões)

 

Passo os meus dias a soluçar:

Tenho açaimes no meu sorrir,

Correntes no meu andar,

Num corpo sempre a cair.

 

Carrego as minhas emoções.

Não distingo o indistinto.

Confundem-se as agitações;

Bebedeiras que não sinto.

 

Sou lembrança e pensamento.

Do que parece não mudar…

Penso a cada momento:

Tombo! O corpo vai tombar!

 

Noite, silêncio e solidão.

Solidão que me ergue e prende,

Que me sufoca, que me fende:

Aqui estou preso aturdido ao chão.

 

Chão que me agita e confronta!

Tristeza que me leva e me traz!

 Dor que me derruba, e afronta,

E tanto sofrimento me dás…

 

Meco, 13/08/2013

(Diálogos da alma e do poeta – Diário de um doente de Parkinson)

 

 

 

 

 

 

 

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PINGA NO MEU OLHAR...

PINGA NO MEU OLHAR...

Rogério Martins Simões

 

I

PINGA

 

 

Pinga no meu olhar desterrado.

Quem me dera ver!

Já não sei se quero.

Que importa,

se a porta está ferrugenta.

Arrasto esta casa que me encolhe

e confina ao meu espaço melancólico.

Optassem por mandarem-me embora.

Espere! Faltam-me os óculos

e não almejo o dia seguinte

sem chorar.

 

PINGA NO MEU OLHAR...

Rogério Martins Simões

 

II

 

NO MEU OLHAR

 

Emparcelo os meus precipícios

 em suplícios esquartejados...

Soluço degredos,

antigos medos, esconjurados…

Trago nesta única mão

estas letras esfareladas.

Trago duma só vez

todas as ingratidões…

Trago o acre do sofrimento…

a agulha pica e não sinto.

Sinto pingar o chão deste desterro

onde me estreito e deito…

Optassem por me deixar partir!

Espere... agora não quero ir…

 

PINGA NO MEU OLHAR...

Rogério Martins Simões

 

III

 

DESTERRADO...

 

Piorei antes e depois por estares pior.

Melhoraria se soubesse que estarias melhor.

Que melhoras terei se não estás bem?

Volto a estar só!

O cão faz tanta falta

e ainda só agora começou a chover!

Espere! Não quero ficar só!

 

PINGA NO MEU OLHAR...

Rogério Martins Simões

 

IV

 

AMO-TE TANTO MEU AMOR

 

É tarde! Estou gelado!

O frio tomou conta deste espaço

que derruba as minhas preces.

Amo-te tanto meu amor!

 

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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