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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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04.02.21

Ballerina in empty theater uid 1280954

PARA ALÉM DO VENTO…

Rogério Martins Simões

 

Volúpias em corpos que bailam submersos,

Dispersam, em nós, o sémen da procriação.

São inocentes os nossos dias em tentação,

Anseios da natureza doces como versos…

 

Mordiscaste a minha boca em provocação...

Desejos inatos; tão diferentes; tão diversos,

Anunciando um tempo novo, sem reversos,

Ardendo como o fogo em adoçada erupção….

 

E a natureza nos cobriu com vento criador,

Confiando as sementes num ato de amor,

Quando o teu corpo fértil comigo dançava!

 

Além de nós havia um tempo pouco visível,

Para que recomeçássemos num cio sensível,

E o teu corpo, com ingénita sedução, bailava…

 

Aldeia do Meco, 26-10-2007 23:11:43

Simões, Rogério, in “POEMAS DE AMOR E DOR”,

(Chiado Editora, Lisboa, 1ª edição, 2019)

1ª edição: Agosto, 2019 página 47

ISBN: 978-989-52-6450-6 Depósito Legal n.º 459328/19

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

01.04.20

IMG_parkinson3

POR QUE SOU TRISTE?

Rogério Martins Simões

 

Saber, quero saber por que sou triste?

Querer, por mais querer, o riso ensejo.

Chorar? Não mais chorar é meu desejo.

Saber por que razão meu choro insiste?

 

No meio deste silêncio, e que persiste,

Razão tem a razão em que me revejo.

Chorar será o clamor do meu arpejo.

Saber, quero saber em que consiste.

 

Perguntei ao meu rio Tejo, a soluçar,

Que me desse a razão deste meu estar:

Saber, quero saber que fiz de errado?

 

Sorrindo para mim para que o visse,

Cuidai desse teu riso, e mais me disse:

- Chorar, e mais chorar, será teu fado…

 

Meco, Praia das Bicas, 2013-12-12

Simões, Rogério, in “GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO”,

(Chiado Editora, Lisboa, 1ª edição, 2014)

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

30.03.20

1980 serra estrela

DEIXA A TERNURA

Rogério Martins Simões

 

Quando desesperado assim me deito,

Quantas vezes calado em sobressalto,

Como uma onda varrendo lá do alto,

Assim é a imensa dor que rasga o peito.

 

Cruel este sofrer sem qualquer proveito,

Arfando até não mais, e neste assalto,

Para onde o meu presente levou a salto:

Esta imensa dor que me dói e que rejeito.

 

Luta desigual, foi esse o meu receio,

Que bem cedo legou este meu tormento.

Tarde me tarda meu último momento…

 

Eterna prisão foi esta a que me enleio,

Sobra-me este grito; É minha a loucura:

Quase tudo levou: deixa a ternura!

Meco, 01/03/2019 18:04:43

Simões, Rogério, in “POEMAS DE AMOR E DOR”,

(Chiado Editora, Lisboa, 1ª edição, 2019)

1ª edição: Agosto, 2019

ISBN: 978-989-52-6450-6

Depósito Legal n.º 459328/19

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

19.03.20

maeavotiajaime 

(Foto e 1953: A minha Avó  materna, Júlia , vestida de preto e do lado direito da foto .

Restantes:  minha mãe Isabel Martins; a minha tia Soledade Simões com o meu irmão Jaime ao colo.

A minha avó Júlia, natural da Malhada, Colmeal, Góis, era irmã do meu tio, Manuel Nunes de Almeida, e tia do meu falecido primo,  a quem dedico este meu poema:

Ao Luís Manuel César Nunes de Almeida)

 

FILHO DE UM DEUS QUALQUER

Rogério Martins Simões

 

 

Se o meu clamor aos céus satisfizera,

Nada mais ousaria para ser feliz,

Saber voar, sonhar, então quisera,

Para fazer a paz que sempre quis!

 

Tal como num sonho ou numa quimera,

Dos céus descesse numa flor-de-lis,

Trazendo assim a fértil primavera,

Louvando os povos de qualquer país.

 

Que eu seja filho de um deus qualquer.

(Filho de um homem e de uma mulher!)

-Venho dos céus onde não há guerra!

 

A minha religião é fraterna, é universal,

Só quero o amor numa entrega total!

Espírito da paz desce de novo à terra

 

29-07-2004 20:20

 (Ao meu querido primo

LUÍS MANUEL CÉSAR NUNES DE ALMEIDA,

Ex-Presidente do T. C,

Que faleceu em 6/9/2004)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

10.02.19

Golpe de Asa no Sequeiro_F.jpg

 

O FADO
Rogério Martins Simões

Quem da vida se não farte, e esperto,

Acerta a arrogância e a postura;

Pois dote de orador terá o decerto,

Cavaleiro de tão triste figura…

 

Que sendo pior que burro e burro certo,

Têm na melosa voz fatal falsura,

Para assim esgrimir demais o incerto:

A eito e a preceito na tal conjuntura…

 

Nesta tão pouca sorte e má contenda,

Há um povo que parte na triste senda,

Sem ter destino ou sorte, e esmorece.

 

Assim se vejo aqui o próprio demérito

No presente de tal e qual pretérito:

É fado! “Malhas que este Império tece”!

 

Meco, 20/09/2013 01:20:17

(Simões, Rogério, in “GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO”,

(Chiado Editora, Lisboa, 1ª edição, 2014)

ISBN 978 989 51 1233 3) (Página 141)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

09.11.18

MVI_3073-001.jpg

 

POR QUE SOU TRISTE?

Rogério Martins Simões

 

Saber, quero saber por que sou triste?

Querer, por mais querer, o riso ensejo.

Chorar? Não mais chorar é meu desejo.

Saber por que razão meu choro insiste?

 

No meio deste silêncio, e que persiste,

Razão tem a razão em que me revejo.

Chorar será o clamor do meu arpejo.

Saber, quero saber em que consiste.

 

Perguntei ao meu rio Tejo, a soluçar,

Que me desse a razão deste meu estar:

Saber, quero saber que fiz de errado?

 

Sorrindo para mim para que o visse,

Cuidai desse teu riso, e mais me disse:

- Chorar, e mais chorar, será teu fado…

 

Meco, Praia das Bicas, 2013-12-12

Simões, Rogério, in “GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO”,

(Chiado Editora, Lisboa, 1ª edição, 2014)

 

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

08.07.18

World Press Photo Contest 2004..jpg

 IMAGEM DA World Press Photo Contest 2004.

 

RAPINA

Rogério Martins Simões

 

Rapinam minhas mãos nas horas vivas,

Que se agitam além perto do fogo,

Meu destino cruel onde me azougo,

Em preces, em razões superlativas...

 

Balizam minha sorte e tão furtivas

Querem-me longe e fora deste jogo…

Na terra das misérias sem arrogo

De mãos estendidas em rogativas…

 

Latejam no meu rosto como brasas,

Estas inquietações de quem se arrisca,

A escutar o trovão, antes da faísca…

 

Desilude-te génio subserviente,

Que o desterro é ferrete penitente…

E os ultrajados mais que as campas rasas.

 

Meco 08/07/2018 23:34:46

 (Poemas de amor e dor- Próximo livro)

 

 

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10.06.17

1953maejaimeeu.jpg

 (Mercado de Santa Clara. Minha mãe, eu e o meu irmão)

 

CORRIA TANTO…

Rogério Martins Simões

 

Percorro estas memórias não distantes,

Com cores do meu tempo de menino

Revendo estas imagens como dantes

Trajando as velhas roupas de mansinho

 

Fugíamos à frente da polícia,

Num faz de conta d´um campo da bola,

Bola de trapos feita com perícia,

Escondida nos fundos da sacola.

 

Nesta calçada que recordo ser,

O nosso estádio que me viu crescer:                        

Crescem minhas lembranças e lá vai…

 

Não partas oh saudade sem mandato.

Tu és a minha poesia no prato

Chuta menino! O teu encanto não sai.

 Meco, 10/06/2017 00:20:48

 

A publicar no meu próximo livro de poesia

(De acordo com a Lei os direitos de autor estão protegidos, independentemente do seu registo.

(A registar no Ministério da Cultura - Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

19.02.17

0065.JPG

 

POR QUEM A MINHA ALMA SE AUSENTA        

Rogério Martins Simões

 

Aquela por quem minha alma se ausenta,

Divina musa que o meu tempo laça,

É sal que me tempera; que reinventa

A noite, quando a noite nos abraça…

 

Aquela que me tenta e tanto atenta:

Ilumina, fascina, e tem na graça:

A graça com que embala e movimenta,

Meu corpo que perdido esvoaça.

 

Aquela que na dor me faz rochedo;

Que por amor me perco e perco o medo:

É voz deste sofrer intolerante.

 

E se nem andar sei aquando ausente,

Aquela por quem meu amor tanto sente:

É beijo deste belo e terno instante.

 

Praia das Bicas, 21/10/2013 20:53:10

Simões, Rogério, in “GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO”,

(Chiado Editora, Lisboa, 1ª edição, 2014)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

30.10.16

HPIM0525.JPG

 

ALMA ALENTEJANA

Rogério Martins Simões

 

Na dourada planície alentejana,

Aonde o sol penetra imponente,

A falta de água, mísera e tão insana,

Não deixa este seu povo indiferente.

 

Nessa imensa e dourada pradaria,

Onde o vento de suão seca a cortiça,

Leva consigo, nesta sua agonia,

O trabalho chamado de preguiça…

 

Mas o Alentejo é belo e majestoso!

Canto da liberdade, amante e esposo.

Quem parte, volta, nunca diz adeus.

 

E a seara ondulando, canta em coro,

O cante alentejano em vez do choro:

A alma alentejana é força de Deus.

 

Meco,30/10/2016 00:10

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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