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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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08.07.21

ESTRELAS PARA MINHA MÃE

Rogério Martins Simões

IMG_0403.JPG

 

Mãe! Que não sabe ler nem escrever:

Onde aprendeu a ler, todos, os meus ais?

Mãe! Que bem cedo teve de sofrer.

Mãe que tanto nos deu, e tanto me dais.

 

Mãe! Por que não a deixaram aprender,

Se está sempre tão atenta aos sinais…

Mãe que doando me ensinou a viver,

Para que amando nos amemos mais.

 

Se o amor é o néctar da poesia,

Minha mãe, lhe dedico neste dia,

Estes sentidos versos do meu amar.

 

Mãe! Passe suas mãos pelo meu peito,

Que este seu filho até já perdeu o jeito:

E tinha tantas estrelas para lhe dar…

Meco Café, 02/03/2016 22:14

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24.01.21

PerdiDOCE

PERDIDAMENTE DOCE

Rogério Martins Simões

 

Uma abelha beija um malmequer,

Retira o pólen e a flor sorri.

Nada saberei do mel…

Que vais deixando por aí:

Dos teus seios,

cor de cereja madura,

Adoçando a minha boca

Contigo louca, insegura,

Esvoaçando sobre meu peito despido,

Despida

E tão perdidamente doce.

Meco, 03/09/2014 18:30:42

Simões, Rogério, in “POEMAS DE AMOR E DOR”,

(Chiado Editora, Lisboa, 1ª edição, 2019)

1ª edição: Agosto, 2019

ISBN: 978-989-52-6450-6

Depósito Legal n.º 459328/19

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

16.01.21

ani2014_02_15

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Versos de amor

Rogério Martins Simões

 

Logo! Logo muito cedo,

Irrompe a luz, sem medo,

E descobre meu olhar.

Entra, sem bater à porta,

Quando o sol conforta:

Lembranças a despontar.

 

Em cima da velha mesa

Eu tinha a roupa presa

Com o prato da merenda:

Manteiga e pão escuro;

Que o branco era duro,

E só pela encomenda...

 

Solto os meus pés à légua

Que, na escola, a régua

Não aceita a demora...

Quisera, então, aprender,

A ler, para escrever,

Os meus poemas de agora.

 

Revejo, neste caminho,

Meus pais, com tanto carinho,

Neste nosso trilho em flor.

Volta o sol, que me beija,

Nesta manhã, que cereja,

Em meus versos de amor.

 

Lisboa, 30-10-2010 22:33:19

 

Simões, Rogério, in “POEMAS DE AMOR E DOR”,

(Chiado Editora, Lisboa, 1ª edição, 2019)

1ª edição: Agosto, 2019

ISBN: 978-989-52-6450-6

Depósito Legal n.º 459328/19

 

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16.03.20

08030324

 

O MEU CORAÇÃO NÃO É DE PEDRA

Rogério martins Simões

Quero esquecer

O que não esqueci.

Quero acolher

Sensações novas

Mesmo que tardias.

Quero exorcizar

Noites escuras,

Frias, mal dormidas:

Tenho sono!

 

As luzes sombrias

Percorrem os cantos

Escuros e frios.

Dói-me o peito.

O meu coração não é de pedra.

Meco, 22 de agosto de 2009 16:09:33

 

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26.06.18

bete (229).jpg

 

Nem uma só palavra perdida

Rogério Martins Simões

 

Nem uma só palavra perdida!

Nem um só gesto desmedido!

É como um encanto, que encanta.

Vou ter saudades da vida.

 

Que bonitos nós vamos!

Será que nos veremos depois?!

Que pena não termos nascido mais tarde,

Para mais cedo nos conhecermos os dois.

 

Assim vou ter saudade,

Deste encanto que encanta a vida.

O teu amor me renova e cativa:

Nem uma só palavra perdida…

Que lindos nós vamos

Neste percurso tão curto de vida.

 

25/10/1996

 

(Registado no Ministério da Cultura

Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

A publicar no próximo livro

Poemas de amor e dor conteúdo da página

16.12.17

FADO: Bate, bate coração

ACADEMIA DA GUITARRA PORTUGUESA

Voz: Américo Nunes de Almeida

Música: Alfredo Marceneiro

 

BATE, BATE, CORAÇÃO

Rogério Martins Simões

 

Quando com dores me deito,

Sinto galopar no peito,

Este sofrido alazão.

Por me sentir a tremer,

Soluço poderá ser,

Não saltes mais coração.

 

Com esta dor que rejeito,

Esta vida assim sem jeito,

Talvez mude de missão.

Com este meu mal-estar

Oiço o meu peito gritar:

Não batas mais coração.

 

Sabes bem que sou sincero,

Não penses sequer que espero,

Por piedosa solução.

E antes que bata demais

Diz à vida ao que tu vais:

Parar o meu coração.

 

Mas se ainda voltas a ter,

Coragem para viver,

No meu peito de paixão.

Deus te deu vida severa,

Tens o meu tempo à espera,

Bate, bate, coração.

 

Meco, 19/01/2017 21:41:37

(A publicar no meu próximo livro)

(Direitos de autor protegidos)

Ao meu querido avô paterno, António Antunes Simões.

Nasceu em 1881 na Pampilhosa da Serra – Aldeia Velha – casou na Póvoa e migrou para Lisboa em 1897.

Trabalhou como estivador e era um exímio tocador de guitarra.

Do pouco que sei do meu avô, dizia meu pai, que terá ensinado o Armandinho a tocar guitarra. Na verdade em investigação posterior constatei que o meu avô viveu no Pátio do Quintalinho quando o Armandinho tinha 5 anos de idade. Foi sócio da Juventude Monárquica Conservadora para poder tocar guitarra, tendo falecido na Póvoa em 1934.

Do seu neto: Rogério Martins Simões

 

 

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12.12.16

IMG_1236.JPG

 

 

POESIA NO PRATO

Rogério Martins Simões

 

Lembra-se, meu pai,

Quando à sua mesa

Nos trocava a sobremesa

Por poesia no prato…

 

Diga-me, agora, meu pai:

Se por aí há olhares desesperados,

Mãos crispadas,

Rezas nos dentes…

 

Diga-me meu pai:

Se o sofrimento é tão só por aqui;

Se nos céus são todos iguais;

Se as regras são transparentes;

E se no inferno só ardem os maus…

 

Diga-me meu pai:

Se aí há lugar para os dementes…

Para os falazes…

Para ricos

Para os capazes

Para pobres, ou doentes.

 

Diga-me meu pai:

Se há por aí poesia

Se já conhecem a magia

Dos seus contos de encantar.

 

Nada me diz, não importa…

Mas se o céu, para si, não for boato…

Terá sempre aberta a minha porta:

E esta saudade com a poesia no prato…

 

Meco Café 12/12/2016 12:23:39

(Para publicar no próximo livro de poesia)

 

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16.09.16

IMG_03701.JPG

 

E A NATUREZA ME DEU TRÊS DIAS DE DESCANSO

 

Foram deliciosos estes dias em que a Parkinson me deu tréguas.

Corri, andei, e senti o fascínio pela vida: uma enorme vontade para viver.

Voltei a sonhar e até pensei que se tinham enganado no diagnóstico. 

Hoje, ao quarto dia de tréguas, voltaram as dores, os tremores

e foi com tristeza que aditei um novo dia aos catorze anos deste sofrer.

14/06/2016

Rogério Martins Simões

 

SEM FORÇAS PARA REGRESSAR

Rogério Martins Simões

 

Por aqui ando

E não me limito a tentar

O meu andar parece uma onda quebrada na estagnação

 

Fujo

Escondo-me nos fundos do meu silêncio

Para que não me vejam tremer

Olho em redor

Nada mais me deixa transparecer

Nada mais treme para além de mim

 

Não

Não procures decifrar o indecifrável

Nem tudo é palpável

Maleável, comparável

Não

Não disfarces o que o tempo não te dá

Afinal tudo mudou

 

Vai

Oh meu coração afogado em lágrimas

Que estas dores que não te deixam sorrir

Meco, 14/6/2016

(Os dias amargos de um doente com Parkinson)

 

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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