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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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18.12.19

National Geographic Photos.jpg

National Geographic Photos

ABRIGO…

Rogério Martins Simões

 

Cerquei o meu abrigo,

Com janelas voadoras

Para afastar o perigo

Das almas sonhadoras.

 

Da janela irrequieta,

Perto dos olhares sofridos,

Há uma porta secreta

Por onde passam os caídos.

 

Descalço as minhas meias

Para arrumar as ideias:

A paz percorre-me as veias.

O sangue tinge as areias:

O Mundo tem armas a mais!

 

É Natal

Um menino Nasceu em Belém

Querem matar o Menino

No colo de sua mãe

Estou tão só nesta luta…

Clamo por Deus que escuta

E Deus não vem!

Meco, 17/12/2019 23:55:33

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

22.12.17

 Com este meu poema de amor venho desejar a todos quantos visitaram este meu blog, UM SANTO E FELIZ NATAL

Ballerina in red on toe.jpg

 (Imagem do meu CD 30,000 Photos da Focus

The ultimate photo collection)

 

 

VERSEI-TE O CORAÇÃO

Rogério Martins Simões

 

Em poemas que te cantava

Naqueles tempos de então,

Não via teu rosto e sonhava

Eras a minha invenção.

E o nosso tempo esvoaçava

Em provocação…

E assim por aí andava

De mão em mão…

 

Depois, eu vi teu rosto

- Luar de agosto,

Num novo poema;

Numa nova canção.

E numa noite diadema:

Acendemos a fogueira;

Atiçámos a chama;

Apagámos a cegueira

De mão na mão…

 

E foi o poema que te encontrou…

Quando para sempre jurou

Que a partir desse dia

Não eras mais fantasia

Ou simples imaginação!

E num rasgo de poesia,

Ousada, perdida vadia

Versei-te o coração.

 

 

Numa noite diadema

Neste novo poema

Nesta nova canção!

Acendemos a fogueira

Apagámos a cegueira

De mão na mão…

 

19-05-2008 23:48:43

 

Simões, Rogério, in “GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO”,

(Chiado Editora, Lisboa, 1ª edição, 2014)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

21.12.13

FELIZ NATAL: Um desejo que se repete

 

Natal, tempo de preparação para uma festa muito especial – comemora-se precisamente nesse dia, o dia 25 de Dezembro, o nascimento de um Menino que permaneceu menino através dos tempos.

É por isso que o Natal é das crianças e a festa é toda delas.

Natal é um tempo de paz e de harmonia em que os adultos se recordam que já foram meninos, mas, também, querem entrar na festa esforçando-se por realizar os sonhos dos meninos.

Ou por que O tal Menino tudo fizesse para haver paz entre os homens, todos nós, crentes ou não crentes, aproveitamos este tempo para expressarmos, uns aos outros, o nosso amor pelo próximo e, quiçá, tentando apagar das memórias momentos menos felizes nas nossas relações interpessoais.

Que o verdadeiro espírito de NATAL prevaleça na nossa amizade, nas nossas diferenças, nas nossas casas, no nosso trabalho - com quem passamos a maior parte da nossa vida e, unidos, tudo faremos para construir um mundo melhor para todos.

(Um agradecimento muito especial para aqueles que me ajudaram a suplantar as barreiras que a vida me colocou na pista… Não preciso de citar os nomes, eles bem o sabem, obrigado.)

Vou concluir desejando a todos, sem excepção, um Natal de partilha e muito amor e que o ano de 2014 nos dê tudo o que de bom desejamos, ou devemos desejar.

Feliz Natal

Feliz ano novo

Rogério Martins Simões 

  

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

23.12.12

FELIZ NATAL

 

Quando era menino sonhava, todos os meninos sonham.

Sonhava que algum dia de tanto rezar ao Menino Jesus, e não ao pai natal que não conhecia de lado nenhum, me iriam colocar no meu sapatinho uma trotineta.

A vida era muito difícil e acabava por receber presentes com que não tinha sonhado, mas, mesmo assim ficava feliz.

No fundo, lá bem no fundo, todos, mais ano menos ano, acabamos por concretizar esses nossos antigos sonhos oferecendo aos filhos, ou aos netos, a tal pista de automóveis, com que sempre sonhámos; a tal boneca da montra dos sonhos que, nesses tempos difíceis, não passava de uma boneca de trapos.

A prenda que gosto de receber, não tem preço nem está à venda, é a amizade.

Feliz e Santo Natal para todos.

Lisboa, 23-12-2012 23:54:55

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

25.12.10

 

 

 

SONHOS DOCES

Rogério Martins Simões

 

 

Mãe, quando é Natal?

 

- Meu filho, hoje é dia de Natal!

 

Mãe; o Menino não veio, onde está a minha trotineta?

 

- Meu filho; Ele deixou-te um presente, no sapatinho, dentro da chaminé!

 

Mãe; eu pedi uma trotineta igualzinha à dos outros meninos!

 

- Meu filho; as meias fazem-te falta,

 

E, a mãe, tem “sonhos doces” para ti!

 

Mãe; Para o ano o Menino vai pôr a trotineta no sapatinho?

 

Sim meu filho!

 

Prova os sonhos!

 



 

Avô, quando é Natal?

 

- Netinho, hoje é dia de Natal e a bisavó fez-te sonhos!

 

Avô, o Pai Natal não veio, onde está o jogo que pedi?

 

- Netinho, ele deixou-te muitos presentes e, até, uma trotineta…

 

Mas, avô, não era aquele jogo que queria e para que serve a trotineta?

 

Avô; vais trocar o jogo, não vais?

 

- Sim netinho!

 

Saboreia agora os sonhos…

 

(Diálogos da alma e do poeta)

 

Poemas de amor e dor

 

Feliz Natal, e “sonhos doces” para todos vós,

são os votos sinceros deste vosso amigo,

Rogério Martins Simões

Poemas de amor e dor conteúdo da página

23.12.10

 

 

 

Um desejo que se repete

Natal, tempo de preparação para uma festa muito especial – comemora-se precisamente nesse dia, o dia 25 de Dezembro, o nascimento de um Menino que permaneceu menino através dos tempos.

É por isso que o Natal é das crianças e a festa é toda delas.

Natal é um tempo de paz e de harmonia em que os adultos se recordam que já foram meninos, mas, também, querem entrar na festa esforçando-se por realizar os sonhos dos meninos.

Ou por que O tal Menino tudo fizesse para haver paz entre os homens, todos nós, crentes ou não crentes, aproveitamos este tempo para expressarmos, uns aos outros, o nosso amor pelo próximo e, quiçá, tentando apagar das memórias momentos menos felizes nas nossas relações interpessoais.

Que o verdadeiro espírito de NATAL prevaleça na nossa amizade, nas nossas diferenças, nas nossas casas, no nosso trabalho - com quem passamos a maior parte da nossa vida e, unidos, tudo faremos para construir um mundo melhor para todos.

(Um agradecimento muito especial para aqueles que me ajudaram a suplantar as barreiras que a vida me colocou na pista… Não preciso de citar os nomes, eles bem o sabem, obrigado.)

Vou concluir desejando a todos, sem excepção, um Natal de partilha e muito amor e que o ano de 2011 nos dê tudo o que de bom desejamos, ou devemos desejar.

Feliz Natal

Feliz ano novo

Rogério Martins Simões

Poemas de amor e dor conteúdo da página

24.12.09



Para ouvir poderá desligar o vídeo destino ou coragem.

 

 

 

MENSAGEM DE NATAL
Um desejo que se repete
 
Natal, tempo de preparação para uma festa muito especial – comemora-se precisamente nesse dia, o dia 25 de Dezembro, o nascimento de um Menino que permaneceu menino através dos tempos.
 
É por isso que o Natal é das crianças e a festa é toda delas.
 
Natal é um tempo de paz e de harmonia em que os adultos se recordam que já foram meninos, mas, também, querem entrar na festa esforçando-se por realizar os sonhos dos meninos.
 
Ou por que O tal Menino tudo fizesse para haver paz entre os homens, todos nós, crentes ou não crentes, aproveitamos este tempo para expressarmos, uns aos outros, o nosso amor pelo próximo e, quiçá, tentando apagar das memórias momentos menos felizes nas nossas relações interpessoais.
 
Que o verdadeiro espírito de NATAL prevaleça na nossa amizade, nas nossas diferenças, nas nossas casas, no nosso trabalho - com quem passamos a maior parte da nossa vida e, unidos, tudo faremos para construir um mundo melhor para todos.
 
(Um agradecimento muito especial para aqueles que me ajudaram a suplantar as barreiras que a vida me colocou na pista… Não preciso de citar os nomes, eles bem o sabem, obrigado.)
Vou concluir desejando a todos, sem excepção, um Natal de partilha e muito amor e que 2009 nos dê tudo o que de bom desejamos, ou devemos desejar.
 
Feliz Natal
Feliz ano novo
Rogério Martins Simões 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

22.12.08

 

Foto da autoria da world Press Photo Contest

 

 

É NATAL
(Francisco Simões)
 
É Natal,
Mas talvez nem todos saibam,
Talvez porque não caibam
No Natal.
 
Seu nome é José,
Ele não tem Maria
Já teve um dia
Hoje é só o Zé.
O Zé lá da praça
Que fala sozinho
Ou fala com os anjos,
Que fala baixinho
E sorri pra menina
Um anjo que passa
Que não fala com o Zé.
Ninguém sabe quem é,
As flores, o vento,
Os grãos de areia
Entendem José.
Os pássaros também.
A praça limita seus passos
Mas não seus pensamentos.
Sua mente alceia, alceia,
E passeia muito além.
Ninguém conhece o José,
José não conhece Belém.
A árvore de Natal na praça
Para José não passa
De uma alegria iluminada
Que pisca e pisca pra ele,
Que pisca e pisca, mais nada.
 
Seu nome é Maria
Da porta da igreja,
Está ali todo dia,
Talvez só Deus a veja.
A igreja é de Deus.
Ela ouviu a história
Dos bondosos Reis Magos.
Eles passam pra lá,
Eles passam pra cá,
Sem mirra, incenso ou ouro.
Para ela são Reis Magos
Que não lhe dão afagos,
Que não lhe dão presentes.
Nada ouvem por mais que peça
Pois, toda aquela gente
Leva nos pés muita pressa.
Sem pressa tocam os sinos
O seu anúncio etéreo:
“Nasceu o Deus-Menino”.
 
 
Plantam-se ceias nas mesas,
Ouvem-se coros, orquestras,
Mas Maria não tem mesa,
Maria nem tem janela
Só tem a porta da igreja
E uma natalina certeza
De que a noite que agora boceja
Vai dormir sem lhe trazer festa.
 
Seu nome é Jesus,
Jesus, menino, 10 anos.
Ele não tem segredos
Apenas certezas miúdas
E muitas mágoas graúdas
Que esmagam a criança
E constroem sua cruz.
A boca gelada de silêncio,
Silêncio que grita mais alto
Que a voz das passeatas,
Que esconde o seu medo.
Escolaridade: mendicância.
Ele povoa a cidade
Entre tantos Jesus,
Entre tantos contrários,
Sem mangedoura, sem berçário,
Carregando sua fragilidade
Sem cobrar o que a vida
Há muito lhe deve: a infância.
Jesus, 10 anos, menino,
Por ele passam os sonhos
De tantos que levam planos
Na cabeça, nos passos,
No olhar, no sobressalto.
Nas mãos de Jesus uma lata
Onde cabe o seu espaço,
Onde fecha o seu destino.
 
É Natal
Mas eles não sabem,
Talvez porque não cabem
No nosso Feliz Natal.
 
Autor: FRANCISCO SIMÕES
Em: Dezembro / 1998
 
(Esta poesia ganhou o prêmio de Melhor Crítica Social na 4ª e na 6ª edições do Concurso “Expressão da Alma”, no Rio de Janeiro, além de diversos outros prêmios importantes em vários concursos literários)

 



 

 

World Press Photo Contest 2004

 

 

 

MENSAGEM DE NATAL
Rogério Simões
(A minha mensagem de Natal deste ano foi retirada de um e-mail que remeti ao amigo e poeta Francisco Simões. Aproveito para agradecer a sua autorização para editar o seu extraordinário e premiado poema “É NATAL”)
 
Natal é, para mim, um tempo em que se recorda o nascimento de um Menino a quem chamaram de Jesus e, segundo rezam as notícias que chegaram até nós, Cristo terá nascido humildemente num palheiro.
Existe uma hipocrisia instalada, do tipo caridadezinha, que renasce em cada ano, exultando sentimentos fortuitos, não sinceros, como se nesses dias se resolvesse ou aligeirassem os sofrimentos de um ano inteiro.
A sociedade em que vivemos é egoísta, carregada de "gente não presta", que guerreia o ano inteiro para no Natal dar a parecer o contrário.
A sociedade aproveita-se dos sentimentos verdadeiros, daqueles que efectivamente são solidários, e generaliza empacotando presentes adquiridos em lojas de chineses ou nas "lojas dos trezentos". Efectivamente, transformaram a quadra natalícia num grande centro comercial onde se empacota a "banha da cobra" com um único objectivo: a sobrevivência de um certo capitalismo que não olha a meios para atingir fins.
Afinal, transformaram a quadra natalícia num enorme repasto de gula enquanto os sobreviventes da desgraça matam a fome nos restos, disputando-os com os ratos, dos caixotes de lixo.
A noite parece calar a desgraça! As organizações sociais não chegam nem dispõem de meios para acudirem a tudo. O próprio estado que deveria assumir e retirar das ruas os abandonados, os doentes, os sem-abrigo, não cumpre minimamente o seu papel.
Amigo Francisco Simões, amigos e/ou leitores deste meu livro de poesia, detesto a caridadezinha! Todo o ser humano tem direitos que a própria sociedade lhe nega.
A anunciada crise não é só uma crise monetária. A verdadeira crise é uma crise de valores, de educação, de civismo, de justiça, de equidade. Lamentavelmente nada muda para melhor.
Não vou continuar este despertar que me entristece.
Que o futuro transforme e crie um novo sentido de humanidade.
Desejo a todos vós e às vossas famílias um Santo Natal.
Sempre
Rogério Martins Simões
 


 

 Casa construída pelo bisavô do poeta - Francisco Maria Simões. Foi ele quem construiu, durante 13 anos, a grande e bonita Quinta da família em Salreu, a 16 kms de Aveiro.

 

 

FRANCISCO SIMÕES NA PRIMEIRA PESSOA
 
Eu nasci em Belém do Pará, bem ao norte do Brasil. Sou filho de pai português e mãe brasileira. Daí para trás todos os meus ascendentes são portugueses.
Desde criança sempre tive uma paixão muito forte pelo rádio, o que carrego comigo até hoje. O amor pela escrita e pela leitura surgiram ali pelos 10 anos, incentivado por meu pai.
Aos 17 anos eu já trabalhava no rádio paraense (Marajoara e Rádio Clube do Pará) por concurso. Fui locutor, produtor de programas e escritor de crónicas diárias.
Durante cerca de 20 anos pertenci ao quadro da ABAF – Assoc. Brasileira de Arte Fotográfica (Rio). Naquele período ganhei mais de 1000 premiações nos salões mensais e anuais da ABAF. Destaco “Prova do Mês” e “Prova do Ano”que venci em várias oportunidades.
 Durante o auge da bitola super-8 produzi vários filmes de curta-metragem durante o regime autoritário. Participei de muitos eventos do gênero pelo Brasil, principalmente os realizados em Universidades e Centros de Treinamento Profissional como o CEFET de Curitiba, por exemplo. Logrei ganhar vários prémios de destaque naqueles Festivais e Mostras com filmes basicamente apresentando crítica social e política. Algumas vezes tive problemas, mesmo sendo um trabalho amador, com a Censura da época.
Trabalhei por 30 anos no Banco do Brasil onde fui não só bancário mas também professor, coordenador e programador de cursos, chefe de um grupo que produzia módulos audiovisuais para palestras e aulas, Assessor no Gabinete da Presidência da PREVI do BB entre 1982 e 1986, quando me aposentei.
Após a aposentadoria parti para exposições de minhas “Fotografias Artesanais” a um público maior que o da ABAF onde convivera com grandes mestres por 20 anos. Realço as seguintes Exposições: 
“Na Sala de Arte do Jardim Botânico (RIO); no Espaço Cultural do Planetário (RIO); no Salão de Arte da AABB-Lagoa (RIO); no CHARITAS, em Cabo Frio (RJ), uma individual mais duas no Espaço Cultural de lá em exposições colectivas de ARTE VERÃO e mais recentemente na Biblioteca Municipal Walter Nogueira com 20 fotos e 20 poesias; no transatlântico “Eugênio-C”, em viagem para a Europa, no Salão Âmbar e no Corredor de Arte daquele navio; na APAF-Assoc. Portuguesa de Arte Fotográfica, em Lisboa, Portugal; no Espaço Cultural da Prefeitura de Teresópolis (RJ); na Galeria de Arte da artista plástica Lenita Holtz, em Teresópolis, etc.
No dia 11.novº.2000 a Câmara de Vereadores de Cabo Frio (RJ) concedeu-me o título de “Cidadão Cabofriense” pela divulgação graciosa que faço há anos daquela cidade que tanto amo através de vídeos amadores mas com toque de profissionalismo em sua produção bem como através de “Fotografias Artesanais”e exposições em Cabo Frio e fora dela.
Em Abril / 2004, o grupo liderado pelo Lord Marcelo Fortuna of Lancaster e Richard Price, de Londres, concedeu-me o ambicionado prêmio "Lancaster House Award". Até aquele mês apenas 5 personalidades, no campo da literatura, actividades artísticas e culturais, entre outras, haviam logrado ter a honra de o receber.
Em 1994 voltei a escrever poesias o que parara de fazer há muito tempo. Desde Dezembro/1999 participei de inúmeros concursos literários e logrei receber algumas boas premiações. A partir de 2003, entretanto, reduzi bastante minha participação nesses concursos. Retornei à prosa, pelas córnicas, desde Janeiro/2001, já com 64 anos de idade. Escrevo no coojornal da Revista Virtual RIO TOTAL e sou também colunista fixo do site SINAL, do Sindicato dos Funcionários do BACEN. Colaborei também com o site NAVE DA PALAVRA  que deixou de ser actualizado há alguns anos. Mais recentemente  participo do GRUPO ECOS DA POESIA, do poeta português Victor Jerónimo e sua esposa, e do site CONEXÃO MARINGÁ, de Valéria Eik,  nos quais exponho crónicas, poesias e fotos. Tenho um espaço em Londres-Inglaterra, “O Cantinho do Francisco”: integrante do Cantinho do Poeta, de Marc Fortuna e Richard Price, hoje desactualizado.
Meu site pessoal é este em que você se encontra:=> FRANCISCO SIMÕES
 


 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

22.12.07

 

 

FELIZ NATAL

 

São os votos de Elisabete Sombreireiro Palma e Rogério Martins Simões.

Como sabem, aqueles que visitam este blog desde Março de 2004, todos os anos tenho redigido uma mensagem de Natal. Estava a escrever a mensagem, deste ano, quando recebemos, por correio electrónico, um dos mais belos presentes que um poeta e a sua extraordinária companheira podem receber – Um lindo poema de Natal, dos nossos amigos de Setúbal, do casal Madureira.

Parei de escrever, a poetisa Maria José Madureira será a autora da mensagem de Natal dos “Poemas de Amor e Dor”. Assim, é com felicidade que partilhamos convosco a sua -nossa - mensagem de natal a quem agradeço o poema e a verdadeira amizade, da Maria José e do José Madureira, que eles sabem que é reciproca.

Mais umas quantas palavras. Quero agradecer ao Luís Gonçalves, autor das páginas alojadas no Site Pampilhosense, por ter concretizado o meu sonho: ter um Site com a minha poesia. Será para todos nós um enorme prazer receber-vos neste novo site, cujo endereço está aqui ao lado.

Quero agradecer ao amigo e grande cientista português, Tiago Fleming Outeiro, por me continuar a esperança, a quem agradeço o comentário que deixou no meu novo site. Se há no mundo gente que preze, que louvo e admiro, são todos aqueles que se dão, e na entrega fazem tudo, todos os dias, para ajudar os outros. Que Deus lhe entregue a sabedoria para curar as doenças de Parkinson, Alzheimer e outras.

Tal como faço com o poema da Maria José Madureira, transcrevo aqui a mensagem e o apelo que recebi do Prof. Tiago Fleming Outeiro, do Instituto de Medicina Molecular (IMM), uma das instituições de renome internacional em Portugal, situada no campus do Hospital de Santa Maria em Lisboa, que está profundamente dedicado ao estudo do cérebro, e procura, neste momento, apoios para a aquisição de um microscópio multi-fotão.

Para todos os povos do mundo, sem distinção de credo ou raça, desejo que este tempo de Natal, muito especial para os Cristãos, seja um tempo de reconciliação, um tempo de mudança, de paz, de esperança, de liberdade, de respeito pelo outro e de amor.

Feliz Natal!

Deixo-vos com poesia, a mensagem de Natal de um casal amigo muito especial. Com o apelo do Professor Tiago Fleming Outeiro e sua equipa. Finalmente, com a reprodução de todas as minhas mensagens de natal de anos transactos.

 

 

Em cada dia que passa

Novo sonho se acalenta

Ou algum não se cumpriu

Ou um outro que se inventa

 

Vive o homem a sonhar

Com aquilo que não tem

Quando afinal bem pertinho

Existe o que lhe faz bem

 

É a saúde, a família

O sorriso e a verdade

É o lar, o aconchego

O pensar, a liberdade.

 

Temos o ano inteirinho

Para fazer o Natal

Ainda assim o gastamos

Da mesma forma banal

 

É o beijo que não damos

O riso aberto  esforçado

O coração que não temos

Pr’a quem está ao nosso lado.

 

Vão-se as horas

Vão-se os dias

E é já tarde demais

Quando não se acorda um dia

E se vão os ideais

 

E se agora aproveitássemos

Enquanto não se vai o tempo

P’ra pôr em dia as desculpa

P’ra perdoar, p’ra sorrir

P’ra pensar, p’ra ser amigo

P’ra estar de bem com todos

De bem connosco também

Natal  é um nascimento

É voltar a ser criança

Porque essa semelhança

Traz a paz todos os dias

Não há maior alegria

Que olhar p’rós outros de frente

Considerar toda a gente

Como se fosse um irmão

E lhe estendermos a mão

Num grande gesto de amor

E seja lá como for

Nesta grande “lenga-lenga”

Não é uma grande prenda

Estar vivo e ser Natal?

 

                                                  Feliz natal 2007

 

                                             Maria José Madureira

 

 

 

A Ciência Portuguesa Precisa do Apoio de Todos

Prof. Tiago Fleming Outeiro, Instituto de Medicina Molecular e Faculdade de Medicina de Lisboa

 

Numa altura em que a população mundial está a envelhecer rapidamente, a vida humana enfrenta desafios crescentes. O cérebro, essa máquina espantosa que controla a essência da nossa existência, não é imune ao processo de envelhecimento. Infelizmente, por motivos que ainda não compreendemos, muitos de nós acabamos por sofrer de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer, Parkinson, esclerose múltipla, ou outras.

A doença de Alzheimer, a doença neurodegenerativa mais comum, afecta cerca de 3% das pessoas entre os 65 e os 74 anos de idade, mas este número torna-se muito mais “assustador” depois dos 85 anos, afectando quase 50% das pessoas. Estima-se que em 2040, 80 milhões de pessoas em todo o mundo sejam afectadas pela doença de Alzheimer. Em Portugal são já 70,000 os doentes de Alzheimer, e 20,000 os doentes de Parkinson. São números elevados, com custos sócio-económicos enormes, e que devem fazer-nos pensar. Estes problemas clamam desesperadamente pela nossa atenção, já que as actuais terapias são apenas sintomáticas, e não impedem a progressão destas doenças. É necessária intensa investigação para que sejamos capazes de perceber os mecanismos moleculares básicos que estão na origem dos problemas, e permitir assim o desenvolvimento de novas oportunidades terapêuticas.

Uma estratégia necessária no estudo destas doenças inclui a observação directa das células do cérebro em funcionamento, utilizando tecnologias de vanguarda, como a microscopia multi-fotão. O microscópio multi-fotão utiliza um laser muito potente, mas também muito caro, que permite a observação do cérebro ao mesmo tempo que minimiza minimizando os efeitos secundários tóxicos que estão associados com técnicas de microscopia convencionais.

O Instituto de Medicina Molecular (IMM), uma das instituições de renome internacional em Portugal, situada no campus do Hospital de Santa Maria em Lisboa, está profundamente dedicado ao estudo do cérebro, e procura, neste momento, apoios para a aquisição de um microscópio multi-fotão. Ao consegui-lo, fará parte do número reduzido de instituições, em todo o mundo, que possui esta tecnologia de ponta.

A aquisição de um microscópio multifotão permitirá aos investigadores do IMM e os seus colaboradores investigar a origem de muitas doenças que afectam a função neuronal e têm efeitos devastadores para os doentes.

Os resultados obtidos através desta tecnologia poderão ter um papel fundamental no desenvolvimento de novas formas de intervenção nestas doenças, dando grande visibilidade ao nosso país.

A ciência Portuguesa precisa do apoio de todos para este objectivo em concreto, que em muito pode beneficiar toda a sociedade, e espera o envolvimento daqueles que possam e queiram contribuir e associar-se a esta iniciativa.

Para saber mais sobre esta iniciativa contactar Marta Agostinho (marta-elisa@fm.ul.pt). Para saber mais sobre o IMM, consultar www.imm.ul.pt

 

 

 

 

MENSAGEM DE NATAL de 2006

Natal, tempo de preparação para uma festa muito especial – comemora-se precisamente nesse dia, o dia 25 de Dezembro, o nascimento de um Menino que permaneceu menino através dos tempos.

É por isso que o Natal é das crianças e a festa é toda delas.

Natal é um tempo de paz e de harmonia em que os adultos se recordam que já foram meninos, mas, também, querem entrar na festa esforçando-se por realizar os sonhos dos meninos.

Ou porque O tal Menino tudo fizesse para haver paz entre os homens, todos nós, crentes ou não crentes, aproveitamos este tempo para expressarmos, uns aos outros, o nosso amor pelo próximo e, quiçá, tentando apagar das memórias momentos menos felizes nas nossas relações interpessoais.

Que o verdadeiro espírito de NATAL prevaleça na nossa amizade, nas nossas diferenças, nas nossas casas, no nosso trabalho - com quem passamos a maior parte da nossa vida e, unidos, tudo faremos para construir um mundo melhor para todos.

(Um agradecimento muito especial para aqueles que me ajudaram a suplantar as barreiras que a vida me colocou na pista… Não preciso de citar os nomes, eles bem o sabem, obrigado.)

Vou concluir desejando a todos, sem excepção, um Natal de partilha e muito amor e que 2007 nos dê tudo o que de bom desejamos, ou devemos desejar.

Feliz Natal

Feliz ano novo

Rogério Martins Simões

SONHOS DOCES

Rogério Martins Simões

 

Mãe, quando é Natal?

- Meu filho, hoje é dia de Natal!

Mãe! O Menino não veio, onde está a minha trotineta?

- Meu filho Ele deixou-te um presente, no sapatinho, dentro da chaminé!

Mãe! Eu pedi uma trotineta igualzinha à dos outros meninos!

- Meu filho, as meias fazem-te falta

e a mãe tem “sonhos doces” para ti!

Mãe! Para o ano o Menino vai pôr a trotineta no sapatinho?

Sim meu filho!

Prova os sonhos!

 

Avô, quando é Natal?

- Netinho, hoje é dia de Natal e a bisavó fez-te sonhos!

Avô, o Pai Natal não veio, onde está o jogo que pedi?

- Netinho, ele deixou-te muitos presentes e até uma trotineta…

Mas, avô, aquele não é o jogo que queria

e para que serve a trotineta?

Avô vais trocar o jogo, não vais?

- Sim netinho! Saboreia agora os sonhos…

(Diálogos da alma e do poeta)

Rogério Simões

 

Feliz Natal e “sonhos doces” bem reais, para todos vós, são os votos sinceros deste vosso amigo,

Rogério Martins Simões

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

13.10.07

 

(Elisabete Sombreireiro Palma a pintar sobre tela)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Guerreira da Luz
(Rogério Martins Simões)
 
Sabendo o que sei, sem saber o que sou.
Partindo de mim, para ti, sem te conhecer,
Cercada de luz te encontrei, ao entardecer,
Quando o coração a tua alma encontrou.
 
Teu brilho que um dia me libertou,
Quando nem vontade tinha para escrever,
Renovou em mim a vontade de viver,
Sei aquilo que fui; sei para onde vou.
 
Guiado por ti, guerreira da Luz,
Para onde esta estrada nos conduz,
Lado a lado, sem questionar o que fomos…
 
Conduzidos e iluminados pela estrela de Natal,
Numa felicidade diária sem igual,
Rectos e eternos, eternamente somos.
 
24/12/1998
Poemas de amor e dor conteúdo da página

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    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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