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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




PARKINSON E POESIA ou ESTARÁ A CURA DO PARKINSON MAIS PRÓXIMO?

Person offering flower1.jpg.jpg

 

 

PARKINSON E POESIA

“ANTIBIÓTICO DEIXA CONTROLO DO PARKINSON MAIS PRÓXIMO”

Rogério Martins Simões

 

O texto que escrevi há uns anos, e que seguidamente transcrevo parece uma premonição do que, a ser verdade, deixa o controlo do Parkinson mais próximo.

Vejamos agora as primeiras palavras deste artigo que pode e deve ser lido neste link: http://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-da-saude/estudo-com-antibiotico-deixa-controle-do-parkinson-mais-proximo/

 “Foi ao acaso que pesquisadores brasileiros descobriram que o antibiótico doxiciclina – usado há mais de meio século contra infeções bacterianas – pode ser indicado em doses mais baixas para o tratamento do Parkinson. O estudo foi publicado na revista “Scientific Reports”, do grupo Nature.”

 

RETOMO AO ARTIGO QUE ENTÃO ESCREVI: PARKINSON E POESIA

 

 

Tendo por certo a morte, é na vida que nos vemos e revemos. Então, com fé ou esperança, movemos montanhas, por vezes de ilusões, mas movemos esperando que um milagre qualquer aconteça

 

Acredito que a minha fé ajude a encarar os momentos mais difíceis, com mais tranquilidade, sempre à espera de um milagre. Mas, também, fico na esperança de conseguir que, num dado momento, sobre por aí uma pílula milagrosa que nos cure.

 

No século passado, todos que estavam diagnosticados com o bacilo da tuberculose, antes de ter sido descoberta a penicilina; quanta esperança em alguns; quanto desalento para outros e, afinal, no limiar da descoberta do tal antibiótico muitos dos que tinham esperança morreram e muitos dos que não acreditavam na cura sobreviveram.

 

Quiçá, muitos, na esperança, não desistiram da vida - pela vida, e viveram mais uns anos na terra, graças à ciência, mas, sobretudo, ficaram vivos por não terem perdido a esperança.

 

Acredito com firmeza que alguém me dê a notícia que tanto anseio: A cura para a doença de Parkinson.

 

Que difícil é mostrar os “estragos” visíveis que a doença de Parkinson causa em nós.

Que mais não seja, que os meus tremores e os temores sirvam para vos incentivar a não desistirem de viver e de lutar pela cura.

Quanto à poesia: irei continuar a escrevê-la e a declamá-la mesmo que chore...

 

Amanhã estarei melhor

Rogério Martins Simões

 

Hoje continua o lastro

do meu estado de alma

do dia de ontem.

 

Estou envolvido

numa teia que enleia.

 

Estou como que pregado

a um madeiro

sem pregos ou cordas.

 

Solto uma terrível agonia

e, sem dar conta,

nem vómitos dão a perceber.

 

Sou uma represa invisível

num turbilhão de água

pesarosa.

 

Se ao menos chorasse.

Se ao menos morresse.

 

Sou um ser solitário

acompanhado

com a mulher mais presente

- O amor da minha vida.

 

Será do tempo?

 

Hoje meu corpo

nem o Tejo espreitou!

Sinto-me agarrado a nada,

e nem mesmo a lua

terá saudades em me ver.

 

Este vazio imenso

parece furtar

as palavras do coração.

 

Parece levar a alma,

que renascia,

quando noite fora partia,

pelo Tejo,

em busca de uma bruma de saudade.

 

Será do Inverno?

 

Não! O Inverno esquivou-se

nas estações esquecidas,

onde nem as carruagens

de terceira classe param.

 

Amanhã estarei melhor!

2008

 

Termino formulando um desejo: que tão depressa quanto possível nos seja prescrito essa pílula milagrosa.

Deixem-me sonhar!

 

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Sempre que as cordas saltam...

 

 

 

 

 

SEMPRE QUE AS CORDAS SALTAM

Romasi

Rogério Martins Simões

 

Sempre que as cordas saltam,

As mãos,

Por mais calmas que sejam,

Tremem

 

Sempre que os beijos cantam,

Os lábios,

Por mais insensíveis que sejam,

Sentem

 

Sempre que há desejo,

Os olhos,

Por mais que mintam,

Traem

 

A saber:

Os beijos tremem

porque os olhos mentem…

 

Lisboa, 20 de Março de 1975

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Saber amar

 

 

 

 

 

 

SABER AMAR
Rogério Martins Simões

 

No profundo silêncio em que me deito.

Na sublime atitude como me olhas

E me deixas em paz...

Não imaginas quanto estás presente

Nos meus lúcidos pedaços de felicidade…

10/03/2005

 

(Registado no Ministério da Cultura

Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

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David Mourão Ferreira - As últimas vontades

Óleo sobre tela

 

Elisabete Sombreireiro Palma

 

 

 

As últimas vontades

 

DAVID MOURÃO FERREIRA



Deixa ficar a flor,

a morte na gaveta,

o tempo no degrau.



Conheces o degrau:

o sétimo degrau

depois do patamar;

o que range ao passares;

o que foi esconderijo

do maço de cigarros

fumado às escondidas...



Deixa ficar a flor.



E nem murmures. Deixa

o tempo no degrau,

a morte na gaveta.

Conheces a gaveta:

a primeira da esquerda,

que se mantém fechada.

Quem atirou a chave

pela janela fora?

Na batalha do ódio,

destruam-se, fechados,

sem tréguas, os retratos!



Deixa ficar a flor.



A flor? Não a conheces.

Bem sei. Nem eu. Ninguém.



Deixa ficar a flor.



Não digas nada. Ouve.

Não ouves o degrau?

 


Quem sobe agora a escada?

Como vem devagar!

Tão devagar que sobe...



Não digas nada. Ouve:

é com certeza alguém,

alguém que traz a chave.



Deixa ficar a flor.

 

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A Inveja é a glória dos fracos...

 

A INVEJA É A GLÓRIA DOS FRACOS...

 

Depois de 6 anos a partilhar convosco a minha poesia, nada lucrando, recusando ofertas para editarem um livro de poesia, vejo-me na contingência de apagar este blog.

Na verdade alguém que cobardemente de esconde tem dado cabo dos códigos deste blog, e mais grave, destruindo poemas.

A canalhice poderá prejudicar definitivamente a minha saúde mas não destruirá a minha alma, ou alterará o meu caminho.

Até agora tenho-me limitado a apagar os códigos modificados e a recolocar os certos. Porém estou a ficar cansado e, acima de tudo, vejo que a minha Parkinson se vai agravando e começam a faltar-me forças para continuar a reparar o que miseravelmente destroem.

Hoje já recoloquei duas vezes tudo. Mas já sei que está tudo novamente alterado. Basta colocar um post para o blog ficar todo desconfigurado para glória de quem faz isto.

Inveja?

A INVEJA É A GLÓRIA DOS FRACOS.

 

 

 

 

 

 

Seguro da insegurança

Rogério Martins Simões

 

Torres vigiam a casa assombrada

onde perpetuam  marginais

e abstractas letras

de uma desconhecida liberdade.

 

A canalha… aproxima-se

verberando abstracções concretas.

No alto da torre seguem os carros pretos

chapeados com protecções e blindagens.

 

Blindaram os corações

para recolher os protestos.

Não! Os protestos não chegam às torres…

Aparam os ouvidos,

com guardanapos ao tiracolo,

e vestem camuflados para vigiarem o solo.

 

Para manterem a forma exercitam-se

encolhendo os ombros

e olhando de soslaio.

 

A segurança mantém asseguradas

as palavras contrárias

e perseguem quem se oponha à segurança!

Se lhes virar as costas dirão que sou poeta…

 

Dispararam às cegas

atingiram um colibri!

Do mar saltam alforrecas e camarões!

A segurança contra-ataca

com a segurança dos narcóticos

Os moribundos mascam, agora, folhas de coca

Do deserto partiram legiões imprecisas de escorpiões.

Dizem que um bando de loucos

se escondeu numa toca

 

Toca docemente um violino cego

Ouve-se uma canção de embalar:

- Que será de ti meu menino

Se o povo não se revoltar

 

Corre um vento forte.

Ouvem gritos!

Se virar as costas

dirão que não sou poeta…

 

Um abraço para ti José Baião

1/03/2007

Rogério Simões

(correspondência entre poetas)

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Sonhos desfeitos (Republicado)

 

 

 

MONET

 

 

Sonhos desfeitos
Rogério Martins Simões
 
O Sol resplandece e a água espuma,
As ondas vagueiam e o barco desliza,
Sobra no meu peito uma dor bruma,
Que se esfuma nas colinas da brisa.
 
A minha mão sobressai e já foi calma.
O meu papel reproduz o adverso,
Deixa escrever o que chora a alma,
Acalma, vagueia e ensaia um verso.
 
A escrita azul tem uma mancha preta:
Letra miudinha que desenha a caneta.
Do bloco de notas gotejam os defeitos!
 
E se não mais encontrar sonho vão…
Fiquem os versos, que redigi com a mão,
Colorindo sonhos, com sonhos desfeitos.
 
 
Lisboa – Tejo – 14 de Agosto de 2007
Concluído em 18 de Outubro de 2007
 
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)

 

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Não imaginam a coragem que é preciso ter...!

 

 

 

Não imaginam quanta coragem é preciso ter para mostrar o vídeo que se segue. Por isso, antes de o abrir, leia por favor até ao fim.
 
PARKINSON
 
Tendo por certo a morte, é na vida que nos vemos e revemos. Então, com fé ou esperança, movemos montanhas, por vezes de ilusões, mas movemos, esperando que um milagre qualquer aconteça
 
Acredito que a minha fé ajude a encarar os momentos mais difíceis, com mais tranquilidade, sempre à espera de um milagre. Mas, também, fico na esperança de conseguir que, num dado momento, sobre por aí uma pílula milagrosa que nos cure.
 
No século passado, todos que estavam diagnosticados com o bacilo da tuberculose, antes de ter sido descoberta a penicilina; quanta esperança em alguns; quanto desalento noutros e, afinal, no limiar da descoberta, do tal antibiótico, muitos dos que tinham esperança morreram e muitos dos que não acreditavam na cura sobreviveram.
 
Quiçá, muitos, na esperança não desistiram da vida - pela vida, e viveram mais uns anos na terra, graças à ciência, mas, sobretudo, ficaram vivos por não terem perdido a esperança.
 
Acredito com firmeza que alguém me dê a notícia que tanto anseio: A cura para a doença de Parkinson.
 
Volto às palavras iniciais: Que difícil é mostrar os “estragos” visíveis que a doença de Parkinson causa em nós.
Que mais não seja, que os meus tremores e os temores sirvam para vos incentivar a não desistirem de viver e de lutar pela cura.
Irei continuar a escrever poesia e a declamá-la mesmo que chore...
 
Só mais uma palavra para quem se sente doente ou sofre do mal da solidão. Desejo, de todo o meu coração, que todos tenham fé e esperança para que o dia de amanhã seja melhor. Afinal a existência da Internet fez com que este meio pudesse ser útil para nos aproximarmos mais uns dos outros e para que os outros nos aceitem com mais dignidade.
Sejamos felizes com mais fé, mais esperança, mais amor e muita paz.
 
FELIZ ANO NOVO. FELIZ 2009
 
(Dado que, por razões óbvias, não consegui ler o poema, como então lia, deixo aqui esse mesmo poema e mais dois, não lidos mas cheios de Esperança).
 
Rogério Simões na Sessão Mensal de Poesia Vadia, realizada em 25-10-2008, no Café Le Bistro Almada (Rua Dr. Julião de Campos, nº 1). Uma organização dos Poetas Almadenses, que conta com o apoio do FAROL Associação de Cidadania de Cacilhas e da SCALA Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada.
 
 



 


 

 

Amanhã estarei melhor
Rogério Martins Simões
 
Hoje continua o lastro
do meu estado de alma
do dia de ontem.
 
Estou envolvido
numa teia que enleia.
Estou como que pregado
a um madeiro
sem pregos ou cordas.
Solto uma terrível agonia
e, sem dar conta,
nem vómitos dão a perceber.
 
Sou uma represa invisível
num turbilhão de água
pesarosa.
 
Se ao menos chorasse.
Se ao menos morresse.
 
Sou um ser solitário
acompanhado
com a mulher mais presente
- O amor da minha vida.
 
Será do tempo?
 
Hoje meu corpo
nem o Tejo espreitou!
Sinto-me agarrado a nada,
e nem mesmo a lua
terá saudades em me ver.
 
Este vazio imenso
parece furtar
as palavras do coração.
Parece levar a alma,
que renascia,
quando noite fora partia,
pelo Tejo,
em busca de uma bruma de saudade.
 
Será do Inverno?
 
Não! O Inverno esquivou-se
nas estações esquecidas,
onde nem as carruagens
de terceira classe param.
 
Amanhã estarei melhor!
2008
 
 


 

 

ESPERANÇA
Rogério Martins Simões
 
Entrelaço os meus dedos nos teus
Vivas ilusões, ténues lembranças
Foram inatingíveis os versos meus
Outono breve, poucas esperanças
 
Ateámos o fogo nas estrelas dos céus
Mapeávamos nossos corpos de danças,
Encontros e desencontros, não são réus
Presos não estamos, procuro mudanças
 
Agora, adorno enigmas, bordados de cruz
Cintilam horizontes de esperança e luz
Meu fogo arde no mais puro cristal
 
E se na alquimia busco a perfeição
Respondo às interrogações do coração
Descubro no amor a pedra filosofal.
 
Lisboa, 02-10-2006 23:58

 

 

 

 

NÃO POSSO ABANDONAR A ESPERANÇA
(Rogério Martins Simões)
 
Andam as minhas mãos
cansadas
Trocam-me as voltas…
E volta e meia perco
a força.
A direita vai à frente e não
 desiste
A esquerda preguiçosa …
insiste
Onde está a delicadeza
do meu gesto
Onde pára a minha pose
de dança
Bolero,
Tango,
Flamengo
Tudo quero!
Não posso abandonar
a esperança!
09-01-2005 1:06:49
 

 

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Não posso abandonar a esperança

 

 

 

NÃO POSSO ABANDONAR A ESPERANÇA
(Rogério Martins Simões)
 
Andam as minhas mãos
cansadas
Trocam-me as voltas…
E volta e meia perco
a força.
A direita vai à frente e não
 desiste
A esquerda preguiçosa …
insiste
Onde está a delicadeza
do meu gesto?
Onde pára a minha pose
de dança?
Bolero?
Tango?
Flamengo?
Tudo quero!
Não posso abandonar
a esperança!
09-01-2005 1:06:49
 
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FUTURECER

 

 

 

Esta é a minha homenagem a um dos grandes poetas vivos da língua portuguesa: Seu nome Armando Figueiredo, português, que escreve utilizando variadíssimos pseudónimos.
 
Meu querido e amigo poeta,
Perdoe-me, o amigo pregou-nos um grande susto! Sei que nada quer que diga, digo apenas que estivemos consigo no nosso pensamento, nas nossas preocupações. Estamos felizes agora que regressou e que se refaz do susto.
Um abraço deste seu amigo,
Rogério Martins Simões
 
Amigos, que gostais de poesia, deixo-vos com belos poemas deste enorme poeta “futurecido”

 

 

 

 

 

FUTURECER
Eugénio de São Vicente


Depois da tempestade, virá a bonança…
Como gigante feroz que um dia amansa,
Vivemos, não há dúvida, a esperança
De que da tempestade surja a mudança!

Há milénios que dura o raio da morte,
A iniquidade, o ódio e o desrespeito
E nós mereceríamos melhor sorte
Do que haver tanto ódio dentro do peito!

O tal Futurecer será a míngua
Do nosso rodopio – a grande busca
Desse Amor eterno que é sob a língua
E ainda não brotou… e nada custa!

Há-de desabrochar – ângulo recto
Daquele eterno arcanjo – um novo feto!




AINDA FUTURECER

O futurecer é assim como o amanhecer!
Um amanhecer feliz e contradito…

É amar ao presenciar uma pessoa
Qualquer uma com todas no coração

O futurecer é uma nova madrugada
Desejada ansiada esperada radiosa

São raios de luz a despertar o sono profundo
De todas as cegueiras
De todas as alienações
Dos alheamentos perniciosos, preguiçosos

É o amanhecer do novo mundo
Esse que não vem… que tarda a chegar,
Crisálida angustiada num ovário
Morta por despertar.

Março, 2003



FUTURECER

Já cumpri, amigos, todos os invernos
E todos os estios e todos os cios.
Cumpri, assim, amigos, todos os infernos
Vossos e meus, nas devidas gerações...

Gozei as praias, gozei montanhas
Gozei, ao lado vosso, toda a vida...
Assumi as dores do coração e das entranhas!
Perdoai, companheiros, algumas perdas
Acontecidas nesta lida!

Estou cansado, amigos, e quero do zero recomeçar
Ou, para ser sincero, parar para sempre numa ermida!
Estou desolado do amor, perdido na memória!
Estou fraco e esmorecido da paixão!
Nem sei se, de mim, ficará alguma história...

Nem isso importa, amigos, fique a negação!
A negação de tanta futilidade
A negação do Amor que nunca chega...
Pois, eu irei desta para a eternidade
Mas levo-vos, isso levo!, no coração
- um coração bem pulsado sem idade!
.
2003-06-12



É POSSÍVEL FUTURECER

Que feliz eu sou! Descobri finalmente que é possível
Futurecer. Tão possível como possível é nascer,
crescer e ser e agir amando…
Possível, sim, é futurecer, não só de quando
em quando
Mas continuamente… É possível viver amando
A futurecer segundo a segundo,
Tal e qual como sermos iluminados pelo amanhecer da aurora
Outrora… agora… em qualquer hora
presente ou futura,
Na escassez e na fartura!


Tão fácil foi descobrir o futurecer do teu ser, dado no meu ser,
Com a magia da alegria num sorriso que afinal era o teu
E também meu. Uma descoberta tão simples que aferiu
O valor da chama do teu calor!

Foi autêntico amanhecer dum botão em flor aberto por amor.
A abertura permanente no sorriso nosso: o que perdura!
E nem é preciso, oh, que bom, nem preciso é: ser preciso
Por ser uma animada
e contínua postura!

Quem diria?!… uma flor aberta, aberta à flor
numa única sutura dum prazer vário!

Que alegria amanhecer no futurecer diário
Alimentado pela flor aberta no amor de cada dia!

Tão bela, tão odorífera, tão presente e futura
Permanecendo a estrela que nos guia
Ou a postura que perdura!
.
2003-08-13



RONDEL FUTURECER

Hoje futureceu na aurora um mundo novo:
Foi aviso do Futuro num presente obtuso!
Hoje, é dia especial p’ra mim, porque o povo
Anda confuso à espera dum aceno luso...


Do aceno liberto, diferente e difuso,
Que é a gema incutida de novo no ovo...
Hoje futureceu na aurora um mundo novo;
Foi aviso do Futuro no presente obtuso!


É o regresso à origem na qual eu me movo:
Extirpação do mal e causa do abuso
Que confunde a pomba com o negro corvo
E impede a criação doutro ansiado fuso.
Hoje, futureceu na aurora um mundo novo!


Versado na Arte Maior
(hendecassílabos)


FUTURECE


Futurece quando a mão
com cinco folhas de seda
afaga a criança carente
ou o menino doente

Futurece quando há cura
prá depressão adolescente
ou sempre que se enternece
o jovem que amadurece

Futurece quando o adulto
perdoa a traição ultrajante
seja de qualquer irmão
seja duma vil amante

Futurece quando o idoso
se sente dorido e pário
e pela fé é curado
no Amor sem fim e vário...

Agosto de 2003

 


 

EIA, CONCIDADÃOS!

O astro-rei nasce mais alegre e fecundo!
É um segundo contínuo... afaga o vale
acarinha o monte; todo o holomundo
futurece à visão humana e universal...
Vivemos no futuro.

Vivemos no futuro à visão da utopia...
Não há fome na criança nem a ânsia da ignorância;
não há guerra nem ódio; há risos de alegria...
Futurece o milagre da santa abundância!
Vivemos no futuro.

Vivemos no futuro, criado o novo mundo...
Sete estesias grávidas desabrochadas
no poder da utopia - é a ética onde abundo!
Onde afinal auguro certezas nadas!
Vivemos no futuro!

Agosto de 2003

FUTURECENDO


Hoje acordei com um sorriso
que se tornou o bom sintoma
da utopia que interiorizo
neste futuro que a todos soma

Futureceu por consequência
antes da aurora amanhecer:
é a mais feliz coincidência
do meu presente acontecer

Pois futureço durante o luar
antes do Sol aparecer
para alegrar e fecundar
este planeta a suceder

Vivo desta arte no meu futuro
o que é presença na existência
e sem jurar até murmuro
que é a construção da consequência.

26.08.2003



A BELEZA DUMA RUGA

.Que rosto lindo eu vi hoje, rugoso,
Tão fascinante qual o duma criança!
Continha o mesmo brilho radioso,
Continha a alegria pura duma dança...

É um brilho de amor por ser-se homem
E pela fé confiada na existência;
É como se o amanhã unisse o dia d' ontem
É como se o amanhã fosse a nossa essência!

Nos rostos deslumbrantes por que passas:
Um duma criança linda renascida
Ou a cara dum velho bem franzida
Reluz futurecida a acção de graças.

Pois, uma ruga é prémio incontestável,
É o colo mais feliz da transcendência!
E é assim que se é criança admirável,
E é assim que finda a vida em sapiência.

Net, 09.11.2003



Utopizar o Dia


Quando amanhece, já eu futurei
o futurecer! Auguro o futuro!
Ponho-me a futurar
o futuro outro imprevisto...
É um caso nunca visto,
prever o dia que não seja entardido
na espera oposta
ao habitual dia tardo porque tardio:
Antes do amanhar, começo sempre a milagrar
- a foz do mar a desaguar no rio
diluviando a mais bela utopia;
É uma esperança esperançada
no entardecer que nunca deu lugar à
noite;
uma voz cheia que se ri do próprio riso!
Prevejo-me sempre na espera duma noite
que nunca anoiteceu
ou duma ceifa repartida.
E assim me ponho a futurar o novo futurecer
na luz alucinada do pavio
dum fio fiado de breu.
Todavia nem o fio fiou
nem o mar desaguou.
Quando entardece
e tarda a luz do luar
ainda há uma esperança cheia de temperança
de que o rio seja mar
mas vai anoitecer certamente,
vai anoitar uma noite muito igual
ao fio que não foi fiado
com o mar estagnado...
Ah, quem me dera milagrar o futuro!
Esse futuro futurecido
que futura antes do amanhar;
Esse fio que deseja fiar
como uma cabeça a pentear seu mesmo pente
ou esse mar que quer brincar
como uma criança inocente.
E tenho pena, mas não perdi a esperança,
mau-grado a criança não ter brincado
porque o mar estagnou
e o fio de cada rio
também nunca futurou!

03.01.2004



FUTUREÇAMOS!

Aguardai a entrada do Futuro!
Antes do amanhecer ele acena
Com uma nítida auréola de apuro
Quaisquer iluminados desta cena.


Aguardai o seu aceno... não demora!
Basta serdes sensíveis à Pureza
Ou à simples natureza da Beleza
Ou à Mulher que amais e vos adora!


Aguardai na ansiedade... na sua crença!
Como uma prece à Mater-Natureza
Ou oração humilde ao Deus primeiro!


Porque o Futuro vem co'a Benquerença
Como uma bela crença na Beleza
Do Verbo Amar que foi nosso pioneiro!

30.12.2003



A INFÂNCIA FUTURECIDA


Canto-vos um milagre espontâneo!
E evoco a minha infância nesta hora:
É a hora de sonhar... ser consentâneo
Com a premonição que nos melhora.


A entrega ao respeito pela criança
- É estoutro o milagre do Futuro
No Presente, o milagre da infância:
Esse Futurecer que sempre auguro!


Nem um só tiro da espingarda!
Mudada esta acção por lauta festa
Com o mundo a dançar alegre em barda...


Mãos dadas, plenos risos, esta gesta;
Uma gesta marcando toda a História,
Rosas e cravos tecidos na memória.

02.01.2004
 
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Venha o que vier

 

Poeta Daniel Cristal é poeta residente deste blog. Daniel Cristal é poeta português e mestre de poesia.

Ele sabe quanto o admiro e o que lhe desejo neste momento!

 

 

 

 

VENHA O QUE VIER

Daniel Cristal

Como eu te entendo amigo-companheiro,

como eu sinto a cruel dor duma amargura!

Também já atravessei com fartura

charcos de água bolor num atoleiro...

 

Entre muitos revezes enfrentados

tu vais usufruindo da vitória

com perdas e iguais ganhos numa história

que goza esta vida dos dois lados.

 

Aceitar a derrota e a vitória

como uma aprendizagem permanente,

torna qualquer pessoa independente

e deixa-nos felizes na memória...

 

No momento azarento tu dirás

pois venha o que vier nada me estraga

a vida... e até prescindo da adaga!

As coisas são tão boas quanto más!

 

E continua na senda do sucesso;

podes mesmo virar-te do avesso

e mostrar-lhe uma cara feita gesso,

mas agita a bandeira do progresso.

 

 

2007. Portugal

©ArmandoFigueiredo

 http://romasi.netpampilhosense.org/daniel_cristal.htm

 

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amrosaorvalho.gif

MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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