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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




VERSOS DE AMOR

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Versos de amor

Rogério Martins Simões

 

Logo! Logo muito cedo,

Irrompe a luz, sem medo,

E descobre meu olhar.

Entra, sem bater à porta,

Quando o sol conforta:

Lembranças a despontar.

 

Em cima da velha mesa

Eu tinha a roupa presa

Com o prato da merenda:

Manteiga e pão escuro;

Que o branco era duro,

E só pela encomenda...

 

Solto os meus pés à légua

Que, na escola, a régua

Não aceita a demora...

Quisera, então, aprender,

A ler, para escrever,

Os meus poemas de agora.

 

Revejo, neste caminho,

Meus pais, com tanto carinho,

Neste nosso trilho em flor.

Volta o sol, que me beija,

Nesta manhã, que cereja,

Em meus versos de amor.

 

Lisboa, 30-10-2010 22:33:19

 

Simões, Rogério, in “POEMAS DE AMOR E DOR”,

(Chiado Editora, Lisboa, 1ª edição, 2019)

1ª edição: Agosto, 2019

ISBN: 978-989-52-6450-6

Depósito Legal n.º 459328/19

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

POEMAS DE AMOR E DOR (FINALMENTE EM LIVRO)

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POEMAS DE AMOR E DOR

 

Hoje 24 de Setembro de 2019 perto das 13 horas recebi os meus livros do meu novo livro de poesia. Assim:

Por se ter agravado o meu estado de saúde e estando o meu último livro pronto, cumpre-me informar que apesar de ainda não ter marcado o dia e a hora do seu lançamento, por informação da Editora, passarei a divulgar o meu segundo livro “POEMAS DE AMOR E DOR”.

O projeto que tinha planificado para este livro não se concretizou, apesar de ter passado um ano a trabalhar nele. Só quem passa pela doença de Parkinson conhece as dificuldades que a todo o momento vão aparecendo. Darei como exemplo o não conseguir manusear corretamente o “rato” apesar de tudo tenha tentado fazer para impedir que os dedos deixem de apertar ao mesmo tempo, sem eu querer, o botão direito do “rato”. Mas muitos mais dificuldades se juntam tendo atingido os meus limites desde muito cedo. Foi para me obrigar a concluir este livro que optei por me desafiar a mim mesmo, remetendo os poemas à Editora. Deste modo, só com a paciência daqueles com que ia contactando ao longo destes últimos 5 meses foi possível concluir o julgava impossível. Existem algumas falhas, e desde já peço desculpa. Mas tudo fazer sem ajuda de ninguém, e na minha situação, não mais terei coragem para tal.

Finalmente direi que contando com a ajuda de alguns amigos tentarei apresentar o livro numa tarde de Outubro em local a anunciar,  mas disso darei conta logo que possível.

Tudo de bom para todos.

Rogério Martins Simões 

 

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DIÁLOGO NUM PORTO DE ABRIGO QUANDO O MAR ESTÁ REVOLTO….

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DIÁLOGO NUM PORTO DE ABRIGO QUANDO O MAR ESTÁ REVOLTO….

Rogério Martins Simões

 

Soa um alarme

Que se solta na noite escura

O mar está revolto

- Não te deves colocar em perigo

Nas palavras que soltas,

-Escreve! Eu as dito

A riqueza está no coração

Na nobreza dos gestos

- Certos incertos, seguros.

A tua riqueza está em ti

Acredita que o amanhã será diferente

Será melhor,

Cheio de Sol, do tamanho da amizade.

A riqueza está na luz que de ti irradia.

Liberta-te!

Vive nem que seja por um dia.

Vive a felicidade que encontras

Seguindo e perseguindo os sonhos.

Repara que um sorriso

Vale muito mais que um choro,

Olha as árvores e os campos

Que renascem do fogo sorrindo.

E se escreveres palavras tristes

Para as teres por catarse

Não as libertes

Sopra-as no meu ouvido.

- Pela manhã não andava!

 

 

-No momento em que escreves voltaste a andar.

Deixa fluir o que sentes

E não te obrigues a lutar contra moinhos de vento.

Aceita!

Amanhã traz de volta um novo dia

 

- Uma silhueta desperta no meu olhar.

Se calhar é alguém que regressa

À aldeia do meu coração em festa.

 

-Vêm ver os teus barquinhos de papel

Saltitando na levada a caminho da horta.

- Gosto de descobrir nos sentidos

Esta alegria de estar vivo.

- Podes abrir os olhos, mesmo sofridos,

E sentir o coração a pulsar.

 

Lampejam as eternas palavras dos poetas

 

Meco, 08/05/2019 00:25:02

 

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A ESTRELA MAIS BELA QUE ENCONTREI

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A ESTRELA MAIS BELA QUE ENCONTREI!

(Rogério Martins Simões)

 

 

Sabes encontrar-me pela manhã

No riacho e cristalino desapego,

Onde, renunciando, dores refego,

Para que a esperança não seja vã.

 

Livre da dor e tortura é este afã,

Cuido este corpo onde me apego,

Tarde libertar-me deste carrego,

Que extingue o carma de amanhã.

 

E se estiver na hora quero propor:

Irei de mãos dadas pelo caminho,

Perdido eu de amores, devagarinho,

 

Levarei comigo o meu lindo amor,

A estrela mais bela que encontrei.

Não quero perder quem tanto amei!

 

Lisboa, 27-03-2008 22:04:08

(Registado no Ministério da Cultura

Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

 

 

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QUERO BEIJAR

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QUERO BEIJAR

Romasi

(Rogério Martins Simões)

 

Quero beijar

Beijar loucamente

Os teus seios

Como se eu fosse a loucura

 

Quero percorrer

Docemente o teu ventre

E esquecer

A minha amargura

 

E me entregar

E perder a dor

Nesta ânsia de amar

Latente

Em que me entrego

E dou

 

Eu te beijo

Desejo

E vou…

 

1972

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

 

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AS CIDADES SÃO ARMADURAS… FATIGADAS E FORJADAS... EM LÍNGUAS, MITOS E RITOS... COMBINADAS DE CIMENTO E TIJOLO.

Parte 1 a 4

 

 

 

AS CIDADES SÃO ARMADURAS… FATIGADAS E FORJADAS... EM LÍNGUAS, MITOS E RITOS... COMBINADAS DE CIMENTO E TIJOLO.

Rogério Martins Simões

(Tomo 1)

 

As cidades são armaduras

 

As cidades são avenidas seguras

A cidade é a minha rua também

As ruas por onde andava são inseguras

Já lá não mora ninguém

Mas numa rua nasci

A minha rua era a cidade

Na minha cidade cresci

E agora com mais idade

Voltei trazendo a saudade

À rua onde ainda não morri

 

As cidades são armaduras

Fatigadas e forjadas

Em línguas, mitos e ritos

Combinadas de cimento e tijolo.

 

A minha rua tinha um casario

Numa dessas casas nasci

Da casa espreitava o rio

E o rio era o meu navio

Para onde aprendi a espreitar

E só tinha os olhos no mar

 

Por isso da minha casa espreitava

Olhava através dum postigo

No dias em que o vento açoitava

Tudo à frente levava

Colocando a barra em perigo

E para o navio não encalhar

Quatro vezes viravam

Duas vezes para o mar

As proas destes navios

E até o guindaste parava

Não descarregando mais nada

No cais da minha cidade

Onde muito perto morava,

De onde tudo isto espreitava

E mais por agora não vos digo

 

(Tomo2)

 

FATIGADAS E FORJADAS

 

 

Nas traseiras da minha casa

Existia um saguão

Onde as mulheres à tarde lavavam

com muita água e sabão

As roupas que todos sujavam

E tudo era lavado à mão.

 

E até o velho tanque sorria

Àquelas mulheres tão novas

Por isso me recordo agora

Das partidas que elas faziam

Das bolas de sabão que subiam

Da ponta do meu canudo

E até minha mãe cantava

Uma cantiga das beiras

Apesar de muito cansada

De tanto trabalho na praça

 

E todas muito se riam

Até diziam asneiras

E antes chegassem os homens

Passavam de lavadeiras

A criadas de servir

E quando o meu pai regressava

A minha mãe com seu ar de graça

À frente da garotada

Fazia sempre chalaça.

E nem havia tempo para carpir

Que a janta estava pronta

 

(TOMO 3)

 

EM LÍNGUAS, MITOS E RITOS

 

Agarradas aos frontais

As varandas da minha rua

Mais pareciam estendais

Em todas as sacadas havia

Roupas dependuradas

Que escorriam para a rua

 

Tinham sido bem torcidas

Tinham sido bem espremidas

Mas uma vez um careca

Que olhava para a lua

Levou com uma encharcada cueca

No alto da nuca

 

E alguém chama um polícia

Logo o polícia autua

E foi um reboliço

Juntou-se uma multidão num buliço

Entre os quais um castiço

Que no meio da confusão

Rouba ao merceeiro o chouriço

E chama de careca ao lesado

 

E o polícia que não se faz rogado

Pega no cassetete e bate

Num inocente que passava

 

E salta a peruca…

A malta estava maluca

Ouviu-se a sirene da “Ramona”

E antes que os levassem p´ro Torel

Partiram numa “fona”

Fica apenas o móbil do crime

Que esta história de cordel

Por agora não acaba aqui

 

(TOMO 4)

COMBINADAS DE CIMENTO E TIJOLO.

 

E ao Domingo descansavam

Mas era dia de missa

Ordeiramente preparavam

Uma banheira de zinco

Duas panelas de água quente

Uma barra de sabão azul

Toalhas e um pente.

 

E assim começava a barrela

Os putos iam primeiro

Na mesma água do banho

Que ainda não ganhara cheiro

E mais parecia amarela

Depois de limparem o ranho

E quando ficava castanha

Era despejada para o ralo

 

Estava a ficar tarde para a missa

E antes que viesse a preguiça

Ordeiramente recomeçava

Voltavam as panelas

A água morna no zinco

E os corpos que transpiravam

Ficavam todos num brinco.

 

Agora na minha cidade

Não lavam mais roupa à mão

Nem o corpo em banheiras de zinco

Eu vi quando por lá passava

Que os passeios da minha rua

Estão agora presenteados

Com tanta merda de cão

E assim vai a minha cidade

Que os gatos da minha idade

Também só mijam no chão…

 

Da minha rua parte um caminho;

Um caminho que me conduz ao destino;

Que destino me traz o caminho;

Que me conduziu à minha rua…

 

As cidades são armaduras

Fatigadas e forjadas

Em línguas, mitos e ritos

Combinadas de cimento e tijolo.

 

26/09/2013 17:59:15

29/09/2013 01:39

Meco, 30-09-2013 23:19

( Este ensaio será incluído num próximo livro do autor)

 

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ÁGUA SALGADA

ÁGUA SALGADA

Rogério Martins Simões

 

Tenho sede...e sofro

É em vão a minha dor.

A vida acaba

Quando espero o seu começo.

Triste, já cansado,

Fatigado de andar

Busco água

No oceano da vida.

Retiro-me, procuro o mar

Mergulho…,

Afogo a minha sede de vida!

E morro...

Olhos salgados de mar.

 

11/1968

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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