Sexta-feira, 20 de Julho de 2018

CICLO FECHADO

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 CICLO FECHADO!

(O MEU SEGUNDO GRITO!)

Rogério Martins Simões

 

Se o teu rosto não sorri,

E o teu cabelo não desliza,

É porque a tua boca se encerra,

E a minha não será precisa…

 

O gesto, o medo, o ódio:

Tudo te corrompe.

E, até, não preciso de ponte

Encheste-me a baliza…

Espalhou-se a brisa;

Abriu-se a porta de vidro;

A janela da esperança;

E o vento até desliza…

 

Mas… se ao menos O teu rosto sorrisse!

E os teus cabelos se soltassem

Voltarias a encontrar

Os melhores passos para ti,

Porque o melhor de ti fui eu

Que adoecia dizendo olá!

 

O melhor de ti fui eu

Que te segurei, quando fugias...

Ou então sempre errei

Quando te amparei E tremias.

 

Não!

Nada sobrou de mim

Não me faças sentir assim

Pois tudo agora findou.

 

Sabes!

Tudo é nada

Quando nada começa!

E o fim não existe

Se não há princípio.

Para quê essa pressa!?

Se o inicio era nada,

E tudo foi retalhado:

Nefasto é o sofrimento

Quando não há, sequer, sentimento!

 

Se assim não fosse

Poderias dizer, ao menos, como eu

Longe!

Muito longe de ti.

Olá!

Olá poeta!

Não fiques desesperado

Não faças nada apressado!

 

Não!

Não penses sequer Que te quero!

Quem quer o nada

Se nada tem?!

Tu não vês que não há regresso

Quando não há ponto de partida!

E tu nem entendes a chegada...

 

Olha!

Eu tinha um guizo,

Cabeça de andorinha,

Que corria atrás do vento

Ao desafio com as aves.

À procura de outras asas!

E voava,

Voava, sem ser preciso.

Chamavam-lhe cabeça de vento…

Certo dia fugiu,

Voou numa folha de papel

Toquei novamente o guizo,

E tantas vezes subiu

Que se partiu o cordel.

 

Sabes!

Agora quero sorrir!

Tenho gosto, tenho vida!

Despejei a "selha de lágrimas"

Encontrei-me no "corpo ausente"

E num arco-íris

Descobri manhãs

Com que sonhei e sempre quis.

 

Afinal estou magoado!

Porque fui muito infeliz!

Mas não há dúvida!

Ainda serei feliz!

 

Lisboa, 1989

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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