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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

Não chores por mim, não chores, sabiá...

 

Não chores por mim, não chores, sabiá…

Rogério Martins Simões

 

Debaixo do sabiá está um homem a descansar

Dorme, dorme, cortador que sabiá não é pinho…

-Dorme, trabalhador que sabiá te vai abrigar!

-Sabiá onde estás? Oh meu lindo passarinho?

 

-Toma cuidado oh sabiá não o deixes acordar

Num galho de um sabiá, o sabiá faz o ninho

Vai-te embora oh caçador que sabiá quer pular,

Do cimo do sabiá, para a mata de rosmaninho

 

Uniram-se os sabiá e o homem ficou ao sol…

Debaixo do sabiá está agora um guarda-sol

Volta sabiá! Canta sabiá que alegria já não há

 

Eu vi um sabiá com uma semente no bico

Deitou-a a meus pés, eu com ela não fico

Volta a dar sombra sabiá! Vem cantar sabiá!

Lisboa, 13 de Março de 2007

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

Apelo à humanidade; Apelación a la Humanidade; Apelo à Humanidade

 

 

(Imagem da autoria de ANNE Müller)

SOS FLORESTAS

(CIRANDA DAS LETRAS)

 


 

APELO À HUMANIDADE

http://alfamalinda.blogspot.com/

(Fernando Bizarro)

 

APELACIÓN A LA HUMANIDAD

http://fraternidadpt.blogspot.com/

(Fernando Bizarro)

 

Appel à L'Humanité

http://fraternitept.blogspot.com/

(Fernando BIzarro)

 

APPEAL TO HUMANITY

http://fraternitypt.blogspot.com/

(Fernando Bizarro)

 

Appell an die Menschlichkeit

http://vereinigung.blogspot.com/

 

 (Da autoria do saudoso

 FERNANDO BIZARRO)

(O Fernando e mais alguns amigos seus traduziram este brilhante trabalho para diversas línguas,

Prestemos uma justa homenagem a este grande homem que faleceu a 23/5/2006 e que permanece junto de nós.

Visitem “Fraternidade” e deixem ali o que vos vai no coração e na alma.

 Leiam a sua mensagem cada vez mais actual.)

 

FRATERNIDADE
http://lusomerlin.blogspot.com/

 

SOS FLORESTAS

 

Tema para mim muito importante, contribuí desde logo com um poema, então inédito, intitulado Lastro, dedicado à poetisa Natália Correia, a ser publicado num livro de poesia nos Açores

Como podem ver no meu blog, desde 2004, tem lá link para tudo o que defenda a floresta, os animais e as crianças.

Mais uma vez quero dizer quanto me custa ver e sentir no ar este cheiro a peste que nos mata.

Estaremos todos mortos se nada fizermos!

Quanto a mim esta é uma importante campanha para defender a mata amazónica e a vida. Relevo o facto de esta iniciativa ter tido a sua origem no próprio Brasil.

Neste momento grave para a humanidade quero aqui deixar o grito do falecido e saudoso FERNANDO BIZARRO que se encontra no seu blog  http://alfamalinda.blogspot.com  no qual também participava.

Só mesmo esta campanha fez com que eu acedesse ao blog do Fernando para copiar o seu apelo à humanidade.

Esta terá sido uma das razões para não colocar nesse blog mais artigos ou poemas sobre Alfama. Mas acreditem – O blog “Alfama é linda” é mais bonito por ter na primeira página o seu apelo, o nosso apelo SOS FLORESTAS, ou dito ao seu modo “Apelo à humanidade”.

Apelo para a Humanidade

(Fernando Bizarro)

Tivemos a tristeza de ver recentemente o Tsunami, causando uma grande destruição e vitimando um número inconcebível de pessoas em sete países da Ásia. Sabemos que esse tipo de facto é um acontecimento natural, porém havemos de analisar e acrescentar que a intensidade desse tsunami mostra-nos claramente que o desequilíbrio ambiental é, incontestavelmente, potencializador de forças naturais deste porte. Cabe a nós, definitivamente, uma reflexão séria sobre o assunto e buscarmos maneiras mais correctas de lidarmos com o espaço que vivemos, para que não sejamos nós os responsáveis por catástrofes desta natureza.

Nós blogueiros, propomos desde já, unirmo-nos em um alerta para a humanidade, e implantarmos cada um de nós, a nosso modo e em nosso ambiente, medidas práticas de mudanças!

É tempo de se falar abertamente. É tempo de se abordarem as questões em profundidade e não de forma restritiva. É tempo enfim, de se falar a sério sobre a questão ambiental e ecológica. Sobre a humanidade!

E com razão. É que cada vez mais se toma consciência de que o combate pela preservação, não tem fronteiras, não é regionalizável e de que a resposta ou é global ou não será resposta.

As chuvas ácidas, o efeito de estufa, a poluição dos rios e dos mares, a destruição das florestas, não têm azimute nem pátria, nem região. Ou se combatem a nível global ou ninguém se exime dos seus efeitos.

As pessoas ainda respiram. Mas por quanto tempo?

Os desertos ainda deixam que reverdejem alguns espaços estuantes de vida. Mas vão avançando sempre.

Ainda há manchas florestais não decepadas nem ardidas. Mas é cada vez mais grave o deficit florestal.

Ainda há saldos de crude por extrair, de urânio e cobre por desenterrar, de carvão e ferro para alimentar as grandes metalurgias do mundo. Mas à custa de sucessivas reduções de reservas naturais não renováveis.

Na sua singeleza, o caso é este:

Até agora temos assistido a um modelo de desenvolvimento que resolve as suas crises crescendo cada vez mais. Só que quanto mais se consome, mais apelo se faz à delapidação de recursos naturais finitos e não renováveis, o que vale por dizer que não é essa uma solução durável, mas ela mesma finita em si e no tempo que dura. Por outras palavras: é ela mesmo uma solução a prazo.

Significa isto que, ou arrepiamos caminho, ou a vida sobre a terra está condenada a durar apenas o que durar o consumo dos recursos naturais de que depende.

Não nos iludamos. A ciência não contém todas as respostas. Antes é portadora das mais dramáticas apreensões.

O que há de novo e preocupante nos dias de hoje, é um modelo de desenvolvimento meramente crescimentista – pior do que isso, cegamente crescimentista – que gasta o capital finito de preciosos recursos naturais não renováveis, que de relativamente escassos tendem a sê-lo absolutamente. E se podemos continuar a viver sem urânio, sem ferro, sem carvão e sem petróleo, não subsistiremos sem ar e sem água, para não ir além dos exemplos mais frisantes.

Daí a necessidade absoluta de uma resposta global. Tão só esta necessidade de globalização das respostas, dá-nos a real dimensão do problema e a medida das dificuldades das soluções. Lêem-se o Tratado de Roma, O Acto Único Europeu e mais recentemente as conclusões da Conferência de Quioto, do Rio de Janeiro e Joanesburgo, onde ficou bem patente a relutância dos países mais industrializados, particularmente dos Estados Unidos, em aceitar a redução do nível de emissões. Regista-se a falta de empenhamento ecológico e ambiental das comunidades internacionais e dos respectivos governos, que persistem nas teses neoliberais onde uma economia cega desumanizada e sem rosto acabará por nos conduzir para um beco sem saída

Por outro lado todos temos sido incapazes de uma visão mais ampla e intemporal. Se houver ar puro até ao fim dos nossos dias, quem vier depois que se cuide!... e continuamos alegremente a esbanjar a água do cantil.

Será que o empresário que projectou a fábrica está psicológica ou culturalmente preparado para aceitar sem sofismas nem reservas as conclusões de uma avaliação séria do respectivo impacto ambiental?

Mesmo sem sacrificar os padrões de crescimento perverso a que temos ligados os nossos hábitos, há medidas a tomar que não se tomam, como por exemplo:

  Levar até ao limite do seu relativo potencial o uso da energia solar e da energia eólica.

  Levar até ao limite a preferência da energia hidráulica sobre a energia térmica.

  Regressar à preferência dos adubos orgânicos sobre os adubos químicos.

  Corrigir o excessivo uso dos pesticidas.

  Travar enquanto é tempo a fúria do descartável, da embalagem de plástico, dos artigos de intencional duração.

  Regressar ao domínio do transporte ferroviário sobre o rodoviário.

  Repensar a dimensão irracional do transporte urbano em geral e do automóvel em particular.

  Repensar, aliás, a loucura em que se está tornando o próprio fenómeno do urbanismo.

  Reformular a concepção das cidades e das orlas costeiras

Dito de outro modo: a moda política tende a ser, um constante apelo às terapêuticas de crescimento pelo crescimento. È tarde demais para desconhecermos que, quando a produção cresce, as reservas naturais diminuem.

Há porém um fenómeno que nem sempre se associa ás preocupações da humanidade. Refiro-me à explosão demográfica.

Com mais ou menos rigor matemático, é sabido que a população cresce em progressão geométrica e os alimentos em progressão aritmética. Assim, em menos de meio século, a população do globo cresceu duas vezes e meia !...

Nos últimos dez anos, crescemos mil milhões!... Sem grande esforço mental, compreendemos aonde nos levará esta situação.

Se é de um homem mais sensato e responsável que se precisa, um homem que olhe amorosamente para este belo planeta que recebeu em excelentes condições de conservação e está metodicamente destruindo; de um homem que jure a si mesmo em cadeia com os seus semelhantes, fazer o que for preciso para que o ar permaneça respirável, que a água seja instrumento de vida e dela portadora, e os equilíbrios naturais retomem o ciclo da auto sustentação, empenhemo-nos desde já nessa tarefa, com persistência e determinação.

Se é a continuação da vida sobre a terra que está em causa, e em segunda linha a qualidade de vida, para quê perder mais tempo?..

Por isso apelamos a todos quantos se queiram associar a este movimento pela preservação Natureza, pela Paz e pelo desenvolvimento harmonioso da Humanidade, para subscreverem este Apelo.

Ao fazê-lo estamos a afirmar a nossa cidadania, enquanto pessoas livres, que olham com preocupação o futuro da Humanidade, o futuro dos nossos filhos!

 

Passo agora um pouco do texto publicado pela poetisa ANNE MÜLLER que pediu a nossa contribuição nesta ciranda de poesia:

“O Texto abaixo, foi o que deu início a ideia desta ciranda. A mídia faz seu trabalho, e nós temos de fazer o nosso.

ATENÇÃO

Assistindo o Globo Repórter de ontem, deparei-ma com as coisas desencontradas deste país. Situações que mais uma vez visam o lucro em detrimento da saúde do planeta: O desastre Ambiental na Serra Vermelha, no Sul do Piauí, absurdo permitido pelo IBAMA!
Notem: IBAMA! Este órgão que deveria proteger a natureza em todas as suas formas!
Nesta Serra, já existem 300 fornos queimando madeira para siderúrgicas e o projeto permite mais de 3.000 fornos de carvão vegetal!
Imaginem mais de 3.000 fornos queimando a caatinga, mata que existe somente no Brasil!
Diante da Denúncia como enviar para o Ministério do Meio Ambiente, cuja ministra é uma mulher, portanto sensível a tal prática doente de extermínio da vida, um abaixo-assinado contra tal destruição?
Aguardo resposta dos amigos virtuais! Façamos a força da internet!
Margaret Pelicano.

FINALIZO

Muitos foram os blogueiros que então publicaram o grito do saudoso Fernando Bizarro. Chegou para mim o momento de desafiar os poetas para remeterem poemas sobre este tema

No final está o link para esta “ciranda de poesia”. Se entretanto outras campanhas houver outros link aditarei.

Link para participarem  

 

anna_icon_cirandas_entre1.jpg

APELACIÓN A LA HUMANIDAD

(ESPANHOL)

(Da autoria de

FERNANDO BIZARRO)


Hace unos pocos días tuvimos la tristeza de ver un tsunami causar gran destrucción y haciendo victimas a un número inconcebible de personas en siete países de Asia. Sabemos que esto es un accidente natural, en tanto necesitamos analizar y concluir que la intensidad de este tsunami nos muestra claramente que el desequilibrio ambiental es, sin duda, responsable por fuerzas naturales de este porte. Cabe a nosotros, definitivamente, una reflexión seria sobre el tema y la búsqueda de formas más correctas de lidiar con el espacio en que vivimos, para que no seamos nosotros mismos los responsables por catástrofes como la que recién presenciamos.

¡Nosotros, bloguistas, nos proponemos desde ahora a reunirnos en un alerta a la humanidad y empezar cada uno de nosotros, a nuestro modo y en nuestro ambiente, medidas prácticas de cambios inmediatos!

Es tiempo de hablar claramente. Es tiempo de abordar estas cuestiones en profundidad y no de forma restringida. Es tiempo, antes, de hablar en serio sobre la cuestión ambiental y ecológica. ¡Sobre la humanidad!


Tenemos razón para ello. Pues cada día más se tiene conciencia de que la lucha por la preservación no tiene fronteras, no es regional y que la respuesta para todo debe ser global, pues de no ser así no es respuesta.

Las lluvias ácidas, el sobrecalentamiento del planeta, la polución de los ríos y de los mares, la destrucción de los bosques, no tienen patria o región. Debemos combatir a nivel global o nadie podrá prevenir sus efectos.

Las personas aun respiran. ¿Pero hasta cuándo?

Los desiertos aun permiten que algunos de sus espacios sean verdes, enseñando vida. Pero la arena avanza siempre.

Aun hay bosques que no fueron podados ni quemados. Pero es cada vez más serio el déficit ambiental.

Aun hay minerales por extraer, uranio por desterrar, hierro y carbón para alimentar las grandes metalúrgicas del mundo. Pero el costo de estas explotaciones son sucesivas reducciones de reservas naturales no renovables.

En su simplicidad, el caso es el siguiente:

Hasta ahora venimos presenciando un modelo de desarrollo que al intentar solucionar las crisis las aumenta más y más. Pero cuanto más se consume, más se destruyen los recursos naturales finitos y no renovables, lo que vale decir que no es una solución durable, pues ella es finita en si misma y en el tiempo en que perdura. En otras palabras: una solución a corto plazo.

Significa decir que o decidimos cambiar de camino, o la vida sobre la Tierra estará condenada a durar solamente el tiempo en que dure el consumo de los recursos naturales de que depende.

No nos engañemos. La ciencia no tiene todas las respuestas. Antes, es portadora de las más dramáticas aprensiones.

Lo que hay de nuevo y preocupante en los días de hoy es un modelo de desarrollo sumamente creciente – peor que esto, ciegamente creciente – que usa el capital finito de preciosos recursos naturales no renovables, que de relativamente escasos, tienden a volverse completamente extintos. Y si pudiésemos comenzar a vivir sin uranio, sin hierro, sin carbón y sin petróleo, no podremos sustituir el aire ni el agua, para no ir más lejos en los ejemplos ya utilizados.

Se presenta, entonces, la necesitad absoluta de una respuesta global para el tema. Esta necesidad de globalización de respuestas nos da la real dimensión del problema y la medida de las dificultades de las soluciones. Leyendo el Tratado de Roma, el Acto Único Europeo y más recientemente, las conclusiones de la Conferencia de Quioto, de Rio de Janeiro y Johannesburgo, vemos claro el rechazo de los países más industrializados, particularmente Estados Unidos, en aceptar la reducción del nivel de emisiones. Es visible la falta de empeño ecológico y ambiental de las comunidades internacionales y de los respectivos gobiernos, que persisten en las tesis neoliberales, donde una economía ciega deshumanizada y sin rostro acabará por conducirnos a una callejuela sin salida.

Por otro lado, todos hemos sido incapaces de una visión más amplia e intemporal. Pues si aun hay aire puro hasta el fin de nuestros días, no sabemos que pasará con aquellos que vengan después nuestro… y continuamos contentos desperdiciando el agua que la naturaleza nos ofrece.

¿Será que el empresario que proyectó una fábrica está psicológica y culturalmente preparado para aceptar sin sofismas ni reservas las conclusiones de una evaluación seria del respectivo impacto ambiental?

Aunque sin sacrificar los padrones de crecimiento perverso a que tenemos sujetos nuestros hábitos, hay medidas a tomar pero que no son consideradas en serio, como por ejemplo:

- Llevar hasta el límite de su relativo potencial el uso de la energía solar y de la energía eólica.
- Llevar hasta el límite la preferencia por la energía hidráulica sobre la energía térmica.
- Volver a la preferencia de los abonos orgánicos en lugar de los abonos químicos.
- Corregir el exceso del uso de pesticidas.
- Luchar contra lo descartable, los envases de plástico, los artículos de duración prolongada.
- Volver al uso del transporte ferroviario en lugar del rodoviario.
- Repensar la dimensión irracional del transporte urbano en general y del automóvil, en particular.
- Repensar la locura en que se está volviendo el propio fenómeno del urbanismo.
- Rehacer la concepción de las ciudades y de las costas.

Dicho de otro modo: la moda política tiende a ser una constante apelación a las terapéuticas de crecimiento por el crecimiento. Es demasiado tarde para cerrar los ojos al hecho de que mientras la producción crece, las reservas naturales disminuyen.

Hay, en tanto, un fenómeno que ni siempre se asocia a las preocupaciones de la humanidad. Me refiero a la explosión demográfica.

Con seguridad matemática, es sabido que la población crece en progresión geométrica, mientras los alimentos en progresión aritmética. ¡De esta forma, en menos de medio siglo, la población de la Tierra creció dos veces y media!

¡En los últimos diez años crecimos mil millones! Sin gran esfuerzo mental, comprendemos para donde nos llevará esta situación.

Si necesitamos de un hombre más sensato y responsable, un hombre que mire amorosamente para este bello planeta que recibió en excelentes condiciones de conservación y que lo está metódicamente destruyendo, de un hombre que jure a si mismo y junto a sus hermanos hacer lo que sea preciso para que el aire permanezca respirable, que el agua sea instrumento de vida y portadora de ella, y los equilibrios naturales vuelvan al ciclo de auto sustentación, comencemos, entonces, desde hoy nuestra tarea, con persistencia y determinación.

Si la continuación de la vida sobre la Tierra está en peligro, y en seguida, la calidad de vida, ¿por qué perder tiempo?

Por ello, apelamos a todos cuantos deseen asociarse a este movimiento por la preservación de la Naturaleza, por la Paz y por el Desarrollo Armonioso de la Humanidad, para que suscriban a esta Apelación.

¡Al hacerlo, estaremos afirmando nuestra ciudadanía, como personas libres que somos, que miran con preocupación el futuro de la Humanidad, el futuro de nuestros hijos!

 

 

 

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CONFLITOS

 

 

De vez enquanto descobrimos textos antigos – mas não tão antigos como podem parecer – que passam despercebidos.

Hoje, quando consultava Legislação Comunitária indispensável para a minha vida profissional, acabei por conhecer uma comunicação da Comissão que merece ser lida na íntegra. Como o texto é extenso, tem 36 folhas, irei reproduzir algumas partes do que achei interessante. Como se trata de uma selecção pessoal recomendo que acedam ao site da Comissão Europeia para o lerem na íntegra.

O documento foi editado sob a forma de “Comunicação da Comissão sobre a prevenção dos conflitos” e data de 11/04/2001.

Deste extenso trabalho resolvi transcrever algumas partes do que deve constituir preocupação para todos:

“Os conflitos violentos raramente irrompem espontaneamente, ou mesmo com um pré-aviso curto. O recurso às armas é geralmente resultado de um processo de deterioração gradual cujas causas estão bem enraizadas e são muitas vezes bem conhecidas. As dificuldades em resolver com êxito problemas como a extrema pobreza, as desigualdades na distribuição da riqueza, a escassez e a degradação dos recursos naturais, o desemprego, a falta de educação, as tensões étnicas e religiosas, as disputas fronteiriças e regionais, a desintegração do Estado ou a ausência de meios pacíficos para resolver conflitos têm mergulhado sociedades inteiras no caos e no sofrimento. Quando finalmente emergem deste inferno, vêem-se confrontadas com o longo e difícil processo de reconstrução.”

Vejamos algumas situações que podem gerar conflitos:

1.    “Droga

Existe uma relação estreita entre as drogas e o crime. As organizações criminosas que se dedicam à produção e tráfico de drogas conseguiram transformar algumas partes do mundo em áreas impróprias. As enormes quantidades de dinheiro envolvidas na droga e no branqueamento de capitais atraíram igualmente, em certa medida, movimentos terroristas e organizações paramilitares em busca de fundos para aquisição de armas. Os seus objectivos são em geral regiões em que o tecido social já está destruído pela pobreza ou pela instabilidade política. Dessa forma, o conflito violento constitui uma ameaça constante nas duas principais rotas da droga para a Europa: a rota da cocaína proveniente da América Latina e a rota da heroína proveniente do Afeganistão.

2.    Armas de pequeno calibre

As armas de pequeno calibre são as "armas de destruição maciça" dos pobres. Estas armas são responsáveis por mais mortes e acidentes e têm uma influência destruidora sobre as estruturas políticas e sociais superiores a qualquer outra categoria de armamento. As armas de pequeno calibre chegam com uma enorme facilidade às zonas mais afectadas por conflitos e mais vulneráveis ao seu impacto. É também nessas zonas que estão menos sujeitas a um controlo legal. No início de um conflito violento ou numa fase de colapso das estruturas estatais (como é o caso da Albânia em 1997, em que foram roubadas 700 000 armas de pequeno calibre dos depósitos centrais de munições do país), a omnipresença de armas de pequeno calibre pode facilmente impedir a restauração do Estado de direito, criando simultaneamente condições que contribuam para alimentar conflitos violentos. Essas armas são facilmente transportadas, podendo, portanto, alimentar conflitos em qualquer parte do mundo.

3.    Recursos naturais: gestão e acesso

A concorrência relativamente aos recursos naturais é muitas vezes uma causa de tensão, situação que pode surgir no interior dos países, a nível local ou nacional, bem como num contexto regional. As fontes de conflito podem ir da água e recursos geológicos (petróleo, gás, pedras preciosas, minérios) aos recursos biológicos (por exemplo, zonas de pesca, florestas).

Os conflitos sobre os recursos geológicos são especialmente evidentes em muitas zonas de África (Libéria, Congo-Brazzaville, Sudão, etc.). Especialmente importante é o comércio ilegal de diamantes, cujos lucros servem para alimentar conflitos. Em muitos casos, o controlo desta fonte de riqueza origina igualmente conflitos.

A partilha dos recursos hídricos em regiões onde a água escasseia constitui uma das mais comuns e complexas fontes de tensão política. Tais situações existem hoje no Corno de África, no Vale do Nilo, na bacia do Mar de Aral, incluindo o Vale Fergana, e no Médio Oriente. Por vezes, os conflitos sobre a água são agravados por disputas relativas aos direitos de navegação e às fronteiras territoriais. A Comissão apoiou várias iniciativas relativas a conflitos sobre a água, nomeadamente na zona do Mar de Aral, na África austral e oriental e no Médio Oriente.

4.    Degradação do ambiente

A degradação do ambiente, muitas vezes ligada a problemas de recursos como o acesso à água, tanto pode ser um factor de insegurança e de conflito como o seu resultado. Por exemplo, a degradação dos solos ou as alterações climáticas podem ter um efeito desestabilizador em muitas regiões, através da diminuição das potenciais terras aráveis, da perda da oportunidade de rendimentos e dos movimentos migratórios. A alteração do clima constitui, talvez, o principal problema ambiental. A prevista subida do nível das águas do mar, o agravamento das condições climáticas excessivas e as respectivas consequências na produtividade dos solos e dos recursos dos oceanos representam uma ameaça importante para muitas populações, designadamente em muitos pequenos Estados insulares em desenvolvimento. 60% da população mundial vive em zonas costeiras, que são as mais sensíveis. Muitas regiões ver-se-ão, provavelmente, confrontadas com perdas de postos de trabalho e com migrações.

Outro exemplo de ameaças à segurança ligadas à degradação do ambiente é a diminuição das florestas. Para além das implicações a nível mundial (as florestas são importantes para atenuar as alterações climáticas), a diminuição das florestas pode criar conflitos entre grupos locais, governos e empresas privadas.

5.    Disseminação de doenças transmissíveis

Poucos desafios são mais profundamente perturbadores ou possuem implicações para o desenvolvimento social e económico de mais longo alcance (em última análise, para a estabilidade política) do que a disseminação das principais doenças transmissíveis, em especial o HIV/SIDA, a malária e a tuberculose. Em 1999, calculava-se que, em todo o mundo, viviam mais de 33 milhões de pessoas contaminadas com HIV/SIDA, 95% das quais nos países em desenvolvimento. A malária e a tuberculose estão a ressurgir em zonas onde se encontravam sob controlo e, agora cada vez mais resistentes aos medicamentos, são doenças que estão em crescimento em todo o mundo. A acção destruidora da SIDA, da malária e da tuberculose faz retroceder décadas de esforços de desenvolvimento, provoca a queda da esperança de vida, altera modelos de produção e causa enormes problemas sociais e económicos nos países mais afectados.

6.    Fluxos de população e tráfico de seres humanos

Embora os grandes fluxos de população (migrantes, requerentes de asilo, refugiados internos e externos) sejam geralmente vistos como consequências e não como causas de conflitos, podem ter igualmente efeitos desestabilizadores e contribuir para a disseminação e o agravamento dos conflitos. Enfrentar fluxos dessa ordem e os respectivos efeitos secundários na população local ou vizinha é especialmente difícil para os países em desenvolvimento.

7.    Papel do sector privado em zonas instáveis

As empresas privadas estrangeiras desempenham um papel importante no desenvolvimento socioeconómico de muitos países. Todavia, podem também ser responsáveis pela manutenção ou mesmo pela criação de causas estruturais de conflitos. Exemplos disso são os casos de empresas que gerem as suas actividades (por exemplo, no domínio dos recursos naturais) em detrimento do desenvolvimento ambiental e social sustentável.”

 

O ano de 2004 chegou ao fim e todos nós esperamos que o futuro próximo nos ofereça coisa melhor.

Neste novo ano vemos com alguma mágoa que situações já devidamente inventariadas pela Comunidade Europeia, tais como: “

A pobreza, a estagnação económica,

A distribuição desequilibrada dos recursos,

A debilidade das estruturas sociais,

As formas de governo não democráticas,

A discriminação sistemática,

A opressão dos direitos das minorias,

Os efeitos destabilizadores dos fluxos de refugiados,

Os antagonismos étnicos,

A intolerância religiosa e cultural,

A injustiça social

e a proliferação de armas de destruição maciça e das armas de pequeno calibre” continuam por resolver.

E que dizer da situação económica e política que o País atravessa.:

Onde cabem os nossos sonhos? Que é feito da esperança de uma vida melhor para todos? Como iremos combater o desemprego e a injustiça social? Como iremos cativar o investimento para Portugal tão necessário para a criação de emprego. Qual a saída para os jovens Licenciados que, sem emprego, não podem colocar os seus conhecimentos ao serviço da colectividade que neles investiu. Qual o futuro dos reformados e por onde andarão as promessas de uma vida melhor? Qual a vantagem da continua precariedade no trabalho – qual o seu papel na estabilidade social e económica e financeira das famílias?

Vimos que a comunidade Europeia elaborou um rol de problemas com que o Mundo se debate no dia-a-dia para evitar o conflito.

Durante vários anos os funcionários públicos não tiveram melhoria ou sequer a reposição do poder de compra, tudo em favor da recuperação económica e para evitar o défice. Prometeram, prometeram e não cumpriram minimamente com os programas eleitorais sufragados pelo povo

Chegou a hora de fazer balanço da actividade política, dos políticos deste país, de forma a castigar quem promete e nunca cumpre.

Por um futuro melhor – sem conflitos – mas com uma desejável melhoria da qualidade de vida para o nosso povo, desejo a todos um bom ano de 2005.

isamor

 

De vez enquanto descobrimos textos antigos – mas não tão antigos como podem parecer – que passam despercebidos.

Ao ler este brilhante trabalho lembrei-me de uma comunicação da Comissão que merece ser lida na íntegra. Como o texto é extenso, irei reproduzir a parte que tem a haver com este tema. Como se trata de uma selecção pessoal recomendo que acedam ao site da Comissão Europeia para o lerem na íntegra.

O documento foi editado sob a forma de “Comunicação da Comissão sobre a prevenção dos conflitos” e data de 11/04/2001

Degradação do ambiente

A degradação do ambiente, muitas vezes ligada a problemas de recursos como o acesso à água, tanto pode ser um factor de insegurança e de conflito como o seu resultado. Por exemplo, a degradação dos solos ou as alterações climáticas podem ter um efeito desestabilizador em muitas regiões, através da diminuição das potenciais terras aráveis, da perda da oportunidade de rendimentos e dos movimentos migratórios. A alteração do clima constitui, talvez, o principal problema ambiental. A prevista subida do nível das águas do mar, o agravamento das condições climáticas excessivas e as respectivas consequências na produtividade dos solos e dos recursos dos oceanos representam uma ameaça importante para muitas populações, designadamente em muitos pequenos Estados insulares em desenvolvimento. 60% da população mundial vive em zonas costeiras, que são as mais sensíveis. Muitas regiões ver-se-ão, provavelmente, confrontadas com perdas de postos de trabalho e com migrações.

Outro exemplo de ameaças à segurança ligadas à degradação do ambiente é a diminuição das florestas. Para além das implicações a nível mundial (as florestas são importantes para atenuar as alterações climáticas), a diminuição das florestas pode criar conflitos entre grupos locais, governos e empresas privadas.

Vou finalizar. Desejo ao autor deste magnífico trabalho que continue a sua e nossa luta para que no futuro ele exista. Sinceramente começo a ficar séptico em relação a campanhas e daqui a pouco a Natureza grita, ai se grita. Quem irá parar o sufoco?

Um abraço

Rogério Simões

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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