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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

Parabéns Elisabete Maria Sombreireiro Palma

 

 

 

 

19/10/2010

PARABÉNS ELISABETE; MINHA DOCE COMPANHEIRA DE VIAGEM

 

Conheci a minha actual companheira e esposa, Elisabete Maria Sombreireiro Palma, em 1989.

Posso mesmo acrescentar que para além de me ter impulsionado e inspirado a criação da minha nova poesia, na sua maioria a si dedicada, ela é a minha maior crítica literária e impediu que o Rogério Simões rasgasse os poemas que restavam, escritos por Romasi, que a ela não foram dedicados ou que não foi a sua musa inspiradora.

 

Falar da minha companheira, é falar de amor, de solidariedade, de gosto e arte, de cultura, de trabalho e muita doação!

 

É trazer para a poesia os cheiros e as cores do seu Alentejo, que tão bem retrata nas suas telas.

 

Mas falar de Elisabete Palma é também falar de perda; de muita dor, porque para além da voz com que bem cantava o fado de Coimbra e o canto alentejano, perdeu o seu filho, o Ricardo, num acidente de mota em 1989. Tinha apenas 18 anos!

 

A Elisabete Sombreireiro Palma é fermento, trigo, centeio, poejo e papoila.

A Bete é toda a campina em flor!

Parabéns Bete,

Do teu marido,

 

Rogério Martins Simões

 

 

 

 

 

 

RECORTE NA PLANÍCIE

Rogério Martins Simões

Venho de um tempo de Inverno,

quando a noite mais tempo toma.

Sou fruto de um vagar eterno

quando o trabalho não retoma…

Do frio a cortiça protege o sobreiro.

À lareira cerzia panos de linho.

Chovia lá fora, era Fevereiro,

sou filha do amor; lenha de azinho.

Foram longos os meses de espera!

- Seara! Aprendi a bailar contigo!

E foi a mais linda Primavera,

e minha mãe cantava comigo:

- “Semeei este amor de Inverno,

Papoila! Ventre da Primavera.

Bago de trigo; Verão eterno,

Outono! Vida! Minha quimera.”

E o Verão foi ainda mais quente!

Mas o Outono é a minha estação!

a minha mãe carregou a semente,

verde foi o fruto do seu coração.

- Ceifa-se no Verão

o que Outono é servido...

sinto dar a mão…

que lindo vestido!

Se voltar a Beja,

que me viu nascer

e beija,

Estarei ao postigo!

Sua bênção, minha mãe,

sei que estás comigo!


19-10-2006

(Poema dedicado, e oferecida, à minha companheira

Elisabete Sombreireiro Palma, no seu dia de aniversário)

(Registado no Ministério da Cultura

Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

Quando me encontro contigo

 

 

(Óleo sobre tela

 

Elisabete Maria Sombreireiro Palma)

 

 

Quando me encontro contigo

Rogério Martins Simões

 

Quando te encontras comigo

Eu te beijo e eu me dou!

Quando me encontro contigo

Tu me beijas e eu me vou:

Num sorriso certo!

Numa delícia,

Num retiro perto...

 

Quando nos procuramos...

Sempre nos encontramos:

Num desejo!

Numa carícia!

Num beijo!

Em mil beijos que prometem...

 

E...se depois vejo em ti,

Olhos de mel...

que desmaiam

Desejos incontidos,

Atrevidos,

Que te traem e derretem,

(Qual doçura e prazer,

sem limites),

Partimos…

E voltamos a fazer

Mais viagens mesmo que grites…

La Rochelle 12-07-2004 0:01

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

TARIK Morreu o meu lindo e amigo cão

 

 

Hoje, dia 23 de Janeiro de 2008, o nosso inteligente e lindo cão morreu!

 

 

Há anos ofereci um lindo cão – podengo anão – à minha esposa. O cão era tão lindo!

Hoje estamos muito tristes - estranha tristeza, dirão tantos! Não! Quem decide ter por companhia um cão deve estimá-lo e nunca o abandonar.

Hoje poucas palavras conseguirei escrever, porém, farei questão que a minha esposa e grande mulher, que tão bem escreve contos e pinta, escreva aqui os contos, bem reais, do nosso tão querido TARIK

 

 

 

Lamechas dirão alguns! Seja! O nosso Tarik embelezou e contribuiu, em muito, para a nossa felicidade. Tarik lia os nossos pensamentos, adorava o Meco, e limpava sempre as patas, no tapete, antes de entrar em casa.

Tarik foi sempre o meu companheiro até altas horas da madrugada enquanto escrevia meus versos.

Se estava triste dava-me uma lambidela nas mãos e eu sorria.

Hoje choro! Porque choras poeta?

A Parkinson doravante é e será a tua única companhia nas altas horas da madrugada.

 

 

É tarde, a minha companheira já secou as lágrimas e está a descansar. O dia foi longo, resta-me a certeza da companhia da minha grande companheira, mas estou só, já não tenho o meu velho cão que tanta alegria nos deu. Parkinson, quer queira ou não, significa solidão e dependência. Hoje estou mais só entre as quatro paredes do escritório.

 

 

 

 

 

 

Olho para o lado, parece-me ouvir ressonar o nosso velho cão. Estás a ouvir-me Tarik!  Parece que não!

 

Sabem um segredo – se eu chamar pelo seu nome em inglês ele uiva!

Tarik, my little dog – dizia a sua tratadora quando ele ficou detido em Londres e estava em quarentena.

Já passaram tantos anos e a memória está fresca.

Tarik, my little dog! O silêncio mete medo! Vou também descansar.

Rogério Martins Simões

(óleo sobre tela Elisabete Maria Sombreireiro Palma)

Soprei numa pena

Rogério Martins Simões

 

Soprei numa pena

Que se anichou à janela

Aí está ela, agarrada à empena.

Sem pena, partiu à vela….

 

Valerá a pena ir atrás dela?

 

Deu a volta e reentrou,

Parece serena!?

Soprei na pena e a pena voou,

Aí vai ela! Pela porta pequena…

 

Valerá a pena partir com ela?

 

Vem um passarito

Apanha-a no bico

Ouve-se um grito

Aí vai ela, a caminho do pico…

 

Valerá a pena ter pena dela?

 

Vem um gavião com asas de granito,

Devolve-me a pena, com penas na sela…

São do passarito que passou a goela

Parte gavião! Leva as penas maldito…

 

Regressou a pena!

Não voltei a soprar mais nela…

Parece serena,

A pena,

Que pena reencontrar-me com ela!

 

Hospital dos Capuchos, 19/9/2007

(Concluído em 02/10-2007)

 

Video com os óleos da minha esposa:

http://www.youtube.com/watch?v=iokb8FXy3Gw

 

 

http://video.google.com/videoplay?docid=8291487629655378595&hl=en

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Brincando com as tintas

Segredos, meu amor

(Rogério Martins Simões)

 

Segredos, meu amor

Hoje te quero revelar!

Se pudesse te daria o mundo:

A eternidade, meu amor profundo

Os poemas de amor - sem dor

Num canto belo se soubesse cantar!

 

Cantar, cantavas tu…e tão bem!

Pintar é a tua actual inspiração!

Reservo para ti também:

A poesia! Meu amor-perfeito;

Tempo de pausa e meditação!

A fantasia de alguém

Imperfeito!

Carente, terreno e pensante!

 

E se em momentos de inspiração

Parto por aí algo errante

Numa completa e intemporal dação

(Mas quente e vertical entrega)

Seja breve e que encante!

Minha alma nesse instante sossega.

26-05-2004 23:29

 

(Trabalhos de minha esposa Bete)



 

 

 

 Para ver o vídeo por favor desligue o som do blog)

 

 

4 ANOS DE PINTURA

Elisabete Maria Sombreireiro Palma

 

No YOUTUBE

 

http://www.youtube.com/watch?v=iokb8FXy3Gw

 

 

Agradeço à fadista Ana Marina Marques a cedência dos seus belos fados.

 

Blog da fadista

 

http://marinafadista.blogs.sapo.pt/

 

 

 

A quem desejo o maior sucesso: Ou como escreveu a fadista

 

 

“NADA ACONTECE POR ACASO”

 

Obrigado

 

Rogério Martins Simões

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

RECORTE NA PLANíCIE

(óleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma)

 

RECORTE NA PLANÍCIE

Rogério Martins Simões

 

Venho de um tempo de Inverno,

Quando a noite mais tempo toma.

Sou fruto de um vagar eterno

Quando o trabalho não retoma.

 

Do frio, a cortiça protege o sobreiro…

À lareira cerzia panos de linho

Chovia lá fora, era Fevereiro.

Sou filha do amor; lenha de azinho.

 

Foram longos os meses de espera

- Seara! Aprendi a bailar contigo

E foi a mais linda Primavera

E minha mãe cantava comigo:

 

“Semeei este amor de Inverno,

Papoila! Ventre da Primavera

Bago de trigo; Verão eterno,

Outono! Vida! Minha quimera.”

 

E o Verão foi ainda mais quente!

Mas o Outono é a minha estação…

A minha mãe carregou a semente

Verde foi o fruto do seu coração.

 

Ceifa-se no Verão

O que Outono é servido

Sinto dar a mão…

Que lindo vestido!

 

Se voltar a Beja

Que me viu nascer

 e beija

Estarei ao postigo!

Sua bênção, minha mãe.

Sei que estás comigo!

19-10-2006

(Poema dedicado a minha doce e linda companheira, Elisabete Sombreireiro Palma, que nasceu em Beja no dia 19/10/1948)

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O tempo voa

 

(Óleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma)

 

 

 

O TEMPO VOA

Rogério Martins Simões

 

O tempo voa.

Que voe,

e nos deixe amanhecer mais tarde…

com os nossos corpos colados

no tempo.

Na leveza deste tocar breve,

que roça os nossos sentidos

e tem tanta beleza.

 

O tempo voa.

Que voe,

mas não apague

este ardor que arde

Prazer incontido que nos torna carne,

Com os nossos corpos molhados

Entre lençóis de linho.

 

O tempo voa.

Regressam as nossas recordações

de mansinho…

 

15-08-2006 22:15:18

(Poema inédito neste blog)

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Guerreira da Luz

 

(Elisabete Sombreireiro Palma a pintar sobre tela)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Guerreira da Luz
(Rogério Martins Simões)
 
Sabendo o que sei, sem saber o que sou.
Partindo de mim, para ti, sem te conhecer,
Cercada de luz te encontrei, ao entardecer,
Quando o coração a tua alma encontrou.
 
Teu brilho que um dia me libertou,
Quando nem vontade tinha para escrever,
Renovou em mim a vontade de viver,
Sei aquilo que fui; sei para onde vou.
 
Guiado por ti, guerreira da Luz,
Para onde esta estrada nos conduz,
Lado a lado, sem questionar o que fomos…
 
Conduzidos e iluminados pela estrela de Natal,
Numa felicidade diária sem igual,
Rectos e eternos, eternamente somos.
 
24/12/1998
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Abismo pátrio

 

 

Abismo pátrio

José Baião Santos

 

trago de volta a lua sonâmbula

de álamos e alma articulável

dois dedos fazem grande diferença

na forma de segurar uma criança

 

trago na consciência sinos bizarros, alarmes falsos

só de ver os palcos adoecer no leito dos versos

ser afinal um, entre pusilânimes e ascetas

que de tanto voar se diz descendente de profetas

 

trago nacos de fome dentro do alforge

para matar serpentes neste meu abismo solitário

e quando se ouvir o arrastar das correntes

já estarei livre de salafrários e de impotentes

 

para quê cuidar dos jardins

enrolar o sémen das palavras ao coração

fingindo que todas as estrelas permanecem deitadas

nas margens fósseis dos rios das levadas

 

estou prestes a cair - a qualquer momento

posso contrair uma lesão multicelular

exposta     Mas fiquem a saber que

me é tão indiferente rasgar as unhas ao nevoeiro

ou cantar à desgarrada

para salvar o que resta da pátria e da musa deificada

diante do busto inacabado dum poeta caeiro

 

 

 

Aquele abraço

7/03/2007

José Baião Santos

 

(correspondência entre poetas)

 

 

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A luz não nos segura

 

 

A luz não nos segura

José Baião Santos

 

a voz baixa - trémula - escondia

a raiva de uma ambiguidade afectiva

a sua alma sentia os clarões da pele de cada vez que

a morte se insuava no manto das ervas naquelas manhãs de

aproximação ao outro extremo do universo para se furtar à acidez da luz

- a luz aderente

 

havia palidez e denso nevoeiro nas marés enquanto

desfibrava a dor com lenta sobriedade

para ninguém se aperceber nem ele próprio

que o equilíbrio metafórico do corpo

representava uma forma de religião

sem crenças

silenciosa como o espaço opaco e vazio que preenche

a face oculta da melancolia

foi a sorrir que enfrentou aluminosidade dos nenúfares trazidos pela chuva

pensando que era feliz nesse instante

em que a luz não nos segura

 

 

Aquele abraço, de permeio com as palavras da noite

 

José Baião Santos

5/3/2007

(correspondência entre poetas)

 

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Será que a poesia está segura?

 

(Óleo sobre tela Real Bordalo)

 

Será que a poesia está segura?

José Baião Santos

 

não conheço maior insegurança que a segurança que me garantem

os que para terem a sua vida assegurada

se asseguram que nada na vida mudará a

não ser toda e qualquer mudança

que mude o que é seguro e não mude de mudança

 

a poesia entra com ironia nesta dança

com rimas cristalinas e lágrimas quase sempre tardias

e nos seus trejeitos de incerteza

farege os ratos nas catacumbas das abadias

 

Mas por que é que a poesia não é segura?

 

Aquele abraço

José Baião Santos
28/2/2007

(correspondência entre poetas)

 

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amrosaorvalho.gif

MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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