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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

Esperança

 

(RoMaSi)

 

Quanta esperança? Quantos sonhos?

 

 

 

 

ESPERANÇA
Rogério Martins Simões
 
Entrelaço os meus dedos nos teus.
Vivas ilusões, ténues lembranças.
Foram inatingíveis os versos meus.
Outono breve, poucas esperanças.
 
Ateámos o fogo nas estrelas dos céus,
Mapeávamos nossos corpos de danças,
Encontros e desencontros não são réus.
Presos não estamos, procuro mudanças.
 
Agora, adorno enigmas bordados de cruz.
Cintilam horizontes de esperança e luz.
Meu fogo arde no mais puro cristal.
 
E se na alquimia busco a perfeição,
Respondo às interrogações do coração,
Descubro no amor a pedra filosofal.
 
Lisboa, 02-10-2006 23:58
 
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Tem o nome de Sara

TEM O NOME DE SARA

(José Augusto Simões)

 

Não conheço Cabo Verde

Deve ser terra formosa

Mandou para Portugal

Uma flor tão mimosa.

 

Tem o nome de Sara

Seria, outro qualquer

Tem o curso de Doutora

Esta jóia de mulher.

 

Quando ela sai à rua

Com seu fato de cetim

Até as pedras que pisa

Ficam cheias de alecrim.

 

Quando caminha na rua

Todo o seu andar tem graça

Até a árvore se verga

Pra ver a rosa que passa

 

A mãe que a deu à luz

Deve ter muita alegria

Por ter no mundo uma filha

Com tão grande simpatia!

 

O jovem que a escolheu

Teve uma boa opção

Deve tê-la bem guardada

Dentro do seu coração.

18/8/2006

 

(Agradecimento, pela ajuda que me tem dado em toda a minha doença. J.A.S. 84 anos, nasceu na Póvoa Pampilhosa da serra)

Este poema foi escrito recentemente pelo meu querido pai, meu mestre e enorme poeta popular que rasgou sempre o que escreveu. Devo tudo a meu pai – até este poemas escrito a meu pedido

Rogério Martins Simões

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Lagoa Azul

Lagoa azul

Rogério Simões

 

Radia o sol

Com esplendor de luz

Na tua imagem…

Voa pomba…

Voa perdiz…

Voa pavão…

Se tiveres coragem…

Que se espraie o amor

Na lagoa azul

Do meu coração.

1974

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Lacrados desejos

(foto Padre Pedro - Prior da Pampilhosa da Serra)

LACRADOS DESEJOS

Romasi

 

Há mil beijos

De esperança

Egoisticamente perdidos

Nas arenas da lembrança

Que se escapam pelas portas

Lacradas dos desejos

Em mil cadeados de vantagem

-De amante -

Que se quebram

Nesta amarga coragem

Em teus braços..

– Agonizante…

6/1974

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O inimigo cercava...

O INIMIGO CERCAVA

Rogério Simões

 

O inimigo cercava

E matava a minha fortaleza

Despedi-a,

Fiquei só.

Meu plano resultara:

Bandeira branca

Era o inimigo.

Ouve alegria

Encontros, abraços;

Amor,

Troca de beijos;

Música

Não hinos;

Pão não canhões

Flores não sangue

Roupas

Não bandeira

De contente

Convidei a fortaleza

E na festa

Houve guerra!

 

9/1/1969

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A seguir a mim...

AdeusCor.jpg

(óleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma)

A SEGUIR A MIM

Rogério Simões

 

A seguir a mim

Tudo perdurará no tempo

No Sol, no orvalho da manhã

Tudo é e será diferente.

E se tudo andar!

Guiar, parar, falar,

Ou gritar!

Quero girar

Por onde tudo anda

E nada pára.

E acima de tudo

Quero acordar no tempo

E partir!

Andar por aí

Fazendo tudo e nada

Em busca do meu papel.

Que papel?

De um jornal que se apaga

No estrume,

Ou se queima no lume,

Mas que arda!

Ou a vida se renove.

Mas a prova?

A prova está aqui, ainda vivo,

Cheirando o ar,

Semeando

Colhendo

O brilho do sol,

Por entre as nuvens.

Quero,

Atravessar os desertos

Do pensamento

E colher as areias

De cada momento,

Grão a grão!

Até ao fim!

Pois a grandeza é estar vivo

E de certeza

Permanecer no espaço

Depois de ido

À espera

Que uma simples gota de orvalho caia

E me traga de volta:

Sem cabelos grisalhos,

Num sorriso de criança,

No colorido de uma crisálida

Ou num papagaio de papel

15-12-2003

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amrosaorvalho.gif

MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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