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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

NÓ CEGO

 

 

(CEZANNE)

 

 

 

NÓ CEGO…
 
Rogério Martins Simões
 
Vezes sem conta… que contam?
Os deslizes, desta vida, nas bordas
Os precipícios inclináveis sem retorno
Ou a demência descontrolada num forno
Nos baloiços dos suplícios sem cordas…
 
Deixo ir os sentidos… que montam?
A carcaça seca de um velho barco
Ou o ginete de um gato parco
Capado, coitado, sem ego…
De gatas, às gatas, em nó cego…
 
Às vezes tenho guizos… que guiso?
Senda de um marinheiro acorrentado
A contenda de um plano inclinado
Ou a arte de escapar à descida,
Atravessada, cordata, vencida…
 
Deixo estas palavras: descontem!?
Confusos sentimentos sem viso?
Deixo de fora a estética: preciso?
De um soneto heróico de Camões
Ou de um jogo combinado a feijões?
Hoje nada conta: abro o misturador
E pico as palavras no obliterador…
Vezes sem conta! Desmontem…
 
Lisboa, 01-07-2008 20:57:28
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Ciúme mata!

 

 

 

O ciúme mata…

(Rogério Martins Simões)

 

Abri a janela de meu quarto

Quatro paredes, um deserto…

Tenho a sensação de estar farto!

E o chão ali por perto...

 

Afunda-se a noite na alma

Na dor, por amor, tanto sofreu

Esta noite não está calma,

Está tão escura como o breu

 

Clamo por minha loucura

Quatro paredes um deserto…

Não tenho medo da altura

E o chão ainda mais perto...

 

Olho de novo para o rio

Hoje não há luar de prata

É verão e tenho frio

E o meu ciúme mata.

 

Pairam as nuvens que o ciúme deu

A lua não tem mais lugar certo

Amor o que te aconteceu?

Tristemente perdido perto…

 

1989

 

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Vacilar...

(Foto do Padre Pedro)

VACILAR

Romasi

 

Na falta de ser, eu sou:

Sou da terra,

Sou do ar ou da lua

Mas sou!

Da minha terra e da tua.

Só me falta viajar,

E sentir

O meu sentido pelo ar...

Quase vivo

Quase

Morto.

 

13-05-1972

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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