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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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08.07.18

World Press Photo Contest 2004..jpg

 IMAGEM DA World Press Photo Contest 2004.

 

RAPINA

Rogério Martins Simões

 

Rapinam minhas mãos nas horas vivas,

Que se agitam além perto do fogo,

Meu destino cruel onde me azougo,

Em preces, em razões superlativas...

 

Balizam minha sorte e tão furtivas

Querem-me longe e fora deste jogo…

Na terra das misérias sem arrogo

De mãos estendidas em rogativas…

 

Latejam no meu rosto como brasas,

Estas inquietações de quem se arrisca,

A escutar o trovão, antes da faísca…

 

Desilude-te génio subserviente,

Que o desterro é ferrete penitente…

E os ultrajados mais que as campas rasas.

 

Meco 08/07/2018 23:34:46

 (Poemas de amor e dor- Próximo livro)

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

02.04.17

IMG_4137_tonemapped.jpg

 

PERSEGUIÇÃO

Rogério Martins Simões

 

Não! Não me soltem as letras destes versos

Nem me pendurem num tempo breve

Basta o que não escrevi, e chorei,

Tudo se alagou no que não sei...

Que Deus te perdoe

E que seja leve.

 

Não! Não me prendam nas letras dos versos,

Deram-me setas afiadas na ilusão:

Ligeiras e tão lestas.

Quem lhes afiou as arestas?

Quem me retalhou o coração?

 

Não! Não me soltem as letras destes versos.

Nem a insensibilidade de quem se atreve

A distorcer, sistematicamente, a razão…

Antes tivesse perdão.

 

Que Deus te perdoe e te leve.

 

Lisboa, 28 de abril de 2011

Simões, Rogério, in “GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO”,

(Chiado Editora, Lisboa, 1ª edição, 2014)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

19.01.17

IMG_0740 (2).JPG

 

BATE, BATE, CORAÇÃO

Rogério Martins Simões

 

Quando com dores me deito

Sinto galopar no peito

Um tão sofrido alazão.

Por me sentir a tremer

Soluço poderá ser

Não saltes mais coração.

 

Com esta dor que rejeito

Esta vida assim sem jeito

Talvez mude de missão.

Com este meu mal-estar

Oiço o meu peito gritar

Não batas mais coração.

 

Sabes bem que sou sincero.

Não penso sequer que espero

Por piedosa solução.

E antes que bata demais

Diz à vida ao que tu vais:

Parar o meu coração.

 

Mas se ainda voltas a ter

Coragem para viver

No meu peito de paixão.

Deus te deu vida severa

Tens o meu tempo à espera

Bate, bate, coração.

 

Meco, 19/01/2017 21:41:37

(A publicar no meu próximo livro)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

16.09.16

IMG_03701.JPG

 

E A NATUREZA ME DEU TRÊS DIAS DE DESCANSO

 

Foram deliciosos estes dias em que a Parkinson me deu tréguas.

Corri, andei, e senti o fascínio pela vida: uma enorme vontade para viver.

Voltei a sonhar e até pensei que se tinham enganado no diagnóstico. 

Hoje, ao quarto dia de tréguas, voltaram as dores, os tremores

e foi com tristeza que aditei um novo dia aos catorze anos deste sofrer.

14/06/2016

Rogério Martins Simões

 

SEM FORÇAS PARA REGRESSAR

Rogério Martins Simões

 

Por aqui ando

E não me limito a tentar

O meu andar parece uma onda quebrada na estagnação

 

Fujo

Escondo-me nos fundos do meu silêncio

Para que não me vejam tremer

Olho em redor

Nada mais me deixa transparecer

Nada mais treme para além de mim

 

Não

Não procures decifrar o indecifrável

Nem tudo é palpável

Maleável, comparável

Não

Não disfarces o que o tempo não te dá

Afinal tudo mudou

 

Vai

Oh meu coração afogado em lágrimas

Que estas dores que não te deixam sorrir

Meco, 14/6/2016

(Os dias amargos de um doente com Parkinson)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

10.09.16

IMG_4189.JPG

 

HORAS INFINITAS

Rogério Martins Simões

 

 

Aqui me entrego ao tempo lato.

Aqui o meu tempo não passa, demora,

Numa lenta e eterna agonia.

Deixei a vida lá fora …

Aqui apreende-se a viver sem viver.

E, enquanto me afundo,

Desvio este olhar profundo,

E passo a olhar para a vida:

Com a passagem das horas infinitas…

 

Hospital dos Capuchos, Lisboa, 20/02/2016

 

(O direito de autor é reconhecido independentemente de registo, depósito ou qualquer outra formalidade. ver artigo 12.º do CDADC. Lei 16/08 de 1/4)

(A registar no Ministério da Cultura - Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C. – Processo n.º 2079/09)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

19.08.16

IMG_1269.JPG

 

O SOL

José Augusto Simões

 

Sol divino, Sol divino

Lindo é vê-lo nascer

É mais um dia na vida

Deus nos dá para viver

 

Sol divino, Sol divino

Que ilumina toda a terra

Desde o mais profundo vale

Até ao mais alto da serra

 

Sol divino, Sol divino

Que nos dá tanta alegria

Acaba a noite cerrada

E irrompe o claro dia

 

Sol divino, Sol divino

Nos dá tanta beleza

É a estrela mais bela

Que nos dá a natureza:

 

Quando está ao pé do rio

Em cima de uma cascata

O fundo parece de ouro

A água da cor da prata

 

Todo o ser vivo se mexe

Quando vê nascer o Sol

Os passarinhos cantam

Trina o lindo rouxinol

 

 Rouxinol que bem cantas

Onde aprendeste a cantar?

- No cimo daquele salgueiro

Com os ramos a abanar!

 

Todas as aves cantam!

Cada qual com sua voz!

Eu já acompanhei o rio…

Da nascente até à foz

 

Estou velho! Tu és menino

Nunca irás envelhecer

Sol divino, Sol divino

Sem ti não posso viver

 

Lisboa, 25/9/2007

 

DEDICADO AO POVO DE PRAÇAIS

PAMPILHOSA DA SERRA

 

Com este poema, do meu querido e falecido pai, pretendo agradecer a todos – e foram muitos – Que me enviaram mensagens de condolências. Assim, na impossibilidade de me dirigir a cada um de vós, e por acreditar que meu pai está na luz, nada melhor que reeditar o seu poema “Sol” Divino de José Augusto Simões.

 

E a mim, seu filho, cabe-me dedicar a meu pai o meu poema: POETA ESTAIS DE PARTIDA

 

POETA! ESTAIS DE PARTIDA

 

Retomo a minha viagem,

E peço aos céus a coragem,

Para enfrentar a descida…

Parte barco numa onda:

Que o meu corpo se esconda

Do aceno na despedida.

 

Vai o barco a soluçar,

E no cais fica a chorar

Uma lágrima despida…

Mar que bem cedo se agita,

Que chama o arrais que grita:

Poeta! Estais de partida…

 

Meu barco que não comando

Diz, aos céus, por seu desmando

Que a viagem acaba ali…

E a alma vendo-me triste,

Solta o corpo que resiste,

Olha o meu barco, e sorri…

 

Praia das Bicas, Meco, 07-10-2011 20:00:42

 

Simões, Rogério, in “GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO”,

(Chiado Editora, Lisboa, 1ª edição, 2014)

 

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

18.09.14

A RAMPA

Rogério Martins Simões

 

Tento descer aquela rampa:

Inclinada, escorregadia e longa,

Para que o meu corpo não se esconda,

Debaixo de qualquer manta…

Exercito as mãos

Amparo-me nas palavras

Revisitadas, tremidas, ingratas.

Se tropeçar nas franjas do vento

Pedirei às palavras que não me deixem cicatrizes

Talvez me ajudem a descer

E o vento me seja leve…

Meco, 04/09/2014 17:12:11

Poemas de amor e dor conteúdo da página

01.02.14

EMOÇÕES

(Rogério Martins Simões)

 

Passo os meus dias a soluçar:

Tenho açaimes no meu sorrir,

Correntes no meu andar,

Num corpo sempre a cair.

 

Carrego as minhas emoções.

Não distingo o indistinto.

Confundem-se as agitações;

Bebedeiras que não sinto.

 

Sou lembrança e pensamento.

Do que parece não mudar…

Penso a cada momento:

Tombo! O corpo vai tombar!

 

Noite, silêncio e solidão.

Solidão que me ergue e prende,

Que me sufoca, que me fende:

Aqui estou preso aturdido ao chão.

 

Chão que me agita e confronta!

Tristeza que me leva e me traz!

 Dor que me derruba, e afronta,

E tanto sofrimento me dás…

 

Meco, 13/08/2013

(Diálogos da alma e do poeta – Diário de um doente de Parkinson)

 

 

 

 

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

02.09.13

ÁGUA SALGADA

Rogério Martins Simões

 

Tenho sede...e sofro

É em vão a minha dor.

A vida acaba

Quando espero o seu começo.

Triste, já cansado,

Fatigado de andar

Busco água

No oceano da vida.

Retiro-me, procuro o mar

Mergulho…,

Afogo a minha sede de vida!

E morro...

Olhos salgados de mar.

 

11/1968

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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