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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

Ciúme mata!

 

 

 

O ciúme mata…

(Rogério Martins Simões)

 

Abri a janela de meu quarto

Quatro paredes, um deserto…

Tenho a sensação de estar farto!

E o chão ali por perto...

 

Afunda-se a noite na alma

Na dor, por amor, tanto sofreu

Esta noite não está calma,

Está tão escura como o breu

 

Clamo por minha loucura

Quatro paredes um deserto…

Não tenho medo da altura

E o chão ainda mais perto...

 

Olho de novo para o rio

Hoje não há luar de prata

É verão e tenho frio

E o meu ciúme mata.

 

Pairam as nuvens que o ciúme deu

A lua não tem mais lugar certo

Amor o que te aconteceu?

Tristemente perdido perto…

 

1989

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

FADO...

(LISBOA - ALFAMA - TEJO)

 

 

 

 

fado

 

Rogério Martins Simões

 

Nas ruas da velha mourama

Era famoso o arroz de cabidela

No velho Pereira de Alfama.

Eram os pregões das varinas

Tocavam as concertinas

E os gatos espreitavam à janela

 

Mas Alfama não está quieta!

Fervilha, está viva, irrequieta

E um cheiro a namorico…

Deixa o Manel de alerta

Atira-se a um manjerico…

Com ciúmes da fadista Berta

 

A Berta que vê o artola…

Com naifa de ponta e mola

Não cede o passo ao Manel

- Acudam! Grita a infiel…

 

E no meio desta algazarra

Vasos partidos e tanto brado

Surge um fadista safado

Abraçado a uma guitarra

 

Pára a guerra na viela!

E o povo vem à janela,

Há fadistas por todo o lado…

Toca o Chico a Madragoa

Silêncio! Que a nossa Lisboa

Vai ouvir cantar o fado…

13/06/2007

 

 

 



 

 

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amrosaorvalho.gif

MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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