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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

MÃE - Parabéns

 

Nasceu na Malhada - Comeal

 

15/02/1925

 

 

Isabel Martins de Assunção, Minha mãe, nasceu numa pequena aldeia da Beira Serra. Desde muito cedo começou a trabalhar e, por isso, nem a deixaram aprender a ler.
O seu amor por meu pai, pelos seus 3 filhos, pela família e amigos é a verdadeira razão para se ter esquecido de si.
Neste dia em que completa 84 anos estamos de “abalada” para comprar o bolo de aniversário e fazer a festa. A minha doce Bete já tem tudo pronto.
Reparto convosco a minha felicidade e dou a conhecer uma mulher extraordinária, prima direita do falecido Presidente do Tribunal Constitucional Luís Manuel César Nunes de Almeida, minha querida mãe
Rogério

 

 

 

MÃE
 
Mãe que não aprendeu a ler
Mas sabe sempre os meus ais
Mãe que cedo lutou para ter
O tanto que nos deu e me dais
 
E depois de si minha mãe?
Quando um dia me faltar
Não a tiver a acariciar
Este pedaço de si também!
 
De si, minha querida mãe.
 
Mãe!
Passe-me as suas mãos pelo peito
Que este seu filho perdeu o jeito…
E nem as estrelas consegue agarrar…
 
Um beijo minha querida mãe,
Parabéns pelo seu aniversário,
Seu filho,
Rogério Martins Simões

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

Quisera andar de carrossel na voz de Luís Gaspar Estúdios Raposa

 

 

Este poema, de que gosto muito, foi dedicado a todos os meus “companheiros” portadores da doença de Parkinson e publicado pela primeira vez no dia em que o meu livro de poesia, “Poemas de amor e dor”, foi acedido 1 milhão de vezes em 18 meses. (início do blog Março de 2004). Foi escrito quando pela 2ª vez fiz “borrada” e foi assim:

A minha doce Elisabete fazia anos e eu até não estava muito mal, porém fui um desastre, no restaurante, nesse jantar de anos: Salpicou comida na gravata, para as calças, e quando me pretendia limpar, levantando-me, tombou a cadeira e o casaco foi ao chão.

Pouco se notam as diferenças mas parece que caem sobre nós todos os olhares e virei carrossel, recordei-me do melaço com que enfarruscava o meu rosto, que recuperei na lembrança, e fui de novo criança, agora, mais tonta e mais perdida.

Agora que sabem o segredo deste poema, quero agradecer ao Luís Gaspar ter emprestado a voz a este poema. Aos Estúdios Raposa a minha gratidão. Deixo-vos com o poema e com a sua gravação em mp3 no link ao lado.

Saudades e viva a poesia,

Rogério Martins Simões

 

 

 

 

QUISERA ANDAR DE CARROSSEL
Rogério Martins Simões
 
Quisera andar de carrossel
Com um sorriso de criança que ri
Rosto rebuçado, melaços de mel
Laivos da festa que resta em ti…
 
Num dedo prendo o balão,
Com outro seguro o corcel
Soco a bola com a mão
As mãos, o rosto e a testa
Besunto-me todo com mel.
 
Solta-se dos dedos o balão
Que voa a caminho do céu
-Mãe! Vai-me apanhar
Um sorriso igual ao seu…
 
-Meu filho a mãe não sabe!
Ler, nunca aprendeu:
A mãe vai procurar
O balão que se perdeu…
 
-Mãe que sabe escutar,
Meus choros em seu coração
Abençoada o seja minha mãe
Por tudo o que foi e me deu!
 
Rodopiam as lembranças da festa
Pára o movimento ondulante
Sujo-me de novo a cada instante…
Sem rebuçados com sabor a mel
Mas… Brinquei tanto no carrossel….
 
2005-10-20
Poemas de amor e dor conteúdo da página

MÃE

 

 

 

Mãe que não aprendeu a ler

mas sabe sempre os meus ais

Mãe que cedo lutou para ter

O tanto que nos deu e me dais

 

E depois de si minha mãe?

Quando um dia me faltar

 não a tiver a acariciar

Este pedaço de si também!

De si, minha querida mãe.

 

Mãe!  

Passe-me as suas mãos pelo peito

Que este seu filho perdeu o jeito…

nem as estrelas consegue agarrar…

 

Um beijo minha querida mãe,

Lisboa, 4 de Maio de 2008

Seu filho,

Rogério Martins Simões

 

 

 


 

 

 

FOI NUMA MADRUGADA DE JULHO

Rogério Martins Simões

 

Foi numa madrugada de Julho

Quando as estrelas

se juntaram nos céus,

quando o sol teimava

em não arrefecer a noite,

e a lua irradiava

confundindo

as mãos dos namorados…

 

Andara embalado

no colo de minha mãe.

E ouvia serenamente

Na fusão das águas

O canto ameno

que me embalava.

 

-Lembra-se minha mãe

dos pontapés

que eu lhe dava?

 

-Recorda-se minha mãe

de me ouvir chorar,

Quando sem ver

me reconfortava

Passando docemente

a sua mão na barriga.

 

Ai como eu me sentia feliz

com as suas carícias.

Ai como era feliz

escutando o seu cantar.

 

Foi numa madrugada de Julho

Quando a lua espreitava

Quando a mãe terra

me chamava,

Rompi as águas,

E tinha à espera estrelícias

Majestosamente

espalhadas

por seu corpo…

 

Foram tempos luminosos

quando a natureza me pariu

E me trouxe de volta os olhos

com que abracei, de novo, o Sol.

 

Lisboa, 29 de Janeiro de 2007

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

Foi numa madrugada de Julho

(A Dama com arminho Leonardo da Vinci)

 

 

 

FOI NUMA MADRUGADA DE JULHO

Rogério Martins Simões

 

Foi numa madrugada de Julho

Quando as estrelas

se juntaram nos céus,

quando o sol teimava

em não arrefecer a noite,

e a lua irradiava

confundindo

as mãos dos namorados…

 

Andara embalado

no colo de minha mãe.

E ouvia serenamente

Na fusão das águas

O canto ameno que me embalava.

 

-Lembra-se minha mãe

dos pontapés que eu lhe dava?

 

-Recorda-se minha mãe

de me ouvir chorar,

Quando sem ver

me reconfortava

Passando docemente

a sua mão na barriga.

 

Ai como eu me sentia feliz

com as suas carícias.

Ai como era feliz

escutando o seu cantar.

 

Foi numa madrugada de Julho

Quando a lua espreitava

Quando a mãe terra

me chamava,

Rompi as águas,

E tinha à espera estrelícias

Majestosamente

espalhadas por seu corpo…

 

Foram tempos luminosos

quando a natureza me pariu

E me trouxe de volta os olhos

com que abracei de novo o Sol.

 

Lisboa, 29 de Janeiro de 2007

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

Abstracto

Abstracto

(Rogério Simões)

 

Da semente de tua boca

Uma imagem subtil de encanto

Como as águas

Límpidas da fonte

No silêncio

Da tua dor

Imagem da eterna

Ternura de mãe

1969

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amrosaorvalho.gif

MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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