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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

Escrever ou parar?

 

 

 CEZANNE
 
 
 
Escrever ou parar
Romasi
 
Esta é a nova ode poética
Que não quero recomeçar:
Se começo não acabo
E o tempo não vai parar
Indo…
 
É como se os dias se entregassem
À espera de um novo filho.
Se começo não acabo
E o dia irá acabar
Parindo…
 
1975

 

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O FILHO DA CALÇADA...

 

 

 

O FILHO DA CALÇADA
(Rogério Martins Simões)
 
Eu vi
O filho da calçada
Sorrindo de anjo
Com os cabelos sujos
Da cor do barro.
E o barro
Era a cor do anjo do céu…
O sujo é o amor
Da gente que passa
Coberta de véu...
 
E havia estradas
No rosto
Das lágrimas
Deitadas.
E havia candura
No lado oposto
Do cabelo
Cortado à pedrada…
E as pedras
Eram tábuas
E os cabelos
A almofada.
O cão a companhia
Ao filho da calçada.
 
Eu vi
O filho da calçada
Sorrindo de anjo
Com os cabelos sujos
Da cor do barro.
29/1/1975
 

 

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No desespero do gesto

(Foto cedida pelo Sr. Padre Pedro)

NO DESESPERO DO GESTO

Romasi

 

No desespero do gesto

Do acto à rotura no amor

Há um rompimento modesto

Entre o sofrimento e a dor

 

Não há amor sem tempero

(Olhos mordendo o rosto)

Nem recuos no desespero

Nem avanços no desgosto

 

E se no momento do acto

O acto ultrapassar a razão

Chegou o momento exacto

De passar do acto à acção

 

Pelo acto da partida

Pela porta ou pelo ar…

Conseguirei entrar na vida

Onde vida tiver lugar…

 

1975

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Deu vento na caravela...

 

 

(Monett)

 

(mais uns quantos poemas antigos que os arrumarei neste blog no ano de 2005)

 

 

 

DEU VENTO NA CARAVELA
Romasi
 
Deu vento na caravela
E a caravela de Gama
Partiu com escravos à vela
E à vela
Chegou o ouro, a pimenta,
E a canela
Aos mercados de Lisboa.
 
Deu vento na caravela
E a caravela
Partiu com escravos à vela
E foi à vela
Que descobriram trabalho
Nas fábricas de Amesterdão
 
Deu vento na caravela
E a caravela
Levou a força motriz
Dos operários à vela
E foi à vela…
Que navegaram…
Nos esgotos de Paris.
 
Sopraram na caravela
E assim se descobriu
à vela
O caminho
à emigração
portuguesa.
 
1975

 

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Eis aqui um homem

(Foto Padre pedro)

 

 

 

EIS, AQUI, UM HOMEM!
Romasi
Rogério Martins Simões
 
Eis, aqui, um homem,
nos passos vazios da história,
na penumbra do esquecimento,
objecto, e falsa lamúria,
dormitando numa toca de rato…
 
Eis, aqui, o homem:
Estátua nocturna;
abandonado à chuva,
fruto desta sociedade moderna,
que o transforma num pato…
 
Eis, aqui, e por todo o lado,
seres humanos sem idade,
(iguais na desigualdade),
vergonha da indigesta sociedade
que na ganância engole o prato…
 
E se ao fim do dia
sobrarem os jornais,
com que se cobrem os indigentes,
e os demais,
que desçam dos pedestais
oh insanas gentes:
- P´ro relento como dorme o gato!!!
 
Lisboa, Fevereiro de 1975
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 
 
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Despido de preconceitos

 

 

 

Despido de preconceitos
Romasi
 
Meu amor assim
Despido de preconceitos
Teu amor em mim
Debruçada em parapeito…
Meu amor em ti
Sublimando doçura e jeito
Na alva cor
da frescura dos teus peitos…
 
Junho 1975
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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