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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Letras imprevisíveis

(Elisabete Sombreireiro)

LETRAS IMPREVISÍVEIS

Rogério Martins Simões

 

Quero dizer-vos:

Que da ponta dos meus dedos

Crescem letras imprevisíveis

Que se estendem numa folha em branco:

Em levada

Em verdes prados

Saltitando a caminho da horta

 

Quero dizer-vos:

Que é de dia que as ilusões escondidas

Adormecem nas cidades

Abafando o ruído e o fecho da porta

Que a mágoa não se esbate num apagar de luz

Pois quando a noite adormece,

No leito dos rios,

Os pirilampos abrem o caminho à poesia.

 

Quero dizer-vos:

Que os risos chegam atrasados

Com asas pesarosas

E que os infelizes adormecem

Na tentação de afogarem a má sorte…

 

Quero dizer-vos:

Que os sofrimentos são paragens forçadas.

No acentuado cais de envelhecimento

E que ao cair da noite sigo a candeia

Onde velhos ciprestes anunciam a morte

E as rolas distendem as asas…

 

Depois… seguirei a minha estrela…

 

Meco, 04/06/2014 23:43:11

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

Fado! Só Fado!

 

 

FADO! SÓ FADO

Rogério Martins Simões

 

Lisboa

Não te incomodes

Comigo

Deixa secar as lágrimas

Anunciadas…

Em teu xaile preto

E mesmo que acordes.

Nos teus acordes,

Não tenho ais!

Mais,

Para trinar contigo.

 

Tirei a última lágrima

De saudade

Que escorria da varanda

Da minha viela

E reguei com ela

O vazo do manjerico

que o acaso

ou a esperança

me deixou à janela.

 

Porque é que sinto

Esta dor imensa

Que consome

E devora

O canteiro do meu corpo?

 

Não orvalha na cidade…

 Deambulo!

Sai do meu peito

Um lancinante grito

Enquanto meus passos

Despeitam a noite…

Sou viola…sem cordas.

Canto aflito...

Castigo sem pecado

Cais?!

Barco sem arrais!

Grito?

Fado! Só fado…

 

Lisboa

Não apagues o que resta

Do cheiro a manjerico…

 

 Meco, 02-09-2008 21:48

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Cobri de rosas

 

 

 

COBRI DE ROSAS

(Rogério Martins Simões)

 

Cobri de rosas

A tua rosa

O teu botão.

Abri a rosa

Cortei a pétala

Pétala a pétala

Enchi o chão.

 

Mas se ao menos

O teu rosto sorrisse

E a tua boca

Dissesse palavras

De ternura:

Eu te daria

De novo rosas

Formosas

E em botão.

 

1987

 

(Caderno Uma Dúzia de Páginas de Poesia n.º 41)

(Poetas Almadenses)

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

O espelho falante

 

 

ROMASI

 

2009

 

 

O ESPELHO FALANTE
Rogério Martins Simões
 
Quando se deixa partir o tempo, e os amigos, restam os registos nas memórias e as fotos que nos fazem recuar…
E temos na lembrança os rostos luzidios de criança, de adolescentes, de adultos, que permanecem sempre, ou quase sempre, iguais.
O tempo passa tão depressa, e, por mais que se envelheça, não nos passa pela cabeça que a idade pesa.
Revejo-me ao espelho e não aconselho que o façam, pois, se o fizerem, irão encontrar nos traços, nas rugas, ou nas marcas, aquilo que todos vêm e não querem aceitar.
Gosto de recordar os meus amigos, como dantes, e nunca lhes recordaria que todos envelhecemos por igual.
Por vezes reencontro um amigo, um antigo colega de escola, de trabalho e fico tão feliz por revê-lo que nem me importa que ele seja o meu espelho falante:
- Rogério está velho!
 
 “Diálogos da alma com o poeta”
Aldeia do Meco, 13-07-2009 18:26:36
 
 
Poemas de amor e dor conteúdo da página

Às horas na batota por amoras... (republicado)

 

(Óleo sobre tela de autor desconhecido

 

Biblioteca da Direcção-Geral das Alfândegas e I.E.C.)

 

 

 

ÀS HORAS NA BATOTA POR AMORAS
(Rogério Martins Simões)
 
Andámos tanto tempo agarrados às horas…
Pendurados nos ponteiros e fazíamos batota,
Quando, amarrados às doze, comíamos amoras…
E das regras do tempo fazíamos letra morta.
 
Por vezes os meios-dias eram vagabundos:
Voltávamos a encontrar as seis e meia;
Não deixávamos abalar os segundos
E quando logravas partir era lua cheia
 
Sem ti, nos ponteiros, o relógio parava
Quando os ponteiros despiam as horas.
Não havia horas, sempre te encontrava.
 
Hoje, vi-te à janela, eras toda cidade.
Percorriam o teu corpo
as vielas da madrugada,
E trazias nos cabelos a noite,
Espreitando a tua lua sorridente…
Justamente hoje!
Quando me apeteciam as amoras…
26-10-2005 23:19
 
(Poema dedicado a Natália Correia)
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

Faluas do meu coração

 

(MESTRE REAL BORDALO)

 

 

 

 

faluas do meu coração
Rogério Martins Simões
 
Pior que as pedradas…
São as palavras calcadas…
Mais duras que as pedras:
Lisas ou encalhadas,
Nas silvas ou nas frestas;
Soltas ou entalhadas,
Nas sílabas ou nas festas…
 
 
Deram-me um saco de ruas,
Que ao abrir soltou as suas…
Deram-me o saco com pedras!
Para que não cegassem as luas,
Estendi sobre a fronte a mão,
Procurando entre as faluas,
A que me levasse o coração.
 
 
E era tão linda a caravela.
Que logo saltei para ela
Sem encalhar nas pedras…
E nesta nossa terna viagem
Deixámos reacender as luas:
Dispensámos a marinhagem
Unindo as minhas mãos às suas.
 
Lisboa, 28-05-2009 23:36:05
 
http://poemasdeamoredor.blogs.sapo.pt
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

Uma eternidade nos espera Voltei!



 

VÍDEO
MISTERIOSA DO BRASIL
MÚSICA
SUONI DELLA – NATURA UCCELLINI

(Para desligar basta carregar em|| no vídeo)

 

 

 

 

UMA ETERNIDADE NOS ESPERA…
Rogério Martins Simões
 
Quando tu e eu saltávamos em andamento,
Numa corrida estreita, para a existência,
Havia um brilho, intenso, que cegava a escuridão externa.
 
Falávamos em língua redonda,
Imperceptível,
Que nos deixava latejar à distância do universo das palavras.
Éramos nada!
Éramos tudo!
Frequentávamos os mesmos colégios ricos,
Onde a riqueza se media pelo contágio,
Em resultado das vidas passadas.
 
Fazíamos parte de um grupo,
Sem forma,
Grande aos sentidos,
E sabíamos que iríamos viajar em busca da luz.
Éramos uma luz ténue…
E procurávamos um brilho permanente.
 
Entrámos por uma porta estreita
Onde formas sem luz
Reproduziam uma língua quadrada,
Sem nexo, herança de uma Torre de Babel,
Que tivemos de aprender.
 
Estamos a ficar cansados!
Não importa…
Tomámos o caminho recto e certo
E partiremos na luz…
 
Falta pouco meu amor.
Uma eternidade nos espera…
 
Lisboa, 30 de Abril de 2009
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)

 

 

 

 



 

 
 
 
VOLTEI!
 
(Rogério Martins Simões)
 
Venho dos limites do tempo
De uma galáxia qualquer
Já fui mar, já fui vento
Agora sou pensamento
Aparado em dado momento
No ventre de uma Mulher!
 
Meu corpo é magistral!
Brutal! Perfeito! Soberbo!
De início não era verbo
Agora sou o verbo ser
 
Tenho comigo segredos
Segredos do universo
Transporto no corpo recados
Escrevo em forma de verso.
Venho dos limites do tempo
Não sei o que fui e sou:
Deserto? Nascente?
Já fui Norte, já fui Sul
Pó astral, mar azul!
Luar, estrela cadente.
 
Eu me vou!
Partirei num cometa qualquer
E serei novamente pôr-do-sol.
Cor-de-rosa, aloendro, malmequer!
 
Voltei...Já cá estou…
Agora sou pensamento
Nascido em dado momento
Do ventre de uma Mulher!
 
23-09-2004 18:39
Aldeia do Meco
 
(Este poema foi gravado em MP3 pelo Luís Gaspar nos Estúdios Raposo –“Lugar aos novos” – e pode ser copiado seguindo o link no lado direito
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 

 

 

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Morangos (republicado)

 

 

Morangos
Rogério Martins Simões
 
É o tempo dos corpos estendidos
Das praias vestidas - cor de morango
Dos peitos nus; dos corpos aquecidos
Num aconchego, laçados num tango.
 
Vem minha amada
Este é o nosso tempo à beira-mar
Candeias iluminam a tua fronte.
 
Defronte às ondas, na praia deserta
Onde o deserto não cobre as dunas
Tinhas na duna, a duna entreaberta
E na descoberta esquecemos as runas…
 
É a temporada dos sonhos
De todas as estações - verbo e amar
Do sémen… do belo horizonte…
 
Vem minha amada
Sorvete de morango na hora doce
Quando, no calor, os calores apertam…
 
É a temporada
Do beijo indiscreto - agridoce
Memórias que os morangos despertam…
 
(Campimeco)
Aldeia do Meco, 13-07-2007
Portugal
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 

 

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Leva contigo este pedaço de mim (republicado)

 

Óleo sobre cartão

 

Elisabete Maria Sombreireiro Palma

 

 

LEVA CONTIGO ESTE PEDAÇO DE MIM
Rogério Martins Simões
 
O tempo passa
Mas mesmo assim
Não tenho pressa
Permanece em mim
Este lago de amor
Onde todos os dias me banho
Para te encontrar!
 
Toma-o!
Leva contigo este pedaço de ti…
Aceita-o, eu me dou.
E neste lago, feito poema
Eu me vou!
Em beijos, perfumes e flores
Hoje tudo te quero dar.
 
E se neste momento de dor
(Amor e não pena)
O teu perfume é assim:
Do mais distinto odor
Que sejas hino e louvor
E a tua alma sorrindo!
 
Elevei o meu espírito
Quando um dia te conheci!
A minha alma uniu-se à tua
E é tão lindo!
 
19-10-2004 0:00
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 

 

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Beija Flor

 

 

 

 

 

 
Beija-Flor
Rogério Martins Simões
 
Era um leve beija-flor
quando a tua flor descobri.
Levava o vento
quando o teu ventre percorri.
Perdi a flor!
Passou o tempo!
Sou um velho colibri…
28-02-2008 23:53
 
 
 
 

 

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amrosaorvalho.gif

MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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