Esperança

(RoMaSi)
Quanta esperança? Quantos sonhos?
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(RoMaSi)
Quanta esperança? Quantos sonhos?
TEM O NOME DE SARA
(
Não conheço Cabo Verde
Deve ser terra formosa
Mandou para Portugal
Uma flor tão mimosa.
Tem o nome de Sara
Seria, outro qualquer
Tem o curso de Doutora
Esta jóia de mulher.
Quando ela sai à rua
Com seu fato de cetim
Até as pedras que pisa
Ficam cheias de alecrim.
Quando caminha na rua
Todo o seu andar tem graça
Até a árvore se verga
Pra ver a rosa que passa
A mãe que a deu à luz
Deve ter muita alegria
Por ter no mundo uma filha
Com tão grande simpatia!
O jovem que a escolheu
Teve uma boa opção
Deve tê-la bem guardada
Dentro do seu coração.
18/8/2006
(Agradecimento, pela ajuda que me tem dado em toda a minha doença. J.A.S. 84 anos, nasceu na Póvoa Pampilhosa da serra)
Este poema foi escrito recentemente pelo meu querido pai, meu mestre e enorme poeta popular que rasgou sempre o que escreveu. Devo tudo a meu pai – até este poemas escrito a meu pedido
Lagoa azul
Rogério Simões
Radia o sol
Com esplendor de luz
Na tua imagem…
Voa pomba…
Voa perdiz…
Voa pavão…
Se tiveres coragem…
Que se espraie o amor
Na lagoa azul
Do meu coração.
1974
(foto Padre Pedro - Prior da Pampilhosa da Serra)
LACRADOS DESEJOS
Há mil beijos
De esperança
Egoisticamente perdidos
Nas arenas da lembrança
Que se escapam pelas portas
Lacradas dos desejos
Em mil cadeados de vantagem
-De amante -
Que se quebram
Nesta amarga coragem
Em teus braços..
– Agonizante…
6/1974
O INIMIGO CERCAVA
O inimigo cercava
E matava a minha fortaleza
Despedi-a,
Fiquei só.
Meu plano resultara:
Bandeira branca
Era o inimigo.
Ouve alegria
Encontros, abraços;
Amor,
Troca de beijos;
Música
Não hinos;
Pão não canhões
Flores não sangue
Roupas
Não bandeira
De contente
Convidei a fortaleza
E na festa
Houve guerra!
9/1/1969

(óleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma)
A SEGUIR A MIM
Rogério Simões
A seguir a mim
Tudo perdurará no tempo
No Sol, no orvalho da manhã
Tudo é e será diferente.
E se tudo andar!
Guiar, parar, falar,
Ou gritar!
Quero girar
Por onde tudo anda
E nada pára.
E acima de tudo
Quero acordar no tempo
E partir!
Andar por aí
Fazendo tudo e nada
Em busca do meu papel.
Que papel?
De um jornal que se apaga
No estrume,
Ou se queima no lume,
Mas que arda!
Ou a vida se renove.
Mas a prova?
A prova está aqui, ainda vivo,
Cheirando o ar,
Semeando
Colhendo
O brilho do sol,
Por entre as nuvens.
Quero,
Atravessar os desertos
Do pensamento
E colher as areias
De cada momento,
Grão a grão!
Até ao fim!
Pois a grandeza é estar vivo
E de certeza
Permanecer no espaço
Depois de ido
À espera
Que uma simples gota de orvalho caia
E me traga de volta:
Sem cabelos grisalhos,
Num sorriso de criança,
No colorido de uma crisálida
Ou num papagaio de papel
15-12-2003