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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




DARFUR SUDÃO

sudao.JPG

 

DARFUR - SUDÃO

Rogério Martins Simões

 

Era uma noite, tão noite,

Nem uma só luz existia,

As velas, acesas, não brilhavam.

Lá fora nem luar havia…

 

Metia medo!

Ninguém dizia!

Ninguém murmurava…

O silêncio era gélido!

Esperavam o dia,

E os corações sangravam…

Medrosa agonia,

Metia medo!

Ninguém diria…

 

Vieram os cavaleiros de negro…

Despedaçaram as portas!

Violaram! Mataram!

Derramaram o sangue!

Verteram-se as lágrimas!

Levaram os moços!

Incendiaram o chão!

Queimaram os corpos em pira!

Envenenaram os poços!

E partiram sedentos de ira!

Que tragédia é essa - Sudão?

 

Voltou o dia!

Fez-se noite!

Viram-se de novo as estrelas!

Que é do teu povo Sudão?

4/4/2005

(Dedicado a João Paulo II)

 

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

Este meu poema encontra-se publicado no Brasil, pela  Abril Educação – Editora Ática, numa obra didática intitulada Fronteiras da Globalização, de autoria de Lúcia Marina e Tércio, destinada ao Ensino Médio brasileiro.

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BORDANDO SONHOS

 

(Óleo sobre tela

 

Elisabete Maria Sombreireiro Palma)

 

 
EM SONHO ME DEPENDUREI NO LUAR
Rogério Martins Simões
 
 
Em sonho me dependurei no luar.
O luar quis acordar os nossos cios.
Ali estavas, desnudada no meu olhar,
Encandeando meus olhos luzidios.
 
Os sonhos soçobram ao acordar…
O luar distende o sonho em atavios.
Ai!, sereia espraiada no meu mar
Esperando as águas dos meus rios…
 
Luar!, tapa-me os olhos e os dias:
Antes cego, que acordar e não ter,
Do que ver, e não ter o que vias….
 
Prendo, no sono, o sonho para te ver
Fico cego se em mim não te sentir
Fios de seda - não te deixem partir!
 
Lisboa, 05-01-2009 20:49:30
 
 
(Poema dedicado a Elisabete Maria Sombreireiro Palma)
 
 
OIÇA AQUI!!!! Este poema na voz de LUÍS GASPAR dos ESTÚDIOS RAPOSA!
 
Amigo Luís Gaspar muito obrigado!
 
 

 

 


 

(Óleo sobre cartão

Elisabete Sombreireiro Palma)

 

 

 

BORDANDO SONHOS
Rogério Martins Simões
 
 
Em sonho me desnudei ao luar.
Ao amor me doei branca e pura.
E quando te encontrei no olhar
Juntei o luar e o sonho na ventura.
 
Teus olhos não os deixes cegar!
Deixai olhar inocente candura.
Os sonhos conseguem triunfar
Na eternidade o sonho perdura
 
Percorre o teu olhar todo o meu ser
Feitiço tem o coração!, quer ser teu.
Glória tem teu sonho, agora meu…
 
E se não solto os fios para te ter,
Cega fico, se em mim não te sentir,
Bordo sonhos e não te deixo partir!
 
Lisboa, 15-01-2009 22:48:22
 
Poema dedicado a três amigos, dois dos quais grandes poetas, que directamente são responsáveis por não ter rasgado a poesia que escrevo.
ERMELINDA TOSCANO – Poetas Almadenses (responsável por ter tirado a poesia da gaveta) OBRIGADO!
EFIGÉNIA COUTINHO - Poeta que tanto admiro e estimo. Responsável pela divulgação da minha poesia no Brasil através do seu conceituado site.
ARMANDO FIGUEIREDO – Mestre da poesia (Daniel Cristal)
 
Finalmente a todos aqueles que visitam este blog e me incentivam a continuar.
Obrigado a todos
Rogério Martins Simões
 
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É NATAL

 

Foto da autoria da world Press Photo Contest

 

 

É NATAL
(Francisco Simões)
 
É Natal,
Mas talvez nem todos saibam,
Talvez porque não caibam
No Natal.
 
Seu nome é José,
Ele não tem Maria
Já teve um dia
Hoje é só o Zé.
O Zé lá da praça
Que fala sozinho
Ou fala com os anjos,
Que fala baixinho
E sorri pra menina
Um anjo que passa
Que não fala com o Zé.
Ninguém sabe quem é,
As flores, o vento,
Os grãos de areia
Entendem José.
Os pássaros também.
A praça limita seus passos
Mas não seus pensamentos.
Sua mente alceia, alceia,
E passeia muito além.
Ninguém conhece o José,
José não conhece Belém.
A árvore de Natal na praça
Para José não passa
De uma alegria iluminada
Que pisca e pisca pra ele,
Que pisca e pisca, mais nada.
 
Seu nome é Maria
Da porta da igreja,
Está ali todo dia,
Talvez só Deus a veja.
A igreja é de Deus.
Ela ouviu a história
Dos bondosos Reis Magos.
Eles passam pra lá,
Eles passam pra cá,
Sem mirra, incenso ou ouro.
Para ela são Reis Magos
Que não lhe dão afagos,
Que não lhe dão presentes.
Nada ouvem por mais que peça
Pois, toda aquela gente
Leva nos pés muita pressa.
Sem pressa tocam os sinos
O seu anúncio etéreo:
“Nasceu o Deus-Menino”.
 
 
Plantam-se ceias nas mesas,
Ouvem-se coros, orquestras,
Mas Maria não tem mesa,
Maria nem tem janela
Só tem a porta da igreja
E uma natalina certeza
De que a noite que agora boceja
Vai dormir sem lhe trazer festa.
 
Seu nome é Jesus,
Jesus, menino, 10 anos.
Ele não tem segredos
Apenas certezas miúdas
E muitas mágoas graúdas
Que esmagam a criança
E constroem sua cruz.
A boca gelada de silêncio,
Silêncio que grita mais alto
Que a voz das passeatas,
Que esconde o seu medo.
Escolaridade: mendicância.
Ele povoa a cidade
Entre tantos Jesus,
Entre tantos contrários,
Sem mangedoura, sem berçário,
Carregando sua fragilidade
Sem cobrar o que a vida
Há muito lhe deve: a infância.
Jesus, 10 anos, menino,
Por ele passam os sonhos
De tantos que levam planos
Na cabeça, nos passos,
No olhar, no sobressalto.
Nas mãos de Jesus uma lata
Onde cabe o seu espaço,
Onde fecha o seu destino.
 
É Natal
Mas eles não sabem,
Talvez porque não cabem
No nosso Feliz Natal.
 
Autor: FRANCISCO SIMÕES
Em: Dezembro / 1998
 
(Esta poesia ganhou o prêmio de Melhor Crítica Social na 4ª e na 6ª edições do Concurso “Expressão da Alma”, no Rio de Janeiro, além de diversos outros prêmios importantes em vários concursos literários)

 



 

 

World Press Photo Contest 2004

 

 

 

MENSAGEM DE NATAL
Rogério Simões
(A minha mensagem de Natal deste ano foi retirada de um e-mail que remeti ao amigo e poeta Francisco Simões. Aproveito para agradecer a sua autorização para editar o seu extraordinário e premiado poema “É NATAL”)
 
Natal é, para mim, um tempo em que se recorda o nascimento de um Menino a quem chamaram de Jesus e, segundo rezam as notícias que chegaram até nós, Cristo terá nascido humildemente num palheiro.
Existe uma hipocrisia instalada, do tipo caridadezinha, que renasce em cada ano, exultando sentimentos fortuitos, não sinceros, como se nesses dias se resolvesse ou aligeirassem os sofrimentos de um ano inteiro.
A sociedade em que vivemos é egoísta, carregada de "gente não presta", que guerreia o ano inteiro para no Natal dar a parecer o contrário.
A sociedade aproveita-se dos sentimentos verdadeiros, daqueles que efectivamente são solidários, e generaliza empacotando presentes adquiridos em lojas de chineses ou nas "lojas dos trezentos". Efectivamente, transformaram a quadra natalícia num grande centro comercial onde se empacota a "banha da cobra" com um único objectivo: a sobrevivência de um certo capitalismo que não olha a meios para atingir fins.
Afinal, transformaram a quadra natalícia num enorme repasto de gula enquanto os sobreviventes da desgraça matam a fome nos restos, disputando-os com os ratos, dos caixotes de lixo.
A noite parece calar a desgraça! As organizações sociais não chegam nem dispõem de meios para acudirem a tudo. O próprio estado que deveria assumir e retirar das ruas os abandonados, os doentes, os sem-abrigo, não cumpre minimamente o seu papel.
Amigo Francisco Simões, amigos e/ou leitores deste meu livro de poesia, detesto a caridadezinha! Todo o ser humano tem direitos que a própria sociedade lhe nega.
A anunciada crise não é só uma crise monetária. A verdadeira crise é uma crise de valores, de educação, de civismo, de justiça, de equidade. Lamentavelmente nada muda para melhor.
Não vou continuar este despertar que me entristece.
Que o futuro transforme e crie um novo sentido de humanidade.
Desejo a todos vós e às vossas famílias um Santo Natal.
Sempre
Rogério Martins Simões
 


 

 Casa construída pelo bisavô do poeta - Francisco Maria Simões. Foi ele quem construiu, durante 13 anos, a grande e bonita Quinta da família em Salreu, a 16 kms de Aveiro.

 

 

FRANCISCO SIMÕES NA PRIMEIRA PESSOA
 
Eu nasci em Belém do Pará, bem ao norte do Brasil. Sou filho de pai português e mãe brasileira. Daí para trás todos os meus ascendentes são portugueses.
Desde criança sempre tive uma paixão muito forte pelo rádio, o que carrego comigo até hoje. O amor pela escrita e pela leitura surgiram ali pelos 10 anos, incentivado por meu pai.
Aos 17 anos eu já trabalhava no rádio paraense (Marajoara e Rádio Clube do Pará) por concurso. Fui locutor, produtor de programas e escritor de crónicas diárias.
Durante cerca de 20 anos pertenci ao quadro da ABAF – Assoc. Brasileira de Arte Fotográfica (Rio). Naquele período ganhei mais de 1000 premiações nos salões mensais e anuais da ABAF. Destaco “Prova do Mês” e “Prova do Ano”que venci em várias oportunidades.
 Durante o auge da bitola super-8 produzi vários filmes de curta-metragem durante o regime autoritário. Participei de muitos eventos do gênero pelo Brasil, principalmente os realizados em Universidades e Centros de Treinamento Profissional como o CEFET de Curitiba, por exemplo. Logrei ganhar vários prémios de destaque naqueles Festivais e Mostras com filmes basicamente apresentando crítica social e política. Algumas vezes tive problemas, mesmo sendo um trabalho amador, com a Censura da época.
Trabalhei por 30 anos no Banco do Brasil onde fui não só bancário mas também professor, coordenador e programador de cursos, chefe de um grupo que produzia módulos audiovisuais para palestras e aulas, Assessor no Gabinete da Presidência da PREVI do BB entre 1982 e 1986, quando me aposentei.
Após a aposentadoria parti para exposições de minhas “Fotografias Artesanais” a um público maior que o da ABAF onde convivera com grandes mestres por 20 anos. Realço as seguintes Exposições: 
“Na Sala de Arte do Jardim Botânico (RIO); no Espaço Cultural do Planetário (RIO); no Salão de Arte da AABB-Lagoa (RIO); no CHARITAS, em Cabo Frio (RJ), uma individual mais duas no Espaço Cultural de lá em exposições colectivas de ARTE VERÃO e mais recentemente na Biblioteca Municipal Walter Nogueira com 20 fotos e 20 poesias; no transatlântico “Eugênio-C”, em viagem para a Europa, no Salão Âmbar e no Corredor de Arte daquele navio; na APAF-Assoc. Portuguesa de Arte Fotográfica, em Lisboa, Portugal; no Espaço Cultural da Prefeitura de Teresópolis (RJ); na Galeria de Arte da artista plástica Lenita Holtz, em Teresópolis, etc.
No dia 11.novº.2000 a Câmara de Vereadores de Cabo Frio (RJ) concedeu-me o título de “Cidadão Cabofriense” pela divulgação graciosa que faço há anos daquela cidade que tanto amo através de vídeos amadores mas com toque de profissionalismo em sua produção bem como através de “Fotografias Artesanais”e exposições em Cabo Frio e fora dela.
Em Abril / 2004, o grupo liderado pelo Lord Marcelo Fortuna of Lancaster e Richard Price, de Londres, concedeu-me o ambicionado prêmio "Lancaster House Award". Até aquele mês apenas 5 personalidades, no campo da literatura, actividades artísticas e culturais, entre outras, haviam logrado ter a honra de o receber.
Em 1994 voltei a escrever poesias o que parara de fazer há muito tempo. Desde Dezembro/1999 participei de inúmeros concursos literários e logrei receber algumas boas premiações. A partir de 2003, entretanto, reduzi bastante minha participação nesses concursos. Retornei à prosa, pelas córnicas, desde Janeiro/2001, já com 64 anos de idade. Escrevo no coojornal da Revista Virtual RIO TOTAL e sou também colunista fixo do site SINAL, do Sindicato dos Funcionários do BACEN. Colaborei também com o site NAVE DA PALAVRA  que deixou de ser actualizado há alguns anos. Mais recentemente  participo do GRUPO ECOS DA POESIA, do poeta português Victor Jerónimo e sua esposa, e do site CONEXÃO MARINGÁ, de Valéria Eik,  nos quais exponho crónicas, poesias e fotos. Tenho um espaço em Londres-Inglaterra, “O Cantinho do Francisco”: integrante do Cantinho do Poeta, de Marc Fortuna e Richard Price, hoje desactualizado.
Meu site pessoal é este em que você se encontra:=> FRANCISCO SIMÕES
 


 

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Outono

 

 

 (MONET)

 

Outono

Rogério Martins Simões

 

Os nossos dedos esfriaram

E depressa nos cercou de cores

Com que se transvestiu na nudez

O Outono! Mais uma vez!

 

As folhas despedidas caíram

Tapando as raízes às flores

E transmutou com tanta beleza

Fazendo descansar a natureza

O Outono! Mais uma vez!

 

 Apanhei no chão uma clareira

E com vinho maduro das luas

Acendi nos teus seios a fogueira.

Chegando minhas mãos às tuas

No Outono! Mais esta vez!

 

E não nos quedámos na espera…

Misturámos os aromas no mosto,

Ao teu gosto

Ao meu gosto

No teu ventre Primavera

 

 E lá foi o Outono outra vez…

 

Lisboa, 17-04-2008 0:52:21

 

 

(Poema escrito para a Ciranda das Letras, Brasil,

e dedicado a todos os brasileiros que desde 2004 me visitam)

 

 

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Parkinson: Primavera ou Outono?

 

 

 

É PRIMAVERA!
(Comentário deixado no blog de Parkinson pela doce amiga Professora, DALVA MOLNAR)
Querido Rogério
Sim.. é primavera…e a frase da Meirelles.. diz muito do estado da minha alma
…….aprendi com a primavera…a me deixar cortar.. e a voltar sempre inteira..
Assim eu vou indo….dias bem…outros nem tanto….
Mas….o sorriso..este eu conservo…. É gratuito e faz muito bem..
Ah rs rs aqueles medicamentos… espalhados… também ganharam agora um lugar bem discreto…
Assim eu vou criando estratégias para poupar amigos e parentes…das minhas dores, que não são poucas…elas vão aumentando com o tempo..
Transcrevo um texto… que eu gosto muito..é uma oração….desconheço o autor

Senhor, tu sabes melhor do que eu que estou envelhecendo a cada dia.
Sendo assim, Senhor, livra-me da tolice de achar que devo dizer algo em todas as ocasiões.
Livra-me, também, Senhor, deste desejo enorme de querer pôr ordem na vida dos outros.
Ensina-me a pensar nos outros e ajudá-los, sem jamais me impor sobre eles, considerando com modéstia sabedoria que acumulei e que será uma lástima não passar adiante.
Tu sabes, Senhor, que desejo preservar alguns amigos, e que só se preserva os amigos quando não há intromissão.
Livra-me, também, Senhor, da tolice de querer contar todos os detalhes com minúcias e dá-me asas para voar directamente ao ponto que interessa. Ensina-me a fazer silêncio sobre minhas dores e doenças.
Elas estão aumentando e, com isso, a vontade de descrevê-las vai crescendo a cada ano que passa.
Não ouso pedir o dom de ouvir com alegria a descrição das doenças alheias; seria pedir muito. Mas, ensina-me, Senhor, a suportar ouvi-las com paciência.
Ensina-me a maravilhosa sabedoria de saber que posso estar errada em algumas ocasiões.
As pessoas que acertam sempre são maçantes e desagradáveis.
Mas, sobretudo, Senhor, nesta prece de envelhecimento, peço: mantenha-me o mais amável possível.
Não quero ser santa. É tão difícil conviver com os santos!
Mas uma velha rabugenta, Senhor, é a obra-prima do diabo.
Amém !
 
É OUTONO
Querida amiga Dalva,
Perdoe-me passar a post este seu testemunho que deixou no meu blog de Parkinson: o testemunho de uma MULHER muito grande que no Brasil luta contra a sua doença de Parkinson e nos seus blogs, de comprovada qualidade, ajuda os outros doentes com Parkinson a suportar a dor. (Os links estão aqui mesmo ao lado)
Dividimos as dores, não as multiplicamos, e assim nos vamos ajudando (amparando) à espera que alguém descubra a pílula milagrosa para a cura de Parkinson. Até lá vamos rezando… à espera que um milagre nos devolva a alegria para viver.
Dalva!, no seu Brasil é Primavera!
Em Portugal estamos no Outono.
A Dalva teve sempre dentro de si a Primavera e, na hora de dor, sorri como tão bem escreveu. Este seu amigo Rogério é, desde que foi diagnosticado com Parkinson, mais Outono e aos poucos vai perdendo, na fixidez do olhar o riso ou o sorriso.
Dalva! Quem me dera sorrir com uma forte gargalhada, mas não! A minha vida parece que conserva o Outono e todo o meu corpo deixa transpirar o cair das folhas que dia-a-dia vão secando.
Não era este post que queria escrever no dia de hoje. Prometi a mim mesmo só colocar neste blog poesia – Poemas de amor e dor - e mais uma vez para aqui estou a transparecer as fraquezas que a mudança de estação induzem no meu corpo. Tremores e dores são comuns aos doentes com Parkinson. Todavia a grande Dalva Molnar sorri como sempre o fez e transforma a dor em gargalhada. Este vosso amigo poeta entra muitas vezes em desespero – como hoje.
Para finalizar deixo o meu poema intitulado OUTONO e uma foto da National Geographic
Saúde para todos! Um beijo para si amiga Dalva.
 
Outono
Rogério Martins Simões
 
Os nossos dedos esfriaram
E depressa nos cercou de cores
Com que se transvestiu na nudez
O Outono! Mais uma vez!
 
As folhas despedidas caíram
Tapando as raízes às flores
E transmutou com tanta beleza
Fazendo descansar a natureza
O Outono! Mais uma vez!
 
 Apanhei no chão uma clareira
E com vinho maduro das luas
Acendi nos teus seios a fogueira.
Chegando minhas mãos às tuas
No Outono! Mais esta vez!
 
E não nos quedámos na espera…
Misturámos os aromas no mosto,
Ao teu gosto
Ao meu gosto
No teu ventre Primavera
 
 E lá foi o Outono outra vez…
 
Lisboa, 17-04-2008 0:52:21
 

 

 


 

Notícias sobre: Parkinson
Nasce hoje associação de apoio aos doentes com esclerose múltipla
Jornal de Notícias - Porto,Porto,Portugal
... centro multidisciplinar para as doenças neurodegenerativas, abrangendo também o Alzheimer e Parkinson e um estudo nacional para caracterizar os doentes. ...
Atendimento domiciliar: os benefícios do tratamento no conforto do lar
Agora MS - Dourados,MS,Brazil
... que precisam de cuidados constantes e diferenciados; e também para casos de doenças neurológicas ou degenerativas, como Mal de Parkinson ou Alzheimer. ...
Clube Semanal de Cultura Artística expõe obras de arte do ...
Portal Novidade - Hortolândia,SP,Brazil
Alcides foi diagnosticado com a doença de Parkinson....
Existence pretende complexo médico-turístico na Malcata
Opção Turismo - Famalição,Portugal
O complexo médico-social para adultos seniores disporá de serviços especializados em Alzheimer, Parkinson, Geriatria, Psiquiatria e Cuidados Continuados ...
 
Paraná-Online (Assinatura)
Pesquisadores cautelosos sobre pesquisas em células-tronco
Paraná-Online (Assinatura) - Curitiba,PR,Brazil
... um grande passo para que, no futuro, possam ser utilizadas essas células até mesmo para a cura de algumas doenças, como o mal de Parkinson, por exemplo. ...
 
Aumento da expectativa de vida deve incentivar o crescimento da ...
Paranashop - Curitiba,Paraná,Brazil
...Parkinsonon. “Vamos viver mais e nem sempre as doenças têm cura, ...
Mulher ataca e assalta idoso de 79 anos com mal de Parkinson
24Horas News - Cuiabá,MS,Brazil
Um homem de 79 anos, portador mal de Parkinson, foi assaltado por uma jovem de 20 anos. Ana Lúcia Correia de Oliveira, foi vista por uma testemunha e uma ...
 

 

 

 

O MEDO CHAMADO PARKINSON
 
Texto de Cláudia Duarte Cunha
A doença, que atinge normalmente pessoas idosas, é caracterizada principalmente por tremores (em geral nas mãos), lentidão na execução de movimentos e rigidez muscular. A causa ainda é desconhecida, mas sabe-se que esse mal pertence ao grupo das doenças degenerativas do sistema nervoso e pode ser controlado com o uso regular de medicamentos.
De acordo com o médico neurologista Edson José Amâncio, o mal de Parkinson se não tratado pode trazer sérias consequências capazes, até mesmo, de provocar a total imobilização do paciente. Mas o especialista explica que geralmente a evolução da doença é muito lenta e os tratamentos, na maioria das vezes, tem o poder de estabilizar e aliviar consideravelmente os sintomas. O neurologista ressalta que muitos casos de mal de Parkinson tiveram a depressão como um sintoma precoce. Também pôde-se perceber que a inquietude motora exagerada é outra característica muito comum na fase inicial da doença. Nesse último caso, o paciente não consegue ficar quieto nem mesmo durante a consulta médica. Com o passar do tempo, o parkinsoniano pode apresentar outras características típicas como a falta de mímica facial (a pessoa fica sem expressão e quase sem movimento no rosto - pisca muito pouco), pele muito oleosa e seborreica.
Também é muito comum a mudança da assinatura do indivíduo, assim como da letra em geral que tende a ficar miúda. "Um portador da doença de Parkinson começa a escrever a palavra com a letra maior, e vai diminuindo até ela ficar bem pequenininha no final do trecho. Isso acontece devido ao grande esforço que ele faz para se concentrar e assim não tremer", diz o neurologista.
Tratamentos - Em primeiro lugar é muito importante que o paciente jamais permaneça muito tempo em repouso. O tremor característico da doença de Parkinson melhora sensivelmente com o movimento. Massagem, hidro-ginástica e fisioterapia, sempre com orientação médica, podem proporcionar excelentes resultados. Agora, para iniciar o tratamento com remédios é necessário um diagnóstico preciso. Isso por que muita gente confunde essa doença com a Síndrome Parkinsoniana, desencadeada pôr algum tipo de intoxicação medicamentosa, em geral, de tranquilizantes ou remédios indicados no tratamento de labirintite. Nesse caso, basta suspender o medicamento que os sintomas desaparecem.
Já quando a doença aparece de forma espontânea, sabe-se que os sintomas surgem devido a uma baixa produção de um neurotransmissor importante para estabelecer as conexões entre os neurónios. Nesse caso, o paciente terá que tomar um medicamento por toda a vida, que terá a função de repor a fabricação dessa substância, e assim controlar os sintomas da doença.
Vale esclarecer que dificilmente a o mal de Parkinson chega a matar uma pessoa. Geralmente, essa doença, quando tratada, tem evolução lenta e os sintomas bem suavizados. A inteligência do portador desse mal também é preservada. "No máximo, o que pode ocorrer é um comprometimento da memória em situações mais avançadas. De um modo geral, os pacientes permanecem lúcidos durante todo o tempo", finaliza Edson Amâncio.
(Publicado por Dalva a quem muito agradeço)
http://parkinsoncampinas.blogspot.com
Rogério
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A Minha Terra - Rogério Martins Simões - CIRANDA EM DÉCIMAS COM QUADRA E GLOSA

CIRANDA EM DÉCIMAS COM QUADRA E GLOSA

 « A MINHA TERRA»

Uma iniciativa do Poeta Daniel Cristal

 

ROMASI

 

 

 

 

(LISBOA, vigio-a da minha janela

Óleo sobre tela Elisabete Maria Sombreireiro Palma)

 

 

 

Lisboa é a minha Cidade!
Rogério Martins Simões
 
Mote
 
Minha terra é a mais bela
É bela e não tem idade
Vigio-a da minha janela
Lisboa é a minha cidade
 
Glosa
 
Coração apaixonado
Morro de paixão e amor
Apraz-me ver-te em flor
No Castelo enfeitiçado,
Perdido, vivo em pecado…
Viajo na canoa à vela
Vejo Alfama aguarela
Rio acima com ternura
Subo o Tejo na ventura
Minha terra é a mais bela!
 
Mouraria vem navegar
À desgarrada partir
O meu amor não quer ir
É tarde! Vamos marchar,
Se partir hei-de voltar.
No chão flores de jade
Madragoa é qual saudade
Doce encanto, sacro mel,
Nunca me soubeste a fel.
É bela e não tem idade.
 
Coração foi bem levado
No trinar duma guitarra
Está frio, veste a samarra!
Bairro Alto, meu pecado
Boémias e noites de fado
Cravos rubros na lapela
Não passes por mim sem ela…
Voltei e já fui à Graça
Por São Vicente se passa,
Vigio-a da minha janela
 
Subi à Bica e vou a pé
A pé desci ao Rossio
Carícia do Paço ao rio
E ao Santo António da Sé.
Entrei e rezei com fé!
Sete morros de amizade
Vivendo em liberdade
Resguardam estes tesouros:
Latinos, Godos e Mouros,
Lisboa é a minha cidade!
 
Lisboa, 23 de Janeiro de 2008
 
 
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Parabéns Efigénia Coutinho

 

 

 

 

Parabéns querida amiga e poetiza
 
Efigénia Coutinho
 
Hoje é o seu dia
O dia do seu aniversário.
 
 
Efigénia, os seus amigos, Elisabete Maria Sombreireiro Palma e Rogério Martins Simões, unidos lhe desejam que passe este dia com muita alegria na companhia de todos os que lhe são queridos. Desejamos à amiga toda a sorte, toda a alegria, felicidade, saúde e que o que resta dos sonhos se concretize.
Beijos,
Elisabete & Rogério
 
VIVA A POESIA
 
DECLARAÇÃO
Efigênia Coutinho
 

Declaro ao céu, ser tua, do teu jeito,
Desenhando em teu corpo ternura,
Desejos que me invadem mil loucura,
Por noites infindáveis, no teu leito.
 
Receberás o meu néctar liquefeito,
Dos lábios escarlates com doçura,
E a tua boca louca na procura,
Do amor, que anseio e não rejeito!
 
Arrebatados, de prazer embriagados,
Seremos dois amantes transformados,
No mais suave versos que compus.
 

E por noites  mágicas como esta,
O Luar lá ao céu faz a sua festa
Enfeitando nossos corpos com Luz!

 
Balneário Camboriú
Maio 2008.
Bilhete (*)
 

Ouvi teus recados com ais
deito a semente confiante.
Escuta bem este segredo!
Quero deslizar roçando
essa paisagem sedutora
perder-me na memória
do tempo, sentindo
na curva dos tons, toda
sonoridade horizontal
dos teus sons repousantes!

 
______
(*) Camboriú,  23/05/2008.
Efigênia Coutinho
 
Espera (*)
 

Nesta espera que desespera
Do desvario para ser tua 
Vou declamando sem alarde
Conjunto de ânsias contida
Quem à verdade se rende
E aquele que me compreende!
 
______
(*) Camboriú,  23/05/2008.
Efigênia Coutinho
 
 

 
 
ETERNO SONHO
Efigénia Coutinho
 
Hoje sopraram ventos fortes do sonho;
Tinham lágrimas que gotejam pela face,
Foram sonhos de verdade da minha vida
Que marcam sentimentos com emoção.


Abraçada ao travesseiro, por sublimes
fantasias, aconchego meu corpo deste
momento, sugando na alma a Paz que
tanto meu corpo etéreo sonhou!...


Pela fresta da janela, jorrando a Luz
dourada do sol, e a sua silhueta amorosa
flutuávamos...E estavas dentro do sonho
Sob um céu anil na brandura do Eterno!


É realmente uma grande realidade,
mas como foi bom sonhar assim...
Queria partilhar contigo este momento
incandescente de encantamento terno!

 

 

 

 


 
 
Canto Enamorada
Efigênia Coutinho

Chegastes assim, como eu te via
entoando a canção que eu queria
Ao céu abriu-se um cortejo de anjos,
Os sonhos pincelados a Luz do Luar...

Com o meu contato, algo em ti
se  fixou de mim, traços meus
se juntaram aos teus, perfilando
a trama ancestral que trouxeste!

Hoje eu te vejo e me reconheço
em ti. O  que tens de mim, não
será mais para mim! Neste canto
cega  de Amor eu me entrego!

Como te escutavas me escutavas,
ainda mais feliz então me fizeras!
Viverei por todo esse  encanto,
que  canto o Amor  como Arte!

Mas a vida faz da Arte outra Arte
em  toda  parte causa  espanto
esse canto encanto de Amar-te!
Que  festejo com sonhos e Arte!

Balneário Camboriú
Outubro 2006
 
 

 
 
Morangos
Efigenia Coutinho
Dedicado ao meu amigo
Rogério Simões
 
MORANGOS
Efigénia Coutinho
 
É a temporada
do tempo dos morangos
dos sonhos de inverno
de noites de luas cheias
do aconchego ao pé duma lareira
do bom vinho e queijos
de sonhos risos e beijos
de dançar em seus braços
de amar... amando...
da beira mar...andar descalça
dos sorvetes com
calda quente de morangos
o inverno se instalou
este é o meu tempo
e dos morangos que me
adoçam a boca
adoçando a vida...
longe... muito longe
tem um olhar clandestino
há um sonho à deriva
esperando que as sementes
dos morangos despertem
para olhar o Amor ao
tempo dos Morangos...
 
11/07/2007
Balneário Camboriú
Brasil

 

 

 

 

 
 
Morangos
Rogério Martins Simões
 
É o tempo dos corpos estendidos
Das praias vestidas - cor de morango
Dos peitos nus; dos corpos aquecidos
Num aconchego, laçados num tango.
 
Vem minha amada
Este é o nosso tempo à beira-mar
Candeias iluminam a tua fronte.
 
Defronte às ondas, na praia deserta
Onde o deserto não cobre as dunas
Tinhas na duna, a duna entreaberta
E na descoberta esquecemos as runas…
 
É a temporada dos sonhos
De todas as estações - verbo e amar
Do sémen… do belo horizonte…
 
Vem minha amada
Sorvete de morango na hora doce
Quando, no calor, os calores apertam…
 
É a temporada
Do beijo indiscreto - agridoce
Memórias que os morangos despertam…
 
(Campimeco)
Aldeia do Meco, 13-07-2007
Portugal
 
Foi um prazer partilhar convosco este momento de poesia. Feliz aniversário POETA Maria Efigénia Coutinho Mallemont
Rogério Martins Simões
 
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EFIGÉNIA

 

 

 

EFIGÊNIA COUTINHO
Daniel Cristal


Do céu veio esta bênção, cheia de azul carinhoso,
e todo o horizonte esbelto se incendiou;
toda a musa parou, nenhuma mais ficou,
a não ser esta deusa dada ao seu gozo:

Ao gozo do prazer celeste, nada mais,
ao êxtase do amor mais puro que a vida;
penso até que a morte foi a pena erguida
para purificar a alma destes nossos ais...

E assim nos levou nas asas de uma pomba,
ou melhor: foi um arcanjo belo quem levou
as nossas almas plenas e as manejou
até às mãos de Deus, que, nunca, do amor zomba.

Nos teus olhos de azul, do azul mais brilhante
juntou-se o meu cristal ao puro diamante.

17.11.2005

 
 
 

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Verdadeiro

 

 

 

VERDADEIRO
Efigênia Coutinho

Se é verdadeiro e solene
o amor com que me desejas,
tornando-me a primeira entre
todas as mulheres, eu nada
mais desejo neste Mundo!...

Senhora de um afeto tão
profundo, certo suportarei
as horas duras e infindas,
ditosas e altiva até nas
amarguras impostas pelo tempo!

Balneário Camboriú
19 de Junho, 2008
 
 
 
 
A grande poetisa e minha amiga, Efigénia Coutinho, deixou aqui um poema intitulado “verdadeiro”, poema este dedicado ao ser amor. Como aprecio muito a sua poesia, fui atrás do seu poema e escrevi umas quantas palavras. – Palavras verdadeiras.
Desejo a todos que, pelo menos, sejam tão felizes como o sou com a minha companheira há quase 20 anos. É por isso que os poemas de amor lhe são dedicados. A Parkinson que se atravessou na minha vida não foi suficiente para quebrar o seu amor por mim, pelo contrário, graças ao seu amor vou resistindo fortalecido na esperança de um dia poder dizer: estou curado.
Para todos muita felicidade.
 
Verdadeiro
Rogério Martins Simões
 
As verdadeiras palavras,
não são apenas palavras,
Os verdadeiros gestos,
não são simples gestos.
 
A verdadeira razão das não palavras
Está na falta de emoção dos sentidos
No egoísmo dos sentimentos indefinidos
Finitos, escamoteados sem coração...
 
Não basta repetir sonoridades
Que estas minhas palavras não têm.
Não basta calar silêncios:
Nas inverdades
Nos acesos
Nos excessos
Nos desafectos.
 
O afastamento sem nexo
Sem palavras
Sem explicação:
Quebra
Machuca
Enlouquece
Derruba
Mata lentamente
 
Verdadeira é a palavra solidão!
Que ecoa nos confins dos silêncios:
É a falta de uma carícia
É a falta de uma ternura
É a falta de um afecto
É o abandono na desventura
É o peso das paredes que sufocam
 
Verdadeiro é o amor
Verdadeira é a amizade
Verdadeira é a dor
Verdadeira é a solidariedade
 
Verdadeiro é o abandono de nós
Em busca do outro, do não eu.
 
Lisboa, 22-06-2008 2:37:25

 

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Hora transparente

 

 

(Óleo sobre tela MODIGLIANE)

 

 

 

Hora Transparente
Efigênia Coutinho
 
 
Procuro  mil maneiras  ao teu sonho
 ajustar-me, o coração começa a ansiar...
na formosura dos teus abraços e beijos,
com que me dás na  matinal saudação
deixando  o peito palpitar de emoção!
 
Tudo é paz nesta hora transparente,
sendo melodia que nasce pura de nós
mesmos, e volteia entre brumas encantadas.
O corpo, enamorado  de nossas almas ...
Numa beleza horizontal de mundos quietos!
 
Contempla o céu, puro na explosão do
novo, a ressurreição misteriosa do bem
imenso, numa singular embriagues da
comunhão Universal  de todos os astros!
 Melodia dos pássaros líricos e dos Poetas!
 
 
Vislumbro o amanhã nascer, para sentir
o chão que tocamos de leve nossos pés
Há tanto tempo que caminhamos ao mesmo
lado, num ir continuo para cada vez mais
distante, onde os pensamentos se misturam!
 
 


 

salapoetas.jpg
 

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amrosaorvalho.gif

MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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