Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA
Poeta: Rogério Martins Simões
Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004
Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda
Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA
Poeta: Rogério Martins Simões
Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004
Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda
PARABÉNS ELISABETE; MINHA DOCE COMPANHEIRA DE VIAGEM
Conheci a minha actual companheira e esposa, Elisabete Maria Sombreireiro Palma, em 1989.
Posso mesmo acrescentar que para além de me ter impulsionado e inspirado a criação da minha nova poesia, na sua maioria a si dedicada, ela é a minha maior crítica literária e impediu que o Rogério Simões rasgasse os poemas que restavam, escritos por Romasi, que a ela não foram dedicados ou que não foi a sua musa inspiradora.
Falar da minha companheira, é falar de amor, de solidariedade, de gosto e arte, de cultura, de trabalho e muita doação!
É trazer para a poesia os cheiros e as cores do seu Alentejo, que tão bem retrata nas suas telas.
Mas falar de Elisabete Palma é também falar de perda; de muita dor, porque para além da voz com que bem cantava o fado de Coimbra e o canto alentejano, perdeu o seu filho, o Ricardo, num acidente de mota em 1989. Tinha apenas 18 anos!
A Elisabete Sombreireiro Palma é fermento, trigo, centeio, poejo e papoila.
A Bete é toda a campina em flor!
Parabéns Bete,
Do teu marido,
Rogério Martins Simões
RECORTE NA PLANÍCIE
Rogério Martins Simões
Venho de um tempo de Inverno,
quando a noite mais tempo toma.
Sou fruto de um vagar eterno
quando o trabalho não retoma…
Do frio a cortiça protege o sobreiro.
À lareira cerzia panos de linho.
Chovia lá fora, era Fevereiro,
sou filha do amor; lenha de azinho.
Foram longos os meses de espera!
- Seara! Aprendi a bailar contigo!
E foi a mais linda Primavera,
e minha mãe cantava comigo:
- “Semeei este amor de Inverno,
Papoila! Ventre da Primavera.
Bago de trigo; Verão eterno,
Outono! Vida! Minha quimera.”
E o Verão foi ainda mais quente!
Mas o Outono é a minha estação!
a minha mãe carregou a semente,
verde foi o fruto do seu coração.
- Ceifa-se no Verão
o que Outono é servido...
sinto dar a mão…
que lindo vestido!
Se voltar a Beja,
que me viu nascer
e beija,
Estarei ao postigo!
Sua bênção, minha mãe,
sei que estás comigo!
19-10-2006
(Poema dedicado, e oferecida, à minha companheira
Elisabete Sombreireiro Palma, no seu dia de aniversário)
(Registado no Ministério da Cultura
Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.
Hoje, dia 23 de Janeiro de 2008, o nosso inteligente e lindo cão morreu!
Há anos ofereci um lindo cão – podengo anão – à minha esposa. O cão era tão lindo!
Hoje estamos muito tristes - estranha tristeza, dirão tantos! Não! Quem decide ter por companhia um cão deve estimá-lo e nunca o abandonar.
Hoje poucas palavras conseguirei escrever, porém, farei questão que a minha esposa e grande mulher, que tão bem escreve contos e pinta, escreva aqui os contos, bem reais, do nosso tão querido TARIK
Lamechas dirão alguns! Seja! O nosso Tarik embelezou e contribuiu, em muito, para a nossa felicidade. Tarik lia os nossos pensamentos, adorava o Meco, e limpava sempre as patas, no tapete, antes de entrar em casa.
Tarik foi sempre o meu companheiro até altas horas da madrugada enquanto escrevia meus versos.
Se estava triste dava-me uma lambidela nas mãos e eu sorria.
Hoje choro! Porque choras poeta?
A Parkinson doravante é e será a tua única companhia nas altas horas da madrugada.
É tarde, a minha companheira já secou as lágrimas e está a descansar. O dia foi longo, resta-me a certeza da companhia da minha grande companheira, mas estou só, já não tenho o meu velho cão que tanta alegria nos deu. Parkinson, quer queira ou não, significa solidão e dependência. Hoje estou mais só entre as quatro paredes do escritório.
Olho para o lado, parece-me ouvir ressonar o nosso velho cão. Estás a ouvir-me Tarik!Parece que não!
Sabem um segredo – se eu chamar pelo seu nome em inglês ele uiva!
Tarik, my little dog – dizia a sua tratadora quando ele ficou detido em Londres e estava em quarentena.
Já passaram tantos anos e a memória está fresca.
Tarik, my little dog! O silêncio mete medo! Vou também descansar.
Rogério Martins Simões
(óleo sobre tela Elisabete Maria Sombreireiro Palma)
não conheço maior insegurança que a segurança que me garantem
os que para terem a sua vida assegurada
se asseguram que nada na vida mudará a
não ser toda e qualquer mudança
que mude o que é seguro e não mude de mudança
a poesia entra com ironia nesta dança
com rimas cristalinas e lágrimas quase sempre tardias
e nos seus trejeitos de incerteza
farege os ratos nas catacumbas das abadias
Mas por que é que a poesia não é segura?
Aquele abraço
José Baião Santos 28/2/2007
(correspondência entre poetas)
Poemas de amor e dor
conteúdo da página
publicado às 23:27
MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975
Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado