Quinta-feira, 4 de Julho de 2019

À CONQUISTA DE LISBOA

À CONQUISTA DE LISBOA

Rogério Martins Simões

 

Em tempos

Quando o tempo passava lentamente

Hasteava a minha bandeira

De sonho e fantasia

E desertava da minha rua

Partindo à conquista.

E trazia nos pés botas cardadas

Com que desandava

e desbravava Outras ruas

(Outros campos de batalha)

Sem me perguntarem quem era

 

Eram os calções esfarrapados

E os joelhos esfolados

A camisa de cruzado

Com tintura de iodo pintada

E tinha um corcel feito de nada:

Um cavalo de pau de vassoura

Com que minha mãe me dava…

 

E tinha uma espada

Feita de uma cruzeta tresmalhada

E um escudo protetor

(Uma tampa de panela desirmanada...)

E os miúdos da minha rua

Armaram-me Cavaleiro de Lisboa

 

Ai como o tempo voa

Da minha rua,

Que passo agora em revista,

Parti um dia à conquista:

De moiros e tesoiros:

Cromos da capelista

Onde a minha fantasia morava

Praia das Bicas, Meco, 10-04-2011 22:57:15

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página
publicado por poetaromasi às 00:03
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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