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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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17.01.14

Leiam por favor o que no século XIX, sobre a emigração escreveu: António Correia Herédia

(1822 – 1899)

 

Na Biblioteca da Direcção-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o consumo encontrava-se, no tempo em que lá trabalhei, um Relatório, em forma de livro, com 130 folhas, editado pela Imprensa Nacional no ano de 1876, intitulado “RELATÓRIO do PROJECTO DE REGULAMENTO GERAL DAS ALFÂNDEGAS pelo Inspector das Alfândegas António Corrêa Heredia”. Penso mesmo que este importante trabalho deveria ser reeditado a bem da cultura portuguesa.

Depois de “folhear” este magnífico trabalho concluí que foi seu autor, António Correia Herédia, um Ilustre colega das Alfândegas Portuguesas que tinha a categoria profissional de Inspector das Alfândegas, chefiando a Alfândega do Porto.

António Herédia inicia do seu relatório, a fls. 3, e passo a transcrever uma ínfima parte para situar no tempo o seu autor. Este magnífico e pioneiro trabalho inclui citações e ideias bem interessantes e, quiçá, a repensar nos dias de hoje:

Referindo-se a uma polémica quanto à emigração da Ilha das Flores para a América do Norte e à livre troca entre as Flores e o Corvo diz entre outras citações a seguinte:

 

“A emigração não é uma viagem de recreio; ninguém abandona com prazer a terra natal; a saudade da pátria é um mal que não tem compensação nem lenitivo. Quando se emigra é porque todas as esperanças acabaram, e porque o futuro, que se antolhava medonho, já deixou de ser futuro, e o infortúnio caiu como rochedo sobre a cabeça da sua vítima que foge quando pode, e tão depressa pode, da terra onde é assim esmagada. E não há direito para dizer ao que de tal modo se separa de uma sociedade mal organizada «não vades, que tendes aqui obrigações para cumprir» ”

 

 

Meco, 17/1/2014

Rogério Martins Simões

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

17.11.11

DIÁSPORA

Rogério Martins Simões

 

Gosto de viajar para casa.

Regressar é um desejo de quem parte

e não quer ir.

Vou!

Já fui tantas vezes na aventura

calcetando pedras,

dormitando em tábuas,

onde me perco sem contemplações,

encalhando nos confins das terras,

amealhando uns tostões.

 

Tivesse asas para acompanhar o pensamento

porque as asas só se levantam tendo penas.

Penas tenho!

Pena não tenho!

- Da fome e dos xailes pretos…

 

Deixei em casa corpos em metamorfose,

silêncios e silvas,

que crescem entre muros e dão amoras…

Comprei a última tesoura de podar

Tenho a barriga a dar horas

E um sonho para voltar...

 

A vinha ficou brava…

A casa fechada, e a horta,

são agora um pasto de chamas.

- Aldeia porque me chamas filho

se só tive madrasta!?

- Nação porque me pedes o voto

se já nem te sei ler!?

 

Gosto de regressar mas não posso ficar…

Falo agora esta meia língua estranha,

porque já esqueci a minha…

Volto a percorrer as estradas

que me afastam do que resta...

Levo uns trocos para a viagem

e quando me virem vai ser cá uma

festa….

Vou petiscar couratos

e beberei uns copos

com os rapazes do meu tempo.

Regressarei um dia para cuidar da

vinha…

Por agora durmo a sesta…

 

Voltarei para cumprir a promessa…

E beberei nos corpos deixados

um néctar guardado,

entre fragas e pinheiros…

 

Verberarei palavras de fel,

embrulhadas com cargas de explosivos,

abrindo estradas;

Caminhos que me deixaram partir.

 

Agora tenho de ir…

Regressarei à casa nova que construí

e em cada degrau

limparei as lágrimas definitivas

da minha saudade.

 

Vou partir mas quero regressar…

Oh Pátria amada,

onde se acolhem os sonhos do meu regresso:

- Porque me deixaste partir?

 

Oh Pátria amada deixa-me regressar

ainda que só te enxergue,

no que resta,

dos penhascos e das pedras pretas.

 

Quero todo o barro, granito ou lousa

Quero a água cristalina que emergia das

fragas.

Quero depositar uma coroa de rosas

nas campas rasas dos meus pais.

E uma coroa de espinhos nos despojos

dos que me obrigaram a seguir…

 

Sonhei voltar!

Não voltarei para partir…

Não voltarei a sonhar.

Vou ficar!

Tenho filhos e netos neste lugar

 

Retalha a saudade

no que resta do meu corpo!

Viajarei gavião….

 

Por agora recebo notícias do meu país

- Dizem que as motas todo-o-terreno

debutaram nas silvas da minha aldeia…

 

E se a língua portuguesa é a minha raiz

profunda,

afundo as minhas mágoas por não poder

regressar,

Por que, agora, regresso escreve-se

noutra língua

e já nem sei o caminho de retorno..

8/03/2007

 

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.P. –

Processo n.º 2079/09)

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

02.11.08

 

 

Ao meu querido avô paterno, António Antunes Simões.
Nasceu em 1881 na Pampilhosa da Serra – Aldeia Velha – casou na Póvoa e migrou para Lisboa em 1897.
Trabalhou como estivador e era um exímio tocador de guitarra.
Do pouco que sei do meu avô, diz meu pai, que terá ensinado o Armandinho a tocar guitarra. Foi sócio da Juventude Monárquica Conservadora tendo falecido na Póvoa em 1934.

 

 

 

VIAGEM; QUEDA; VIRAGEM; LEVITAÇÃO
(Romasi)
 
VIAGEM
No comboio a carvão
Duas carruagens distintas
Numa os que não vão…
Noutra os pelintras
 
QUEDA
Baixei à cidade
Dei serventia a pedreiro
Caí nas tabernas
E senti a vontade dos bêbados
 
VIRAGEM
Bebo copos a fio
E em troca de tudo
Soletro palavras
Vincadas a dedo…
Alvitras…
Nuvens douradas de medo…
Recorro a mim
E sigo os meus passos solitariamente…
 
LEVITAÇÃO
Desci mil degraus de hábito…
Apalpei outra, tanta, tristeza
Levitei sonhos
Esperanças de um dia…
Aguerri os meus passos
Na nocturna fortaleza….
Vasculhei no estrume
Anos a fim
Mas em troca da miséria
Sobrevivi a mim…
 
1971

 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

Mesmo a propósito… Cá por coisas
“A emigração não é uma viagem de recreio; ninguém abandona com prazer a terra natal; a saudade da pátria é um mal que não tem compensação nem lenitivo. Quando se emigra é porque todas as esperanças acabaram, e porque o futuro, que se antolhava medonho, já deixou de ser futuro, e o infortúnio caiu como rochedo sobre a cabeça da sua vítima que foge quando pode, e tão depressa pode, da terra onde é assim esmagada. E não há direito para dizer ao que de tal modo se separa de uma sociedade mal organizada «não vades, que tendes aqui obrigações para cumprir» ”
António Corrêa Heredia
1822 - 1899
Poemas de amor e dor conteúdo da página

01.10.07

 

(Óleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma)

 

 

 

 

ESCUTEI UM RUGIDO AO VENTO
Rogério Martins Simões
 
Escutei um rugido ao vento.
É vento! Não oiço a nora a chiar.
Ondas do meu pensamento,
Pois, a nora já não pode rodar!
 
Roda tudo – A nora foi no desalento…
Foi tempo! A nora não tem muar.
- Nora que é do teu jumento,
Que girava, girava, sem parar?
 
Roda tudo, o passado e o presente
- Nora onde está a tua gente?
O campo árido e a água por deitar,
 
Pastagem seca! Rebanho sem pastor.
- Escutai! Não é vento, é um clamor:
Partiram para sempre por terra e mar!
 
25-08-2005
Poemas de amor e dor conteúdo da página

12.09.07

 

 


 

 

(Capela da Póvoa - Pampilhosa da Serra) 

 

 

 

 

 

Vieram de longe
Rogério Martins Simões
 
Vieram de longe de onde se avista a pinha!
De olhos esperançados e o rosto enrugado,
Com rugas do cansaço de trabalho na mina.
Sempre por perto porque longe fica ao lado…
 
Vieram para Lisboa para perto da linha:
Que os viu chegar no comboio apinhado.
Estrangeiros na sua terra; que estranha sina,
À procura de trabalho mais remunerado.
 
Trabalhavam, sol a sol, qual terra prometida.
Visitavam a aldeia já cansados da vida,
Onde colhiam os cachos e faziam o vinho…
 
Esventraram montes e derrubaram as colinas…
Construíram as pontes, cruzaram as esquinas!
E regressaram às aldeias no final do caminho…
 
2004-04-23
(Aos meus pais)
Poemas de amor e dor conteúdo da página

15.05.07

 

 

RAMA

Rogério Martins Simões

 

Um ramo!

E na ramagem um sonho

Deixado pelo ninho,

 atrás dele,

voando por além…

Um passarinho

recorda a sua rama…

 

Outrora era novo

Agora, quando invoca o nascer

As suas penas o julgam perdido

Na ira dos ventos vai morrer…

 

Triste passarinho

Triste emigrante sem destino.

Veio de uma terra distante

Em busca de outro caminho

 

Na vida há sempre aves

E uma ave não morre deitada….

 

Sem nada!

recordando o sonho que levou

Soltou a vida

Deixando nas recordações

As terras que semeou.

 

É noite!

Amanhã o sol voltará de novo

Mas ele já voou…

 

Lisboa, 14 de Fevereiro de 1969

(não resisti à tentação de vos dar a ler um poema de 1969 que recuperei dum velho caderno. O meu pedido de desculpas pelo atrevimento, mas está tal e qual como o escrevi quando tinha 19 anos, muitas preocupações e muitos sonhos...)

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

17.04.07

 

DIÁSPORA

Rogério Martins Simões

 

Gosto de viajar para casa!

Regressar é um desejo de quem parte

e não quer ir.

Vou!

 

Já fui tantas vezes na aventura

calcetando pedras,

dormitando em tábuas,

onde me perco sem contemplações,

encalhando nos confins das terras,

amealhando uns tostões.

 

Tivesse asas para acompanhar o

pensamento

porque as asas só se levantam tendo

penas.

Penas tenho!

Pena não tenho!

Da fome e dos xailes pretos…

 

Deixei em casa corpos em metamorfose,

silêncios e silvas,

que crescem entre muros e dão

amoras…

Comprei a última tesoura de podar

Tenho a barriga a dar horas

E um sonho para voltar...

 

A vinha ficou brava…

A horta e a casa fechada

são agora um pasto de chamas.

- Aldeia porque me chamas filho

se só tive madrasta!?

- Nação porque me pedes o voto

se não te sei ler!?

 

Gosto de regressar mas não posso

ficar…

Falo agora esta meia língua estranha,

porque já esqueci a minha…

 

Volto a percorrer as estradas

que me afastam do que resta...

Levo uns trocos para a viagem

e quando me virem vai ser cá uma

festa…

Vou petiscar couratos

e beberei uns copos

com os rapazes do meu tempo.

Regressarei um dia para cuidar da

vinha…

Por agora durmo a sesta…

 

Voltarei para cumprir a promessa.

E beberei nos corpos deixados,

um néctar guardado,

entre fragas e pinheiros…

Verberarei palavras de fel,

embrulhadas com cargas de explosivos

abrindo estradas,

caminhos que me deixaram partir

Agora tenho de ir…

 

Regressarei à casa nova que construí,

e em cada degrau,

limparei as lágrimas definitivas

da minha saudade.

Vou partir mas tenho de regressar…

 

Oh Pátria amada,

onde se acolhem os sonhos do meu

regresso,

porque me deixaste partir?

 

Oh Pátria amada deixa-me regressar

ainda que só te enxergue,

no que resta,

penhascos e pedras pretas.

 

Quero todo o barro, granito ou lousa

Quero a água cristalina que emergia das

fragas.

Quero depositar uma coroa de rosas

nas campas rasas dos meus pais.

E um coroa de espinhos nos despojos

dos que me obrigaram a seguir…

 

Sonhei voltar.

Não voltarei para partir…

Não voltarei a sonhar.

Vou ficar

Tenho filhos e netos neste lugar

 

Retalha a saudade no que resta do meu

corpo!

Viajarei gavião….

 

Por agora recebo notícias do meu país

- Dizem que as motas todo-o-terreno

debutaram nas silvas da minha aldeia…

 

E se a língua portuguesa é a minha raiz

profunda,

afundo as minhas mágoas por não poder

regressar,

Porque, agora, regresso, escreve-se

noutra língua

e já nem sei o caminho de retorno…

8/03/2007



 

 

 

 

 

 

 

(Este poema é dedicado ao grande poeta português Armando Figueiredo - Daniel Cristal e a todos os emigrantes na diáspora.)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

12.12.06

(foto da autoria de Padre Pedro - Pampilhosa da Serra)

 

 

 

LOBO… QUE COMER NO QUE RESTA DA ALDEIA?
Rogério Martins Simões
 
Lobo não venha comer a minha ovelha…
Tenha cuidado que eu faço fogueira.
Cruzes canhoto que vem por aí a velha…
Lobo não coma a noz verde à nogueira…
 
Tem noite que a noite é vermelha.
Credo! Abrenúncio! Vem aí a feiticeira…
Ferradura na porta; corno na telha…
Lobo não coma o figo verde à figueira…
 
Lobo não volte para roubar o nosso pão.
Menino homem só tem medo do papão…
Lobo que comer no que resta da aldeia?
 
Loba… que vai ser de ti e da tua alcateia…
Dói-me a barriga de comer tantas amoras:
Cresceram as silvas, os matos e as horas…
04-07-2005

 

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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