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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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25.02.20

Guitarra.jpg

O MEU FADO MAGOADO

Rogério Martins Simões

 

O meu fado magoado

Passa o dia a noite inteira

A trinar numa guitarra

O meu fado que é tão triste

Percorre as velhas tabernas

Bebendo por todo o lado.

 

Se tarde tarda a noite

Acorda num sobressalto

Toda a minha fantasia

Das ruas do Bairro Alto

Corro a ver ao Castelo

Para de lá nascer o dia.

 

Há sempre numa viela.

Há sempre no meu olhar

Tanta vida, tanta fama

Um pintor com sua tela.

Um puto no seu andar

Nas ruas tristes de Alfama.

 

Agora que rompeu o dia

Adormece num vão de escada

Este fado madrugado

Desde a Bica à Mouraria

Escrevem mais poesia

Porque afinal à noite há fado.

Lisboa 9/2/1979

(O direito de autor é reconhecido independentemente de registo,

depósito ou qualquer outra formalidade

artigo 12.º do CDADC. Lei 16/08 de 1/4)

(A registar no Ministério da Cultura

- Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

02.01.20

NGM1995_05p116-7.jpg

MOIRA TÃO BELA

Rogério Martins Simões

 

Moira encantada, e tão bela.

Assim recordam aquela

Que tanta beleza escondia…

Dizem que as águas do mar

Pararam p´ra a ver passar

Enquanto o Tejo dormia.

 

Quando da barca desceu,

Lisboa em festa lhe deu

Um castelo com mesquita.

Daí que se diga agora:

Numa colina lá mora

Essa moira tão bonita.

 

Junto à cisterna do monte

Corre sempre água da fonte

Ninguém sabe d´onde vem.

Dizem que nasceu no rio:

A letra de um fado vadio

Que as mouras cantam também…

 

Onde o Tejo beija o mar,

Alguns param p´ra escutar,

Sete colinas de fadas.

São beijos desta cidade:

Sete morros de saudade

E mouras tão encantadas…

Meco, 05/08/2017

24/10/2019 21:13:18 (Direitos de autor reservados)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

24.10.19

HPIM0419.JPG

MOIRA TÃO BELA

Rogério Martins Simões

 

Moira encantada, e tão bela.

Assim recordam aquela

Por quem tantos sofreram.

Diz de quem a ouvia cantar,

O seu canto de embalar, 

Que por amor se perderam.

 

Quando no Tejo desceu,

Logo Lisboa lhe deu,

Um castelo com mesquita

Daí que se diga agora:

Numa colina lá mora

Essa moira tão bonita.

 

E se cantando chorava,

Os seus cabelos lavava,

Nas margens deste meu rio

E o rio que tudo levou

Disse ao Tejo que a deixou

Neste meu fado vadio.

 

Onde o Tejo beija o mar

Alguns dizem escutar

Sete colinas de fadas

São beijos desta cidade:

Sete morros de saudade

Pelas mouras encantadas…

Meco, 24/10/2019 21:13:18

Poemas de amor e dor conteúdo da página

28.05.19

Bottom half of woman face 3.jpg

MULHER

Rogério Martins Simões

 

De formosa te chamaram,

E tão cativos ficaram,

Presos, num feitiço qualquer.

Feiticeira da saudade,

Tu serás a eternidade,

Bendita sejas mulher

 

No meu fio doiro guardado,

Tenho um nome já gravado

Enquanto a vida quiser

Nunca será por metade,

Mãe é sempre liberdade,

Inteira e sempre mulher

 

Mulher amante e esposa,

Se no meu corpo repousa,

Este amor que tanto a quer.

Passou o tempo de conquista,

Não saberei se resista…,

Pois serás sempre mulher…

 

Se nesta vida ao passar,

Depressa quiser levar,

E mais vida não nos der

Que me leve pois vivi

Neste versos vejo em ti

Como é tão bela a mulher.

 

Campimeco, Meco, 28/05/2019 22:54:31

(INTEIRAMENTE DEDICADO À MULHER ESTE POEMA FARÁ PARTE DO MEU SEGUNDO LIVRO, A PUBLICAR BREVEMENTE PELA CHIADO EDITORA. “POEMAS DE AMOR E DOR” SERÁ LANÇADO NOS PRÓXIMOS 4 MESES. O 1º LIVRO ESGOTADO TERÁ PARA BREVE A 2ª EDIÇÃO)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

16.12.17

FADO: Bate, bate coração

ACADEMIA DA GUITARRA PORTUGUESA

Voz: Américo Nunes de Almeida

Música: Alfredo Marceneiro

 

BATE, BATE, CORAÇÃO

Rogério Martins Simões

 

Quando com dores me deito,

Sinto galopar no peito,

Este sofrido alazão.

Por me sentir a tremer,

Soluço poderá ser,

Não saltes mais coração.

 

Com esta dor que rejeito,

Esta vida assim sem jeito,

Talvez mude de missão.

Com este meu mal-estar

Oiço o meu peito gritar:

Não batas mais coração.

 

Sabes bem que sou sincero,

Não penses sequer que espero,

Por piedosa solução.

E antes que bata demais

Diz à vida ao que tu vais:

Parar o meu coração.

 

Mas se ainda voltas a ter,

Coragem para viver,

No meu peito de paixão.

Deus te deu vida severa,

Tens o meu tempo à espera,

Bate, bate, coração.

 

Meco, 19/01/2017 21:41:37

(A publicar no meu próximo livro)

(Direitos de autor protegidos)

Ao meu querido avô paterno, António Antunes Simões.

Nasceu em 1881 na Pampilhosa da Serra – Aldeia Velha – casou na Póvoa e migrou para Lisboa em 1897.

Trabalhou como estivador e era um exímio tocador de guitarra.

Do pouco que sei do meu avô, dizia meu pai, que terá ensinado o Armandinho a tocar guitarra. Na verdade em investigação posterior constatei que o meu avô viveu no Pátio do Quintalinho quando o Armandinho tinha 5 anos de idade. Foi sócio da Juventude Monárquica Conservadora para poder tocar guitarra, tendo falecido na Póvoa em 1934.

Do seu neto: Rogério Martins Simões

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

08.08.17

Guitarra.jpg

 

MOIRA ENCANTADA E TÃO BELA

Rogério Martins Simões

 

Moira encantada, e tão bela,

Ainda se diz por aquela,

Por quem tantos morreram.

Foram sete ao escutar,

O seu canto de embalar, 

Por amor se perderam.

 

Porque do Tejo desceu,

Logo Lisboa lhe deu,

Sete colinas de chita.

Daí que se diga agora:

Numa colina lá mora

Essa moira tão bonita.

 

Quando o Tejo beija o mar,

Alguns dizem escutar,

Sete colinas de fadas.

São Beijos desta cidade:

Sete morros de saudade

Tantas mouras encantadas…

 

E se cantando chorava

No seu cabelo lavava

O Tejo tremendo frio

E o rio que a sua voz levou

Feliz porque ali encontrou

Este meu fado vadio

 

Meco, 05/08/2017 23:54:39

Poemas de amor e dor conteúdo da página

29.06.17

FADO: Bate, bate coração

ACADEMIA DA GUITARRA PORTUGUESA

Voz: Américo Nunes de Almeida

Música: Alfredo Marceneiro

 

BATE, BATE, CORAÇÃO

Rogério Martins Simões

 

Quando com dores me deito,

Sinto galopar no peito,

Este sofrido alazão.

Por me sentir a tremer,

Soluço poderá ser,

Não saltes mais coração.

 

Com esta dor que rejeito,

Esta vida assim sem jeito,

Talvez mude de missão.

Com este meu mal-estar

Oiço o meu peito gritar:

Não batas mais coração.

 

Sabes bem que sou sincero,

Não penses sequer que espero,

Por piedosa solução.

E antes que bata demais

Diz à vida ao que tu vais:

Parar o meu coração.

 

Mas se ainda voltas a ter,

Coragem para viver,

No meu peito de paixão.

Deus te deu vida severa,

Tens o meu tempo à espera,

Bate, bate, coração.

 

Meco, 19/01/2017 21:41:37

(A publicar no meu próximo livro)

(Direitos de autor protegidos)

Ao meu querido avô paterno, António Antunes Simões.

Nasceu em 1881 na Pampilhosa da Serra – Aldeia Velha – casou na Póvoa e migrou para Lisboa em 1897.

Trabalhou como estivador e era um exímio tocador de guitarra.

Do pouco que sei do meu avô, dizia meu pai, que terá ensinado o Armandinho a tocar guitarra. Na verdade em investigação posterior constatei que o meu avô viveu no Pátio do Quintalinho quando o Armandinho tinha 5 anos de idade. Foi sócio da Juventude Monárquica Conservadora para poder tocar guitarra, tendo falecido na Póvoa em 1934.

Do seu neto: Rogério Martins Simões

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

13.03.17

coração.JPG

BATE, BATE, CORAÇÃO

Rogério Martins Simões

 

Quando com dores me deito,

Sinto galopar no peito,

Este sofrido alazão.

Por me sentir a tremer,

Soluço poderá ser,

Não saltes mais coração.

 

Com esta dor que rejeito,

Esta vida assim sem jeito,

Talvez mude de missão.

Com este meu mal-estar

Oiço o meu peito gritar:

Não batas mais coração.

 

Sabes bem que sou sincero,

Não penso sequer que espero,

Por piedosa solução.

E antes que bata demais

Diz à vida ao que tu vais:

Parar o meu coração.

 

Mas se ainda voltas a ter,

Coragem para viver,

No meu peito de paixão.

Deus te deu vida severa,

Tens o meu tempo à espera,

Bate, bate, coração.

 

Meco, 19/01/2017 21:41:37

(A publicar no meu próximo livro)

(Direitos de autor protegidos)

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

19.01.17

IMG_0740 (2).JPG

 

BATE, BATE, CORAÇÃO

Rogério Martins Simões

 

Quando com dores me deito

Sinto galopar no peito

Um tão sofrido alazão.

Por me sentir a tremer

Soluço poderá ser

Não saltes mais coração.

 

Com esta dor que rejeito

Esta vida assim sem jeito

Talvez mude de missão.

Com este meu mal-estar

Oiço o meu peito gritar

Não batas mais coração.

 

Sabes bem que sou sincero.

Não penso sequer que espero

Por piedosa solução.

E antes que bata demais

Diz à vida ao que tu vais:

Parar o meu coração.

 

Mas se ainda voltas a ter

Coragem para viver

No meu peito de paixão.

Deus te deu vida severa

Tens o meu tempo à espera

Bate, bate, coração.

 

Meco, 19/01/2017 21:41:37

(A publicar no meu próximo livro)

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23.04.15

IMG_1461.JPG

 

MESTRE E MARINHEIRO

Rogério Martins Simões

 

Descias o Tejo e olhavas Lisboa,

Chinelas aos pés da Madragoa,

Blusa de chita, corpo de gazela;

Sempre tão bonita; sempre tão bela.

 

O mastro altaneiro vai engalanado.

Sobe o gajeiro na letra dum fado.

Sorriso malandro, calha ou não calha,

Assim fui passando: que Deus nos valha.

 

Pinga a maresia, ardem os joanetes.

Contam-se os anos restam alfinetes.

Dos desenganos não tenho mais pressa:

Vão os verdes anos, assim, tão depressa.

 

Mestre marinheiro tua mão não treme.

Teu timoneiro é S. Vicente ao leme.

Quero ir à Bica com corvos à proa,

Comer fava-rica a dentes de broa…

 

Meco, 22/04/2015 23:56

(Ao Meu Mestre – Padre José Correia da Cunha)

Padrecunha.jpg

 

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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