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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




PAPAGAIO DE PAPEL ou Repliquem os sinos do meu coração

Este poema foi musicado por Yuriy Matviyenko em 2004. Dada a qualidade musical concedi a devida autorização para promover a sua canção em público. Obrigado por ter respeitado o autor do poema. A única alteração é no título: o meu poema é "Repliquem os sinos do meu coração" e tem agora o nome "Papagaio de papel"
Obrigado ao Yury
ROMASI
Rogério Martins Simões
Para escutar esta canção por favor desligue o som do fundo musical do blog
Poemas de amor e dor conteúdo da página

A praia é minha...

 

 

 

A PRAIA É MINHA
Rogério Martins Simões

A praia é minha
 Gritei

Não é
 Respondia
a onda do mar
 Que a praia varria

A praia é minha
Bradei

Não é
 Dizia
A areia da praia
Que aos meus pés luzia

A praia é minha
Clamei

Não é
Respondia
A gaivota
Que no ar se erguia

A praia é minha
Murmurei
Enquanto do alto
Na praia
O corpo revia…

E uma mulher
Ali mesmo
 na praia
Na praia paria

A praia é minha
Chorei
E renascia…

Meco, Praia das Bicas 17/11/2009
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)



 

 

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Alvoroço...

 

 

 

ALVOROÇO

Rogério Martins Simões

 

Escondo a mão,

Mão no bolso.

Qual a razão

Do alvoroço?

 

Todos me olham!

Todos reparam!

Que trapalhada:

(se fosse canhoto

Disfarçava…)

 

Treme a mão!

Treme o garfo!

Não tenho fome!?

Peço um café.

Sofro!

 

6/2004

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

 

 

 

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MARIA EFIGÉNIA COUTINHO MALLEMONT - parabéns poetisa

 

 

 

EFIGÉNIA COUTINHO

PARABÉNS
Rogério Martins Simões

 

Mais um dia, mais um ano,

Com muitas alegrias p´ra viver,

Seja assim, até descer o pano,

Com este seu amigo a ver.

 

Feliz aniversário com casa cheia,

Com amor para dar e receber,

Pois cacos e trapos são areia…

Que melhor presente poderá ter?

 

Um forte abraço e votos de felicidade

Com casa cheia de amor, amizade e muita saúde

São os votos deste seu amigo,

ROMASI

 

 

A BELEZA DA VIDA
Efigênia Coutinho
  Dedicado a todos pela passagem do meu Aniversario

 

A beleza da vida, não depende
da quantidade das flores recebidas
mas sim do seu aroma que vai colorindo
de Felicidade transmitida por cada um
dos amigos aqui presentes ao presente dia!·



Assim é a Felicidade, uma variedade
de muitos momentos que colhemos ao
longo desta passagem chamada Vida!
Pequenos gestos tornam-se grandiosos
diante da grandiosidade de vossos corações!


A vida fica melhor quando se tem bons amigos
para compartilhar e celebrar a própria vida com
suas realizações e suas alegrias, sonhos e felicidades.


OBRIGADA A TODOS VOCÊS QUE FESTEJARAM
AO MEU LADO ESTE DIA 15 - 07 - 2011
Efigênia Coutinho

 

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Resgate

 

Foto de Rogério Martins Simões

 

RESGATE

ROMASI

Rogério Martins Simões

 

Durante tantos anos

Pensava,

Cá para mim,

Em silêncio,

Baixinho, assim:

Ai como sofro!

E escrevia!

Depois rasgava!

Resgatava a minha dor...

1975

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

 

 

 

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Versos de amor

 

1953
Minha mãe, meu irmão Jaime e eu

Versos de amor

Rogério Martins Simões

Logo! Logo muito cedo,

Irrompe a luz, sem medo,

E descobre meu olhar.

Entra, sem bater à porta,

Quando o sol conforta:

Lembranças a despontar.

Em cima da velha mesa

Eu tinha a roupa presa

Com o prato da merenda:

Manteiga e pão escuro;

Que o branco era duro,

E só pela encomenda...

Solto os meus pés à légua

Que, na escola, a régua

Não aceita a demora...

Quisera, então, aprender,

A ler, para escrever,

Os meus poemas de agora.

Revejo, neste caminho,

Meus pais, com tanto carinho,

Neste nosso trilho em flor.

Volta o sol, que me beija,

Nesta manhã, que cereja,

Em meus versos de amor.

 

Lisboa, 30-10-2010 22:33:19

 

De acordo com a Lei os direitos de autor estão protegidos,

independentemente do seu registo.

(A registar no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

 

 

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Lobo... que comer no que resta da aldeia?

 

(Terras ao abandono na Beira Baixa)

 

 

 

LOBO… QUE COMER NO QUE RESTA DA ALDEIA?

Rogério Martins Simões

 

Lobo não venha comer a minha ovelha…

Tenha cuidado que eu faço fogueira.

Cruzes canhoto que vem por aí a velha…

Lobo não coma a noz verde à nogueira…

 

Tem noite que a noite é vermelha.

Credo! Abrenúncio! Vem aí a feiticeira…

Ferradura na porta; corno na telha…

Lobo não coma o figo verde à figueira…

 

Lobo não volte para roubar o nosso pão.

Menino homem só tem medo do papão…

Lobo que comer no que resta da aldeia?

 

Loba… que vai ser de ti e da tua alcateia…

Dói-me a barriga de comer tantas amoras:

Cresceram as silvas, os matos e as horas…

04-07-2005

 

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

 

 

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Amanhã é dia dois (reeditado)

 

 

 

AMANHÃ É DIA DOIS

Rogério Martins Simões

 

Carrego em mim estes dias marginais,

Que se arrastam mas parecem iguais,

Tão diferentes o são, pois,

Até ao escrever alago as rimas.

Amanhã é dia dois!

 

Limpo as minhas mãos transpiradas,

Esgota-se a fonte das minhas lágrimas.

Tenho novamente as mãos suadas.

Porque amanhã é dia dois…

 

Já passaram por mim tantos dias…

Mas estes, ao passar, fizeram doer!

Que diagnóstico me fará mais sofrer?

Pois só de pensar pensando sofrias:

Amanhã é dia dois!

 

Ide oh tristezas, pois, quero que rias,

Deixai comigo o meu corpo que resta,

Os exames na mão, com esperança esta

De voltar a chorar por mais alegrias.

Passa depressa oh dia dois…

 

Lisboa 01/08/05

 

(Registado no Ministério da Cultura

Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

 

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Volto a sacudir os olhos...

 

 

VOLTO A SACUDIR OS OLHOS…

Rogério Martins Simões

 

Volto a sacudir os olhos na escrita.

Por agora tenho o caderno e a mente.

Tenho tudo para ser feliz…

– Por uma hora…

Uma criança chora!

Chora, não sei.

Chora sempre!

Deram-lhe tudo para ser feliz…

Quem mente?

As ondas varrem a cidade

Que flutua

Num extenso areal adornado de adereços…

 

Volto ao caderno.

Não escrevo! Ligo palavras, sílabas.

Que sílabas?

Tinha tudo para ser feliz,

Por um tempo inútil,

Onde tudo não passou

De uma forte gargalhada de dor.

Doem-me as palavras rasgadas,

Tramadas.

Dói-me esta dor que se expande num tempo

Que me tinham reservado para ser feliz.

 

Sigo no tempo ou pegarei no tempo?

Que sinto?

Alguém falou?

Alguém deu nas vistas?

As vistas curtas confundem as próprias vistas!

Não viste nada. Desandas!

 

Se ando por fora dos papéis voo nas vistas.

Se conseguisse andar daria nas vistas…

Estou sentado numa cadeia de ferros.

Tenho o caderno afundado numa teia de ferro:

A ferro e fogo.

Já fui fogo,

Água e gelo.

Gelo os meus pensamentos…

Que faço destas mãos!

Levaram as sementes do meu campo de trigo

Trinco sementes de girassol

Neste cantar de desabrigo…

Estou fechado no prédio móvel

Que é meu corpo.

Que dilema:

Perdi as forças ou estou num colete-de-forças?

 

Volto a olhar para dentro.

Olho o meu corpo.

Conheço a idade do meu corpo.

Não estou mal para a sua idade…

Que idade tenho?

 

Quero fugir de mim,

Dão-me dose dupla…

Se conseguir sobreviver

Saberei viver?

Viverá quem já não goste da vida?

Que vida? Fechada neste cadeado?

Movimento a dose dupla e volto a andar;

Subo o patamar da mente

e desço de andar na escrita…

 

Meco, Praia das Bicas, 12 de Julho de 2009

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amrosaorvalho.gif

MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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