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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

Cria o teu cartão de visita Poemas de amor e dor conteúdo da página

22.12.11

E A VIDA ACONTECE

Rogério Martins Simões

 

Os anos vão passando,

a manhã já vai alta

e a tarde já escapa.

 

A vida corre para a meta

e a meta fica mais próxima

em cada Natal;

Em cada ano novo;

 

Tudo foge!

Caem os cabelos,

o rosto fica mais rugoso

e a vida acontece.

Mas um Menino tão antigo

permanece menino como nasceu.

Que magia!

Como encanta este menino,

como sai bonito das mãos do carpinteiro.

Como renasce perfeito na roda de um oleiro.

 

De barros somos todos nós!

Ainda, assim, dá para expressar sentimentos

e, no virar de página,

de mais um ano,

nós, viajantes de um espaço terreno,

aproveitamos o tempo que nos resta

para lembrar os amigos que partiram

e os que estão entre nós.

É por isso que vos recordei

com um carinho muito especial.

pois os anos vão passando,

e a manhã já vai alta

a tarde já escapa

e a vida acontece.

Gosto tanto de vós!

Lisboa, 24 de Dezembro de 2007

 

UM SANTO E FELIZ NATAL

Poemas de amor e dor conteúdo da página

02.03.11

 

 

Fotografia de Rogério Martins Simões

 

 

 

RENASCER

Rogério Martins Simões

 

Passaram muitos anos

Em que te vi crescer

Habituei-me a olhar

Até me tapares a visão

Quando disfarçada crescias

A caminho do céu…

 

E eu voltava a passar

E a renascer

Por te sentir respirar

e rever

Em qualquer estação.

 

E tinhas o cuidado

De não cegar a luz

Pois a teus pés cresciam

Flores silvestres

Melros

Cogumelos e coelhos bravos

Enquanto em teu corpo

Adormecia uma cegonha…

 

Campimeco, Praia das bicas, Meco

27-02-2011 13:31:02

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

09.02.11

 

 

(imagem do facebook)

 

 

A PENSAR EM TI

ROMASI

(Rogério Martins Simões)


Estrela da manhã

Que queimas

E não me guias…


Amiga

Flor que desperta

E não se apaga.


Lírio

Flor de lótus.

Semente.

Mar de vida.

Onde semeio

Onde me banho

E não me apago.

1983

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

07.02.11

 

 

 

Foi por acaso que descobri este belo poema, do poeta João Raimundo Gonçalves, no blog Direito de Resposta.

Sou um Humilde poeta e não mereço esta linda homenagem à minha poesia.

Muito obrigado ao poeta e partilho convosco este seu poema com a respetiva autorização.

Bem-haja  - Amigo e grande poeta, João Raimundo Gonçalves.

 

 

Rogério Martins Simões – poeta da alma

(João Raimundo Gonçalves)


olho no teu rosto a esperança

segredo dum homem que se deu conta

toda tempestade traz bonança

ainda que instante breve tanto monta

*

olho no teu rosto a firmeza

olhos leais lábios expressivos da vontade

que por mais afoita seja a tristeza

na tua alma regurgita eterna a liberdade

 

*

olho palavras transpiram poesia

tão de tanto amor serenas nas memórias

por mais que o temporal seja de maresia

ergues na alma a força das vitórias

*

olho amor sem espera duma mulher

aroma que ameniza dor num homem irreverente

nem a Parkinson vence quando quer

nem a epilepsia anula a coragem que a alma sente

*

olho o encanto de versos que seduzem

o incitamento à coragem humana de tudo vencer

vida possuída de estrelas que reluzem

e que atraem mundos ansiosos por te conhecer

*

olho o homem de memória inteira

o poeta que encanta e maravilha a fantasia

de forma brilhante à doença toma dianteira

que viva nele eterna tão doce poesia

 


 

 

Poeta, João Raimundo Gonçalves


Fico quase sem estrelas,

pois as quero dar neste momento em que tomo conta, sem contar,

deste magnífico poema que quiseste dedicar.


Sabes, os poetas são assim: ternura e sensibilidade à flor da pele,

nobreza de sentimentos,

encantamentos e tudo isto e tanto mais os distingue dos demais.


Fazemos parte do universo da luz que reluz nos versos,

nos poemas com que nas noites calmas e serenas nos encontramos com o luar.


Desfolhamos pétalas sem ferir as flores.

Choramos todas as lágrimas num turbilhão de sentimentos

e ressuscitamos num verso.

Apanhamos o último barco onde não chegámos a entrar.


Sim! Fico sem estrelas mas cheio de luz!

Muito obrigado poeta por este momento que eternizo na minha alma.


Rogério Martins Simões

 

ROMASI

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

30.01.11

 

 

 

Foto de Rogério Simões

 

 

Cumplicidades

(Rogério Martins Simões)

 

Observei-te, estavas, linda!

Bonita, como a rosa em botão!

Não te toquei, estavas ainda

Longe no teu olhar - eu não!

 

Afinal não te era indiferente.

Mas, enfim, lá por dentro vias

Que havia em mim algo diferente

Nos locais para onde ias.

 

Para compensar o tempo ido

Prometias em pensamento

Recuperar o tempo perdido

À força de um sublime momento.

 

Amor! Estavas tão linda

Bonita como a rosa em botão

Não te toquei, estavas ainda

Perto do meu olhar - tu não!

 

Finalmente teu coração reparou

E descobriste que eu existia

Teu amor em mim encontrou

E… foi tão lindo esse dia.

 

E foram tão longos os abraços,

Carentes, infinitos e diferentes.

Foram estes os nossos laços

Afinal não éramos indiferentes…

 

2003

(Caderno Uma Dúzia de Páginas de Poesia n.º 41)

E colectânea de poemas”INDEX-POESIS”

(ISBN 972-99390-8-X e Depósito Legal 249244/06)

 

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.P. –

Processo n.º 2079/09)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

16.01.11

 

 

 

Caem lágrimas é um dos meus poemas mais antigos. Poema de amor, escrito na Escola Comercial Patrício Prazeres no ano de 1968.

 

O poema foi escrito, declamado e passado a vídeo por mim. Espero que gostem.

 

Dedicado aos meus antigos colegas da Patrício Prazeres. Por favor desliguem o fundo musical do blog. Outros poeas declamados podem ser escutados no YouTube.

 

CAEM LÁGRIMAS

(Rogério Martins Simões)


Rolam-me na face,

Caem no chão,

Secam com o vento,

As lágrimas tristes

Do meu coração!


Continuo escrevendo,

Versando tua beleza,

Apenas interrompido

Por longos suspiros

Da grande tristeza

Do meu coração!


E, se depois penso…

Que jamais serás minha:

Rolam-me lágrimas

Pelo rosto molhado

Caem no chão!

Secam com o vento!

As lágrimas tristes

Do meu coração.


Escola Comercial Patrício Prazeres,

Lisboa, Abril de 1968


(Registado no Ministério da Cultura

Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

01.01.11

 

 

 

 

 

 

Abri a janela do meu quarto

Rogério Martins Simões

 

Abri a janela do meu quarto,

Era ainda manhã,

Em cima da mesa estava o coração!

Reparei na moldura,

Passei discreto,

Eram tempos de hesitação!

 

Que segredos guardam meus passos?

Que tristezas guiam meus conflitos?

Acabei por descobrir os meus laços,

Percorrendo sempre os meus gritos!

 

Corri para o canteiro do lugar

Recolhi um botão de formosura,

Que, atento, coloquei ao luar.

 

Era noite, cedo tarda a noite,

Porque cedo amanhece o dia!

Que fado é a saudade

Da mesa do meu quarto

Que a felicidade é ter-te à mesa,

Servir-te este caldo farto

Num prato de sobremesa...

 

Esta rosa florida em botão.

Este instante de ternura e poesia,

Que, neste momento,

te entrego em mão.

 

Sexta-feira, 4 de Julho de 2003

 

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

27.12.10

 

 

OLHA O AMOLADOR!

Rogério Martins Simões

 

Sete notas no ar hoje ecoaram!

O pregão do Amolador anda no ar.

Por todas a casas se procuraram

Tesouras e facas para aguçar.

 

Despertou em mim a curiosidade

Fizeram-me recordar as tradições

Passado recente da minha cidade

Lisboa, de encantos e de pregões!

 

Mas o som da flauta era sonante...

Anunciava a chuva e a tempestade,

Incómoda, enfadonha e marcante

Agora, ao recordar, sinto saudade!

 

9 De Agosto de 2004

(Registado no Ministério da Cultura

Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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