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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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28.08.21

barcos&mar (145).JPG

FALUAS DO MEU CORAÇÃO

Rogério Martins Simões

 

Pior que as pedradas…

São as palavras calcadas…

Mais duras que as pedras:

Lisas ou encalhadas,

Nas silvas ou nas frestas;

Soltas ou entalhadas,

Nas sílabas ou nas festas…

 

Deram-me um saco de ruas,

Que ao abrir soltou as suas…

Deram-me o saco com pedras!

Para que não cegassem as luas,

Estendi sobre a fronte a mão,

Procurando entre as faluas,

A que me levasse o coração.

 

E era tão linda a caravela,

Que logo parti com mais ela,

Sem encalhar nas pedras…

E nesta nossa eterna viagem,

Deixámos reacender as luas:

Dispensámos a marinhagem…

Unindo minhas mãos às tuas.

 

Lisboa, 28-05-2009 23:36:05

 

Simões, Rogério, in “GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO”,

(Chiado Editora, Lisboa, 1ª edição, 2014)

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

14.02.21

IMG_2101

ENVOLTA EM SILÊNCIOS E FLORES

(Rogério Martins Simões)

 

Envolta em silêncios e flores,

Como se as flores te cobrissem de pétalas,

Eu te chamei deusa:

Percorriam os teus seios, colar escarlate,

Desvarios recortes de porcelana.

Estavas linda!

 

Partilho estes jardins de sombras

Deliciosas.

Contagiam-me as serenas manhãs,

Os frutos selvagens

E enamoro-me das estrelas.

 

Noite fora sou um viajante

Percorro silêncios,

Escuto os meus passos nas vielas.

Que seria de mim se não te

Reencontrasse!

 

Sabes a morango selvagem!

Sabes a cravo e a canela!

Se partir voltarei

Envolto em luz.

Te cobrirei de pérolas

(te chamei de musa)

E serei como a brisa,

Aragem,

Perpétua e ondulante

O sol penetrante na tua janela.

 

24-03-2006

Simões, Rogério, in “GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO”,

(Chiado Editora, Lisboa, 1ª edição, 2014)

 

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12.02.21

CAEM LÁGRIMAS

(Rogério Martins Simões)

 

Rolam-me na face,

Caem no chão,

Secam com o vento,

As lágrimas tristes

Do meu coração!

 

Continuo escrevendo,

Versando tua beleza,

Apenas interrompido

Por longos suspiros

Da grande tristeza

Do meu coração!

 

E, se depois penso…

Que jamais serás minha:

Rolam-me lágrimas

Pelo rosto molhado

Caem no chão!

Secam com o vento!

As lágrimas tristes

Do meu coração.

 

Escola Comercial Patrício Prazeres,

Lisboa, Abril de 1968

(Registado no Ministério da Cultura

Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

Publicado em Livro:

in “GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO”,Página 54

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11.11.19

telabete1.jpg

SOMOS VERSOS

Rogério Martins Simões

 

Na poesia somos versos

Tão iguais mas tão diversos

Somos beijos deste enlevo.

E as pérolas do teu olhar,

Que ao meu fazes chegar,

São letras do que te escrevo.

 

Meus versos, não os escondas.

Nem os atires às ondas

Nem os deixes ao luar.

Que há tanta poesia em ti

Nos poemas que te escrevi

P´ra eternamente te amar.

 

Numa folha de papel

Reescreveste a pincel

Um poema que te fiz.

Não esquecerei o prometido

E fiz dele o meu cupido

Neste amar que sempre quis

 

E no silêncio profundo

Quando me afasto do mundo

Por caminhos tão diversos.

Recordo o que te escrevi

Pois sempre verei em ti

A musa dos nossos versos

Praia das Bicas, 05/11/2019 15:03:20

(À Bety e com muito carinho: à nossa amiga Luísa Santa)

SEM VONTADE PARA RIR; SEM MOTIVOS PARA CHORAR

Existem momentos na vida em que a vida pára à espera daquele diagnóstico que não se espera. Parece que tudo nos cai em cima e por mais que se lute contra as contrariedades próprias da vida, só quando se conhecem os resultados se entendem os sentidos: Ou se dobram os sorrisos; ou se desdobram os choros.

O poema que acabaram de ler tem um simbolismo diferente que o torna e o transforma num marco na vida. Este meu poema – “Somos Versos” foi escrito num caderno, entre uma longa espera, que não se espera, e aquele espaço no tempo em que não se tem qualquer vontade de rir nem motivo para chorar.

Chegámos cedo e ainda tinha lugar sentado junto da minha companheira que tinha hora marcada. Depois, enquanto a esperava e desesperava para saber se poderia rir, tivemos de adiar os sorrisos para o próximo dia 16.

Enquanto ali estava pensava. (Todos pensam e repensam naquela situação) e como o tempo de espera duplicava desci as escadas de pedra e por ali andei às voltas esquecendo até que pouco andava mas andei a pé e estava a chegar aonde os meus passos me levavam.

Não estava longe do ponto de partida, nem do tempo que a minha linda mulher ainda por ali esperava.

Quando reparei em mim estava à entrada do local onde decorreu a apresentação do meu livro GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO: no NOVOTEL e tinha percorrido uma grande parte da Avenida José Malhoa e outras adjacentes.

Sem ter qualquer plano ou sequer ter pensado em ali voltar, ali acordei fazer a apresentação do meu novo livro “POEMAS DE AMOR E DOR”.

No próximo dia 16 estaremos de volta aos corredores dos silêncios amedrontados onde ficarei à espera da Elisabete que raramente perde o sorriso. Ali tão perto de um local onde em 2014 me senti feliz.

No dia 23 de novembro lá vos esperamos com POEMAS DE AMOR E DOR no NOVOTEL pelas 16 horas.

SEJAM TODOS FELIZES

Meco, 11/11/2019 22:36:30

 

 

 

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02.04.19

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DOIS OLHARES AMADURECIDOS

Rogério Martins Simões

 

“Terna e doce recordação

Nunca deixaste de me pertencer

É meu, o teu coração

Por favor ajuda-me a viver”

 

 “Feliz! Só por te ver

Viver? Eu não vivi!

E nesta ânsia de ter

Acabei por te perder

Perto, tão perto de ti”

1986

(Diálogos das almas, e do poeta, perdidos no tempo)

 

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08.02.19

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HORAS LONGÍNQUAS

Rogério Martins Simões

 

Regresso à Aldeia das horas longínquas.

Das hortas vivas, das casas cheias,

E fico atento aos sinais de vida:

No chiar de um carro de bois;

Nos chocalhos de um rebanho;

Nos contos à lareira, de lobos e papões.

 

Depois…O galo cantava e a vida recomeçava.

Havia sempre um molho de mato para roçar,

Ou uma leira para matar a sede.

- Bom dia senhora Maria

- Bom dia Ti Manel

 

Lado a lado com o presente,

O passado é a distância que me separa da aldeia

E que me introduz nas sombras.

Ainda sinto os cheiros da aldeia e o calor do verão.

Ainda recordo a fonte velha e a sua água refrescante;

O Cântaro na cantareira da casa da Eira.

A panela de ferro, a trempe e a caçoila em cobre,

O borralho e a braseira.

Ah! Como me sentia e era feliz.

Por isso estou de regresso

À Aldeia das horas longínquas.

Madruguei e ninguém me apanha.

Já deixei para trás o castelo que fica no alto da aldeia.

Castelo de sonhos? Cada povo tem o seu…

Estou a caminho da Feteira.

Vou provar os figos, e os abrunhos,

Os cachos, as ginjas e as maças.

E os morangos que crescem nas paredes das hortas.

Como leem estou marcado.

Sou um poço de saudade!

Por isso regresso à aldeia dos meus avós.

À aldeia dos afetos e das minhas recordações.

Ali vivi em liberdade

Ali consolidei a minha formação

Ali aditei valores à minha vida.

Aquela gente ensinou-me a dar e a receber.

A repartir e a não estragar o pouco que tinham.

Aquela gente boa ensinou-me a amar.

Convidem-me para provar as filhoses.

A sopa de feijão atulhada com couves e faceira do porco.

O lombo conservado em banha na panela de barro.

E se tiver frio e as casas cheias dormirei no palheiro,

Ou no sobrado por cima do curral das cabras!

 

Não! Não quero despertar o sonho

O despertar é um coice de mula que me deixa atordoado.

Agora tenho de ir!

Não posso, nem devo, fazer esperar o povo.

O povo não parte sem mim,

Nem eu parto sem o povo!

Vamos todos como os da Póvoa!

 

Meco, 31/05/2017 17:18:00 8/02/2019

(Pequena homenagem ao povo de uma aldeia, a aldeia do meu pai e dos meus avós paternos, a Póvoa, Pampilhosa da Serra, que por ter sido tão unida ainda tem um lema VAMOS TODOS COMO OS DA PÓVOA)

 

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08.10.18

UMA ETERNIDADE NOS ESPERA…

Rogério Martins Simões

 

Quando tu e eu saltávamos em andamento,

Numa corrida estreita, para a existência,

Havia um brilho, intenso, que cegava a escuridão externa.

 

Falávamos em língua redonda,

Impercetível,

Que nos deixava latejar à distância do universo das palavras.

Éramos nada!

Éramos tudo!

Frequentávamos os mesmos colégios ricos,

Onde a riqueza se media pelo contágio,

Em resultado das vidas passadas.

E fazíamos parte de um grupo sem forma…

 

Grandes aos sentidos,

Sabíamos que iríamos viajar em busca da luz:

Éramos uma luz ténue…

E procurávamos um brilho permanente.

 

Entrámos por uma porta estreita

Onde formas sem luz

Reproduziam uma língua quadrada,

Sem nexo, herança de uma Torre de Babel,

Que tivemos de aprender.

 

Estamos a ficar cansados!

Não importa…

Tomámos o caminho reto e certo

E partiremos na luz…

 

Falta pouco meu amor.

Uma eternidade nos espera…

 

Lisboa, 30 de Abril de 2009

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

À BETE MINHA TERNA E ETERNA COMPANHEIRA

 

Simões, Rogério, in “GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO”,

(Chiado Editora, Lisboa, 1ª edição, 2014)

 

 

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30.06.18

barcos (20).JPG

 

O barco partia à vela

Rogério Martins Simões

 

Éramos dois loucos

Apaixonados!

E descobríamos na noite

O que perdemos

Desencontrados.

 

O dia não passava.

Ficávamos dispersos…

A noite desesperava

Entre danças, copos

E ficávamos submersos

No fogo dos nossos corpos.

 

E soprávamos as areias do deserto,

Para esconder a cidade

Que espreitava à janela…

 

Não havia tempo para as estrelas...

E o ardor soprava tanto:

Que o dia cinzento era branco

E o barco partia à vela…

 

01-11-2006 22:56

 (Registado no Ministério da Cultura

Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

(Próximo livro)

 

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17.11.17

IMG_0912.JPG

 

A ESTRELA MAIS BELA QUE ENCONTREI!

(Rogério Martins Simões)

 

 

Sabes encontrar-me pela manhã

No riacho e cristalino desapego,

Onde, renunciando, dores refego,

Para que a esperança não seja vã.

 

Livre da dor e tortura é este afã,

Cuido este corpo onde me apego,

Tarde libertar-me deste carrego,

Que extingue o carma de amanhã.

 

E se estiver na hora quero propor:

Irei de mãos dadas pelo caminho,

Perdido eu de amores, devagarinho,

 

Levarei comigo o meu lindo amor,

A estrela mais bela que encontrei.

Não quero perder quem tanto amei!

 

Lisboa, 27-03-2008 22:04:08

(Registado no Ministério da Cultura

Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

 

 

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28.08.17

IMG_3818.JPG

QUERO BEIJAR

Romasi

(Rogério Martins Simões)

 

Quero beijar

Beijar loucamente

Os teus seios

Como se eu fosse a loucura

 

Quero percorrer

Docemente o teu ventre

E esquecer

A minha amargura

 

E me entregar

E perder a dor

Nesta ânsia de amar

Latente

Em que me entrego

E dou

 

Eu te beijo

Desejo

E vou…

 

1972

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

 

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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