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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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02.01.20

NGM1995_05p116-7.jpg

MOIRA TÃO BELA

Rogério Martins Simões

 

Moira encantada, e tão bela.

Assim recordam aquela

Que tanta beleza escondia…

Dizem que as águas do mar

Pararam p´ra a ver passar

Enquanto o Tejo dormia.

 

Quando da barca desceu,

Lisboa em festa lhe deu

Um castelo com mesquita.

Daí que se diga agora:

Numa colina lá mora

Essa moira tão bonita.

 

Junto à cisterna do monte

Corre sempre água da fonte

Ninguém sabe d´onde vem.

Dizem que nasceu no rio:

A letra de um fado vadio

Que as mouras cantam também…

 

Onde o Tejo beija o mar,

Alguns param p´ra escutar,

Sete colinas de fadas.

São beijos desta cidade:

Sete morros de saudade

E mouras tão encantadas…

Meco, 05/08/2017

24/10/2019 21:13:18 (Direitos de autor reservados)

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04.07.19

À CONQUISTA DE LISBOA

Rogério Martins Simões

 

Em tempos

Quando o tempo passava lentamente

Hasteava a minha bandeira

De sonho e fantasia

E desertava da minha rua

Partindo à conquista.

E trazia nos pés botas cardadas

Com que desandava

e desbravava Outras ruas

(Outros campos de batalha)

Sem me perguntarem quem era

 

Eram os calções esfarrapados

E os joelhos esfolados

A camisa de cruzado

Com tintura de iodo pintada

E tinha um corcel feito de nada:

Um cavalo de pau de vassoura

Com que minha mãe me dava…

 

E tinha uma espada

Feita de uma cruzeta tresmalhada

E um escudo protetor

(Uma tampa de panela desirmanada...)

E os miúdos da minha rua

Armaram-me Cavaleiro de Lisboa

 

Ai como o tempo voa

Da minha rua,

Que passo agora em revista,

Parti um dia à conquista:

De moiros e tesoiros:

Cromos da capelista

Onde a minha fantasia morava

Praia das Bicas, Meco, 10-04-2011 22:57:15

 

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10.09.16

IMG_4189.JPG

 

HORAS INFINITAS

Rogério Martins Simões

 

 

Aqui me entrego ao tempo lato.

Aqui o meu tempo não passa, demora,

Numa lenta e eterna agonia.

Deixei a vida lá fora …

Aqui apreende-se a viver sem viver.

E, enquanto me afundo,

Desvio este olhar profundo,

E passo a olhar para a vida:

Com a passagem das horas infinitas…

 

Hospital dos Capuchos, Lisboa, 20/02/2016

 

(O direito de autor é reconhecido independentemente de registo, depósito ou qualquer outra formalidade. ver artigo 12.º do CDADC. Lei 16/08 de 1/4)

(A registar no Ministério da Cultura - Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C. – Processo n.º 2079/09)

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22.05.15

IMG_3030.JPG

 

AMO-TE TANTO MEU AMOR

Rogério Martins Simões

 

Piorei antes e depois por estares pior.

Melhoraria se soubesse

Que estarias melhor.

Que melhoras terei se não estás bem?

Volto a estar só!

O cão faz tanta falta

e ainda só agora começou a chover!

Esperem! Não quero ficar só!

 

É tarde! Estou gelado!

O frio tomou conta deste espaço

que derruba as minhas preces.

Amo-te tanto meu amor!

22-10-2008 0:30:56

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

28.03.14

AMO-TE LISBOA VIRADA AO TEJO – MURAL NO NOVOTEL

 

 

 

Como sabem, ao longo destes 10 anos de Blog com a minha poesia, muitas foram as alegrias partilhadas; muitos foram os plágios encontrados que me deixaram triste.

 

Foi através de um amigo que tomei conhecimento da existência deste Mural que muito me honra.

 

Hoje coloco aqui duas fotografias devidamente autorizadas, que consegui tirar de um lindo mural, sito à entrada do NOVOTEL, em Lisboa, com uma quadra e um terceto deste meu poema, e com a identificação do autor. E uma terceira foto do NOVOTEL através de um link do mesmo.

 

Este poema faz parte do meu primeiro livro de poesia que irá ser lançado, no próximo mês de maio, pela “Chiado Editora”, em local, data e hora a designar.

 

Para quem quiser ver aquele belo mural, que pela sua dimensão até se vê da rua, aqui deixo a morada: Avenida José Malhoa 1 1A, 1099-051 LISBOA.

 

GPS :N 38° 44' 13.13'' W 9° 9' 47.79''

 

VIVA A POESIA

 

ROMASI

 

 

(Link para foto do Hotel) (fotografia do site)

 

Amo-te Lisboa virada ao Tejo

(Rogério Martins Simões)

 

Dizem que um dia alguém cantou…

Que por amores Lisboa se perdeu!

Por amores se perde quem lá voltou.

De amores se perde quem lá nasceu.

 

Dizem que um dia alguém contou,

Que uma moira cativa no Tejo desceu.

Por amores, Lisboa, a moura libertou,

De amores, por Lisboa, a moira morreu.

 

Juntaram-se os telhados enfeitiçados,

Apertadinhos os dois e entrelaçados,

Num fado castiço, numa rua de Alfama.

 

E o Tejo, que é velho, beija a Cidade:

Morre-se de amor em qualquer idade,

Perde-se por Lisboa quem muito ama!

 

Lisboa, 20 de Junho de 2006

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

 

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30.09.13

Parte 1 a 4

 

 

 

AS CIDADES SÃO ARMADURAS… FATIGADAS E FORJADAS... EM LÍNGUAS, MITOS E RITOS... COMBINADAS DE CIMENTO E TIJOLO.

Rogério Martins Simões

(Tomo 1)

 

As cidades são armaduras

 

As cidades são avenidas seguras

A cidade é a minha rua também

As ruas por onde andava são inseguras

Já lá não mora ninguém

Mas numa rua nasci

A minha rua era a cidade

Na minha cidade cresci

E agora com mais idade

Voltei trazendo a saudade

À rua onde ainda não morri

 

As cidades são armaduras

Fatigadas e forjadas

Em línguas, mitos e ritos

Combinadas de cimento e tijolo.

 

A minha rua tinha um casario

Numa dessas casas nasci

Da casa espreitava o rio

E o rio era o meu navio

Para onde aprendi a espreitar

E só tinha os olhos no mar

 

Por isso da minha casa espreitava

Olhava através dum postigo

No dias em que o vento açoitava

Tudo à frente levava

Colocando a barra em perigo

E para o navio não encalhar

Quatro vezes viravam

Duas vezes para o mar

As proas destes navios

E até o guindaste parava

Não descarregando mais nada

No cais da minha cidade

Onde muito perto morava,

De onde tudo isto espreitava

E mais por agora não vos digo

 

(Tomo2)

 

FATIGADAS E FORJADAS

 

 

Nas traseiras da minha casa

Existia um saguão

Onde as mulheres à tarde lavavam

com muita água e sabão

As roupas que todos sujavam

E tudo era lavado à mão.

 

E até o velho tanque sorria

Àquelas mulheres tão novas

Por isso me recordo agora

Das partidas que elas faziam

Das bolas de sabão que subiam

Da ponta do meu canudo

E até minha mãe cantava

Uma cantiga das beiras

Apesar de muito cansada

De tanto trabalho na praça

 

E todas muito se riam

Até diziam asneiras

E antes chegassem os homens

Passavam de lavadeiras

A criadas de servir

E quando o meu pai regressava

A minha mãe com seu ar de graça

À frente da garotada

Fazia sempre chalaça.

E nem havia tempo para carpir

Que a janta estava pronta

 

(TOMO 3)

 

EM LÍNGUAS, MITOS E RITOS

 

Agarradas aos frontais

As varandas da minha rua

Mais pareciam estendais

Em todas as sacadas havia

Roupas dependuradas

Que escorriam para a rua

 

Tinham sido bem torcidas

Tinham sido bem espremidas

Mas uma vez um careca

Que olhava para a lua

Levou com uma encharcada cueca

No alto da nuca

 

E alguém chama um polícia

Logo o polícia autua

E foi um reboliço

Juntou-se uma multidão num buliço

Entre os quais um castiço

Que no meio da confusão

Rouba ao merceeiro o chouriço

E chama de careca ao lesado

 

E o polícia que não se faz rogado

Pega no cassetete e bate

Num inocente que passava

 

E salta a peruca…

A malta estava maluca

Ouviu-se a sirene da “Ramona”

E antes que os levassem p´ro Torel

Partiram numa “fona”

Fica apenas o móbil do crime

Que esta história de cordel

Por agora não acaba aqui

 

(TOMO 4)

COMBINADAS DE CIMENTO E TIJOLO.

 

E ao Domingo descansavam

Mas era dia de missa

Ordeiramente preparavam

Uma banheira de zinco

Duas panelas de água quente

Uma barra de sabão azul

Toalhas e um pente.

 

E assim começava a barrela

Os putos iam primeiro

Na mesma água do banho

Que ainda não ganhara cheiro

E mais parecia amarela

Depois de limparem o ranho

E quando ficava castanha

Era despejada para o ralo

 

Estava a ficar tarde para a missa

E antes que viesse a preguiça

Ordeiramente recomeçava

Voltavam as panelas

A água morna no zinco

E os corpos que transpiravam

Ficavam todos num brinco.

 

Agora na minha cidade

Não lavam mais roupa à mão

Nem o corpo em banheiras de zinco

Eu vi quando por lá passava

Que os passeios da minha rua

Estão agora presenteados

Com tanta merda de cão

E assim vai a minha cidade

Que os gatos da minha idade

Também só mijam no chão…

 

Da minha rua parte um caminho;

Um caminho que me conduz ao destino;

Que destino me traz o caminho;

Que me conduziu à minha rua…

 

As cidades são armaduras

Fatigadas e forjadas

Em línguas, mitos e ritos

Combinadas de cimento e tijolo.

 

26/09/2013 17:59:15

29/09/2013 01:39

Meco, 30-09-2013 23:19

( Este ensaio será incluído num próximo livro do autor)

 

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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