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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

DEAMBULAÇÕES

 

DEAMBULAÇÕES

Rogério Martins Simões

 

Avanço para a estrada que me vai levar…

 

A estrada que piso, e que nunca foi estrada,

É o meu caminho estreito, pisado…

Magoado

Mesmo no centro do universo.

 

Arranco de um lugar vazio

Que me leva sem fim à vista.

Avisto outro caminhante:

A sombra deste instante

Que comigo ensaia um verso.

 

A felicidade é um instante!

A amargura é uma eternidade!

Adiante!

 

Um cão abandonado sai do lixo

Fareja as minhas pernas

E segue o seu caminho.

Pensava que estava sozinho

Neste universo das palavras…

Que palavras teria ele para me contar?

Quem o terá abandonado?

Por que não ladrou,

Quando me encontrou,

O pobre do bicho?

Prossigo o meu caminho

Devagarinho!


De que lado está o sol?

Amanhã irá chover. Agora, não!


Meco, 14-08-2011 17:53:29

 

 

 

 

 

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POEMAS DE AMOR E DOR plágio, pirataria e esquecimentos do autor

 

 

 

POEMAS DE AMOR E DOR plágios e pirataria
 
NESTE POST COLOCAREI AQUELES QUE COPIARAM MAIS QUE 5 POEMAS.
 
Em busca de eventuais plagiadores do meu poema “CONFESSO QUE NÃO VIVI” localizei no NETLOG e no link que abaixo deixo este poema cortado e muitos mais também cortados e plagiados. Já procedi à respectiva comunicação à administração do site. Nem uma só referência ao autor. São dezenas de poemas meus. BASTA!
 
http://pt.netlog.com/limusica/guestbook
 
 
HEMILTON AFONSO o plagiador “OFICIAL”
 
Só neste endereço encontrei mais de 5 poemas meus plagiados e alguns mais de outros poetas
 

 

 
UM SIMPLES E INCONFORMADO COMENTÁRIO

Aceito todas as justificações. Porém, quem edita qualquer coisa de alguém, que não conheça, estará sempre em risco. Não tenho por hábito o fazer.
 
A questão que aqui estou a colocar é a seguinte:
 
a)    Existem pessoas que colocam artigos, poemas ou outras coisas sem colocarem os nomes dos autores. Por vezes dá “jeito”! Basta ler os comentários: Bom artigo! Belo poema etc. Pior! Não dizem que as obras não lhes pertencem.
b)   Face ao que atrás afirmo e falando no meu caso, basta colocar autor desconhecido, ou nada, para quem goste do poema o divulgue da mesma forma ou até o assine.
c)    Pior é o plágio! Aqui existem variadíssimas formas de o fazerem. 1.º Mudando o nome do autor e “roubando” os trabalhos dos outros. 2º alterando o título pensando que deste modo não são apanhados. 3.º Alterando parte do poema, isto é, assassinando o poema.
d)   Depois existem os sites de grupos. Ainda ontem encontrei mais de 10 poemas meus sem nome do autor e colocados como sendo de alguém que assina como suissinha. Neste caso, como em outros tenho denunciado, bloquearam o copista. Colocar poemas, ou artigos, que antes de o fazerem se deveriam certificar se eram dessa pessoa, ou anónimos, é um erro que conduz ao “boato” e à pirataria.
e)    Não citar a fonte nem o nome do autor é como alguém assumisse a autoria do poema, pois, até, os anónimos estão protegidos por Lei e podem processar alguém exigindo direitos de autor.
Cumprimentos
Rogério Martins Simões
 

NOTA TODOS OS COMENTÁRIOS FORAM PUBLICADOS

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Beija Flor

 

 

 

 

 

 
Beija-Flor
Rogério Martins Simões
 
Era um leve beija-flor
quando a tua flor descobri.
Levava o vento
quando o teu ventre percorri.
Perdi a flor!
Passou o tempo!
Sou um velho colibri…
28-02-2008 23:53
 
 
 
 

 

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A MUSA - ELISABETE MARIA SOMBREIREIRO PALMA

 


(E junto a este seu  lindo poema de amor estava este seu belo quadro)

 


 

 

(A MUSA)

 

19/03/2009

 

(Óleo sobre tela

Elisabete Maria Sombreireiro Palma)

 

 

VIVA A POESIA! 

 

 

 

 

 

 

A ESTRELA MAIS BELA QUE ENCONTREI!
(Rogério Martins Simões)
 
Sabes encontrar-me pela manhã,
No riacho cristalino do desapego,
Onde, renunciando, dores refego,
Para que a esperança não seja vã.
 
Livre da dor e tortura é este afã.
Cuido este corpo onde me apego.
Tarde libertar-me deste carrego,
Que extingue o carma de amanhã.
 
E se estiver na hora quero propor:
Irei de mãos dadas pelo caminho,
Perdido eu de amores, devagarinho,
 
Levarei comigo o meu lindo amor,
A estrela mais bela que encontrei.
Não quero perder quem tanto amei!
 
Lisboa, 27-03-2008 22:04:08

 

 

 

 

 

EM SONHO ME DEPENDUREI NO LUAR

 

 

Rogério Martins Simões
 
 
Em sonho me dependurei no luar.
O luar quis acordar os nossos cios.
Ali estavas, desnudada no meu olhar,
Encandeando meus olhos luzidios.
 
Os sonhos soçobram ao acordar…
O luar distende o sonho em atavios.
Ai!, sereia espraiada no meu mar,
Esperando as águas dos meus rios…
 
Luar!, tapa-me os olhos e os dias:
Antes cego, que acordar e não ter,
Do que ver, e não ter o que vias….
 
Prendo, no sono, o sonho para te ver,
Fico cego se em mim não te sentir,
Fios de seda - não te deixem partir!
 
Lisboa, 05-01-2009 20:49:30
 
 
 
 
Faz pouco mais de um ano que o nosso cão nos deixou e as palavras que então escrevi continuam a fazer eco. O cão era mesmo uma grande companhia!
Neste óleo, com que a Bete me presenteou, está representado o nosso querido Tarik.
Se repararem, durante muito tempo, deixei de escrever poesia. A sua partida deixou-me mais só e a saudade permanece.
Como sabem a doença de Parkinson leva os doentes a isolarem-se e foi o que me aconteceu: fico só, por aqui tentando agarrar as palavras, e sem o nosso lindo cão sinto um enorme desconforto apesar de muito bem acompanhado pela Bete.
Hoje estive a reler o que então escrevi neste blog.
 
 
Vem isto a propósito de uma notícia que nos chega do Brasil e que nos vem de novo alimentar a esperança de podermos vir a ter uma vida normal: um novo tratamento desenvolvido pelo médico e cientista brasileiro Miguel Nicolelis poderá revolucionar a vida de pacientes com doença de Parkinson.
 
Desistir nunca foi meu hábito! Ganhei um novo alento apesar de já me ter sentido frustrado por outras notícias parecidas que nada de novo nos trouxeram.
Para quem quiser saber algo mais sobre este tratamento poderá visitar o meu blog de Parkinson no Sapo ou o blog no “Sol”. Os links estão mesmo ao lado.
Volto a sonhar! Porém sinto uma enorme saudade do nosso pequeno/grande “Podengo Anão”.
Rogério
 

 

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Choro de Dor!

 

 

 

CHORO DE DOR!
Rogério Martins Simões
 
Tenho um remo sem timoneiro.
Grudo a vida nas minhas preces.
Para que serve o meu veleiro?
Se, sem beber, ando aos esses.
 
Entorno a sopa no cancioneiro…
Colo versos e não os mereces.
Molho a pena no meu tinteiro:
Sonetos que na tristeza teces!
 
Treme a perna! Treme a mão!
Treme a mesa! Treme o chão!
Prendo versos no meu olhar.
 
Paro de tremer para a escutar:
- Coração, não tem mal de amor!
Vai borboleta! Choro de dor!
 
Lisboa, 17-03-2009 23:17:27
 
 

 

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Doces eram as manhãs

 

 

 

 

DOCES ERAM AS MANHÃS
(Rogério Martins Simões)
 
Doces eram as manhãs.
Quando corria descalço,
No encalço de tanto sonho.
Espremia azedas,
Deixava espreitar o acre
Pelos lábios,
Que me sabiam a mel.
 
Raras são hoje as manhãs,
Que não revisito
Os prados verdes,
Onde me avisto ou me ponho,
No sono, ou em sonho,
Por caminhos de cabras.
 
Olho em frente!
Reconheço as veredas
Paro na nascente,
Da vertente,
Tenho de me refrescar.
 
Andei tanto!
Já não posso andar.
Trago nuvens nos olhos abertos,
Encobertos,
Sem pranto.
Só sei recordar!
 
Paro de arriscar!
Estou riscado e confinado
Ao depois…
Fico-me pela cidade!
Subo as colinas,
Num carro, sem bois,
E trepo no elevador da idade.
 
Que me importa!
Se logo irei recordar,
Um tempo em que o tempo parava,
Quando na carqueja o meu corpo riscava
Por caminhos de cabra a esvoaçar:
 
Quando desconhecia o amargo da saudade
E só entendia os trilhos da liberdade…
 
11-03-2009 21:43
 

 

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De repente os dias são noites

 

 

 

 

 

De repente os dias são noites
Rogério Martins Simões
 
De repente os dias são noites.
As noites são meses.
Os meses são anos.
Cabelos brancos.
Desenganos!
 
De repente
tudo se esquece,
tudo esmorece,
tudo morre e renasce.
 
De repente,
Se repentinamente não me contivesse,
Entrava no poema em parapente.
Rente!
Rente à sorte se a tivesse!
 
Por agora não!
Vou à frente do vento,
Que me leva
Por caminho certo
Que só ele conhece.
 
Já passaram por tantas luas.
Cruzei mares e caravelas.
Subi escadas.
Desci escorregas e ruas
Onde o vento mora
E não me diz para onde me leva.
 
De repente fiquei cansado!
Pesado!
 
Talvez não me deixe para trás…
 
Lisboa, 22 de Janeiro de 2009
 

 

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Altivez

 

 

 

 

 

ALTIVEZ
ROMASI
Rogério Martins Simões

Queimo na anarquia de fogo,
O que resta deste amor.
 
Lívido,
De desmaio em desmaio,
Tropeço amargurado
E caiu
Nas raízes desta dor.
 
Estou exangue
Perdendo sangue
Mais uma vez.
 
Desprendo lamentações
Sem contemplações
Outra vez.
 
E nesta nudez…
Fel das traições…
Recobro da desfaçatez
Em mais transfusões.
 
Antes tivesse morrido.
Porque fico perdido.
Porque fico sentido.
Com a tua altivez…
1973
 
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EM SONHO ME DEPENDUREI NO LUAR

 

(Óleo sobre tela

Elisabete Sombreireiro Palma)

 

 

 

 
Poucas pessoas, à excepção daquelas que verdadeiramente sofrem connosco, se apercebem da verdadeira gravidade da minha doença de Parkinson.
Gestos comuns, instintivos e rotineiros, deixam de estar ao alcance dos doentes de Parkinson. Fazer a higiene matinal que demorava 10 minutos passou a demorar mais de uma hora. Um simples apertar de um botão da camisa; um ajeitar do nó da gravata ou apertar o cinto leva muitas das vezes ao desespero.
Pouco a pouco vamos perdendo a qualidade de vida. Perde-se a dicção, perde-se o movimento do rosto – chora-se o sorriso – e até a agilidade se perde quando nos queremos virar no nosso leito.
Depois sentimos culpa por já não sermos úteis, por já não ajudar nas lides caseiras, como sempre o fiz desde os meus 7 anos de idade.
O ano de 2008, que tento esquecer, foi o ano em que os desaforos da ingratidão nos foram chegando em catadupas, entristecendo e seriamente comprometendo a minha esperança.
Quem não é corrupto, e sendo um trabalhador por conta de outrem, não consegue fazer fortuna.
A dependência humilha a menos que haja alguém que não cobre…
Em 2008 nem o nosso cão nos sobrou!
Depois chega a interrogação: que seria de mim sem o carinho e o amor dos meus idosos e queridos pais, Isabel Martins de Assunção e José Augusto Simões
Que será de mim sem a minha doce e solidária companheira Elisabete Sombreireiro Palma.
Falar de Elisabete Palma é falar de doação. Elisabete Palma reúne, numa só pessoa, todas as qualidades que sempre sonhei encontrar e encontrei numa companheira.
Por serem já tão raras essas virtudes é para ti o soneto que escrevi este ano e que te ofereço com tanto amor.
Rogério Martins Simões

 


 

 
EM SONHO ME DEPENDUREI NO LUAR
Rogério Martins Simões
 
 
Em sonho me dependurei no luar.
O luar quis acordar os nossos cios.
Ali estavas, desnudada no meu olhar,
Encandeando meus olhos luzidios.
 
Os sonhos soçobram ao acordar…
O luar distende o sonho em atavios.
Ai!, sereia espraiada no meu mar
Esperando as águas dos meus rios…
 
Luar!, tapa-me os olhos e os dias:
Antes cego, que acordar e não ter,
Do que ver, e não ter o que vias….
 
Prendo, no sono, o sonho para te ver
Fico cego se em mim não te sentir
Fios de seda - não te deixem partir!
 
Lisboa, 05-01-2009 20:49:30
 
 
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VIAGEM; QUEDA; VIRAGEM; LEVITAÇÃO

 

 

Ao meu querido avô paterno, António Antunes Simões.
Nasceu em 1881 na Pampilhosa da Serra – Aldeia Velha – casou na Póvoa e migrou para Lisboa em 1897.
Trabalhou como estivador e era um exímio tocador de guitarra.
Do pouco que sei do meu avô, diz meu pai, que terá ensinado o Armandinho a tocar guitarra. Foi sócio da Juventude Monárquica Conservadora tendo falecido na Póvoa em 1934.

 

 

 

VIAGEM; QUEDA; VIRAGEM; LEVITAÇÃO
(Romasi)
 
VIAGEM
No comboio a carvão
Duas carruagens distintas
Numa os que não vão…
Noutra os pelintras
 
QUEDA
Baixei à cidade
Dei serventia a pedreiro
Caí nas tabernas
E senti a vontade dos bêbados
 
VIRAGEM
Bebo copos a fio
E em troca de tudo
Soletro palavras
Vincadas a dedo…
Alvitras…
Nuvens douradas de medo…
Recorro a mim
E sigo os meus passos solitariamente…
 
LEVITAÇÃO
Desci mil degraus de hábito…
Apalpei outra, tanta, tristeza
Levitei sonhos
Esperanças de um dia…
Aguerri os meus passos
Na nocturna fortaleza….
Vasculhei no estrume
Anos a fim
Mas em troca da miséria
Sobrevivi a mim…
 
1971

 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

Mesmo a propósito… Cá por coisas
“A emigração não é uma viagem de recreio; ninguém abandona com prazer a terra natal; a saudade da pátria é um mal que não tem compensação nem lenitivo. Quando se emigra é porque todas as esperanças acabaram, e porque o futuro, que se antolhava medonho, já deixou de ser futuro, e o infortúnio caiu como rochedo sobre a cabeça da sua vítima que foge quando pode, e tão depressa pode, da terra onde é assim esmagada. E não há direito para dizer ao que de tal modo se separa de uma sociedade mal organizada «não vades, que tendes aqui obrigações para cumprir» ”
António Corrêa Heredia
1822 - 1899
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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