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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

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Meninos da Guerra...

(Foto do World Press Photo Contest 2004)

 

BALE O CORDEIRO ZUMBE O MOSQUITO

Rogério Martins Simões

 

Bale o cordeiro, zumbe o mosquito

Chia a doninha, uivam os chacais

E no meio de tanto canto e grito

Uiva o leão que é rei dos animais

 

Grita o pato, o pavão e o periquito

Trina o rouxinol, piam os pardais

Assobia o melro bem forte e aflito

Está a chegar o terror dos pombais…

 

Pata sobre pata vem a velha raposa

Que regouga assustando o estorninho

- Asas que te quero, grita o passarinho

 

Palra o papagaio rompendo com a prosa:

- Só no reino da fábula a paz é douradora!

Trr; tac tac tac ouve-se a metralhadora…

 

20-04-2005

 

 


MENINOS DA GUERRA

Rogério Martins Simões

 

Meninos da guerra

Quem vos foi acordar?

Não foi a mãe terra

Nem por certo o mar!

 

Meninos da guerra

(Tão velhos já o são)

Quem vos deu as armas

Que levais na mão?

 

Meninos da guerra

Que jazem no chão

Quem vos roubou a vida

Não foi a terra! Não!

Pois a mãe terra

Vos prometeu o pão…

 

09-09-2005 19:08

 

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Real Bordalo

 

 

 

REAL BORDALO
Rogério Martins Simões
 
Apanho o eléctrico amarelo à pendura,
Agacho-me para o condutor não ver,
O que as tintas, e pincéis de seda pura,
Imortalizaram numa tela sem perceber.
 
Miúdo traquina pendurado na pintura…
Brincando às escondidas sem saber,
Que um pincel o apanhou com ternura.
Viaja de graça num quadro sem o ter…
 
E salta para o chão em andamento.
Abala, embalo, travo e não me estalo…
E o Mestre pinta na tela o movimento.
 
E ficam as cores arco-íris nas telas.
Os putos, os eléctricos e as vielas.
Lisboa é toda sua! - Real Bordalo.
 
Lisboa, 30 de Janeiro de 2007

 

 

  



 

 

 



 

 

 

Artur Real Chaves Bordalo da Silva


 

Real Bordalo é um "pintor de Lisboa", cidade onde nasceu em 1925. O seu talento para o desenho e pintura manifestaram-se muito cedo, tendo, com apenas 16 anos, sido admitido como pintor profissional, na Cerâmica Constância Faiança Bastitini.

Após uma experiência de sucesso na cenografia, onde trabalhou com Leitão de Barros, frequentou as aulas da Sociedade Nacional de Belas Artes, tendo como mestres em aguarela Alberto de Sousa e Alfredo Morais.

Ao longo da sua carreira, Real Bordalo realizou inúmeras exposições colectivas e individuais, não só no País mas também no estrangeiro. Viu também reconhecido o seu talento através da atribuição de vários prémios e galardões e a sua obra encontra-se representada em museus nacionais (entre os quais o Museu José Malhoa e os Museus Municipais de Lisboa e Amarante) e ainda diversas colecções particulares em

Portugal, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Espanha.

Os seus laboriosos 81 anos de vida, que festeja no ano em curso, proporcionam-nos uma obra amadurecida e pujante, cuja imagem de marca são as aguarelas com nostálgicos nevoeiros e neblinas, e que ilustram bem o seu mérito artístico como pintor.

(Texto extraído da exposição Percursos)

 


 

Parkinson: Últimas notícias

Abril

Investigadores descobrem mais sobre a origem do mal de Parkinson
Abril - São Paulo,SP,Brazil
Uma falha no modo como as células limpam as suas partes danificadas pode ser a origem dos sintomas da doença de Parkinson, segundo cientistas da ...
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Células tiradas de testículo funcionam como células-tronco
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... e cientistas acreditam que poderão oferecer tratamentos para doenças como o mal de Parkinson, diabete e lesões da coluna vertebral. ...
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Pilates debaixo d’água é uma das novidades para o verão
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"O Water Pilates pode ser usado em reabilitação e tratamento de várias patologias, como fibromialgia, artrose, artrite, esclerose múltipla, mal de Parkinson ...
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Expresso

Doença de Alzheimer 'nasce na barriga'
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... estão na origem de doenças como Alzheimer, Parkinson, diabetes e até cancro - até aqui atribuídas a um funcionamento deficiente de certas células. ...
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Expresso

Três cientistas galardoados por descoberta de vírus
Expresso - Porto,Portugal
... a influência dos vírus em doenças como o Parkinson - eo papiloma vírus humano responsável pelo cancro do colo do útero, o alemão Harald zur Hausen. ...
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Improviso da alma e do poeta

NationalGeographic.jpg



 

 

Improviso da alma e do poeta
(Rogério Martins Simões)
 
Dia a dia o desamor
Quebra o sentido da vida
Sofre-se em segredo
E na incerteza...
Reina a ganância,
A injustiça
O sofrimento, a pobreza
E o medo!
 
É fácil dizer:
Temos de ser solidários!
Ser… não é fácil?
A vida é tortuosa,
Manhosa
Vai tudo numa pressa.
E na pressa tudo olha
Nada se vê!
 
Olho! Nada vejo!
Olho! Nada sinto!
Olho! Olho! Olho!
Que vejo?
 
Vai tudo na pressa
À velocidade do salário.
Vai tudo na pressa
À velocidade do ganho!
E o homem virou máquina,
Computador
Autómato.
 
Mas… o luar está igual
O céu não mudou!
 
Mudou a humanidade
Que perdeu a individualidade.
Passámos a ser números,
Peças de inventário.
Desumanidade!
 
Dia a dia
Caem os valores morais
Perfilam as estatísticas
Dos ganhos:
Ganha a produção:
Ganha-se menos!
Trabalha-se mais:
Ganha-se menos!
Que importa?
Se um homem tem fome?
E se há revolta.
Que importa?
A quem importa?
Importa é o dinheiro
Ser rico,
Virar banqueiro.
 
Mas… a areia cintila no deserto!
E nem tudo o que brilha é oiro
- Não vedes o céu a irradiar?!
 
Não! A humanidade não luz:
A sociedade é egoísta,
Prolifera o desamor.
Importa é estar na "berra"
E neste egoísmo nada sobra.
Está quase a bater no fundo!
 
Estes tempos são difíceis
Só há tempo para o fútil,
Para a notícia brejeira,
Para a asneira
Para a coscuvilhice.
E nesta agitação…
A alma consome
E o corpo mata.
 
Mas o mar permanece azul!
O melro assobia
O vento vira furacão.
 
Passou o tempo…
(O tempo passa depressa)
E na pressa
Não há tempo para filhos.
Dos filhos para os avós.
Dos avós para os netos.
Dos meninos para a família!
 
Volta poesia!
Volta poeta...
Acredita...
Que estamos no Outono,
Mais logo… será Inverno,
Vem aí a Primavera
Tudo será verde… renascido,
E de volta ao lar,
Em redor da lareira
Quando o dia findar,
Os avós,
Os pais
E os netos
Recordarão histórias da vida,
Contadas sem segredos,
(Segredos bem guardados).
E desses segredos
Renascerão
Os gestos colectivos de amor
Repreendidos
E esconjurados
Os actos egoístas
De desamor.
 
E os meninos
De volta às escolas
(Sem números nas camisolas)
Pintadas a lápis de cor
Vão ter recreios doirados
Em mil e uma aventuras.
E se treparem às arvores,
Subirão à “Torre de Babel”
E todos se entenderão
Na mesma língua.
Porque a terra vai ser paraíso
E os frutos não mais serão proibidos...
 
Lisboa, 29-10-2004 22:27:03
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Menino de caracóis finos seda mel


 

 

 

 

Menino de caracóis finos seda mel

Romasi

 

Menino!

De caracóis finos, seda mel,

Brincando na sarjeta

Com barquinhas de papel.

 

Menino feliz!?

No calor do lar

- Filho acorda

Tenho de ir trabalhar!

 

Menino!

Anjo de asa cortada

Adormecendo nu

Abandonado na escada.

 

Menino triste,

Que nunca sorri com fome

- Cala-te mulher

Que o menino dorme.

 

Menino!

Beijando o ar

Correndo e cantando

Ao desafio com as aves:

- Cuidado adulto!

Não espantes o pássaro...

 

Menino!

Obra de arte

Voando livre

Como a andorinha,

A caminho da liberdade.

 

Menino!

Com os olhos a luzir

Ao deus dará

- Sim meu filho

A fada boa virá.

 

Menino adulto

Crescendo

Vagueando abandonado

Pelas ruas da cidade.

 

ANÚNCIO

Pais aflitos procuram:

Criança!

Vestia qualquer coisa

Que não se lembram!

É alto?

Talvez baixo!?

Os pais na verdade

Não sabem como ele é

Mas estão aflitos….

 

Menino!

De caracóis finos seda mel.

Brincando na sarjeta

Com barquinhas de papel.

 

1975

 

(Dedicado à minha filha Ana Lúcia)

 

Este poema, especialmente dedicado à minha filha, é igualmente dirigido a todas as crianças do Mundo.

Todos os contos começam assim: Era uma vez. Mas este não é um conto! Em 1975 escrevi este poema em desespero quando “perdi” a minha filha, num centro comercial, em Espanha. E, nessas ocasiões, perde-se tudo… até a lucidez para recordar o que a menina tem vestido.

Esta história teve um fim feliz, encontrei “a menina de caracóis finos seda mel” brincando com outros meninos num lago ornamental do centro comercial. Mas...as histórias raramente acabam com um final feliz.

Defendamos as nossas crianças para que cresçam em paz e respeitemos a sua meninice e a sua inocência!

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Mocidade

 

(Óleo sobre tela de

Elisabete Maria Sombreireiro Palma)


 

 

Volta! Eu espero!

(Mocidade)

Rogério Simões

 

Se ao menos tu

Me dissesses qualquer coisa…

Pudesses falar comigo

Como falavas outrora…

Se ao menos eu te visse agora…

Talvez me visses de sacola

Num quadro qualquer de loisa

A escrever de novo na escola.

 

Mas não!

Partiste mais cedo…e eu quedei

Com a mesma ternura de outrora,

Carregado de riscos por fora

Para aqui envelhecendo fiquei!

 

Mas…

Se eu te pedisse para voltares

Seria de novo menino!

Prometia não ficar traquina,

Travesso, endiabrado, irrequieto.

 

Volta!..

Eu espero!

Prometo que não serei

Tudo o que não fui e não quero!

 

07-08-2004 11:08

 

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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