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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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22.08.06

 

Rogério é meu nome

 

Há na vida momentos para tudo.

Ao longo da nossa vida tivemos momentos “tábua rasa”, abrimos os olhos e começámos lentamente a descortinar umas formas, talvez o peito do nosso crescimento e juntamente com um sorriso - o canto da nossa mãe.

Depois fomos olhando, reparando sem ver, os que estavam perto: algumas sombras mal definidas - a família - e, enquanto estávamos no berço, contemplávamos o que nos rodeava - as nossas mãos, os nossos pés, os cobertores, o compartimento do berço, as paredes, o tecto do quarto...e despertávamos, desta aparente letargia, nas vozes doces que, pouco a pouco, apreendemos a descortinar.

Foi aí que reparámos que se repetiam, muitas vezes, uns quantos vocábulos quando se aproximavam de nós. E, de tanto escutar palavras ditas com ternura, começámos a responder instintivamente ao chamamento.

Rogério é meu nome!

Tal como aprendi o meu nome, sem ter a consciência de que o estava a interiorizar, aprendi muita coisa nesse tempo em que tinha todo o tempo do mundo...

Nessa época, os meus pais, mesmo sem vagar, porque as suas vidas por vezes eram duras, tinham todo o tempo para mim. E os avós, quem os tinha, ensinavam aos meninos os contos mágicos, inscritos no livro do pensamento, que lhes tinham sido transmitidos oralmente pelos seus antepassados.

Há sempre tempo para tudo, digo eu, e na luz irradiante da família aprendi a amar e a ser amado; aprendi a respeitar e a ser respeitado; aprendi a ser feliz e a fazer felizes os outros; aprendi a acatar e a escutar os mais velhos; aprendi a dar valor às pequenas coisas, e, como os meus pais davam tudo o que podiam, aos seus parentes, aprendi a ser solidário.

Depois, ainda havia a minha madrinha.

Eu tive madrinha! Era a irmã mais velha de meu pai, a Nazaré, que trabalhava nos Hospitais Civis de Lisboa, no Hospital de Arroios, e como ela descobri que havia seres humanos que sofriam.

Mas, como era menino, corria pelos claustros do hospital e brincava com os meninos doentes às escondidas.

Foi aí que constatei que a minha madrinha era uma santa, pois consagrou toda a sua vida aos doentes.

Eu tive a felicidade de ter madrinha, e como madrinha substitui os pais, levava-me a visitar os acamados a quem emprestava o único rádio que tinha para lhes aliviar a dor.

Era assim: dava-me rebuçados (ficava todo lambuzado); aturava-me enquanto meus pais iam trabalhar e ensinava-me que até a dor pode ser aliviada escutando um belo fado da Amália...

 

(Parte ll)

“R” mais “o” é RO; “g” mais “é” GÉ; “r” mais “i” é RI mais “o” com o faz ROGÉRIO, assim me ensinava a escrever o meu a minha professora, a Dona Susana, da “Escola Republicana de Fernão Botto Machado”.

Gosto do meu nome embora seja invulgar. Aprendi que dava jeito, pois, quando era chamado a exame, éramos ordenados por ordem alfabética e sempre tinha mais algum tempo para estudar. Tinha os seus inconvenientes: estava sempre no fim da lista e em algumas situações, de tanto esperar, desesperava e aproveitava para roer as unhas...

Há sempre tempo para tudo - digo eu.

Existiu um tempo para ser desejado sem dar por isso; um tempo para ser amado sem dar por isso e, quando dei por isso, reparei que tive e ainda tenho, felizmente, todo o amor e carinho dos meus pais.

Vou parar por aqui esta minha meditação. A minha ascendência é significativamente a razão da minha conduta, da minha decência, da minha consciência.

Tive e todos nós tivemos tempo para tudo.

Errei, levantei-me. Escutei sempre o coração, empenhei sempre a alma controlada pela minha consciência. Voltei a errar e voltei a erguer-me aprendendo sempre com os meus erros.

Reconheço os disparates que fiz (todos os fazemos) ao longo das nossas curtas vidas.

Mas a minha glória está em reconhecer os meus defeitos, combater os meus erros, sublimando as minhas atitudes de comportamento que não se reviam ou revêem na herança do meu sangue ou e na educação que recebi dos meus pais.

Sou um humilde poeta! Nunca serei um homem pequeno...

Rogério Simões

 

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09.06.06

 (Leonardo da Vinci)

«"De Divina Proportione" 1498 Milano»

LUCA PACIOLI

Há uns anos…

 

Há uns anos, nos finais de 1988, aceitei um desafio – como não sabia nada informática – derrubei a minha resistência do não querer: comprei um computador, que me custou os “olhos da cara”, frequentei diversos cursos no Sindicato dos Economistas e consegui descobrir que afinal o ser humano tem uma infinita força para vencer as barreiras que ele próprio cria.

Às vezes não basta querer – tem de ser. A tenacidade é uma virtude dos lutadores e desistir não foi o meu horizonte.

A partir daí, nesse computador, que fui sucessivamente actualizando em hardware e software, comecei a fazer todos os meus relatórios, pois no meu trabalho não existiam computadores.

Aproveitei o ensejo: desafiei uns quantos colegas que também ganharam a aposta. Depois daquele repto aproveitei os ensinamentos: afinal aquele desafio teve em mim um despertar de consciência, um ensinamento - nunca se deve dar por vencido por mais se sejam os infortúnios ou as vicissitudes da vida.

É verdade que às vezes nos sentimos quase a desistir “Subir ao mais alto do lugar, para sempre abrir o teu olhar” mas aquele fio condutor de vida faz o tal “clik” e por vezes basta uma simples caneta ou teclado, um bocado de papel (seja lá de que forma), para se transformar uma “tragédia” num desabafo... Não há mal que o tempo não cure!

Por isso tantas vezes recorro à catarse da poética. E se às vezes pareço estar e não estou, dou por mim estou fatigado apesar de me ter conservado quedo e mudo.

Escrevo tudo isto para dizer que pensava saber informática, o suficiente, para dominar o meu computador. Mas o “bicho” de vez em quando prega partidas! Afinal vou ter de o formatar para começar de novo ou comprar um mais moderno.

Ontem fiquei triste! Afinal não tive o cuidado necessário para salvam uns quantos novos trabalhos e supostamente posso vir a perder todo um acervo que estava à espera do seu tempo.

E vem a talhe de foice falar no imprevisto, naquilo que se espera e com que se não conta e por mais antivírus que se tenha, ou se use, há sempre um momento que se quebra a guarda e os não convidados invadem as nossas casas. São os novos vampiros...pois os mais antigos foram numa canção do Zeca Afonso.

Prometo voltar, se a vida quiser, depois de me retemperar nas águas bravas do Meco.

Desculpem o improviso um abraço para todos. Sejam felizes.

28-05-2004

 

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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