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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

Amanhã é dia dois (reeditado)

 

 

 

AMANHÃ É DIA DOIS

Rogério Martins Simões

 

Carrego em mim estes dias marginais,

Que se arrastam mas parecem iguais,

Tão diferentes o são, pois,

Até ao escrever alago as rimas.

Amanhã é dia dois!

 

Limpo as minhas mãos transpiradas,

Esgota-se a fonte das minhas lágrimas.

Tenho novamente as mãos suadas.

Porque amanhã é dia dois…

 

Já passaram por mim tantos dias…

Mas estes, ao passar, fizeram doer!

Que diagnóstico me fará mais sofrer?

Pois só de pensar pensando sofrias:

Amanhã é dia dois!

 

Ide oh tristezas, pois, quero que rias,

Deixai comigo o meu corpo que resta,

Os exames na mão, com esperança esta

De voltar a chorar por mais alegrias.

Passa depressa oh dia dois…

 

Lisboa 01/08/05

 

(Registado no Ministério da Cultura

Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

 

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Volto a sacudir os olhos...

 

 

VOLTO A SACUDIR OS OLHOS…

Rogério Martins Simões

 

Volto a sacudir os olhos na escrita.

Por agora tenho o caderno e a mente.

Tenho tudo para ser feliz…

– Por uma hora…

Uma criança chora!

Chora, não sei.

Chora sempre!

Deram-lhe tudo para ser feliz…

Quem mente?

As ondas varrem a cidade

Que flutua

Num extenso areal adornado de adereços…

 

Volto ao caderno.

Não escrevo! Ligo palavras, sílabas.

Que sílabas?

Tinha tudo para ser feliz,

Por um tempo inútil,

Onde tudo não passou

De uma forte gargalhada de dor.

Doem-me as palavras rasgadas,

Tramadas.

Dói-me esta dor que se expande num tempo

Que me tinham reservado para ser feliz.

 

Sigo no tempo ou pegarei no tempo?

Que sinto?

Alguém falou?

Alguém deu nas vistas?

As vistas curtas confundem as próprias vistas!

Não viste nada. Desandas!

 

Se ando por fora dos papéis voo nas vistas.

Se conseguisse andar daria nas vistas…

Estou sentado numa cadeia de ferros.

Tenho o caderno afundado numa teia de ferro:

A ferro e fogo.

Já fui fogo,

Água e gelo.

Gelo os meus pensamentos…

Que faço destas mãos!

Levaram as sementes do meu campo de trigo

Trinco sementes de girassol

Neste cantar de desabrigo…

Estou fechado no prédio móvel

Que é meu corpo.

Que dilema:

Perdi as forças ou estou num colete-de-forças?

 

Volto a olhar para dentro.

Olho o meu corpo.

Conheço a idade do meu corpo.

Não estou mal para a sua idade…

Que idade tenho?

 

Quero fugir de mim,

Dão-me dose dupla…

Se conseguir sobreviver

Saberei viver?

Viverá quem já não goste da vida?

Que vida? Fechada neste cadeado?

Movimento a dose dupla e volto a andar;

Subo o patamar da mente

e desço de andar na escrita…

 

Meco, Praia das Bicas, 12 de Julho de 2009

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Por quem choras marinheiro?

 

(REAL BORDALO)

 

 

 

Por quem Choras marinheiro

Rogério Martins Simões

 

Por onde andas

pachorrento cacilheiro

lento e velho quebra noz?

 

Molhava-me

quando as ondas,

picadas ao vento,

batiam e saltavam para cima de nós.

 

Pintado em aguarela,

navegando numa tela,

lentamente apodreces,

na velha praia,

onde outrora,

outras velas tiveram o mesmo condão.

 

Viajo de novo num novo barco!

Demora pouco!

E o rio não tem razão para sorrir…

 

Este barco parte as ondas,

desfaz a espuma,

que se esfumam na palma da minha mão…

 

Por quem choras marinheiro?

 

Lisboa, 3 de Julho de 2009

(Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

 

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Quero ser livre e voar

 

 

 

 

Quero ser livre e voar

Rogério Martins Simões

 

A incerteza me leva, espreita.

O silêncio rasteja, chocalha.

A angústia derruba e ajeita;

Ajeita e a minha sorte baralha.

 

Sinto que o peso desta maleita,

Aceita o que na sorte nos calha...

Tudo me prende e me sujeita:

À dor que este meu corpo talha.

 

E se as mãos perderam o jeito…

Com o peso que levo no peito

Estou pronto para debandar.

 

Nas asas estendidas do vento

Sorrindo da dor e do tormento

Corpo; quero ser livre e voar...

 

Lisboa, 30-05-2010 23:23:16

 

 

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Respiro poesia...

 

(PampilhosÓleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma)

RESPIRO POESIA
Rogério Simões
 
Respiro a poesia
Como este puro ar
Que alimenta a alma
E regenera o corpo.
Vem oh inspiração!
Em ti me encorpo:
Sou galé a navegar!
Puro sal misturado no copo:
Musa do meu versejar
Leva a ode até ao topo.
 
Vou partir
Descobrir povos e marés
Fui marinheiro
Sou poeta,
Porto de abrigo,
Arca da aliança
Cantem sereias,
Portos e galés
Corre a poesia
Nas minhas veias.
 
30-09-2004 23:28:59
Aldeia do Meco
(Poema dedicado ao Poeta Daniel Cristal) 
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Vietname - tanto bombardeiro...

TANTO BOMBARDEIRO

Rogério Simões

 

Tanto bombardeiro

Com as armas apontadas

Ao coração do povo

Tanto bombardeiro

Derramando sangue inocente

Violando as culturas

Destruindo os rebentos da lavra…

Tanto bombardeiro

Tanto ódio

Hoje, por aqui,

Transformando a terra em cinza.

1973

(Lembrando o Vietname)

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Menino de caracóis finos seda mel


 

 

 

 

Menino de caracóis finos seda mel

Romasi

 

Menino!

De caracóis finos, seda mel,

Brincando na sarjeta

Com barquinhas de papel.

 

Menino feliz!?

No calor do lar

- Filho acorda

Tenho de ir trabalhar!

 

Menino!

Anjo de asa cortada

Adormecendo nu

Abandonado na escada.

 

Menino triste,

Que nunca sorri com fome

- Cala-te mulher

Que o menino dorme.

 

Menino!

Beijando o ar

Correndo e cantando

Ao desafio com as aves:

- Cuidado adulto!

Não espantes o pássaro...

 

Menino!

Obra de arte

Voando livre

Como a andorinha,

A caminho da liberdade.

 

Menino!

Com os olhos a luzir

Ao deus dará

- Sim meu filho

A fada boa virá.

 

Menino adulto

Crescendo

Vagueando abandonado

Pelas ruas da cidade.

 

ANÚNCIO

Pais aflitos procuram:

Criança!

Vestia qualquer coisa

Que não se lembram!

É alto?

Talvez baixo!?

Os pais na verdade

Não sabem como ele é

Mas estão aflitos….

 

Menino!

De caracóis finos seda mel.

Brincando na sarjeta

Com barquinhas de papel.

 

1975

 

(Dedicado à minha filha Ana Lúcia)

 

Este poema, especialmente dedicado à minha filha, é igualmente dirigido a todas as crianças do Mundo.

Todos os contos começam assim: Era uma vez. Mas este não é um conto! Em 1975 escrevi este poema em desespero quando “perdi” a minha filha, num centro comercial, em Espanha. E, nessas ocasiões, perde-se tudo… até a lucidez para recordar o que a menina tem vestido.

Esta história teve um fim feliz, encontrei “a menina de caracóis finos seda mel” brincando com outros meninos num lago ornamental do centro comercial. Mas...as histórias raramente acabam com um final feliz.

Defendamos as nossas crianças para que cresçam em paz e respeitemos a sua meninice e a sua inocência!

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amrosaorvalho.gif

MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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