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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

Ciúme mata!

 

 

 

O ciúme mata…

(Rogério Martins Simões)

 

Abri a janela de meu quarto

Quatro paredes, um deserto…

Tenho a sensação de estar farto!

E o chão ali por perto...

 

Afunda-se a noite na alma

Na dor, por amor, tanto sofreu

Esta noite não está calma,

Está tão escura como o breu

 

Clamo por minha loucura

Quatro paredes um deserto…

Não tenho medo da altura

E o chão ainda mais perto...

 

Olho de novo para o rio

Hoje não há luar de prata

É verão e tenho frio

E o meu ciúme mata.

 

Pairam as nuvens que o ciúme deu

A lua não tem mais lugar certo

Amor o que te aconteceu?

Tristemente perdido perto…

 

1989

 

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Real Bordalo

 

 

 

REAL BORDALO
Rogério Martins Simões
 
Apanho o eléctrico amarelo à pendura,
Agacho-me para o condutor não ver,
O que as tintas, e pincéis de seda pura,
Imortalizaram numa tela sem perceber.
 
Miúdo traquina pendurado na pintura…
Brincando às escondidas sem saber,
Que um pincel o apanhou com ternura.
Viaja de graça num quadro sem o ter…
 
E salta para o chão em andamento.
Abala, embalo, travo e não me estalo…
E o Mestre pinta na tela o movimento.
 
E ficam as cores arco-íris nas telas.
Os putos, os eléctricos e as vielas.
Lisboa é toda sua! - Real Bordalo.
 
Lisboa, 30 de Janeiro de 2007

 

 

  



 

 

 



 

 

 

Artur Real Chaves Bordalo da Silva


 

Real Bordalo é um "pintor de Lisboa", cidade onde nasceu em 1925. O seu talento para o desenho e pintura manifestaram-se muito cedo, tendo, com apenas 16 anos, sido admitido como pintor profissional, na Cerâmica Constância Faiança Bastitini.

Após uma experiência de sucesso na cenografia, onde trabalhou com Leitão de Barros, frequentou as aulas da Sociedade Nacional de Belas Artes, tendo como mestres em aguarela Alberto de Sousa e Alfredo Morais.

Ao longo da sua carreira, Real Bordalo realizou inúmeras exposições colectivas e individuais, não só no País mas também no estrangeiro. Viu também reconhecido o seu talento através da atribuição de vários prémios e galardões e a sua obra encontra-se representada em museus nacionais (entre os quais o Museu José Malhoa e os Museus Municipais de Lisboa e Amarante) e ainda diversas colecções particulares em

Portugal, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Espanha.

Os seus laboriosos 81 anos de vida, que festeja no ano em curso, proporcionam-nos uma obra amadurecida e pujante, cuja imagem de marca são as aguarelas com nostálgicos nevoeiros e neblinas, e que ilustram bem o seu mérito artístico como pintor.

(Texto extraído da exposição Percursos)

 


 

Parkinson: Últimas notícias

Abril

Investigadores descobrem mais sobre a origem do mal de Parkinson
Abril - São Paulo,SP,Brazil
Uma falha no modo como as células limpam as suas partes danificadas pode ser a origem dos sintomas da doença de Parkinson, segundo cientistas da ...
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Células tiradas de testículo funcionam como células-tronco
Estadão - São Paulo,SP,Brazil
... e cientistas acreditam que poderão oferecer tratamentos para doenças como o mal de Parkinson, diabete e lesões da coluna vertebral. ...
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Pilates debaixo d’água é uma das novidades para o verão
Jornal da Manhã - Uberaba - Uberaba,MG,Brazil
"O Water Pilates pode ser usado em reabilitação e tratamento de várias patologias, como fibromialgia, artrose, artrite, esclerose múltipla, mal de Parkinson ...
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Expresso

Doença de Alzheimer 'nasce na barriga'
Expresso - Porto,Portugal
... estão na origem de doenças como Alzheimer, Parkinson, diabetes e até cancro - até aqui atribuídas a um funcionamento deficiente de certas células. ...
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Expresso

Três cientistas galardoados por descoberta de vírus
Expresso - Porto,Portugal
... a influência dos vírus em doenças como o Parkinson - eo papiloma vírus humano responsável pelo cancro do colo do útero, o alemão Harald zur Hausen. ...
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ROGÉRIO é o meu nome

 

Rogério é meu nome

 

Há na vida momentos para tudo.

Ao longo da nossa vida tivemos momentos “tábua rasa”, abrimos os olhos e começámos lentamente a descortinar umas formas, talvez o peito do nosso crescimento e juntamente com um sorriso - o canto da nossa mãe.

Depois fomos olhando, reparando sem ver, os que estavam perto: algumas sombras mal definidas - a família - e, enquanto estávamos no berço, contemplávamos o que nos rodeava - as nossas mãos, os nossos pés, os cobertores, o compartimento do berço, as paredes, o tecto do quarto...e despertávamos, desta aparente letargia, nas vozes doces que, pouco a pouco, apreendemos a descortinar.

Foi aí que reparámos que se repetiam, muitas vezes, uns quantos vocábulos quando se aproximavam de nós. E, de tanto escutar palavras ditas com ternura, começámos a responder instintivamente ao chamamento.

Rogério é meu nome!

Tal como aprendi o meu nome, sem ter a consciência de que o estava a interiorizar, aprendi muita coisa nesse tempo em que tinha todo o tempo do mundo...

Nessa época, os meus pais, mesmo sem vagar, porque as suas vidas por vezes eram duras, tinham todo o tempo para mim. E os avós, quem os tinha, ensinavam aos meninos os contos mágicos, inscritos no livro do pensamento, que lhes tinham sido transmitidos oralmente pelos seus antepassados.

Há sempre tempo para tudo, digo eu, e na luz irradiante da família aprendi a amar e a ser amado; aprendi a respeitar e a ser respeitado; aprendi a ser feliz e a fazer felizes os outros; aprendi a acatar e a escutar os mais velhos; aprendi a dar valor às pequenas coisas, e, como os meus pais davam tudo o que podiam, aos seus parentes, aprendi a ser solidário.

Depois, ainda havia a minha madrinha.

Eu tive madrinha! Era a irmã mais velha de meu pai, a Nazaré, que trabalhava nos Hospitais Civis de Lisboa, no Hospital de Arroios, e como ela descobri que havia seres humanos que sofriam.

Mas, como era menino, corria pelos claustros do hospital e brincava com os meninos doentes às escondidas.

Foi aí que constatei que a minha madrinha era uma santa, pois consagrou toda a sua vida aos doentes.

Eu tive a felicidade de ter madrinha, e como madrinha substitui os pais, levava-me a visitar os acamados a quem emprestava o único rádio que tinha para lhes aliviar a dor.

Era assim: dava-me rebuçados (ficava todo lambuzado); aturava-me enquanto meus pais iam trabalhar e ensinava-me que até a dor pode ser aliviada escutando um belo fado da Amália...

 

(Parte ll)

“R” mais “o” é RO; “g” mais “é” GÉ; “r” mais “i” é RI mais “o” com o faz ROGÉRIO, assim me ensinava a escrever o meu a minha professora, a Dona Susana, da “Escola Republicana de Fernão Botto Machado”.

Gosto do meu nome embora seja invulgar. Aprendi que dava jeito, pois, quando era chamado a exame, éramos ordenados por ordem alfabética e sempre tinha mais algum tempo para estudar. Tinha os seus inconvenientes: estava sempre no fim da lista e em algumas situações, de tanto esperar, desesperava e aproveitava para roer as unhas...

Há sempre tempo para tudo - digo eu.

Existiu um tempo para ser desejado sem dar por isso; um tempo para ser amado sem dar por isso e, quando dei por isso, reparei que tive e ainda tenho, felizmente, todo o amor e carinho dos meus pais.

Vou parar por aqui esta minha meditação. A minha ascendência é significativamente a razão da minha conduta, da minha decência, da minha consciência.

Tive e todos nós tivemos tempo para tudo.

Errei, levantei-me. Escutei sempre o coração, empenhei sempre a alma controlada pela minha consciência. Voltei a errar e voltei a erguer-me aprendendo sempre com os meus erros.

Reconheço os disparates que fiz (todos os fazemos) ao longo das nossas curtas vidas.

Mas a minha glória está em reconhecer os meus defeitos, combater os meus erros, sublimando as minhas atitudes de comportamento que não se reviam ou revêem na herança do meu sangue ou e na educação que recebi dos meus pais.

Sou um humilde poeta! Nunca serei um homem pequeno...

Rogério Simões

 

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Pai parabéns

(Foto da autoria do Sr. Padre Pedro)

 

Pai parabéns!

Hoje, 20 de Maio de 2006, quis Deus que fosse o seu aniversário, e que aniversário meu Deus: 84 lúcidos anos!

Eu sei que no seu bilhete de identidade consta ter nascido a 19 de Maio de 1922. Mas a data está errada!

Pai, há tantas coisas erradas nos registos!

Se eu procurasse no Registo pela data do seu nascimento havia de ser o bonito.

E se eu insistisse, que o pai nasceu no dia 20 em vez do dia 19, chamar-me-iam teimoso ou louco varrido.

É por isso que há por aí tantos loucos, encarcerados na sua sadia loucura, e se verdades dizem não passam de uns insanos.

Às vezes penso: se existem certos actos ditos de loucura, encarados e vistos como tal, eles têm como sublime vantagem de se concretizarem nos sonhos.

Não foram loucos os Santos, e tantas pessoas nobres que se despiram para oferecerem os trajes aos pobres!

Não são loucos os sonhadores de um mundo melhor, os que oferecem toda uma vida a uma causa maior!

Foi loucura viajar no espaço da incerteza e aterrar no império do esplendor como o fez São Francisco de Assis!

Eu sei que sou um sonhador: nem sempre sou o que pareço! E se pareço ser o que não sou, sou aquilo que bem conheço.

Dizia Pessoa que ser poeta é ser fingidor!

 

- Mas eu não finjo, obrigam-me a fingir!

- Eu não morro, obrigam-me a morrer!

- Eu não sofro, obrigam-me a sofrer!

 

E se sofrer tanta dor não compensa, ser solidário recompensa exigindo que a vida seja melhor onde a ela exista e aconteça.

Pai! Estas palavras são hoje inteiramente para si apesar de me ter perdido em deambulações.

Quando comecei a escrever, sem ter a menor ideia do que lhe iria dizer, sobravam-me as palavras. Agora, faltam-me as palavras que às vezes tanto me sobram.

Mas tenho tantas palavras para si, meu pai!

Ainda há pouco, enquanto conduzia, latejavam-me os sentimentos e tinha na cabeça searas de pensamentos deambulando em movimentos.

- Brotavam-me tantas emoções!

- Tantas lembranças!

- Tantas recordações!

Sabe, meu pai, herdei de si esta enorme fortuna que agora sei que desprezam: O sentido da honra; a sensibilidade; a humildade e acima de tudo a honestidade e se rico não fico, com esta tamanha riqueza, é porque me vejo aflito, quando aflito eu fico, para ajudar os seus netos.

Pai parabéns! Porque hoje completa 84 anos.

Como vê, desta vez, não me esqueci, se alguma vez esquecer o esqueci.

Que filho poderá esquecer um ser tão precioso como o pai!?

Recorda-se, meu pai, de nos declamar tanta poesia!?

Tantos poetas! Como este poema de dia de anos (ou desenganos), de João de Deus, que o pai recita quase sempre em seus anos:

 

DIA DE ANOS

(João de Deus)

 

Com que então caiu na asneira

de fazer na quinta-feira

vinte e seis anos! Que tolo!

Ainda se os desfizesse...

Mas fazê-los não parece

de quem tem muito miolo!

Não sei quem foi que me disse

que fez a mesma tolice,

aqui o ano passado...

Agora, o que vem, aposto,

como lhe tomou o gosto,

que faz o mesmo. Coitado!

Não faça tal; porque os anos

que nos trazem? Desenganos

que fazem a gente velho;

faça outra coisa; que, em suma,

não fazer coisa nenhuma,

também lhe não aconselho.

Mas anos, não caia nessa!

Olhe que a gente começa

às vezes por brincadeira,

mas depois, se se habitua,

já não tem vontade sua,

e fá-los, queira ou não queira!

 

Como sei que continua a gostar de poesia, transcrevo o meu poema Memórias” que lhe dediquei há uns anos:

 

Memórias

(Rogério Simões)

 

Voo nas memórias de meu pai!

Que conta sem conto,

Os contos da nossa aldeia.

Era menino!

E certa noite ao luar,

Minha avó,

De nome Maria,

Ensinava meu pai a contar.

 

Pairo nas memórias de meu pai!

Que conta sem conto,

Os contos da nossa aldeia.

Era menino!

E todos os dias ao jantar

Contava para mim,

Histórias de fantasia e de encantar:

 

Irmãos éramos três,

Nazaré, Laura e José.

Minha mãe a todos nos fez

De força, coragem e muita fé!

 

Recupero aqui

As memórias de meu pai

Que hoje conto

Porque me encanta!

Era uma vez, na nossa aldeia,

Na Póvoa ao fundo do lugar,

Minha avó que era uma santa,

Ensinava meu a pai a rezar.

 

Ave-maria.

 

Acabo como comecei se acabar eu queria:

Faltam-me as palavras sobra-me a poesia.

 

Mil beijos deste seu filho,

Rogério Martins Simões

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CONFLITOS

 

 

De vez enquanto descobrimos textos antigos – mas não tão antigos como podem parecer – que passam despercebidos.

Hoje, quando consultava Legislação Comunitária indispensável para a minha vida profissional, acabei por conhecer uma comunicação da Comissão que merece ser lida na íntegra. Como o texto é extenso, tem 36 folhas, irei reproduzir algumas partes do que achei interessante. Como se trata de uma selecção pessoal recomendo que acedam ao site da Comissão Europeia para o lerem na íntegra.

O documento foi editado sob a forma de “Comunicação da Comissão sobre a prevenção dos conflitos” e data de 11/04/2001.

Deste extenso trabalho resolvi transcrever algumas partes do que deve constituir preocupação para todos:

“Os conflitos violentos raramente irrompem espontaneamente, ou mesmo com um pré-aviso curto. O recurso às armas é geralmente resultado de um processo de deterioração gradual cujas causas estão bem enraizadas e são muitas vezes bem conhecidas. As dificuldades em resolver com êxito problemas como a extrema pobreza, as desigualdades na distribuição da riqueza, a escassez e a degradação dos recursos naturais, o desemprego, a falta de educação, as tensões étnicas e religiosas, as disputas fronteiriças e regionais, a desintegração do Estado ou a ausência de meios pacíficos para resolver conflitos têm mergulhado sociedades inteiras no caos e no sofrimento. Quando finalmente emergem deste inferno, vêem-se confrontadas com o longo e difícil processo de reconstrução.”

Vejamos algumas situações que podem gerar conflitos:

1.    “Droga

Existe uma relação estreita entre as drogas e o crime. As organizações criminosas que se dedicam à produção e tráfico de drogas conseguiram transformar algumas partes do mundo em áreas impróprias. As enormes quantidades de dinheiro envolvidas na droga e no branqueamento de capitais atraíram igualmente, em certa medida, movimentos terroristas e organizações paramilitares em busca de fundos para aquisição de armas. Os seus objectivos são em geral regiões em que o tecido social já está destruído pela pobreza ou pela instabilidade política. Dessa forma, o conflito violento constitui uma ameaça constante nas duas principais rotas da droga para a Europa: a rota da cocaína proveniente da América Latina e a rota da heroína proveniente do Afeganistão.

2.    Armas de pequeno calibre

As armas de pequeno calibre são as "armas de destruição maciça" dos pobres. Estas armas são responsáveis por mais mortes e acidentes e têm uma influência destruidora sobre as estruturas políticas e sociais superiores a qualquer outra categoria de armamento. As armas de pequeno calibre chegam com uma enorme facilidade às zonas mais afectadas por conflitos e mais vulneráveis ao seu impacto. É também nessas zonas que estão menos sujeitas a um controlo legal. No início de um conflito violento ou numa fase de colapso das estruturas estatais (como é o caso da Albânia em 1997, em que foram roubadas 700 000 armas de pequeno calibre dos depósitos centrais de munições do país), a omnipresença de armas de pequeno calibre pode facilmente impedir a restauração do Estado de direito, criando simultaneamente condições que contribuam para alimentar conflitos violentos. Essas armas são facilmente transportadas, podendo, portanto, alimentar conflitos em qualquer parte do mundo.

3.    Recursos naturais: gestão e acesso

A concorrência relativamente aos recursos naturais é muitas vezes uma causa de tensão, situação que pode surgir no interior dos países, a nível local ou nacional, bem como num contexto regional. As fontes de conflito podem ir da água e recursos geológicos (petróleo, gás, pedras preciosas, minérios) aos recursos biológicos (por exemplo, zonas de pesca, florestas).

Os conflitos sobre os recursos geológicos são especialmente evidentes em muitas zonas de África (Libéria, Congo-Brazzaville, Sudão, etc.). Especialmente importante é o comércio ilegal de diamantes, cujos lucros servem para alimentar conflitos. Em muitos casos, o controlo desta fonte de riqueza origina igualmente conflitos.

A partilha dos recursos hídricos em regiões onde a água escasseia constitui uma das mais comuns e complexas fontes de tensão política. Tais situações existem hoje no Corno de África, no Vale do Nilo, na bacia do Mar de Aral, incluindo o Vale Fergana, e no Médio Oriente. Por vezes, os conflitos sobre a água são agravados por disputas relativas aos direitos de navegação e às fronteiras territoriais. A Comissão apoiou várias iniciativas relativas a conflitos sobre a água, nomeadamente na zona do Mar de Aral, na África austral e oriental e no Médio Oriente.

4.    Degradação do ambiente

A degradação do ambiente, muitas vezes ligada a problemas de recursos como o acesso à água, tanto pode ser um factor de insegurança e de conflito como o seu resultado. Por exemplo, a degradação dos solos ou as alterações climáticas podem ter um efeito desestabilizador em muitas regiões, através da diminuição das potenciais terras aráveis, da perda da oportunidade de rendimentos e dos movimentos migratórios. A alteração do clima constitui, talvez, o principal problema ambiental. A prevista subida do nível das águas do mar, o agravamento das condições climáticas excessivas e as respectivas consequências na produtividade dos solos e dos recursos dos oceanos representam uma ameaça importante para muitas populações, designadamente em muitos pequenos Estados insulares em desenvolvimento. 60% da população mundial vive em zonas costeiras, que são as mais sensíveis. Muitas regiões ver-se-ão, provavelmente, confrontadas com perdas de postos de trabalho e com migrações.

Outro exemplo de ameaças à segurança ligadas à degradação do ambiente é a diminuição das florestas. Para além das implicações a nível mundial (as florestas são importantes para atenuar as alterações climáticas), a diminuição das florestas pode criar conflitos entre grupos locais, governos e empresas privadas.

5.    Disseminação de doenças transmissíveis

Poucos desafios são mais profundamente perturbadores ou possuem implicações para o desenvolvimento social e económico de mais longo alcance (em última análise, para a estabilidade política) do que a disseminação das principais doenças transmissíveis, em especial o HIV/SIDA, a malária e a tuberculose. Em 1999, calculava-se que, em todo o mundo, viviam mais de 33 milhões de pessoas contaminadas com HIV/SIDA, 95% das quais nos países em desenvolvimento. A malária e a tuberculose estão a ressurgir em zonas onde se encontravam sob controlo e, agora cada vez mais resistentes aos medicamentos, são doenças que estão em crescimento em todo o mundo. A acção destruidora da SIDA, da malária e da tuberculose faz retroceder décadas de esforços de desenvolvimento, provoca a queda da esperança de vida, altera modelos de produção e causa enormes problemas sociais e económicos nos países mais afectados.

6.    Fluxos de população e tráfico de seres humanos

Embora os grandes fluxos de população (migrantes, requerentes de asilo, refugiados internos e externos) sejam geralmente vistos como consequências e não como causas de conflitos, podem ter igualmente efeitos desestabilizadores e contribuir para a disseminação e o agravamento dos conflitos. Enfrentar fluxos dessa ordem e os respectivos efeitos secundários na população local ou vizinha é especialmente difícil para os países em desenvolvimento.

7.    Papel do sector privado em zonas instáveis

As empresas privadas estrangeiras desempenham um papel importante no desenvolvimento socioeconómico de muitos países. Todavia, podem também ser responsáveis pela manutenção ou mesmo pela criação de causas estruturais de conflitos. Exemplos disso são os casos de empresas que gerem as suas actividades (por exemplo, no domínio dos recursos naturais) em detrimento do desenvolvimento ambiental e social sustentável.”

 

O ano de 2004 chegou ao fim e todos nós esperamos que o futuro próximo nos ofereça coisa melhor.

Neste novo ano vemos com alguma mágoa que situações já devidamente inventariadas pela Comunidade Europeia, tais como: “

A pobreza, a estagnação económica,

A distribuição desequilibrada dos recursos,

A debilidade das estruturas sociais,

As formas de governo não democráticas,

A discriminação sistemática,

A opressão dos direitos das minorias,

Os efeitos destabilizadores dos fluxos de refugiados,

Os antagonismos étnicos,

A intolerância religiosa e cultural,

A injustiça social

e a proliferação de armas de destruição maciça e das armas de pequeno calibre” continuam por resolver.

E que dizer da situação económica e política que o País atravessa.:

Onde cabem os nossos sonhos? Que é feito da esperança de uma vida melhor para todos? Como iremos combater o desemprego e a injustiça social? Como iremos cativar o investimento para Portugal tão necessário para a criação de emprego. Qual a saída para os jovens Licenciados que, sem emprego, não podem colocar os seus conhecimentos ao serviço da colectividade que neles investiu. Qual o futuro dos reformados e por onde andarão as promessas de uma vida melhor? Qual a vantagem da continua precariedade no trabalho – qual o seu papel na estabilidade social e económica e financeira das famílias?

Vimos que a comunidade Europeia elaborou um rol de problemas com que o Mundo se debate no dia-a-dia para evitar o conflito.

Durante vários anos os funcionários públicos não tiveram melhoria ou sequer a reposição do poder de compra, tudo em favor da recuperação económica e para evitar o défice. Prometeram, prometeram e não cumpriram minimamente com os programas eleitorais sufragados pelo povo

Chegou a hora de fazer balanço da actividade política, dos políticos deste país, de forma a castigar quem promete e nunca cumpre.

Por um futuro melhor – sem conflitos – mas com uma desejável melhoria da qualidade de vida para o nosso povo, desejo a todos um bom ano de 2005.

isamor

 

De vez enquanto descobrimos textos antigos – mas não tão antigos como podem parecer – que passam despercebidos.

Ao ler este brilhante trabalho lembrei-me de uma comunicação da Comissão que merece ser lida na íntegra. Como o texto é extenso, irei reproduzir a parte que tem a haver com este tema. Como se trata de uma selecção pessoal recomendo que acedam ao site da Comissão Europeia para o lerem na íntegra.

O documento foi editado sob a forma de “Comunicação da Comissão sobre a prevenção dos conflitos” e data de 11/04/2001

Degradação do ambiente

A degradação do ambiente, muitas vezes ligada a problemas de recursos como o acesso à água, tanto pode ser um factor de insegurança e de conflito como o seu resultado. Por exemplo, a degradação dos solos ou as alterações climáticas podem ter um efeito desestabilizador em muitas regiões, através da diminuição das potenciais terras aráveis, da perda da oportunidade de rendimentos e dos movimentos migratórios. A alteração do clima constitui, talvez, o principal problema ambiental. A prevista subida do nível das águas do mar, o agravamento das condições climáticas excessivas e as respectivas consequências na produtividade dos solos e dos recursos dos oceanos representam uma ameaça importante para muitas populações, designadamente em muitos pequenos Estados insulares em desenvolvimento. 60% da população mundial vive em zonas costeiras, que são as mais sensíveis. Muitas regiões ver-se-ão, provavelmente, confrontadas com perdas de postos de trabalho e com migrações.

Outro exemplo de ameaças à segurança ligadas à degradação do ambiente é a diminuição das florestas. Para além das implicações a nível mundial (as florestas são importantes para atenuar as alterações climáticas), a diminuição das florestas pode criar conflitos entre grupos locais, governos e empresas privadas.

Vou finalizar. Desejo ao autor deste magnífico trabalho que continue a sua e nossa luta para que no futuro ele exista. Sinceramente começo a ficar séptico em relação a campanhas e daqui a pouco a Natureza grita, ai se grita. Quem irá parar o sufoco?

Um abraço

Rogério Simões

 

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Eis aqui um homem

(Foto Padre pedro)

 

 

 

EIS, AQUI, UM HOMEM!
Romasi
Rogério Martins Simões
 
Eis, aqui, um homem,
nos passos vazios da história,
na penumbra do esquecimento,
objecto, e falsa lamúria,
dormitando numa toca de rato…
 
Eis, aqui, o homem:
Estátua nocturna;
abandonado à chuva,
fruto desta sociedade moderna,
que o transforma num pato…
 
Eis, aqui, e por todo o lado,
seres humanos sem idade,
(iguais na desigualdade),
vergonha da indigesta sociedade
que na ganância engole o prato…
 
E se ao fim do dia
sobrarem os jornais,
com que se cobrem os indigentes,
e os demais,
que desçam dos pedestais
oh insanas gentes:
- P´ro relento como dorme o gato!!!
 
Lisboa, Fevereiro de 1975
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 
 
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HOMEM

 

 

HOMEM

ROMASI

 

A idade chegou,

Dizem…

Já não sou adolescente

Agora dependo de mim

Sou consciente.

 

Homem

Pela força da idade

Um homem quase livre…

Debaixo das garras…

Subjugado…

Condenado à prisão

Livre…

Só o meu coração.

 

Sou um homem

Atirado para a vida

Só e só vou decidir

Ficar ou fugir…

Liberdade ou Prisão.

 

Mas sou um homem

Sou um preso condenado…

Sou um degredado

Obrigado

Mas não livre…

 

19/11/1968

 

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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